Pessoal, tomei conhecimento do que vem acontecendo na Fazenda Nova Alegria e gostaria de compartilhar com a galera desta comunidade. É um grande absurdo e sinto-me impotente, gostaria de debater soluções para que a ordem jurídica volte a reinar em nosso país, para que possamos continuar a ter alguma segurança. Seguem os fatos:
No dia 23/02/07, por volta das 04h00min, um veículo pertencente à entidade “Cáritas do Brasil”, adentrou na área da sede da dita propriedade e parou defronte à residência do Gerente. Consta que, do interior do veículo, desceram vários homens encapuzados, portando armamento pesado, e procederam ao arrombamento da porta de tal residência. Estando em seu interior, apontaram armas de fogo para a cabeça do Gerente, bem como de seu filho de 12 (doze) anos de idade, ocasião em que mandaram que levantassem os braços e confessassem a existência de armas de fogo na fazenda. Após receberem resposta negativa, e nada sendo encontrado em busca minuciosa que fizeram no prédio, evadiram-se do local, levando os moradores como reféns, e dirigiram à residência dos outros empregados, onde repetiram o mesmo procedimento.
Consta que, após renderem todos os empregados da fazenda, obrigaram um vaqueiro a abrir as portas da casa sede, onde novamente procuraram por armas de fogo, o que não foi encontrado. Após, colocaram todos os empregados no interior de um dos currais, por cerca de 40 (quarenta) minutos, tempo para que um dos integrantes do movimento, utilizando o veículo palio, se deslocasse até Felisburgo e noticiasse o fato à mídia.
Conclui-se que o bando armado objetivava “limpar o local”, retirando armas de fogo e outros instrumentos, bem como semear o medo entre os empregados da fazenda e, por fim, expulsá-los, para, então, acionarem a parte desarmada dos militantes, que já se encontrava em outra parte da fazenda, para que se apossasse da sede, sem nenhuma resistência. (continua)
Além disto, desde o dia da invasão, churrascos têm sido promovidos nos currais da fazenda, regados a música e cachaça. Em média são abatidas 04 (quatro) ou 05 (cinco) reses diariamente, sob a alegação de que há muitos integrantes no local e necessitam saciar à fome.
Tem-se a informação de que o gado da fazenda, que é produtora de embriões, tem sido tratado de qualquer jeito pelos ocupantes, que lhes aplicam, indistintamente, medicamentos existentes na fazenda por ocasião da ocupação e que eram meticulosamente utilizados por profissionais habilitados que cuidavam dos animais. Argumentam os invasores, que “o que importa é tratar do gado”, em demonstração de tamanho descompromisso com a propriedade alheia, considerando que não são detentores de conhecimentos técnicos para medicarem gado de alta capacidade reprodutora, que, pela qualidade que ostenta, custa caro no mercado agropecuário.
pior que somente uma parcela insignificante da população saberia disso...
temos que criar canais de divulgação, mas não basta somente artigos, tem que ter videos porque o mainstream conseguiria desbancar.
Vale a pena trazer à baila este assunto com um artigo de Denis Rosenfield (filósofo)
A fazenda Coqueiros é um emblema não tão só da resistência de uma família comprometida com seus bens e com a idéia de que uma sociedade deve se desenvolver pela iniciativa individual, quanto do projeto de poder embutido na persistência do MST.
O que lá está ocorrendo não diz somente respeito a essa propriedade rural, mas aos destinos de uma sociedade preocupada com a liberdade e com o empreendedorismo dos que se dedicam ao seu próprio trabalho. O que lá está ocorrendo pode ser o prenúncio de uma nova onda de invasões que procura, ainda mais, conflagrar o campo brasileiro. Se, amanhã, essa família, por qualquer razão desistir, inclusive pela venda de sua propriedade para o Incra, o MST clamará vitória, o governo petista dirá que apaziguou o campo brasileiro e os agricultores gaúchos e brasileiros em geral poderão ter certeza de que novas ações violentas já se vislumbram no horizonte.
A luta por essa propriedade é, na verdade, simbólica, como se nela se tecessem todas as contradições da política agrária atual.
Primeiro. O próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, militante do PT e afinado com as posições ideológicas do MST, reconheceu que a propriedade é produtiva. Logo, ela não se encaixa em nenhum dos critérios que poderiam viabilizar a sua desapropriação. O próprio MST reconhece essa situação. No entanto, como se a lei não valesse, essa propriedade não deixa de ser atacada e seus donos e funcionários ameaçados. Mais claro não poderia ficar que o lema emessista – e petista – da luta contra o “latifúndio improdutivo” é uma mera balela, utilizado para os incautos e ingênuos, que ainda acreditam na finalidade de um movimento que se diz social, mas que é, na verdade, autoritário-socialista, procurando fazer do Brasil uma grande Cuba.
Segundo. O desrespeito ao estado de direito é flagrante. A Justiça já se pronunciou sobre o caso, tendo dado várias reintegrações de posse, subseqüentes a reiteradas invasões, e proibindo que novas invasões sejam feitas. A Brigada Militar pode ser acionada a qualquer momento para fazer cumprir essa decisão judicial. O que faz essa organização política? Continua invadindo e depredando como se a lei, para ela, não valesse. Não contente, multiplica suas ações e povoa novos acampamentos em torno dessa fazenda para criar uma situação de fato irreversível, preliminar a uma ação do Incra. Parece um jogo de cartas marcado entre o MST e o INCRA, baseado no desrespeito ao estado de direito.
Terceiro. O INCRA, aparelhado pelo MST, pela CPT e pelo PT, faz a sua parte. Sendo um órgão estatal, não ousa desrespeitar totalmente a lei, embora já o faça quando não cumpre a lei que proíbe a desapropriação das terras invadidas e tira da lista dos assentáveis os invasores dessas propriedades. Considerando que se trata de uma fazenda produtiva, sua opção, segundo declarou o próprio ministro, seria a sua compra. Temos, assim, a seguinte situação. Esse movimento dito social emprega sistematicamente a violência e o governo o considera como interlocutor, seguindo, ademais, as suas diretrizes. (...)
Em vez de desautorizar ações desse tipo, ele as respalda, conferindo legitimidade a ações ilegais. O MST é, então, incentivado a continuar com o emprego da violência enquanto meio de ação. Onde está o Estado?
Quarto. O MST procura, politicamente, criar uma espécie de zona liberada no estado, totalmente controlada por ele, com apoio do governo, do PT e de prefeitos que compartilham das mesmas posições. A estratégia é muito bem montada, visando a criar uma situação a partir da qual outras ações, contra outras fazendas, sigam depois o mesmo curso. Trata-se de consolidar um pólo rural em que essa organização política possa agir impunemente, de tal maneira que o Estado tenha, cada vez menos, capacidade de ação em relação a ela. Sabe-se que a organização interna dos assentamentos e acampamentos tem um tipo de organização para-militar, sendo, na verdade, um “Estado” dentro do Estado.
A verdade sobre a invasão da Fazenda São Vicente
por Raymundo Wilson Barboza Braga em 05 de janeiro de 2005
A verdade sobre a invasão da Fazenda São Vicente, em Passira, Pernambuco. Depois de aproximadamente um ano, devido às duas mortes dos integrantes do MST, eu e minha família estamos sendo acusados de adotar a prática de realizar despejos com grupos paramilitares, e de ter baleado um integrante do MST.
Meu nome é Raymundo Wilson Barboza Braga. Sou brasileiro, nordestino, pernambucano com muito orgulho, estudante e filho de um dos 3 donos da propriedade São Vicente,localizada no município de Salgadinho, que foi invadida em 2003 pelos integrantes do acampamento do MST Carlos Maringhella. Sou mais uma das verdadeiras vítimas do terrorismo, junto com a minha família. O MST invadiu e ocupou a Fazenda São Vicente por quatro meses. Nesse período, eles não sofreram nenhuma ameaça nem agressões por parte dos donos da Fazenda. Logo depois da invasão, a minha mãe, irmã e tia foram obrigadas a entrar na própria casa para fazer a remoção forçada de seus pertences. Existiam na casa duas armas QUEBRADAS (registro na delegacia de Salgadinho), as quais foram RETIRADAS PELOS INTEGRANTES DO ACAMPAMENTO, e devolvidas em seguida. Meu pai foi obrigado a vender seus bois e cavalos, sob ameaça de que se ele não os vendesse, os perderia.
Nesse período de quatro meses, os integrantes do acampamento Carlos Maringuella ocuparam todas as dependências da fazenda, deixaram contas de água e energia elétrica altíssimas para meu pai pagar, destruíram todas as plantações da Fazenda, arrombaram o escritório do meu pai e roubaram tudo, inclusive vários livros manuscritos, que ele ainda não havia publicado; roubaram centenas de objetos da fazenda (lista dos objetos roubados na delegacia de Salgadinho), destruíram uma reserva florestal permanente que pertencia ao IBAMA (e estão sendo processados pelo IBAMA por isso), violaram um mausoléu dos antepassados do meu pai em busca de dentes e objetos de ouro, entre outras ocorrências. Depois de quatro meses, meus pais conseguiram o mandado de reintegração de posse, e o meu pai gastou todo o dinheiro que conseguiu arrecadar com a venda dos bois e cavalos alugando vários caminhões para deixar os pertences dos sem-terra e os sem-terra onde eles queriam. Quando o último caminhão estava saindo, uma integrante falou: -"A gente vai hoje mas volta amanhã..." Nessa mesma noite, eu e meus pais passamos a noite em nossa casa. No dia seguinte, e durante três dias consecutivos, eu e meus pais fomos aterrorizados pela guerra psicológica dos integrantes do acampamento Carlos Maringuella, que acamparam a uma distância de 300 metros da fazenda, num campo de futebol do povoado chamado Pedra Tapada, no município de Passira, que fica em frente à Fazenda São Vicente. Entre outras ameaças, os integrantes do MST disseram que iam esquartejar meu pai e pendurar o corpo dele na porteira. Meus pais ficaram aterrorizados, e pediram ajuda a todos os juízes e delegados da região, os quais autorizaram escolta da polícia militar em tempo integral, até que os integrantes do MST parassem de ameaçar minha família. Depois de 4 dias, os integrantes do acampamento Carlos Maringhella tentaram reinvadir a Fazenda São Vicente, munidos de foices, facões, enxadas e armas de grosso calibre (chamadas garruchas).
(...)
Fomos obrigados a defender a nossa casa, a nossa vida, a nossa integridade física, os nossos direitos civis garantidos pela constituição. Nessa tentativa de reinvasão, um dos integrantes do MST foi baleado. Os integrantes do MST são totalmente responsáveis por esta ocorrência, pois foram eles que vieram, às centenas, atentar VIOLENTAMENTE contra mim e a minha família, e acabaram por ferir de raspão um de seus próprios integrantes. Decorridos aproximadamente 3 dias dessa tentativa de reinvasão, eu e meus pais já estávamos completamente esgotados fisicamente e psicologicamente, devido às constantes ameaças dos integrantes do MST. Nessa noite, a filha de um dos moradores antigos da fazenda veio correndo avisar que os integrantes do MST iriam reinvadir a fazenda por todos os lados, nessa mesma noite. Nesse momento, eu disse para os meus pais que eles deveriam voltar para o Recife, mas eu continuaria ali, para defender a MINHA CASA. Mas eles disseram que o maior tesouro que eles tinham era eu, e nós fugimos da nossa própria casa, sob gritos histéricos de vitória no acampamento do MST. A partir deste dia, eu entrei em depressão profunda, mas já estou curado.
O fato é que eu e a minha família já estávamos com o documento de reintegração de posse nessa data; estávamos sob escolta da polícia militar em nossa própria residência, devido às ameaças do MST; a Fazenda está muito abaixo do limite mínimo de área para reforma agrária (a Fazenda tem 123 hectares); a propriedade está sob inventário (e não poderia nunca ser violada); nunca foi um latifúndio improdutivo; sempre ajudamos os moradores da fazenda, sem cobrar nada pelo que eles plantavam na propriedade; tinhamos todos os impostos e taxas da propriedade rigorosamente atualizados e pagos. Agora, depois de aproximadamente um ano, devido às duas mortes dos integrantes do MST, ocorridas no município de Passira, eu e minha família estamos sendo acusados de adotar a prática de realizar despejos com grupos paramilitares, e de ter baleado um integrante do MST.
Isso só se resolve com uma contra-revolução. De nada adianta a Justiça e a Polícia. A reforma agrária é um Estado dentro do Estado. Faz parte de uma das etapas da guerra revolucionária.
Nos anos 60 falava-se abertamente em "cortar cabeças". E hoje contam a lorota de que lutavam pela democracia.
Elton Brum da Silva levou um tiro de espingarda durante desocupação da fazenda Southall
O ex-ouvidor agrário do governo estadual e também ex-ouvidor da Segurança Pública, Adão Paiani, afirma que o sem-terra Elton Brum da Silva foi morto pela Brigada Militar. Brum foi morto hoje com um tiro de espingarda calibre 12 no peito, durante desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel, que estava invadida por militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Paiani diz que foi procurado hoje, na condição de ex-ouvidor da segurança pública, por um oficial da BM que assistiu à desocupação da fazenda Southall em São Gabriel. Esse PM relatou que o sem-terra Elton Brum foi morto durante discussão com um oficial da BM que atua na região da Fronteira e tentava realizar a remoção dos militantes do MST do local. Brum teria dito alguns palavrões para o oficial, que revidou com um tiro de espingarda. O próprio oficial e alguns soldados teriam providenciado a remoção de Brum, ainda vivo, para o hospital de São Gabriel, numa viatura da BM. Brum morreu a caminho daquela cidade.
Até esse relato apresentado por Paiani, não havia versão sobre a morte de Brum — nem oficial, nem extra-oficial. Nenhum dos PMs presentes soube dizer se o sem-terra foi morto por tiro disparado por alguém da BM ou por seguranças da fazenda Southall. Procurada, a BM ainda não se pronunciou sobre o episódio, em função da perícia da morte ainda não ter sido concluída.
O MST não vai desistir da Southal tão cedo. Ela é uma das últimas grandes propriedades do RS e para eles é uma questão de honra ideológico/revolucionária provocar sua desapropiação.
Não só por isso..
A fazenda Southal fecha uma enorme área onde o MST pode começar o núcleo rural do'estado dentro do estado', e como seu irmão gêmeo urbano, a rocinha, espalhar essa bagaça como uma epidemia.
o mst é a maior sem vergonhice do país! era para todos esses bandidos estarem presos a muito tempo.
aonde já se viu invadir propriedade produtiva alheia e destruir com tudo?
Há uma área do norte do RS onde o MST pretendia criar uma região própria, uma espécie de área revolucionária para aplicar seus princípios de governo.
Não lembro onde está a fonte, mas o Olavo já comentou isso num de seus artigos e a justiça gaúcha tem o material em mãos. Tudo saiu numa grande reportagem da Zero Hora a 2 ou 3 anos atrás.
Tem é que chamar o Exército pra resolver essa merda.
Há uma área do norte do RS onde o MST pretendia criar uma região própria, uma espécie de área revolucionária para aplicar seus princípios de governo.
Os vietcongs na guerra do Vietnam chamavam áreas assim, já conquistadas, de áreas libertas, que nada mais eram do que áreas onde a administração já era comunista. Faz sentido o MST ter a pretensão de criar territórios com administração, no sentido de Estado, próprias. Que eles são ingovernáveis e vivem à revelia da lei ao contrário dos demais cidadão brasileiros já está provado, só lhes falta um território soberano.
O MST gaucho quer e necessita dessa área para completar um nicho territorial de "area livre", como as FARC fizeram na Colombia. Todo o aparato de Inteligencia , da Brigada Gaucha a ABIN sabe disso.......mas ninguém faz nada....