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A verdadeira epidemia!

Iniciado por mateus_5 em 31/03/2007 · 13 mensagens

mateus_5#1
Como vocês poderão ver na notícia abaixo, a verdadeira epidemia não é a de obesidade, como se tem feito força para atochar nas mentes crédulas. A verdadeira epidemia é de a da destruição da família, dos valores, e do núcleo familiar ser o responsável pelos mesmos. Mais um país começa a seguir as orientações vigentes e retira uma criança de sua família por estar obesa. Isso é inaceitável!

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI1518268-EI8142,00.html
ailton#2
O interessante é que boa parte dessa gente, "preocupada" com a saúde da criança, é abortista.
priscila#3
Quer um bom conselho? Deixa o Estado fora disso - e melhora o entendimento e a consequente ação da família de outro jeito.

Um velho amigo, hoje vivendo fora do Brasil, me dizia que não se deve "dar asa a cobra".
Não de deve MESMO: cobra sem asa já é ruim o suficiente!
mateus_5#4
Caio, ser gordo não é necessariamente "culpa" de ninguém. E pode ser a alimentação, distúrbio metabólico e vários outros fatores. O que não pode é o Estado tomar a criança sob alegação de maus tratos. A criança receber má alimentação é um problema da família, de informação, dos médicos que cuidam deles e etc. Nada justifica tomar a criança da família. No máximo, que eu já acho que não deve vir diretamente de uma fonte governamental, poderiam receber uma ajuda de informação nutricional, ou algo do gênero.
mateus_5#5
Isso pra mim é mais uma tentativa de diminuir o pátrio-poder e o alcance da família. É o Estado que quer controlar o que você aprende, os seus valores, a sua saúde, sua aparência e etc.
mateus_5#6
Isso ocorre. Lamentável a criança morrer. Mas você pode dizer que não é um distúrbio metabólico que o faz engordar anormalmente? Ou o Estado primeiro tira para depois saber o motivo?

Acredito que sua possível morte é um problema da família. Se for causada por excesso de guloseimas, eles vão sofrer com o desequilíbrio que causaram.
ailton#7
A situação realmente é delicada. TEm que haver um estudo caso a caso.

Por mais que digam o contrário, duvido que a criança engordou simplesmente porque estava sob uma nutrição inadequada. Claro que estava, mas isso de longe não a deixaria com 100 quilos. Obviamente, ela deve ter uma predisposição genética, sei lá, algo metabólico (n entendo muito).

O estado deveria orientar um tratamento. MAs tirar a guarda da criança é desnecessário.
priscila#8
O Estado não tem que se meter!
A família que resolva!!!!!
Pelo santo amor de Deus, vocês vão entender isso QUANDO?!
inocncio#9
Não se preocupem. Papai Estado resolve tudo.
Embora a saúde pública esteja uma verdadeira merda, o Estado quer ensinar às famílias como cuidar da saúde dos seus filhos.
E la nave va ...
uriel#10
.

"O serviço social do governo da região autônoma de Astúrias, no norte da Espanha, assumiu temporariamente a tutela de um menino de 10 anos, que vivia com seus avós e que chegou a pesar 100 kg por causa de uma alimentação excessiva e inadequada."

Ora, esta' certo e Estado serve pra isso mesmo. Sem estatofobia libertaria aqui, por favor!
marco_13#11
Pessoal, olha a bobagem que vcs estão falando, ao transformar um caso LEGAL em em questão POLÌTICA.

Tudo tem limites, e vcs estão esquecendo de uma máxima da própria legislação, onde a segurança do prejudicado tem prioridade sobre qualquer outra coisa. Isso é questão de DIREITO, e muitos crimes inclusive não exigem queixa.

Se um pai por exemplo espanca violentamente o filho, deixa-se isso pra "resolver na família?" Claro que não. Há uma questão de grau: Pode-se dar umas palmadas, mas o excesso (espancamento ao ponto de deixar sequelas físicas ou mesmo emocionais) é CRIME e o estado tem que se meter SIM, pois ALGUÉM tem interceder e defender a criança.

Se um pai abusa sexualmente do filho, vamos deixar isso "pra resolver na família" também?

Da mesma forma, se uma mãe, por burrice ou ignorância extrema ou seja lá o que for, entope o filho de comida ao ponto do mesmo ter sua saúde seriamente comprometida em tenra idade, cai no mesmíssimo caso acima. Também não adianta dizer "ah, isso é coisa que deve ser resolvida na família", pois na prática, quem é que vai se indispôr contra a mãe? Imagine vc sendo parente (tio, primo, irmão, etc), arrumaria um bate-boca e indisposição na sua família entrando em atrito com a mãe? Duvido. Mesmo porque provavelmente só arrumaria uma briga e mãe, na sua santa imbecilidade, ignoraria tudo e continuaria e matar lentamente o filho.

Assim sendo, se vc nota um pai espancando ou abusando de um filho, provavelmente vc chamaria a polícia. O mesmo para uma mãe destruindo a saúde do filho. Quem deve decidir se o GRAU do caso se aplica é o juiz, mas a questão é LEGAL, e não política.
marco_13#12
...Embora a saúde pública esteja uma verdadeira merda...

Está, mas nem TANTO quanto pintam. Nos casos emergenciais e outros, funciona até que razoavelmente bem.

Já sofri fraturas duas vezes e em ambos os casos fui muitíssimo bem atendido pela rede pública. Um dos casos até exigiu internação de 3 dias e uma cirurgia onde o gesso foi substituído pois dois fios grossos segurando o osso. Fui extremamente bem atendido e o acompanhamento foi fenomenal. Claro, não tive nenhum luxo, tive que dividir quarto com mais 5 pessoas, não tinha cortina bordada, TV a cabo, e nem sonzinho surround, não teve atendimento VIP ou capuccino na cama, mas no que interessa mesmo, foi 100%.

Até digo que o médico me atendeu com MUITO mais atenção que nesses famigerados planos de saúde, onde o médico é transformado em uma máquina de atender pois ganha-se por atendimento feito (o próximo, o próximo, o próximo...). Aliás, digo que via de regra prefiro o atendimento do médico do SUS ao dos plano (o médico, não os recursos, claro).

Outra coisa: Minha mãe está com cirrose hepática, por conta de uma hepatite C que ela contraiu há uns 20 anos numa transfusão, e todo o tratamento está sendo pelo SUS, inclusive os remédios. Ainda bem, pois só os remédios sairiam mais de R$15 mil por ano. (Fosse nos EUA, ela estaria lascada).

Sim, o SUS precisa melhorar e MUITO, mas daí a dizer que é uma merda e fim de papo, também é exagero.
mateus_5#13
Eita caralho. Me ausento por uns dias e vejo umas coisas escabrosas. Ninguém falou em "estatofobia libertária" aqui, Uriel. Mas acho que a Norma resumiu muito bem a coisa. Como está o garoto? Com quem está? Não seria, se uma intervenção fosse mesmo necessária, melhor, esta ser na forma de um tratamento? Com os parentes recomendados a submeter a criança aos exames necessários? Ou se pega a criança para os exames e depois "devolve"? Foi essa a questão que eu levantei.

Vamos saber separar quem fala por aqui em "estatofobia libertária", ok? Definitivamente não quero entrar nessa "categoria". E estão carecas de saber minhas opiniões por aqui!

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