Documento mostra que Argentina comentou com EUA sobre programa nuclear do Brasil.
C O N F I D E N C I A L
BUENOS AIRES 001305 SIPDIS E.O. 12958: DECL: 2034/12/24
TAGS: PREL, KNNP, PARM, PGOV, BR, AR ASSUNTO: (C) MFA [Ministério de Relações Exteriores] argentino compartilha algumas preocupações com a política externa e o potencial nuclear brasileiros REF: BRASÍLIA 09 MDA 839 CLASSIFICADO POR: Alex Featherstone, A/DCM; RAZÃO: 1.4(B), (D)
1. (C) Sumário: funcionários de não-proliferação nuclear do MFA argentino compartilharam preocupações sobre o rumo da política de segurança brasileira nos anos finais do governo Lula durante uma reunião em 10 de dezembro. Foi apenas um “sinal amarelo”, mas os argentinos estavam preocupados com a aproximação do Brasil com o Irã e a Coreia do Norte e com comentários não oficiais no Brasil sobre sua posição estratégica ao lado dos países “BRIC” que possuem armas nucleares. O MFA argentino chegava a considerar sua resposta na improvável eventualidade de o Brasil desenvolver uma arma nuclear. Os funcionários do GOA [governo da Argentina] sublinharam que, desde que o Brasil mantivesse o respeito às salvaguardas e à transparência sob a AIEA e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle (ABACC), não teriam motivos para grande preocupação. Não obstante, eles viram com algum alívio a troca de presidentes no Brasil em 2011, por acreditar que nenhum sucessor tentaria sustentar as arriscadas políticas externas do imensamente popular Lula, particularmente no início do novo mandato.
Mais informação:http://voltaudn.ning.com/profiles/blogs/em-portugues-documento-mostra
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BUENOS AIRES 001305 SIPDIS E.O. 12958: DECL: 2034/12/24
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1. (C) Sumário: funcionários de não-proliferação nuclear do MFA argentino compartilharam preocupações sobre o rumo da política de segurança brasileira nos anos finais do governo Lula durante uma reunião em 10 de dezembro. Foi apenas um “sinal amarelo”, mas os argentinos estavam preocupados com a aproximação do Brasil com o Irã e a Coreia do Norte e com comentários não oficiais no Brasil sobre sua posição estratégica ao lado dos países “BRIC” que possuem armas nucleares. O MFA argentino chegava a considerar sua resposta na improvável eventualidade de o Brasil desenvolver uma arma nuclear. Os funcionários do GOA [governo da Argentina] sublinharam que, desde que o Brasil mantivesse o respeito às salvaguardas e à transparência sob a AIEA e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle (ABACC), não teriam motivos para grande preocupação. Não obstante, eles viram com algum alívio a troca de presidentes no Brasil em 2011, por acreditar que nenhum sucessor tentaria sustentar as arriscadas políticas externas do imensamente popular Lula, particularmente no início do novo mandato.
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