Uma exemplo para o Brasil
Por Epip Litterev 11/03/2011 às 17:04
No dia 5 de março, um advogado colombiano que luta pela inclusão das vítimas das FARC no rol de vítimas da guerrilha sofre tentativa de assassinato.
Fernando Vargas Quemba é um advogado que, atualmente, tem a seguinte missão: não deixar que caiam no esquecimento as vítimas dos fuzis, bombas e sequestros perpetrados pelas FARC em seu país desde os anos 60. Assim como no Brasil quer-se instaurar uma Comissão da Verdade, na Colômbia esse processo está já adiantado; mas lá, a discussão agora é: o que torna uma pessoa "elegível" para ser considerada vítima dos conflitos ocorridos desde os anos 50.
Vargas Quemba luta pela inclusão dos mortos, feridos e desaparecidos pelas mãos das FARC nesta lista de vítimas. Mas, ao que parece, isso não agrada a muitas pessoas. No dia 5 de março, enquanto buscava seus filhos nas escola, homens armados alvejaram o seu carro, sem vitimar Vargas Quemba e, afortunadamente, a nenhum dos seus filhos nem a qualquer presente na cena.
Que lição ou, pelo menos, que analogia podemos fazer com o nosso país, o Brasil? Cá, está em processo de instauração uma Comissão da Verdade. Porém, quais crimes serão investigados por ela? A tendência é a investigação de crimes cometidos unicamente pelo governo militar, seus organismos oficiais e seus, supostamente, organismos não-oficiais. Mas... e a assim dita "resistência"? Nenhum crime cometido? Mesmo assassinatos e mutilação de pessoas que apenas passavam pelos cenários da luta armada (assaltos a banco, atentados a bomba etc) devem ser anistiados, esquecidos, ou seja, NÃO INVESTIGADOS pela Comissão da Verdade?
Por Epip Litterev 11/03/2011 às 17:04
No dia 5 de março, um advogado colombiano que luta pela inclusão das vítimas das FARC no rol de vítimas da guerrilha sofre tentativa de assassinato.
Fernando Vargas Quemba é um advogado que, atualmente, tem a seguinte missão: não deixar que caiam no esquecimento as vítimas dos fuzis, bombas e sequestros perpetrados pelas FARC em seu país desde os anos 60. Assim como no Brasil quer-se instaurar uma Comissão da Verdade, na Colômbia esse processo está já adiantado; mas lá, a discussão agora é: o que torna uma pessoa "elegível" para ser considerada vítima dos conflitos ocorridos desde os anos 50.
Vargas Quemba luta pela inclusão dos mortos, feridos e desaparecidos pelas mãos das FARC nesta lista de vítimas. Mas, ao que parece, isso não agrada a muitas pessoas. No dia 5 de março, enquanto buscava seus filhos nas escola, homens armados alvejaram o seu carro, sem vitimar Vargas Quemba e, afortunadamente, a nenhum dos seus filhos nem a qualquer presente na cena.
Que lição ou, pelo menos, que analogia podemos fazer com o nosso país, o Brasil? Cá, está em processo de instauração uma Comissão da Verdade. Porém, quais crimes serão investigados por ela? A tendência é a investigação de crimes cometidos unicamente pelo governo militar, seus organismos oficiais e seus, supostamente, organismos não-oficiais. Mas... e a assim dita "resistência"? Nenhum crime cometido? Mesmo assassinatos e mutilação de pessoas que apenas passavam pelos cenários da luta armada (assaltos a banco, atentados a bomba etc) devem ser anistiados, esquecidos, ou seja, NÃO INVESTIGADOS pela Comissão da Verdade?