Criação da Comissão da Verdade para investigar crimes da ditadura gera polêmica
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Projeto é visto com desconfiança pelas Forças Armadas que insistem em ter na comissão o pensamento e as ações dos dois lados do conflito.
Na tentativa de resolver um impasse, o governo federal propôs a criação de uma Comissão da Verdade – um grupo para investigar os crimes cometidos pela ditadura sem poder de punir ou de processar os envolvidos. Mesmo assim, o projeto é visto com desconfiança pelas Forças Armadas que insistem em ter na comissão o pensamento e as ações dos dois lados do conflito. Será que podemos deixar crimes tão graves sem punição? Depois de tanto tempo vale a pena reabrir velhas feridas?
Para discutir o assunto, Monica Waldvogel recebe os advogados Yves Gandra da Silva Martins, professor e ex-militante da anistia; e Airton Soares, ex-defensor de presos políticos. Os convidados têm visões diferentes. Yves é contra a instalação da Comissão da verdade e Airton é a favor.
Eu já assisti ao programa. Foi há uns dois dias atrás, eu acho. O Ives defendeu em todos os momentos a tese de que não há problema algum em procurar a verdade. Mas, insistia, isto deve ser feito pelos historiadores, não por políticos. O que é a coisa mais óbvia do mundo. Os políticos não estão interessados em saber o que aconteceu: querem apenas fazer uma idolatria dos terroristas.
O cara do outro lado ficava dizendo que os historiadores são parciais! Esse é o argumento mais jumento que eu já vi. É óbvio que historiadores podem ser parciais. Mas isso é uma possibilidade. E outros historiadores podem ser parciais para o outro lado. No entanto, os políticos são quase que necessariamente parciais...
O Ives também lembrou que a lei de anistia foi recepcionada pela Constituição de 88, de modo que não cabe falar em revogação dela. O sujeitinho respondeu, com a cara mais lavada do mundo, que, agora que a CORRELAÇÃO DE FORÇAS mudou, é possível alterar a lei de anistia. Ou, melhor dizendo, afirmar que ela só se aplica aos terroristas e comunistas. Logo, haveria uma revisão para punir os militares.
Exatamente! O sujeito falou abertamente que, para ele, a lei não tem um significado colocado nela mesma. O que importa é a CORRELAÇÃO DE FORÇAS (sic). Agora que os comunistas estão no poder, as leis devem ser interpretadas de acordo com os interesses deles!
Quando o Olavo dizia que a esquerda iria perseguir os militares "no matter what", eu inicialmente achava ser um exagero. Agora está tudo mais confirmado. Olavo acertou mais uma vez com anos de antecedência...
Da próxima vez que eu for jogar na loteria, vou mandar um e-mail pra ele pedindo uma dica dos números!
O FDP quer revogar a Lei de Anistia! Quer desrespeitar uma cláusula pétrea da constituição! PQP, é uma porra de um governo revolucionário e esse povo brasileiro pau no cu não quer ver!!!
Quem quiser resistir à busca da verdade, o fará nos termos da exposição democrática. A sociedade brasileira hoje quer a verdade. Se alguém é contra, que se expresse. Vamos apoiar esse projeto (que tramita no Congresso e cria a Comissão da Verdade) - disse José Eduardo Cardozo.
Dizer que quem é contra a Comissão da Verdade é contra a verdade é como dizer que quem é contra o PT é contra o trabalhador.
Acho que o negócio é menos posts revoltados no Orkut e mais trabalhos honestos publicados.
Graças ao ininterrupto funcionamento durante mais de trinta anos da eficiente máquina de propaganda e doutrinamento esquerdista, hoje no Brasil não é difícil ver algum orelha seca que tenha recebido uma simples multa de trânsito entre 1964 e 1985 buscando glória posando de "vítima da ditadura" ou de "herói da resistência democrática".
O Memórias Reveladas é um feitiço que pode virar contra o feiticeiro, um tiro que pode sair pela culatra. As engrenagens da máquina de mentiras esquerdista podem ser irreparavelmente danificadas pela poeira de alguns papéis velhos. A esquerda tem muito a perder com a disponibilização de documentos produzidos pelo regime militar devidamente organizados.
Mas se só esquerdinhas pesquisarem nesses arquivos nós só teremos mais do mesmo; "Castello branco foi quem rancou a perna de Roberto Carlos com uma mordida", "O AI-5 foi quem proibiu Nelson Ned de crescer", etc.
O surrealismo do gramscismo em sua versão bananalandense é uma coisa que chega a IMPACTAR: porque, palavra de honra, a FORMA como as coisas são feitas é tão CRUA, tão TOSCA, tão barbaramente BOÇAL, que eu fico pensando no que é que eu estou fazendo AQUI neste país, caramba! Não, olha, palavra de honra: nem Gramsci imaginaria uma bagaça com esse grau de cara-de-pau!
O chefe da "comissão da verdade"é Zé Genoíno, caramba: é o Capitão Cueca! Um terrorista manjadérrimo, (aliás famoso pela covardia, mas terrorista, nevertheless...) 😄!
Os "diretores"de CADA "comissão"são, invariavelmente, os sujeitos mais desqualificados possíveis e imagináveis, numa espécie de piada macabra, feita mesmo para ser INSULTANTE!
Nunca se VIU uma coisa dessas: a impressão que fica é a de que a caterva está testando, por deleite pessoal, pra saber até onde pode ir - e deve estar todo mundo APOSTANDO, lá - "agora vamos avisar que todo o cidadão será assaltado à mão armada uma vez por mês, pra ver se alguém reclama!"; "desta vez vamos nomear Fernandinho Beira-Mar pra fazer a reforma penitenciária, pra ver se alguém diz alguma coisa!"
E como ninguém diz NADA, as apostas continuam, cada vez mais altas!
Essa Comissão da Verdade se assemelha a uma "Comissão da ética e moralidade comportamental", porém os seus relatorers seriam Pedófilos e Prostitutas, é assim que eu defino essa merda de Comissão!!!
Comissão da Verdade ampla, geral e irrestrita
Na história militar mundial não há registro de guerra em que não tenham sido cometidos excessos, de parte a parte. Na guerrilha brasileira, ocorrida durante a ditadura militar não foi diferente. Do lado das forças militares, houve excessos e foram cometidos crimes que são amplamente explorados e exemplificados pela mídia e por órgãos ligados aos antigos guerrilheiros. Mas pouco se sabe sobre os da guerrilha, que possui uma extensa lista como, atentados a bomba, assaltos, assassinatos, justiçamentos, e seqüestros de autoridades brasileiras e de nações amigas a serviço no Brasil. É preciso resgatar entre outras verdades, a real orientação ideológica da guerrilha, que não era democrática, considerando que fora treinada, financiada e orientada pela extinta URSS.
O interessante é que alguns dos que cobram a revisão da Lei da Anistia de 1979, exigindo punições, também cometeram crimes extintos por essa Lei. A título de exemplo, são transcritos três casos recolhidos do site do Grupo
Terrorismo Nunca Mais (http://www.ternuma.com.br/):
1. Em 5 de fevereiro de 1972, chegava ao porto do Rio de Janeiro uma força-tarefa da Real Marinha Inglesa, em comemoração ao sesquicentenário da Independência do Brasil. Os marinheiros, como em todo porto, estavam ávidos para conhecer a noite do Rio. Liberado da faina do navio H.M.S.Triumph, o marinheiro inglês David A. Cuthberg, de 19 anos, acompanhado de seu colega Paul Stoud, tomou, na Praça Mauá, o táxi dirigido por Antonio Melo, que os levaria para conhecer a mundialmente famosa praia de Copacabana. Eles não sabiam que, desde a chegada na praça, estavam sendo observados por oito terroristas, dissimulados dentro de dois carros. Na esquina da Avenida Rio Branco com Visconde de Inhaúma, à porta do Hotel São Francisco, um dos veículos emparelhou com o táxi e David foi atingido por uma rajada de metralhadora, disparada por Flávio Augusto Neves Leão de Salles. Imediatamente, Lígia Maria Salgado da Nóbrega jogou para dentro do táxi panfletos que falavam em vingança contra os ingleses por terem massacrado os irlandeses do norte. O "Comando da Frente" acabou com o sonho de David em conhecer Copacabana, "justificando plenamente" seu ato pela solidariedade à luta do IRA contra os ingleses.
2. Francisco Valdir de Paula, Soldado do Exército - Instalado numa posse de
terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada
na área de guerrilha, foi identificado pelos guerrilheiros e assassinado. Seu
corpo nunca foi encontrado e sua família nunca pode fazer o seu sepultamento.
3. O militante Márcio Leite Toledo manifestou descontentamento com os rumos da ALN e fez críticas à direção do grupo guerrilheiro. Foi assassinado com oito tiros. Em comunicado, a organização admitiu: “A Ação Libertadora Nacional (ALN) executou, dia 23 de março de 1971, Márcio Leite Toledo. Esta execução teve o fim de resguardar a organização… Uma organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações desta espécie, muito menos uma defecção deste grau em suas fileiras… Tolerância e conciliação tiveram funestas conseqüências na revolução brasileira… Ao assumir responsabilidade na organização cada quadro deve analisar sua capacidade e seu preparo. Depois disto não se permitem recuos… A revolução não admitirá recuos!”.
Também, pelo pretexto de não dispor de uma estrutura administrativa que lhes permitisse isolar desertores, elementos não-colaboradores ou militares
eventualmente caídos prisioneiros ou feridos, as Forças Guerrilheiras
do Araguaia constituíam os "Tribunais Revolucionários" para "julgar" e
“justiçar" indesejáveis. A eles são creditadas as mortes de
Rosalino Cruz Souza, militante desertor e dos moradores locais Osmar, Pedro
"Mineiro" e João "Mateiro". Essas “eliminações” foram tacitamente
admitidas no chamado Relatório de Ângelo Arroyo (Editora Anita Garibaldi – 1996).
Como democrata ferrenho, coloco-me totalmente favorável a criação da Comissão da Verdade, é um direito da sociedade brasileira ter acesso às informações daquele triste período da vida nacional, mas que ela não seja revanchista e tenha uma composição mista e civilizada, formada proporcionalmente por ambas as partes que protagonizaram o conflito e que a sua apuração seja ampla, geral e irrestrita em respeito a todos nós.
Augusto César Martins de Oliveira
Coronel R/1 do Exército, Advogado e Presidente da Liga de Defesa Nacional Núcleo Rio Grande