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Na sombra do atirador.

Iniciado por gabriel_8 em 13/04/2011 · 2 mensagens

gabriel_8#1
Um país que não aprendeu a respeitar a vida alheia – são ao menos 50 mil brasileiros assassinados a cada ano – de certo não respeitaria a morte. Todo o tipo de grupelho insolente tentou tirar uma casquinha da tragédia em Realengo. Dos amalucados com mensagens de apoio ao atirador, as ONGs pró- bandidagem. Do lobby anti-armas, ao pseudo-jornalismo do cotidiano, nada importado com a dor das vítimas e muito importado com os números do ibope. Não temos jeito. Até mesmo discussões que são válidas somente recebem atenção depois que o leite já foi derramado.

O esquerdismo bocó representado pelo ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, em resposta ao massacre, pretende recrudescer contra os que gostam de ter armas ou os que a querem para tentarem se proteger da bandidagem. O que pensa sobre a bandidagem o atual ministro eu não sei. Seu antecessor, Tarso (cupincha de bandido) Genro, com toda certeza, quer soltá-los.

Criar um novo referendo sobre as regras, ou quem sabe até o tolhimento da posse legal de armas de fogo parece ser a melhor idéia vinda do governo. Mais uma inutilidade. Na verdade, não há nem o que discutir. A Lei nº 10 826, sancionada por Lula e regulamentada pelo Decreto nº 5 123 é clara ao definir quem pode portar armas, em que condições e sob quais necessidades. Fim de papo! E convenhamos: Wellington Menezes não foi a uma loja da Taurus comprar dois revólveres calibre .38 e um speed loader.

Ao invés de melhorar o ensino e segurança nas escolas, de coibir a entrada ilegal de armas dos mais grossos calibres no país, de conduzir a mudança necessária para que prendamos mais, soltemos menos bandidos e executemos os irrecuperáveis, o governo pretender derramar vil cortina de fumaça, a fim de culpar os que conseguiram a permissão para portar uma arma. E é bom que se lembre que tal cidadão não pode carregá-la para onde deseja, mesmo depois de autorizado mediante exames psicológicos e de manuseio.
gabriel_8#2
Esta posta nesse particular de uma nova tentativa de desarmar o cidadão de bem, a chance do PSD, partido recém-criado, de mostrar do que é feito. Apoiará o governo? Deixará que seus integrantes escolham seu próprio caminho, ou escolherá encabeçar a resistência ao bom-mocismo bocó?

Absolutamente nada impediria a ação do maníaco. Se não tivesse acesso a armas atacaria com facas. Caso não conseguisse entrar na escola atacaria o ponto de ônibus. Quem protegeria tais cidadãos? Eles mesmos não poderiam, pois sancionado o fim do direito ao porte de armas, qualquer um que baleasse o agressor seria tratado frente à lei como um homicida, ainda que em legitima defesa.

Absolutamente nada de bom florescerá do evento ocorrido. Aposto, muitos de nós trocaríamos discussões inúteis, proselitismos políticos pela a vida das crianças sacrificadas.
Infelizmente, não posso combater o que não posso prever ou entender. Quanto mais combatê-la erroneamente. Viver sem sobressaltos é uma escolha. Não ando armado e não ando com medo. Enfrento só minha finitude. Combato o que me dá calafrios. O governo, qualquer um, restringindo o meu direito de escolha me dá calafrios.

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