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Academês e Discurso Vazio

Iniciado por fabrcio_5 em 10/03/2011 · 6 mensagens

fabrcio_5#1
Há muitos "intelectuais" na história que por vezes são desmascarados ao ser analisado seus dicursos por pessoas que sabem como descobrir charlatões.
Estas pessoas são os chamados "enchedores de linguiça", que não falam exatamente NADA com NADA, e por vezes se passam por grandes eruditos. Ditos intelectuais passam anos e anos tentando compreender obras de determinados escritores que na vedade NÃO foram feitas para se entender, mas sim para "encher o saco".

Carl Sagan já alertava sobre esses charlatões!
Por exemplo, o sujeito chamado Foucalt! Ele próprio já admitiu EM PARTE que não escrevia coisa com coisa e teve seus escritos desmascarados no livro "Imposturas intelectuais".

Trecho retirado de outra comunidade:

"Foucault por Foucault"
Foucault por ele mesmo

Trecho da entrevista que John Searle fez com Michael Foucault:

John Searle: "Michel, você é tão claro quando conversa; por que seu trabalho escrito é tão obscuro?",

Foucault: "Isso é porque, para ser levado a sério pelos filósofos franceses, 20% daquilo que você escreve têm de ser bobagem impenetrável".

Fonte: "Quebrando o Encanto", Daniel Dennet.

Comentário:

Gerações e gerações de pseudo-eruditos tentando entender o que foi escrito para não ser entendido, e chegando a conclusões radicais baseadas em dadaísmo semântico.

Nem tudo o que é obscuro é genial. Valiosa lição que as ciências humanas não ensinam.

O velho Carl Sagan já alertava contra o charlatanismo acadêmico.
fabrcio_5#2
Outro que gostava que encher o saco falando merda parecer ter sido (segundo várias pessoas) o filósofo Deleuze:

"Em primeiro lugar, os eventos-singularidades correspondem a séries heterogêneas, organizadas num sistema que não é estável nem instável, mas metaestável, dotado de uma energia potencial na qual se distribuem as diferenças entre as séries.(...) Em segundo lugar, as singularidades possuem um processo de auto-unificação sempre móvel e deslocado, na medida que um elemento paradoxal atravessa as séries e as faz ressoarem(sic), envolvendo os pontos singulares correspondentes num único ponto aleatório(sic) e todas as emissões(sic), todos os lances de dados, numa única jogada."

Este é um parágrafo do grande "filósofo" Giles Deleuze citado no livro "Como a picaretagem conquistou o mundo" de Francis Wheen pela editora Record. A seguir o comentário do autor.

Podemos passar horas fitando esse parágrafo e continuar sem entender nada. Podemos lê-lo de trás para frente, decompô-lo nas orações que o constituem, ingerir drogas alucinógenas para ajudar a commpreensão:ele continua a ser um palavrório inteligível. No entanto, ninguém menos que Michel Foucalt elogiou Deleuze como "um dos maiores dentre os grandes".

Leitura maravilhosa! Esse trecho foi extraído do capítulo "Os mercadores da demolição da realidade" dedicado ao pós-modernismo, pós-estruturalismo e diabo que o valha. Deleitem-se !

Algum outro "enchedor de linguiça" que vocês conheçam?
fabrcio_5#3
Ainda não tive a oportunidade de ler algo de Hegel, mas também já ouvi comentários a respeito.
fabrcio_5#4
"Em outro momento, comentando as maneiras de escrever de diversos autores, ele identifica como alguns dos principais problemas estilísticos de sua época a falta de clareza, a prolixidade e os neologismos, que seriam indícios de uma tentativa de dar aparência erudita e profunda a
textos sem conteúdo.

Schopenhauer caracteriza então três estilos, um "em sentenças curtas, ambíguas e paradoxais, que parecem significar muito mais do que dizem"; outro que, contrariamente ao primeiro, recorre a uma "torrente de palavras, com a mais insuportável prolixidade"; e, por fim, o estilo "científico e profundo, no qual o leitor é martirizado pelo efeito narcótico de períodos longos e enviesados".

Para cada tipo estilístico caracterizado, ele dá exemplos entre parênteses, como que de passagem, mencionando Schelling como referência para o primeiro estilo, Fichte para o segundo, e os hegelianos em geral para
o terceiro.* Mais adiante, comenta ainda que a ininteligibilidade, considerada como um disfarce dos maus escritores, foi introduzida na Alemanha por Fichte, aperfeiçoada posteriormente por Schelling e teve sua formulação mais refinada com Hegel. Então, resumindo o argumento de sua crítica ao estilo dos filósofos idealistas, o autor afirma: "Em tudo o que eles escrevem, percebe-s e que pretendem parecer que têm algo a dizer, quando não têm nada"."


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Schopenhauer - A Arte de Escrever, pág 15
renan_6#5
Aliás, ocorre um paradoxo curioso: franceses como Ricoeur e Deleuze não sabem efetivamente "escrever", mas por vezes se mostram ótimos comentaristas de linguagem.

Há uns insights de Ricoeur sobre a metáfora simplesmente geniais.
guardio#6
Habermas tb faz parte do clube do academês.

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