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O governo mundial, por Hans-Hermann Hoppe

Iniciado por eduardo_24 em 05/04/2011 · 3 mensagens

eduardo_24#1
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- Daily Bell: É possível que um número ínfimo de famílias incrivelmente ricas estabelecidas

no centro financeiro de Londres seja parcialmente responsável por tudo isso? Essas

famílias e seus líderes podem realmente estar em busca do governo mundial

comandado pelas elites? Ou é tudo uma conspiração? O senhor vê o mundo nesses

termos: como uma batalha entre os impulsos centralizadores das elites dominantes e

os impulsos mais democráticos do resto da sociedade?


- Hoppe: Não estou certo se conspiração ainda é a palavra certa, pois, nesse meio

tempo, graças a pessoas como Carroll Quigley [historiador especialista em sociedades

secretas], por exemplo, muito já se sabe sobre o que está acontecendo. Em todo

caso, é certamente verdade que existem essas famílias incrivelmente ricas, residindo

em Londres, Nova York, Tel Aviv e em outros lugares, que já perceberam o imenso

potencial de enriquecimento pessoal que há no processo de construção de um império

e de um estado mundial. Os presidentes dos grandes bancos tiveram um papel

central na criação do Fed, pois eles haviam entendido que um banco central iria

permitir que seus próprios bancos inflacionassem e expandissem o crédito em cima de

todo o dinheiro e crédito já criados pelo banco central, e que um "emprestador de

última instância" era essencial para permitir que eles colhessem lucros privados

enquanto as coisas estivessem indo bem e socializassem os prejuízos quando as

coisas começassem a ir mal.
eduardo_24#2
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Eles perceberam que o padrão-ouro clássico representava um empecilho natural à

inflação e à expansão do crédito, e assim eles ajudaram primeiramente a criar um

padrão-ouro falso (o padrão ouro-câmbio), e depois, após 1971, um regime de papel-

moeda puro. Eles compreenderam que um sistema de moedas nacionais de papel

flutuando livremente entre si ainda era imperfeito no que tange aos desejos

inflacionistas, uma vez que a supremacia do dólar ainda poderia ser ameaçada por

outras moedas concorrentes, como o forte marco alemão, por exemplo. Assim, com o

intuito de reduzir e enfraquecer essa concorrência, eles apoiaram esquemas de

"integração monetária", como a criação do Banco Central Europeu (BCE) e o euro.

E eles perceberam que seu sonho supremo — um ilimitado poder de criação de

dinheiro — poderia se tornar realidade apenas se eles obtivessem êxito em criar um

banco central mundial dominado pelos EUA, o qual emitiria uma moeda mundial de

papel, tal como o bancor (nome proposto por Keynes) ou o phoenix; e assim eles

ajudaram a criar e a financiar uma profusão de organizações globalistas, como o

Council on Foreign Relations, a Comissão Trilateral, o Grupo Bilderberg etc., para

promover esse objetivo. Da mesma forma, proeminentes industrialistas

reconheceram as tremendas oportunidades de lucros criadas por monopólios

concedidos pelo estado, por subsídios do estado e por contratos de terceirização que

os eximiria ou protegeria da concorrência. E assim eles, também, se aliaram ao

estado, muitas vezes se infiltrando nele.
eduardo_24#3
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Existem "acidentes" na história, e existem ações cuidadosamente planejadas que

produzem consequências inesperadas e não premeditadas. Porém, a história não é

apenas uma sequência de acidentes e surpresas. Grande parte dela é planejada,

almejada e concebida. Não por pessoas comuns, é claro, mas pelas elites poderosas que

estão no controle do aparato estatal. Se quisermos evitar que a história siga seu atual e

previsível curso rumo a um desastre econômico sem precedentes, é realmente imperativo

sacudir e estimular a indignação pública expondo — implacável, incessante e

inflexivelmente — os perversos motivos e as maléficas maquinações dessas elites

poderosas, não apenas daquelas que trabalham no aparato estatal, mas

principalmente também daquelas que estão fora de cena, por trás das cortinas,

controlando os bastidores.

Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute,

fundador e presidente da Property and Freedom Society. Ele recebeu seu Ph.D e fez

seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha.

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=943

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