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VAR-Palmares planejou execução de militares

Iniciado por leonardo_2 em 15/04/2011 · 17 mensagens

leonardo_2#1
Documentos do grupo guerrilheiro, no qual militou a presidente Dilma, indicam planos para ‘justiçamento’ de oficiais do Exército

BRASÍLIA - Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o "justiçamento", isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar.

Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica.

O arquivo inédito, revelado pelo Estado no ano passado e aberto à consulta pública na terça-feira, 12, faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA). No Arquivo Nacional, em Brasília, novo endereço do acervo que estava em poder do serviço de inteligência da Aeronáutica, há um conjunto de documentos que tratam da VAR-Palmares. Mostram, entre outras coisas, a participação de militares da ativa e a queda de líderes do grupo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Os nomes dos integrantes do grupo receberam uma tarja preta, o que impede estabelecer relações diretas entre eles e as ações relatadas. É possível saber, por exemplo, que militantes de Belo Horizonte receberam em certa ocasião dez revólveres calibre 38 e munição, mas não os nomes desses militantes.
leonardo_2#2
Na primeira página, o relatório de cinco páginas destaca que o grupo não tem "nenhuma possibilidade" de enfrentar os soldados nas cidades. Sobre o justiçamento de militares observa: "Deve ser feito em função de escolha cuidadosa (trecho incompreensível) elementos mais reacionários do Exército."

Extermínio
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Na época da redação do texto, entre 1969 e 1970, a ditadura tinha recrudescido o combate aos adversários do regime. Falava-se em setores das forças de completo extermínio dos subversivos. Em dezembro de 1968, o regime havia instituído o AI-5, que suprimia direitos civis e coincidia com o início de uma política de Estado para eliminar grupos de esquerda.

A VAR-Palmares surgiu em 1969 com a fusão do grupo Colina (Comando de Libertação Nacional), em que Dilma militava, com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), do capitão Carlos Lamarca. Dilma, à época com 22 anos, foi presa em janeiro de 1970 em São Paulo. Ela só foi libertada em 1972, após passar por uma série de sessões de tortura. Sempre que fala sobre seu envolvimento com a resistência ao regime militar, Dilma costuma ressaltar que sua visão atual da vida não tem "similaridade" com o que pensava durante o tempo de guerrilha.

O documento tornado público classifica as ordens como contraofensiva. Seria uma resposta aos "crimes" do regime militar contra a esquerda: "O justiçamento punitivo visa especialmente paralisar o inimigo, eliminando sistematicamente os cdf da repressão, os fascistas ideologicamente motivados que pressionam os outros."

O texto também dá orientações sobre como definir e vigiar possíveis alvos. A ideia era uma fazer uma lista dos oficiais "reacionários" e de pessoas ligadas à CIA, a agência central de inteligência dos Estados Unidos.
leonardo_2#3
A VAR-Palmares tinha definido como alvos prioritários o delegado Sérgio Paranhos Fleury, do DOPS, e seu subordinado Raul Careca, acusados de comandarem a máquina da tortura nos porões de São Paulo: "Careca, Fleury são assassinos diretos de companheiros também. Trata-se de represália clara. Já outros investigados serão eliminados sob condição, conforme vimos acima."

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http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,var-palm…34,0.htm?p=3
antnioluiz#4

Brasil terá 'Comissão do Revanchismo e Inverdade', afirma general da reservaG

BRASÍLIA - Ex-analista do Centro de Informações do Exército (CIEx) e líder do manifesto dos militares da reserva com críticas a integrantes do governo que contestam a Lei de Anistia, o general da reserva Marco Antonio Felício condenou a decisão do Ministério Público Federal de denunciar na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. 'Não conheço o fato que deu origem à denúncia e acredito que ele não tenha acontecido. Mas, se o MPF oferecer a denúncia, vai cair no vazio porque a Lei de Anistia é ampla, geral e irrestrita', declarou o general.

De acordo com o general, 'o major Curió está protegido pela Lei de Anistia, conforme foi ratificado nas declarações do ex-ministro do STF, Luiz Fux'. Para ele, a tentativa de reabrir casos de militares 'é uma forma de revanchismo de cunho ideológico'.

leonardo_2#5
"Omissão da Verdade"
thiago_7#6
Como diz Jair Bolsonaro os militares querem que se abram os arquivos da ditadura, já a esquerda...
faz mas de 20 anos que a esquerda está no poder, e não abrem os arquivos na íntegra, nem precisa dizer porque.
vinicius_3#7
Esquerda a 20 anos no poder?
thiago_7#8
nessa ''comissão'' da ' verdade'' vai ter gente protestando? alguém que ir para Brasília.
thiago_7#9
desde 1995, 17 anos.
thiago_7#10
Sobre o caso do coronel cabe fazer duas importantíssimas observações: O MPF é incompetente para oferecer denúncia de crime militar, em segundo lugar a anistia foi benéfica para o réu,logo a lei posterior não pode  e retroagir, isso é cláusula pétrea.
vinicius_3#11
Olavo é Esquerda ou Direita? haha
francisco#12
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eric_2#13
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Esquerda a 20 anos no poder?
Eles estão desde Sarney até hj.
Dá mais de 20 anos ...
victordelevy#14
Vou mais longe para causar polêmica... Eles estão desde o último Governante militar. Mas beleza... SARNEY marcou a ida da esquerda ao poder.
victordelevy#15
Pior ainda: Caso R$ 30,00 no chão se alguém conseguir apontar um governo declaradamente conservador, no Brasil, depois de 1929.
felipemark#16
só nacionalista  e no maximo centrista...nenhum conservador 
vinicius_3#17
vou explica nada
preguiça

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