Patrulha ideológica nos EUA
O que está em jogo é se vamos ter uma discussão nacional aberta, na qual os intelectuais se sintam livres para ir para onde quer que as provas os levem.
Paul Krugman - 29/3/2011 - 20h53
Recentemente, William Cronon, historiador que ensina na Universidade de Wisconsin, decidiu influir na agitação política de seu Estado. Criou um blog chamado "Scholar as Citizen" (O Intelectual como Cidadão), dedicando o primeiro post ao papel do vago Conselho de Debates Legislativos Norte-Americanos em promover rígidas leis conservadoras nos Estados. Depois publicou um artigo no The Times, sugerindo que o governador republicano de Wisconsin dera as costasà tradição do Estado de "boa vizinhança, decência e respeito mútuo".
E qual foi a resposta do Partido Republicano? Um pedido de cópias de todos os e-mails enviados e recebidos pela conta de e-mail de Cronon na universidade, contendo uma ampla gama de termos, incluindo a palavra "republicano" e os nomes de vários políticos republicanos.
Se você não acha isso importante, não está percebendo a questão.
A extrema direita – que hoje é mais ou menos sinônimo de Partido Republicano – tem um modus operandi no que se refere a intelectuais que expressam visões de que desgosta: não importa o conteúdo, vá para a difamação. E o pedido de cópias de e-mails é obviamente motivado pela esperança de que forneçam alguma coisa que possa ser usado para submeter Cronon ao tratamento usual.
O caso Crononé mais um indicativo de que um de nossos dois maiores partidos se tornou vingativo, não-americano.
O pedido da correspondência de Cronon tem paralelos óbvios com a campanha de difamação contra a climatologia e climatologistas, baseada em citações supostamente prejudiciais encontradas em e-mails.
O que está em jogo é se vamos ter uma discussão nacional aberta, na qual os intelectuais se sintam livres para ir para onde quer que as provas os levem.
Paul Krugman - 29/3/2011 - 20h53
Recentemente, William Cronon, historiador que ensina na Universidade de Wisconsin, decidiu influir na agitação política de seu Estado. Criou um blog chamado "Scholar as Citizen" (O Intelectual como Cidadão), dedicando o primeiro post ao papel do vago Conselho de Debates Legislativos Norte-Americanos em promover rígidas leis conservadoras nos Estados. Depois publicou um artigo no The Times, sugerindo que o governador republicano de Wisconsin dera as costasà tradição do Estado de "boa vizinhança, decência e respeito mútuo".
E qual foi a resposta do Partido Republicano? Um pedido de cópias de todos os e-mails enviados e recebidos pela conta de e-mail de Cronon na universidade, contendo uma ampla gama de termos, incluindo a palavra "republicano" e os nomes de vários políticos republicanos.
Se você não acha isso importante, não está percebendo a questão.
A extrema direita – que hoje é mais ou menos sinônimo de Partido Republicano – tem um modus operandi no que se refere a intelectuais que expressam visões de que desgosta: não importa o conteúdo, vá para a difamação. E o pedido de cópias de e-mails é obviamente motivado pela esperança de que forneçam alguma coisa que possa ser usado para submeter Cronon ao tratamento usual.
O caso Crononé mais um indicativo de que um de nossos dois maiores partidos se tornou vingativo, não-americano.
O pedido da correspondência de Cronon tem paralelos óbvios com a campanha de difamação contra a climatologia e climatologistas, baseada em citações supostamente prejudiciais encontradas em e-mails.
