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Pensemos agora no valor da familia...

Iniciado por ericsontavares em 10/03/2011 · 9 mensagens

ericsontavares#1
Primos, pai, mãe, irmão, tudo isso sem sentimentalismo... seria apenas uma convenção social a familia ou teria alguma ligação mesmo com o advento da morte?

A morte dá a cada um um destino individual e não coletivo...
fabrcio_5#2
Como irá existir consciência sem cérebro?
dorian#3
Simples: Faça essas perguntas a Deus.
andr_10#4
Será?

Só sei que a resposta olaviana está no curso dele sobre "consciência da imortalidade".
fbio_8#5
Recomendo você assistir o filme 'Nosso Lar'.
brunovalente#6
O professor costuma citar como dados importantes para esta questão as experiencias de morte clínica e retorno. Segundo ele, geralmente as experiências relatadas envolvem intensificação da inteligência e da percepção. Costuma-se perceber coisas que seriam impossíveis se a pessoa estivesse acordada. Isso tudo sem sinais cardíacos e cerebrais. Isto parece refutar esta idéia de que a consciência deixa de existir, ou mesmo os sentidos...

A minha formação em área biológica me levou a interpretar a consciência como um produto do cérebro, com indicou o Fabrício. Digamos que as minha ações e pensamentos sejam produzidos por reações químicas no cérebro. Mas e aí, quem conduz estas reações químicas? Se ninguém as conduz, se são apenas reações aleatórias, como se ocorressem em um tubo de ensaio, minha vida seria testemunhada por mim como se eu estivesse vendo um filme. Mas isso nega a minha experiência de não apenas contemplar, mas tomar decisões a toda hora, seja para me mover, ou para realizar construções mentais. Então, há algo conduzindo estas reações químicas, algo que não é uma reação química, mas que rege o corpo. Não seria este algo o que chamamos de "eu"? E se rege o corpo mas não é parte da sua estrutura material, porque supor que desaparece sem o corpo?
bruno_10#7
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brunovalente#8
Para mim, a relação entre parentes não tem a base no "sentimental". Considerando que qualquer pessoa só existe de fato graças a uma ação de seus pais, se tenho dois parentes A e B:

1 - A ação de um deles levou diretamente (pai) ou indiretamente (avô, bisavô, etc) à existencia do outro.

ou

2 - A e B devem a sua existência a pelo menos um indivíduo em comum (irmãos A e B devem ao pai, primos A e B aos avôs etc)

Me parece que o que faz com que sejam parentes não é a relação sentimental, mas uma espécie de rede de ações que levaram à própria EXISTÊNCIA de todos nós. Se esta rede levou à existência não apenas de corpos, mas de "eus", porque a rede perderia a validade após a morte? Devo a existência do meu "eu" a meus pais. Porque este débito de extinguiria após a morte?

Pelo menos é o que acho...
brunovalente#9
Bacana, obrigado Bruno.

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