Tive que ligar cinco vezes pela manhã, mas consegui falar com o deputado. O cara tá sendo caçado pela imprensa. Ele deu entrevista ao vivo à quatro rádios hoje pela manhã e mais três equipes de TV gravaram entrevista. Antes, sua acessoria me disse que o CQC regravou ontem, quarta-feira, a entrevista controversa, e irá exibí-la na próxima segunda-feira.
Tentei exprimir para ele todo o apoio que ele tem da grande maioria da sociedade brasileira. A grande maioria que é contra o sistema de cotas por "raça", que é contra a união civil de casais gays, que é contra a adoção de crianças por casais gays. A grande maioria que é a favor da propriedade privada, da lei, da ordem e da moral.
Fiquei só uns quatro ou cinco minutos no telefone com ele, já que o acessor conseguiu me encaixar entre uma entrevista e outra. Mas eu falei bastante, quase não deixei o Bolsonaro falar. Falei: "Deputado, se este oaís tivesse uns vinte Bolsonaros, a coisa estaria muito melhor." Ele estava tranquilo e me tratou muito bem. A acessoria dele estava um pouco irritada com o assédio midiático, mas antes de falar com ele conversei por um tempinho com o acessor-chefe também, o qual não falou para mim mais do que eu já sabia.
Conversando com o Bolsonaro, ele me disse: "Milton, a pergunta não tem nada a ver com a resposta, você viu." Eu disse: "Sim, deputado, isso ficou óbvio!" E comentei com ele que era uma estratégia da esquerda para derrubá-lo, que todas as redações, de rádio, de tv, de jornais, estão dominadas por grupos esquerdistas. Ele falou: "Não é só isso! Tá cheio de boyola!" Disse para ele também que os que apóiam essa "homofobia" ou esse "racismo" manipulado são poucos, não chegam a 5% da população, mas a grande maioria da população apóia as idéias dele. Ele falou: "Milton, o problema hoje, é que todo mundo aqui vota com o governo. Qualquer coisa. É difícil". Ressaltei para ele a importância dele sobretudo na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, e agradeci por ter falado comigo. Ele: "Muito obrigado, Sr. Milton."
é isso aí!!!
vc podia ter gravado a conversa!
seria muito legal!!
mais é isso ai, temos q denunciar essas barbaridades
eu so fui ver ontem oq o cqc fez, fikei chocado, tanto com a "materia" qnto com a pergunta do pessoal da rua, péssimo....
Independente da opinião de cada um sobre o Bolsonaro, independente da opinião do Bolsonaro sobre a Afrodescendente Gil, o fato é que ele está sendo acusado de racismo e nazismo por chamar de promíscua uma mulher que diz orgulhosamente ser "total flex".
Quem concorda com o que estão fazendo com o Bolsonaro não pode dizer que é contra injustiças.
Eu falei com ele sobre o "total flex" também, Ricardo. Ele falou: "Milton, olha o blog dela! Olha o que ela escreve no blog dela! Ela fala que faz sexo com qualquer uma! Dá uma olhada no blog dela! Ela não tem pudor nenhum." Também falei para ele do recente plebisclito no Peru, sobre a união civil de homossexuais. Ele disse: "Não, não estou sabendo não." Eu disse que 80% dos peruanos rejeitaram a proposta de lei para união civil de homossexuais. Disse ele: "Eu não sabia, mas que bom, muito bom saber disso!"
Também comentei do Luís Mott, professor de antropologia da Bahia e maior defensor do movimento gay, de contos que ele fala "meu moleque preferido", "meus meninos preferidos" e comentei que foi aprovado o partido da pedofilia na Holanda, e que ele não deixasse isso acontecer no Brasil. O Bolsonaro falou: "Olha, os homossexuais querem adotar crianças para quê? Tem que ser pra isso mesmo! Pra que que você acha que eles querem adotar crianças?"
Eu gostei bastante do deputado. Ele diz as coisas na lata. Aproveitanto também que ele falou "boyola" umas quatro vezes na conversa.
Pode ser que eu esteja enganado; mas a resposta que o Bolsanaro deu para Preta Gil foge tanto da pergunta feita por ela, que eu não vejo como ele ser processado. Com um pingo de boa vontade, qualquer pessoa percebe que o cara se enganou.
Parabéns, Milton, se você conseguir falar com nobre DEPUTADO denovo, diga a ele que nós estimamos ele pela coragem dele por escancarrar muitas verdades na cara de certas pessoa que anda por aí se fazendo de "SANTAS"
Se alguém aqui acha que não tem como lutar, ou está mal informado, ou é preguiçoso, ou é estúpido, ou é passivo mesmo.
Vi em um tópico aqui uma questão: "O que se poderia fazer para dar apoio ao deputado?" Oras! Carambolas! A primeira coisa é ligar pra ele! E dizer que ele está certo e que há milhões com ele!
Falo para poucos aqui:
Se alguns pensam que as coisas neste país não funcionam mais, o que vocês estes estão fazendo então? Apenas chingando o sistema? Dando risada ou contando piadinhas?
É PRECISO AÇÃO!
Uma coisa que funciona é encaminhar milhares de telefonemas, cartas e emails à câmara federal, para todos os deputados, mas sobretudo para os mais influentes, dando total apoio ao Bolsonaro. Os telefonemas são os mais importantes. Tudo é registrado.
Outra coisa que eu aprendi é que muitos políticos (preferencialmente aqueles que são eleitos com dinheiro da corrupção) morrem de pavor da opinião pública. Os políticos que tem caráter geralmente não estão nem aí para a opinião pública, pois eles foram eleitos com as idéias de seus eleitores, e estão assegurados lá por vontade pública.
Mais uma coisa que aprendi foi que os deputados e senadores da república sempre atendem aos eleitores. Sempre. Ou a maioria das vezes, se estão disponíveis. Isso faz parte da política. Eu trabalhei há uns dez anos com marketing político para eleições e vivia visitando a Assembléia Legislativa do Ceará e a Câmara Municipal. Já tive entrevistas pessoais com um bocado de deputados e vereadores de Fortaleza. Na época era para negócios, não para cobrança pública e política. Mas isso me permitiu saber melhor como funciona o sistema legislativo brasileiro. Eu já vi vereador do PC do B, atendendo uma velha senhora pobre e analfabeta - que estava reclamando da rua em sua casa - humilhando e tirando R$150,00 reais do bolso da camisa e entregando para a senhora, a fim dela mandar ela ir embora.
Assim funciona a política neste país. Na base da força, ou do correlacionamento sensível, entre o político, sua base eleitoral, e quem manda o dinheiro para a eleição. O resto, neste país, são as leis. Que ficam sempre em terceiro lugar, atrás destas duas anteriores, tanto para os políticos, quando para a sociedade.
Se tem uma coisa que funciona hoje é avalanche de telefonemas, cartas, emails. Isto melhor quando for possível fazer um manifesto público conjunto na rua. Os petralhas já estão a fazer isso. Há tempos! Nós estamos fazendo o quê?
Eu sei disso porque participei ativamente, desde o princípio, da campanha para o Brasil devolver o menino Sean Goldman à seu pai americano, David Goldman. Quem conhece a história sabe, quem não conhece precisa pesquisar.
À princípio eu estava a favor daquele menino ficar no Brasil. Mas quando vim a saber da verdadeira história, de toda a parafernália judiciária que foi feita, de todos os quatro anos de horror que o pai passou frente à justiça brasileira sem poder ver seu filho, mesmo depois da morte da mãe, de todo o absurdo judiciário corrupto entre uma "panela" de juízes brasileiros e o legislativo, e o ponto a que chegou, aquilo me sensibilizou demais. Talvez também porque eu havia acabado de ter a minha filha, que nasceu em 2008, no começo da história. A história toda é tão absurda que penso que em nenhuma justiça do mundo poderia acontecer algo parecido. Só na brasileira.
Enfim, eu lutei tanto a favor desse garoto, muito mesmo. Cheguei a passar madrugadas trabalhando, lendo processos, notas judiciais do caso, e isto fazíamos tanto os brasileiros(as) quanto os americanos(as). Trocávamos traduções o tempo todo, das justiças de lá e das justiças de cá, dos processos e das notícias. Isto porque o sigilo de justiça foi violado neste caso, propositalmente pela justiça brasileira, por ordem secreta de um "alguém", a - claro - fim de tentar sensibilizar a sociedade brasileira em torno de uma farsa.
O caso foi para no Senado Federal. Encaminhei emails à todos os deputados e senadores, alguns deles mais de uma vez. Liguei para muitos Senadores. Cheguei a falar com o Senador Pedro Simom e com o Senador Eduardo Suplicy pedindo vontade ao caso.
Os dois, voluntariamente contrários à devolução da criança ao pai, me disseram que não era mais um problema do legislativo, mas um "assunto" do poder judiciário.
Mas os brasileiros fazem pouco. Os brasileiros não sabem o que é o poder de uma iniciativa popular. Já os americanos... Dois senhores amigos de David Goldman, construiram um fórum, um blog que conseguiu por momentos em 2008 e 2009 fazer mais barulho que a guerra do Iraque nos Estados Unidos. Eles conseguiram captar dinheiro e menções e apoio no país inteiro para a causa do menino Sean Goldman.
E estes meus colegas americanos espalharam pelo país inteiro, e diziam a tempo todo: "Call White House!", "Call Mrs. Clinton!", "Call to your congressman!" Os americanos não deixam barato! O caso desta criança então foi conversado diretamente entre a Sr.Clinton e o Chanceler Celso Amorim, na época, quanto este foi aos EUA, e, pouco tempo depois, diretamente entre Obama e Lula nos Eua.
Lula disse que era "uma problema da justiça brasileira". Mas é obvío que o menino queria ficar no Brasil.
Por fim, o destino da criança foi parar no Supremo Tribunal Federal, o qual, depois de muitas idas e vindas, mese se passando, decidiu, através do ministro Gilmar Mendes, o retorno do menino para os braços do pai.
Quando finalmente vi pela TV Sean Goldman embarcando com o Pai para os Estados Unidos, não posso dizer que não fiquei um tanto emocionado. Eu estava nesta luta há mais de um ano e meio, por esse garoto. Pela VERDADE.
Talvez isto me fez perceber de novo a força e a potência que tem um povo. Os aericanos, neste caso, mas muitos brasileiros também. Já que agradecem eles à milhares de brasileiros que lutaram com eles nesta causa até hoje.
Logo depois, informei ao fórum americano oficial, e a todas as comunidades do orkut, e outras redes sociais, blogs e etc, dos quais eu participava no caso Sean, que estava deixando à todos eles. Eles queriam iniciar então a luta por crianças sequestradas em países de todo mundo etc (http://bringseanhome.org/wordpress/). A fundação Sean Goldman nos Estados Unidos deve estar tentando de alguma maneira fazer justiça entre pais de nacionalidades diferentes que fogem com seus filhos para outros páises.
Eu disse a eles que toda aquela experiêcia me serviu de boa prática política. Pois percebi na prática isso: via minha filha crescendo dois anos junto à mim enquanto ao mesmo tempo um pai tentava via jurídica apenas abraçar seu filho no seu aniversário, nem que fosse por cinco minutos. E imaginei o quanto seria, para mim, insuportável, ter que ficar obrigatóriamente um dia, uma noite, uma semana, ou cinco minutos longe da minha filha.
Mas eu não queria mais tomar parte sobre o destino dos filhos dos outros. Aquilo havia me desgastado demais. Até meu casamento se desgastou. Cada um tem seus filhos e cada um é responsável por eles. Não estou mais afim por quanto de lutar por crianças no mundo.
Concordo com o Milton, temos que nos organizar melhor e transformar nossas idéias em ações concretas. Só ficar reclamando não adianta!
Além de assinar a petição, podemos fazer várias outras coisas. Se os esquerdistas se organizam feito ratos pra fazer barulho, pq não podemos mostrar que também queremos representação?
O importante é que iniciativas assim são SIM IMPORTANTES para nós, para todos. À vista crua, a fagulha das revoluções árabes que estão acontecendo são são consequências de um único jovem, vendedor de frutas, que tacou fogo a si mesmo em protesto contra as políticas de perseguição e de impostos da Tunísia.
Brasileiros que queiram ligar para dar apoio ao deputado Jair Boilsonaro:
(61) 3215-5482 - Fax: (61) 3215-2482
Liguem sempre! O Deputado vai atender vocês! É função dele também! Ainda que não consigam falar com o deputado, todas as ligações são registradas. Todos os apoios são bem vindos.
Liguem para os seus representantes. Mandem emails e idéias. Mandem sua opinião!
Aqui o email do Bolsonaro:
dep.jairbolsonaro,volta e meia em,camara.gov.br
Mas não encham a caixa do cara de spam. Encham de vontade de vencer.
André, em uma entrevista há alguns anos em uma revista que não me lembro ao certo, ele disse que o aborto é/deveria ser uma decisão do casal, porém notei que ele nunca defendeu a causa do aborto como direito da mulher nunca militando assim nesta causa. Ele defende que seja feito o planejamento familiar, e uma das vias para fazer isso é a gratuidade de cirurgias de vasectomia que ele propôs algumas vezes.
Percebi que o Bolsonaro, em contramaré à situação politica geral, deu uma guinada ainda mais à direita conservadora nos últimos anos, de modo que pode ser que ele seja contra a legalização do aborto.