Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

O cristianismo de Dostoievski

Iniciado por riscardo em 28/03/2011 · 16 mensagens

riscardo#1
Ele entende que amor e compaixão sempre serão praticados em funções do entendimento de cada um. Portanto, sempre haverá um desnível no entendimento e na prática

Os czares haviam favorecido de todos os modos a Igreja Cristã Ortodoxa: só ela era considerada depositária do cristianismo. A Igreja Católica Romana e as igrejas protestantes eram toleradas e, às vezes, perseguidas. Somas enormes eram gastas pelo Estado para a sustentação da Igreja Cristã Ortodoxa, pois ela havia se tornado instrumento da política czarista de opressão.

O romance “Ressurreição”, de Tolstoi, denunciara esta situação, como mostrei no artigo passado. Com Lênin, o Estado e a Igreja foram separados; as propriedades eclesiásticas, que eram imensas (alguns historiadores dizem que eram um muito de toda a Rússia) foram nacionalizadas e começou uma política de perseguição sistemática, visando à destruição da influência religiosa.

Dostoievski, o grande profeta da Revolução Russa, tentou prever com cuidado os principais aspectos do socialismo na URSS. Eram numerosos os intelectuais pré-revolucionários que, enfeitiçados pela ideologia progressista do século XIX, espalhavam entre os povos as novas ideias em nome de uma felicidade universal.

“Ressurreição”, de Tolstoi, trata disso, sobretudo na III parte. Mas o que Tolstoi não previu em termos claros (ou se previu, estava convencido que nunca iria acontecer) foi o que Dostoievski imediatamente denunciou, isto é, que por trás desta nova ideologia progressista estava escondida a natureza francamente doentia do socialismo europeu em geral e do socialismo russo em particular.

A denúncia de Dostoievski é precisa: o socialismo não estava tomando o lugar do capitalismo, mas do cristianismo e a chuva de leitura daquilo que estava acontecendo nos últimos anos de sua vida não se encontravam na esfera material-econômico, mas no domínio espiritual.
riscardo#2
Basta ler com calma e reflexão os últimos romances de Dostoievski e se perceberá que a argumentação dele é simples: em lugar da ideia cristã do valor absoluto de cada alma humana, o socialismo, com a pretensão de libertar o homem, estava pagando o valor da liberdade individual, revelando, não para cima, mas para baixo.

E qualquer elite que se sobressaísse um pouco mais, era-lhe cortada a cabeça para que houvesse um imenso rebanho todo igual e igual em tudo que se pudesse conduzir numa única direção que se chama igualdade social.

É esse ponto que Dostoievski supera o grande Tolstoi! Tolstoi denunciou e pede o fim de uma situação anti-humana; ele pregava o amor e a compreensão. Dostoievski vai mais longe e entende que amor e compaixão sempre serão praticados em funções do entendimento de cada um. Portanto, sempre haverá um desnível no entendimento e na prática.

Então, a partir daí, ele condena as exigências do socialismo em querer nivelar para baixo. E há mais: conhecendo a mentalidade religiosa do povo russo, Dostoievski entendeu perfeitamente que tendo começado uma rebelião contra Deus (o Deus da Igreja russa) o povo não iria parar no meio do caminho até que não chegasse ao fim. Então, criaria seu próprio culto religioso e ateísta.

Este é o motivo que explica tanto a vida curta do liberalismo russo, como o fato de serem os bolcheviques (os extremistas) forçados, de certo modo, a temer o poder pela força, pois eram inspirados pela ideia de destruição e da violência sem limites, em nome de uma felicidade sem limites, num futuro sem limites, já que a sua filosofia considerava a matéria como sendo eterna e, portanto, sem limites.
riscardo#3
Essa ideia de Dostoievski é compartilhada (em linhas gerais) pelos grandes pensadores religiosos do século XX: Berdaief, Frank Zen'Koski e outros; isto é: depois de ter-se exaurido na revolução e na guerra civil, mais da metade do povo russo criou para si uma religião ateísta que, por causa do seu subconsciente profundamente cristão, se estruturou nos moldes da antiga religião cristã.

De modo que, neste nova religião marxista, de enfoque limitado, se encontravam todas as características do cristianismo: a idade de ouro representada pelo comunismo primitivo de humanidade; e expulsão do paraíso terrestre para o terror árido: o proletariado; e entrada progressiva no novo paraíso mediante um socialismo que progressivamente leva ao comunismo perfeito.

Interessante, neste sentido, os pronunciamentos de Andropov: a ideia de pecado original: a exploração das massas; o povo escolhido: o proletariado; os cristãos evangelistas: Marx, Engels, Lênin; a selvagem repressão de todas as heresias: a “inquisição” de Lênin e Stalin; o culto dos santos e das relíquias: Lênin no seu mausoleu e o culto a Marx, Lênin e Stalin.

O idealismo de Jesus Cristo: “Que todos seriam um” e “que haja um só rebanho e um só pastor”; as missões, ou seja, a expansão da revolução marxista realizada em pleno por Stalin e seus sucessores. A lista poderia continuar... Assim, uns 70% deste povo que antes eram cristãos, criarampara si um “Deus-na-Terra e o adoraram como antes adoravam o Cristo.

É por isso que o Estado Soviético, construído sobre a mais dura violência, sobre a mais horrível inquisição, para o qual o homem não possa de um conglomerado vivo de reações físico-químicos, nunca cambaleou, nunca teve crises política ou simplesmente humanas desafiando não só o senso comum, mas até os mais notáveis políticos não-russos.
riscardo#4
É por isso que o povo nunca se rebelou (pelo menos num sentido amplo e geral), muito pelo contrário, aceitou sofrimentos e mortes em vista de um “céu”que consistia numa utópica terra melhor para seus filhos. Se o leitor entendeu bem esta situação, entenderá também por que uma impugnação da doutrina comunista, ou uma simples crítica especulativa, não leva a lugar nenhum e nem mesmo a nenhum resultado prático.

Com efeito, o comunismo desenvolveu-se como se fosse uma fé religiosa; e a razão de nada serve contra a fé, pois esta nasceu de emoção vivencial e aquela, da fria especulação. Então (estou falando da Rússia que já foi cristã) os bolcheviques imprimiram à sua nova política comunista todo um dinamismo religioso por meio do qual seus símbolos de fé e seus sistemas de rituais entravam na vida diária de todos os membros da sociedade (não importo se uns 30% da população não aceitavam inteiramente).

Garantiam, deste modo, a sua manifestação em todos os níveis, de modo que toda e qualquer manifestação exterior de pensamento fosse realizada numa estreita conformidade com os dogmas do marxismo. Nesta nova religião, todos aqueles que tiveram a ousadia de contradizer os pronunciamentos do “Santo padre comunista” do turno no poder, eram simplesmente eliminados.

O Papa Pio XI mandou expulsar de Roma e confinar no Extremo Oriente dois padres jesuítas simplesmente porque disseram em público que os “pactos luteranenses” não dariam certo (e a história provou que eles tinham razão!”).

Por isso, até a morte de Stalin vigorou o paredão e, com Krushev, os trabalhos forçados e os hospitais psiquiátricos. Para alcançar esta unidade perfeita, os marxistas russos criaram clubes ateístas; impuseram instituições ateístas em todas as escolas e em todas as organizações juvenis.
riscardo#5
E os sacerdotes cristãos que dessem instruções religiosas seriam enviados para a Sibéria sem passar por sentença judicial. É isto que veremos nos próximos artigos: para fazê-los, estou servindo-me destes bibliográficos: “Nafke I Religive” ( Mo s c o u ) ; “Dostoievski” (Moscou); “Russkaia Ideia”, de Berdialf (Paris: 1980); e outros.

Carlo Bussola, ATribuna, At2, página 10, 21/03/11.
[http://www.tribunaonline.com.br/]
riscardo#6
Série de artigos do professor Carlo Bussola sobre o Cristianismo na Rússia publicados semanalmente no jornal ATribuna. Os artigos podem ser lidos no site http://www.tribunaonline.com.br/ ; basta acessar Edições Anteriores, sempre na página 10 do At2, toda as segundas-feiras a partir de 21/02/11.

O artigo "Brejnev: a perseguição contra os cristãos continua", oitavo da série, publicado no dia 18/04/11, bem como o sétimo e o nono artigo, apresenta informações terríveis a respeito do tratamento que os cristãos receberam durante o regime soviético.
eric_2#7
me parece qe esse ano eles vão realizar a parada gay la ...
gbschmitt#8
No Wikipédia diz que o atual Patriarca de Moscou Cirilo I teria tido ligação com a KGB durante o período soviético (seu nome secreto seria Mikhailov). Agora, segundo o Olavo não existe essa de ex-KGB, logo ele ainda seria um agente. Ademais, há fortes indícios, segundo o serviço secreto francês, de que uma catedral ortodoxa a ser construída seria usada como base para espionagem russa (ver: http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/11…kremlin.html ). Alguém tem mais informação sobre isso? Desmentindo isso ou confirmando?
riscardo#9
A Roma cristã e seu poder sobre a Roma pagã
.
A ideologia do poder se torna, num certo momento, o substrato de toda uma mentalidade. Usam a religião para estar acima do bem e do mal, seja em caso político ou econômico

Atenção, leitor! Esta obra que estou começando a escrever não é História do Cristianismo ou História da Igreja cristã, mas tão somente a história dos homens que ocuparam o cargo de bispos na cidade de Roma.

Vou falar de homens e de sua ideologia do poder. Só. Nos casos específicos dos bispos de Roma chamo de ideologia a interpretação que os mesmos fizeram e fazem de uma situação religiosa que tem um aspecto social e político.

Essa interpretação acontece a partir de uma evolução histórica para a qual confluíram elementos políticos, morais, religiosos, filosóficos e econômicos que implicaram numa tomada de posição, de modo que em primeiro lugar foram elaboradas doutrinas para justificar aquela interpretação e, em seguida, foram tomadas as medidas que se julgara necessárias para a realização do sonho interpretativo de situação já programada, para realizá-lo com referência ao poder.

Neste caso, a "ideologia do poder" é o sonho espalhado no grande círculo eclesiástico romano que justifica, sob a luz da religião, todos esses elementos políticos, econômicos, morais e religiosos de uma supremacia (ou ditadura) papal.

Por "poder" aqui entendo aquele aspecto da faculdade da vontade que quer colocar-se acima dos outros para dominá-los ou física, ou política, ou economicamente, sempre, porém, sob o manto da religião.

Noutras palavras: poder, enquanto tal, significa capacidade de dominar. Por isso, neste caso, ideologia do poder é o sonho de domínio que usa da religião para estar acima do bem e do mal, seja político ou econômico.
riscardo#10
Deste modo, a ideologia do poder se torna, num certo momento, o substrato de toda uma mentalidade. Seria o caso de falar do inconsciente coletivo que se reflete no inconsciente individual dos bispos de Roma.

Para Sto. Agostinho, só para citar um dos grandes responsáveis desta ideologia, "o Estado justo deveria ser aquele em que a verdadeira religião é mantida pela lei e pela autoridade e nenhum Estado poderia ser justo a partir do advento do cristianismo, a menos que não fosse também cristão". (G. Sabine; "História das Teorias Políticas"; Ed. F. de C; RJ; 1964; pág. 198).

Em todos os próximos artigos só tratarei da ideologia do poder dos homens que foram bispos em Roma. Se, a um certo momento, estes homens deram ao seu cargo de bispos um cunho universal é porque os homens que ocupavam este cargo compartilhavam de uma ideologia que, embora não fosse da essência do cargo, quiseram enxertá-la no mesmo cargo.

O que mais impressiona o historiador é que nunca foi escrito algo com referência direta e exclusiva a este assunto. Todos os historiadores misturam a vida política do bispo de Roma com a história da vida cristã no Ocidente, de modo que vida cristã e vida papal se fundem.

Sem contar que muitos historiadores colocam um manto sobre o assunto para que o leitor não entenda nada.

Por exemplo: "A Reforma na Idade Média" de Brenda Balton (Edições 70) só diz à página 20: "A Igreja tornara-se negligente e mundana". E George Duby em "O Ano Mil" (Ed. 70) nem fala da vida pessoal dos papas ou de sua ideologia do poder...

E é justamente o ano 1000 que é o mais importante para este assunto! Quanto ao famoso Daniel Rops, nem se fale! Aliás, no meu modo de ver, ele confunde papado e cristianismo.
riscardo#11
Vou agora dar o nome dos principais historiadores e suas obras das quais me servi para este trabalho. Em primeiro lugar, Maurice Lachatre: "História dos Papas,
etc."; tradução de A. J. Vieira; Ed. Mestre Popular; Lisboa; 1895. São cinco enormes volumes que eu consegui de uma universidade portuguesa, quando eu era assessor do reitor da Ufes, Dr. Manoel C. S. de Almeida.

2º: Duplessis-Mornay; "Mistérios e Iniqüidades da Corte de Roma". 3º: Sto. Irineu, bispo de Lyon; "Demonstração e Refutação da Falsa Gnose". 4º: Eusébio, bispo de Cesareia; "História Eclesiástica" e também; "A vida do bem-aventurado Constantino”.

5°: Anastásio o Bibliotecário (da Igreja romana). 6º: João de Sa-risbury; "História Pontificalis". 7°: Johannes Burchard, bispo alemão; "Diarium" (sobre Alexandre
VI e sua época).

8º: Flaccius Illyricus, teólogo protestante; "História Ecclesiástica per Centúrias". 9º: Luis Mainburg, padre jesuíta. 10º: Claude Fleury, padre e escritor francês; "Histoire Eclesiastique" em 20 volumes. 11°: G. D. Mansi, arcebispo de Lucca na Itália; "Acta Conciliorum" em 31 volumes.

12°: Pierre Bayle, professor de Teologia; "Dictionnaire Historique et Critique". 13º: J.J.I. von Döllinger; "Der Papst und das Konzil" e "Die Papstfabeen des Miltecalters". 14°: L. von Pastor; "História dos papas desde o fim da Idade Média": 16 volumes.

Alguns desses livros eu guardo xerocados, já que não se encontram mais. De outros, tenho as notas, em velhos cadernos amarelados, que eu fazia nos sábados e nos domingos na época em que, jovem estudante de Filosofia e
Teologia, eu era chefe da Biblioteca Teológica e, portanto, guardião das chaves dos "livros proibidos".

Resta-me agora uma pergunta: por qual motivo houve (e talvez ainda haja) uma ideologia do poder radicalmente contrária à mentalidade e à pregação de Jesus
Cristo assim como aparece nos evangelhos (se é que os evangelhos retratam fielmente o pensamento d'Ele...).
riscardo#12
Parece-me que o mito de supremacia da Roma eclesiástica se baseia em quatro pontos: 1º, Roma "caput mundi" (cabeça do mundo) com, 2º, seus divinos imperadores que também eram, 3º, "summi pontífices"; e finalmente a crença que, 4º, São Pedro tenha sido bispo de Roma.

1) "Roma caput mundi", como se dizia então, isto é: cabeça e centro do mundo. De fato, por mais de mil anos antes e depois de Cristo, Roma era a capital do império. Era o centro político de uma estratégia muito séria, ao ponto que abstraindo da Roma material, foi criado o conceito de "Dea Romaria” (a deusa Roma) que estaria vivendo espiritualmente na Roma material.

Este fato político era tão sério que quando os povos helenizados das províncias romanas orientais quiseram divinizar o imperador Augusto, ele só admitiu o culto à
sua pessoa conquanto que fosse ligado ao culto de Roma. Mircea Eliades em "História das crenças e das idéias religiosas" explica isto muito bem.

Ora, pensavam os bispos cristãos de Roma, do mesmo modo que o culto do imperador e o culto de Roma unificava o império, assim, agora, o culto ao vigário de Cristo e o culto à cidade de Roma, quase toda cristã, unificará o Cristianismo.

2) "Seus divinos imperadores": divinos, por causa da Deusa Roma. É ainda Mircea Eliades (op. cit.; Zahar; 1978; T. 1; v.l;pg. 116) que nos relata quais e porque os
imperadores romanos foram proclamados deuses: Júlio César; Augusto (27 a.C. -14 d.C); Cláudio (41 d.C.); Vespasiano (69-79); Tito (79-81); Adriano (117-138); Antonino (138-161); Marco Aurélio (161-170); Cômodo e Galliano.

3) "Pontífices Maximi" (sumos pontífices): o II rei de Roma, Numa Pompílio (715 - 672 a.C.) organizou a religião dos romanos e fundou o colégio de cinco sacerdotes
dirigidos por um sumo pontífice cujo cargo chegou a ser de tanta importância junto ao povo e aos nobres que os imperadores o reservaram para si.
riscardo#13
A partir de então estavam juntos, numa só pessoa, a política e a religião e deste modo era mais fácil conseguir a obediência total e completa do povo. Foi a partir desta idéia que nasceu a ideologia eclesiástica do poder: poder religioso e político.

4) São Pedro bispo de Roma: verdade ou mentira, o fato é que a idéia pegou. O primeiro a nos dizer que Pedro esteve em Roma foi Eusébio, que morreu 303 anos após a morte de Pedro (67 d.C.)!!! Mas ele diz ter acolhido testemunhos de Sto. Irineu, bispo de Lyon (que morreu 136 anos após Pedro!!); de Clemente de Alexandria (que morreu 146 anos após Pedro!!) e de Papias (que morreu 207 anos após Pedro!!)... É pura tradição: veja meus artigos números 541, 546, 547, 539.

Verdade ou mentira, a idéia pegou e serviu muito bem à ideologia do poder eclesiástico romano.

Mais adiante colocarei um núcleo sintético de pesquisas com referência aos "passos" dados pelos bispos de Roma para alcançar o poder e um resumo da evolução jurídico-teológica da ideologia eclesiástica do poder, a partir do começo até Bellarmino e Suarez, ambos jesuítas.
riscardo#14
Depois da série de dez artigos escritos pelo professor Carlo Bússola abordando o Cristianismo na Rússia, o jornal ATribuna, o mais lido do estado do Espírito Santo, começou nessa segunda-feira, 9, a publicar a série “A Ideologia e o Mito", também de autoria do professor Carlo Bússola. Os artigos podem ser lidos no site http://www.tribunaonline.com.br/ , em Edições anteriores, At2, página 10, sempre às segundas-feiras.

Se alguém puder comentar algo sobre esse artigo eu ficaria grato.
cristiano_2#15
Em primeiro lugar, numa comunidade sobre Olavo de Carvalho, imagino que seu objetivo Ricardo, é colocar fatos para exclarecer o leitor.
Para ser bem objetivo, sou católico. O Olavo eu não tenho certeza, só sei que já colocou em antiga entrevista na GNT em programa do Pedro Bial, que valoriza a religião, que esta nos auxilia para não enlouquecer. Salvo o caso de Olavo ter outra visão agora. Confira os vídeos no youtube.
E já vi vídeos onde ele dirige palavras duras contra bipos da Igreja, no entanto com razão. Pois é sabido que há "Judas" dentro da Igreja desde o início do Cristianismo, ou seja, desde Jesus Cristo. Hoje não é diferente. E amanhã vai continuar. Agora é preciso olhar o quadro todo. Fazendo um paralelo, não se pega um caso de erro médico e se pune todo Conselho de Medicina, mas somente o médico culpado. Da mesma forma a Igreja. Vide o Vídeo "Sobre padres pedófios" do Olavo, que ele fala disso.
Venho estudado tanto a doutrina quanto a história da Igreja. Tenho muito a aprender e tenho certeza disso. Vou com cautela portanto. E é preciso dizer que se trata também de fé, não só de razão. Sem levar as duas em conta, corre-se o risco de analizar o Cristianismo de modo parcial ou unilateral, faltando com a verdade.
riscardo#16

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