Como alguns governos locais sofreram derrotas no que diz respeito ao desarmamento da população, os desarmamentistas ainda poderão contar com o Governo Mundial. Basta que o governo do Brasil assine um tratado da ONU (sem consulta à população, é óbvio) para que o resultado do Referendo de 2005 seja jogado na lata de lixo.
E, é claro, no presente momento estão tentando criminalizar todos aqueles que não pagarem as taxas absurdas do recadastramento de armas, mas isto pode gerar insubordinação civil em massa.
demoro pra gente fundar uma NRA do Brasil... velho muita gente é a favor do porte legal de armas pra cidadãos decentes.. inclusive alguns esquerdistas.. conheço vários.. é só nos organizarmos bem... e fazer um lobby eficiente..
Eu vendi minha arma, justamente por causa desse referendo ridículo. Na verdade o governo devia incentivar a pessoas a legalizarem suas armas, e não proibí-las da forma que foi proposto.
Eu sou contra o porte em si, mas sou a favor do direito de possuir uma arma em minha casa e do direito de poder adquiri-la na hora que assim desejar.
Os valores cobrados para o registro são absurdos, o que indiretamente obriga a muitos cidadãos a manterem suas armas na clandestinidade.
Devia é ser estudado uma forma melhor de se realizarem os testes para quem pede o registro de arma, de forma a preparar os possuidores a manuseá-las corretamente.
Gastou-se milhões em um referendo sem necessidade, e quem pagou a conta mais uma vez, fomos nós.
Reproduzo aqui dúvidas que surgiram numa discussão que eu e uns amigos estamos mantivemos a respeito deste assunto.
1) O referendo recusou o desarmamento. E daí? Na prática qual o significado do resultado do referendo de 2005?
2) Civis armados são uma forma eficiente de combater a violência?
3) Quem, entre os civis, está disposto a e de fato é capaz de empunhar uma arma para lidar com o problema da violência? Este número é suficiente para fazer uma sociedade segura?
4) A manutenção de um direito individual de possuir armas não exclui, evidentemente, o dever do Estado de combater o crime. Acredito que a questão não seja ter ou não ter armas, usá-las ou não, mas o papel do indivíduo diante do colapso do Estado e do problema crescente da violência. O que o indivíduo comum pode fazer? Possuir uma arma resolve a questão?
Observem que não coloco em questão aqui o direito de possuir uma arma. Acredito que seja um direito básico e elementar. O que está sendo colocado em questão é a eficiência da posse de armas como meio de combater a violência. A dúvida é ainda maior se pensarmos na realidade brasileira, em que o porte é limitado a meia dúzia de casos excepcionais e onde a facilidade de obter uma arma e a ilegalidade vinculada a isso são as regras.
A primeira linha é sempre a defesa pessoal. Não concordo que seja a última linha.
Vide o exemplo americano. Se não podemos nos defender, quem nos defenderá?
A última linha de defesa é aquela que vem depois do portão trancado da sua casa, que vem depois da polícia.
Polícia e juiz têm que existir. Essa é a função do Estado.
O que a sociedade não pode é garantir a ordem pública pela força das armas e educar os governantes para que governem. Isso tem de vir do Estado. Mas o Estado, justamente para não ter de fazer o que lhe compete, prefere se meter em todo o mais. É o Estado educador, o Estado médico, o Estado assistente social, o Estado onissapiente. Só não é o Estado-Estado. Só não é o que tem de ser.http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4610
Depende, Toth. Se o porte de arma é proibido, como você se defende de um criminoso que aponta uma arma para sua cara? E mesmo que você possuísse uma arma na hora, N variáveis podem limitar sua reação.
A questão não é tanto essa e, como eu havia mencionado, se pensarmos em defesa pessoal, cautela e discrição podem ser "armas" mais eficientes do que uma pistola.
O que eu quero dizer é que existe um limite para a defesa pessoal -- com ou sem armas, com ou sem blindagem. Um indivíduo armado pode pouco, por exemplo, contra uma gangue organizada e armada.
Existe um problema estatal sério neste particular. E eu receio que isto seja mais grave, importante e decisivo do que qualquer coisa que o indivíduo possa fazer. Pessoalmente não me agrada pensar nessa hipótese, porque tento pensar sempre no que eu posso fazer para garantir minha própria segurança. Só que quanto mais penso no assunto, mais vejo que a resposta é "nada", não há nada que eu possa fazer par garantir minha segurança.
Cautela, discrição, armas, blindagem, cercas elétrica ajudam. Mas, de outro lado, há um Estado que não pune, não prende, não combate. Como fica o indivíduo?
reconheça que isto pode fazer sentido nos EUA, onde legalidade é algo comum e a ilegalidade é algo efetivamente combatido. O problema é que o rigor para posse de armas no Brasil é para o cidadão de bem, que quer fazer tudo dentro da lei. Para os bons, rigor e burocracia. Para os maus, basta querer comprar uma arma e ter o dinheiro na mão.
Desarmar a população é cercear-lhe um direito elementar. Armá-la sem combater aberta e intensamente a posse ilegal de armas é fomentar uma guerra civil. Aliás, parece-me que isso já ocorre -- são 50 mil mortos a cada ano, não?
Fui militar por quase 10 anos, e também sou filho de, manuseio armas desde minha infância. Garanto a você, 90% das pessoas não têm condições de portar uma arma, e olhe que estou sendo generoso.
Já andei armado muito tempo, na região em que cresci era normal possuir uma arma, já tive porte de arma e já fui oficial do Exército.
Em uma situação extrema, poucos sabem utilizar o armamento corretamente, eu tenho plena consciência disso, me considero uma pessoa equilibrada e nunca saquei a arma para alguém, mas garanto que em algumas situções, se estivesse armado, já teria feito m#$%,volta e meia em,.
Passado o fervor do momento, vejo que foi melhor não estar de posse do trabuco, ou nem estaria aqui teclando agora, provavelmente, estaria em um presídio.
As pessoas não manuseiam armas de forma decente inclusive pq o porte de armas é combatido no Brasil. Eu mesmo tenho muita vontade de fazer um curso de tiro.
Mesmo que tenham cursos, as pessoas reagem de forma impulsiva em certas situações. Vou contar um fato que ocorreu comigo em 2003.
No caranaval em Bonito, MS, estava saindo de um bar, eu, duas amigas e um amigo, no percurso até meu carro, um idiota, provavelmente drogado, passou e deu uma tapa na cara de uma das meninas, olhou para mim e ainda perguntou se eu tinha achado ruim, me seguraram e não deixaram eu partir para a agressão, eu me lembrei da arma no porta luvas do meu carro, corri pegá-la, as meninas ficaram apavoradas. Para minha sorte não estava lá, e sim na minha mochila no hotel.
Sinceramente, se tivesse dado um tiro no babaca, não teria remorso algum. Mas que seia um ato de irracionalidade, isso é inegável.
Veja bem, eu possuía porte, manuseei armas a vida inteira, tive treinamento sobre isso, e ainda assim, poderia ter cometido um ato irracional, imagine o que alguém que nunca teve preparo algum.
Afonso é isso q penso.. acho q ter uma arma em casa.. é uma coisa está com ela na rua é outra bem diferente...acho q pegar um safado invadindo minha casa é mais 'fácil' q por exemplo reagir a um assalto.. mas eu não tenho experiencia com armas...
Eu tenho arma, não tenho porte, e aprendi a atirar com meu pai, que tinha arma e tinha porte e andava armado. E uma coisa que aprendi perfeitamente foi que NUNCA, mas NUNCA MESMO, pegue uma arma se a sua intenção não for usá-la, e usá-la pra valer e com competência.
Sim, o porte daria o direito de você carregá-la, da forma que está na legislação atual, você pode ter o registro, ou seja, possuir a arma, mas não dá direito a carregá-la, salvo algumas exceções.