Estudantes do Brasil são os que têm menos livros em casa, aponta levantamento do PisaQuase 40% dos alunos brasileiros têm no máximo 10 obras
Folhear as páginas de um livro pinçado ao acaso nas prateleiras de casa é algo bem menos corriqueiro no Brasil do que muitos de nós imaginam. Pelo menos é o que indica um levantamento do Movimento Todos Pela Educação, segundo o qual quase 40% dos estudantes do país vivem em lares onde as obras literárias são artigos raros: em média, não passam de 10 exemplares.
Divulgada em março, a pesquisa teve como base os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2010, que envolveu 65 países ao redor do mundo.
O cenário brasileiro é considerado um dos piores. Se 39,5% das crianças e adolescentes disseram ter, no máximo, uma dezena de títulos em sua residência, outros 30,4% admitiram que o número não supera os 25. Somente 8,1% dividem espaço com mais de cem obras dentro da própria moradia.
Para efeito de comparação, em países como a Islândia, mais da metade da população estudantil conta com verdadeiras bibliotecas particulares, turbinadas por mais de uma centena de edições. Luxemburgo, um pequeno país encravado na Europa ocidental, entre a Bélgica, a França e a Alemanha, é o campeão "mais de 500 obras": nada menos do que 15,7% de seus estudantes desfrutam dessa condição.
acho injusto comparar o Brasil com a Belgica, e outros paises europeus. Serio mesmo, Claro que serve de referencial mais o Brasil tem que ser comparado com a Argentina, Peru, paises da america central. nem precisava pesquisar para saber que os estudantes la teriam mais condições que o nossos.
É justo. Mesmo na categoria latino-americana, estamos um pouco aquém do desejado.
O que eu queria ver mesmo nessas pesquisas é uma comparação etnia-por-etnia.
Por exemplo, descendentes de alemãos no Brasil vs. alemãos nativos da alemanha. Japoneses de São Paulo vs. japoneses do Japão. E assim por diante, para isolar os fatores "culturais" que se transmitem de pai para filho.
Imagino que, mesmo comparando linhagem por linhagem, o Brasil se saia mal. Mas podemos melhorar no futuro.
De facto, em geral, livros são caros no Brasil. Mas isso não justifica o facto de os estudantes brasileiros terem tão poucos livros em casa, pois: 1) Existem sebos, que normalmente vendem livros a bom preço; e 2) Muitos dos que alegam o alto preço dos livros não se furtam em gastar um bom dinheiro em farras ou futilidades.
É isso aí que o Aleksander comentou: livro no Brasil é muito caro.
Esses dados são compreensíveis. Excetuando-se algumas editoras como a L&PM, a Hedra, etc., que publicam boas edições a preços acessíveis, ainda é complicado comprar muitos livros.
Se não fossem aquelas promoções do Submarino eu não teria muitos dos meus livros porque comprar direto da editora muitas vezes é caro demais. Acho que nem preciso citar aqui alguns exemplos, vocês sabem.
Ralmente, Brasil e conhecimento não combinam. Nosso povo é altamente anti-introspectivo, barulhento e dispersador. Nesse ascpecto sou PROFUNDAMENTE anti-brasileiro.
Entrem num local público e vejam a barulheira que é. Mesmo numa igreja. Acabei de voltar duma e, antes da missa, tinha tanta conversa que era quase um restaurante, só que um pouco mais tranquilo.
O vício dispersivo que o brasileiro tem, em geral, ajuda a combater tudo o que exige concentração, compenetração, contemplação, introspecção. Leitura é uma delas. E se formos ver nossos alunos, eles são cada vez mais "eletrônicos", vidrados em internet, vídeos, adoram imagens, conversas virtuais, tecnologias. São muito agitados, impacientes, sem contar que estão cada vez mais sufocados com 87345904725038 coisas para fazer impostas pelos pais: aulas, aula 2, aula 3, inglês, natação, canto, sei-lá-o-quê. E odeiam ler. Têm aversão ao estudo sério e profundo.
Comecei a comprar também não há muito tempo, pois ainda sou muito novo. Leio bastante em PDF também.
Os livros aqui no Brasil de fato são muito caros, mas o que acontece é que as pessoas gastam de maneira errada o dinheiro. Dizem que não têm dinheiro para comprar livros, mas têm para comprar coisas idiotas sem nenhuma utilidade.
Se aqui neste país os alunos destroem até mesmo os livros didáticos da escola, o que esperar dessas criaturas?
Os agentes externos simplesmente acabam com qualquer estímulo por parte de um aluno que comece a se interessar por leitura.
Se um estudante diz, em meio a seus "coleguinhas", que está lendo um livro, é imediatamente ridicularizado. No Brasil, ler é "coisa de idiota metido a besta."
E mesmo os adolescentes de classe média, QUANDO lêem, geralmente só lêem porcaria, como Crepúsculo e esses livros de romance. Até podem servir de estímulo e acabar levando o jovem a outros livros, mas não é sempre que isso acontece.
Eu, por exemplo, comecei a ler com os livros do grande Tolkien.
Conversando com uma colega de classe, que por sinal parece ser muito bem educada, perguntei se ela gostava de ler. Ela disse que sim... Fiquei pensando, "deve gostar de grande autores"... De repente, me diz que tem somente os livros do Paulo Coelho...