Primeira: Faça as contas. – Segundo o prof. R. J. Rummel, que é provavelmente o mais respeitado estudioso da matéria, o número de vítimas somadas de todas as ações violentas em que o governo americano esteve envolvido de 1900 a 1987 é de 1.634.000 pessoas (isso inclui duas guerras mundiais, com Hiroshima e Nagasaki de quebra, mais a guerra do Vietnã e todas as intervenções militares no exterior). A URSS, num período menor, de 1917 a 1987, matou 61.911.000 pessoas, e a China, de 1949 a 1987 apenas, matou 76.702.000. É uma questão de aritmética elementar concluir que os individualistas americanos, na pior das hipóteses, são cem vezes menos assassinos do que os solidários russos e chineses. Nenhum cérebro humano em seu funcionamento normal pode julgar que os níveis de periculosidade sejam iguais de parte a parte. Na ordem das ameaças mortíferas que pesam sobre a espécie humana, a China vem em primeiro lugar, a Rússia em segundo, os EUA em centésimo. Quando a humanidade tiver se livrado de noventa e nove de seus inimigos armados, começarei a me preocupar com a tão propalada “agressividade americana”. O prof. Duguin busca atrair atenção para ela, inflando-a mediante palavras, para inverter a hierarquia das precauções razoáveis e tentar encobrir as ações dos verdadeiros genocidas, dos verdadeiros inimigos da espécie humana.
Segunda: Olhe o mapa. – A totalidade das vítimas feitas pelos EUA constitui-se de estrangeiros, mortos em combate em solo inimigo. Na contagem das vítimas da China e da Rússia, excluí de propósito as baixas militares: são todas civis desarmados, assassinados em tempo de paz por seus próprios governos. Quando o governo dos EUA, em tempo de paz, começar a matar cidadãos americanos aos milhões, por motivo de mera discordância política, ficarei tão preocupado com isso quanto o prof. Duguin deveria estar agora com os tibetanos, assassinados a granel pelos chineses e proibidos de praticar livremente sua religião nacional." - Professor
Não seria um declive escorregadio comparar os efeitos de um regime autoritário que se responsabiliza por toda sociedade, com um que tem como o seu maior agente a própria sociedade e, além, não se responsabiliza por quase nada?
Porque, assim, na contabilidade de um teríamos, por exemplo, todos os mortos de fome, no outro não, o que não quer dizer que não tenham morrido pessoas de fome.
Enquanto um se responsabilizava por toda a sociedade o outro se responsabilizava por órfãos e viúvas, por assim dizer.
Talvez se trate mais de uma falsa analogia, mas não sou muito bom nesses termos.
Na verdade eu não estou atacando a questão de serem regimes distintos, mas a própria natureza deles com vista a esses dados.
Vamos dizer que morram de fome 1000 em cada regime. Ao comunismo será contabilizado os 1000, mas no capitalismo apenas a parcela pela qual se responsabilizou, compreende?
Não é uma questão de qual lida melhor com a escassez que eu estou levantando, mas o quanto cada um é responsabilizado.
Não é assim que é feita a conta. Daí a sua confusão. Quando se fala das mortes de fome provocadas pelo comunismo, o que se faz é o seguinte: você vê quantas pessoas morriam de fome antes da intervenção e vê quantas PASSARAM a morrer depois. O diferencial é o que resulta na conta.
Por exemplo, quando se pega o Holodomor, a conta é feita estimando a taxa de mortalidade antes e depois. O diferencial é o que caracteriza o genocídio. Entendeu?
Alguns problemas com a métrica absoluta de "quem mata mais":
Problema 1: o período de tempo escolhido. É justo comparar o primeiro século do comunismo com o último século do capitalismo ? Regimes políticos matam muito mais gente no começo, quando as regras não estão estabelecidas. Depois a situação tende a se estabilizar.
Problema 2: extensão do poder. O comunismo pegou o maior país do mundo e o país mais populoso do mundo. Eles simplesmente tinham muito mais gente para matar do que, digamos, os revolucionários da França.
Problema 3: a qualidade das vítimas não é contabilizada. E se os milhões de assassinados por Stalin fossem mesmo pessoas ruins ?
Desculpa Bernardo, mas ainda não é essa a questão.
Não se trata de como os dados são auferidos. O próprio professor não compara os dados entre os mortos de fome aqui e acolá(talvez entre USSR e China).
Trata-se de comparar a responsabilidade de um regime e de outro a fim de verificar ao fim a brutalidade maior. Para isso as primeiras perguntas a serem feitas são:
É possível?
Então, qual é a responsabilidade de ambos os regimes nessas estatística?
É possível comparar um genocídio russo, com uma mortalidade uniforme americana?
Meu caro, o que SERIA uma "mortalidade uniforme americana", por exemplo?
Veja: o governo russo, cubano, chinês, cambojano, coreano vai lá, pega o cidadão e dá-lhe um tiro no meio do quengo: ou seja - trata-se de uma ação REAL, CONCRETA, MENSURÁVEL. O Olavo menciona esses números, inclusive.
TAMBÉM menciona OUTROS números, que resultaram de ações de guerra do governo americano.
NÃO HÁ matanças feitas pelo governo americano em tempos de paz, muito menos praticadas contra cidadãos americanos.
No entanto, você menciona uma tal "mortalidade uniforme" - com perdão da expressão, que raio de merda seria isso? Uma epidemia? Um mega-cataclisma? O QUÊ?
Priscila, queremos comparar os efeitos de ambos os regimes nas sociedades humanas e averiguar qual é o mais brutal, mas estabelecer a causalidade dos "holodomores" e guerras é muito mais simples do que os efeitos do liberalismo americano, porque o socialismo assume as estatísticas por assumir o controle total, o outro não.
É até por isso que o Professor quando na feitura desse argumento se vê forçado a comparar número de mortos de fome com número de vítimas de guerra. Guerra é um evento de irrevogável responsabilidade estatal, com número de vítimas bem delineado.
Como saber que esses números:
http://www.oaklandinstitute.org/?q=node/view/104 são causados pelo regime, se ele não se responsabiliza por alimentar ninguém, ao contrário do comunismo?
E isso é só a cabecinha do problema, existem ótimos artigos Austríacos demonstrando como a intervenção "americana" em vários países (mas principalmente na África) condenaram a economia local, levando a fome.
http://www.hawaii.edu/powerkills/welcome.html
olha esse site
aí dá estimativas de quantos o imperlismo matou
e quantos morreram pelas mãos desses facínoras comunistas
[]
Problema 3: a qualidade das vítimas não é contabilizada. E se os milhões de assassinados por Stalin fossem mesmo pessoas ruins ?
dezenas de milhões de pessoas ruins?
E o que é ruim pra vc? é ser um opositor do sistema?