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Os psicólogos e a compaixão pelos criminosos

Iniciado por paul_2 em 15/04/2011 · 20 mensagens

paul_2#1
Abaixo segue alguns trechos de artigo publicado no site do conselho regional de psicologia a respeito da tragédia de Realengo em que fica claro que muitos psicólogos sentem mais pena pelo bandido que pela vítima:

"Solidariedade e Direitos: aprendendo com a tragédia em Realengo

Muito se tem discutido e interpretado nas mais diversas mídias acerca das motivações de Wellington, desde seu comportamento introspectivo, das humilhações sofridas na infância e adolescência e de um diagnóstico psiquiátrico, o qual, hoje apenas pode ser suposto. Muito se tem falado também sobre medidas de prevenção que garantiriam nossa segurança e de nossos entes queridos. Tais medidas, veiculadas em geral nos meios de comunicação de massa, têm como característica comum uma maior repressão: policiamento nas escolas, câmeras de vídeo, catracas eletrônicas e maior punição para os condenados. As soluções apontadas sinalizam que a sociedade deveria ser mais repressiva e punitiva, que solidária e acolhedora com a diferença [ASSASSINAR UMA DÚZIA DE CRIANÇAS É AGORA "DIFERENÇA"].

Pouco se tem falado em tais mídias do modo como temos funcionado como sociedade. Diante de um acontecimento traumático e imprevisível, encontramos como explicação mais pacificadora para nossos afetos a “monstruosidade sociopata” [ELES AINDA TEM DÚVIDAS SE É REALMENTE UM MONSTRO!]de Wellington, advinda de uma patologia tranquilizadora para nossa suposta normalidade. Ao focarmos no indivíduo que empunhou as armas, deixamos de pensar a naturalização cada vez mais veloz da violência em nosso cotidiano.

Na nova ordem mundial é esperado que, sozinho, o indivíduo enfrente todas as adversidades da vida, muitas delas produzidas pelo modo como exploramos os trabalhadores, abandonamos os desempregados, os idosos, as crianças e os adultos fragilizados por uma sociedade onde se vale o quanto se pode comprar, o quanto se pode consumir."
paul_2#2
paul_2#3
Abaixo também segue outro texto:

"Reconhecer que a compreensão sobre a produção social de parcela significativa dos “criminosos” [EM VÁRIOS ARTIGOS FAZEM REFERÊNCIA DESTA FORMA, ENTRE ASPAS MESMO!]que abarrotam os nossos presídios (e que ilegalmente superlotam as nossas cadeias públicas) não nos exige sofisticados estudos de Psicologia ou de Sociologia criminal. Grande parte das “mentes criminosas” que inflacionam os presídios são, antes de tudo, corpos expurgados de direitos, corpos que fazem parte de redes sociais privadas dos mínimos acessos, corpos de trajetórias fatais pré-configuradas nas profecias auto-realizadas, corpos-severino, subalternos, corpos que teimam e que, em sua teimosia, perturbam a paz do gozo da propriedade privada e da injusta ordem social."
paul_2#4
lus_orkut#5
Seus comentários dizem tudo.

Só acrescento que, assim como em "O alienista" do Machadão, o doutor é o doente.

Como pode um conselho que fala em nome de todos os seus profissionais ser tão doente a ponto de não citar uma palavra que preste a favor das famílias das vítimas?
paul_2#6
Sugiro a leitura do artigo "A Psicologia e o Sistema Prisional"

LINK: http://www.crprj.org.br/publicacoes/jornal/jornal31-…naprisao.pdf
lusaugusto#7
O Dr. Heitor de Paola recentemente publicou comentário no Mídia Sem Máscara justamente sobre isto.

O texto dele é de um primor e um preparo que faz iluminar o espírito.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/11995…vamente.html
antnioluiz#8
A pergunta que não quer calar: qual o nome do bostinha que escreveu aquela porcaria de texto? Dr. Frankenstein?
jeronimo#9
O Conselho Regional de Psicologia sofre a mesma doença do pessoal dos Direitos Humanos,só consegue enxergar os direitos dos bandidos,que são vitimas de uma sociedade excludente, coitados!!!
renatolaguna#10
Os piores bandidos deveriam ter o direito a uma execução digna e honrosa, e não a ficarem presos como animais em alguma jaula. Também deveriam ter direito a um padre, para ouvir suas confissões no dia da execução.
priscila#11
O monstro nasceu monstruoso, amigos: a sociedade não o "produziu", é claro.

Não que monstros não possam ser produzidos pelo mundo: o autor do texto, um imbecil, é a demonstração contundente de que a manipulação "politicamente correta" os PRODUZ, aos borbotões, a cada segundo.

O filho da mãe esquizofrênica, contudo, ERA um doente mental nato, ao que tudo indica.
É obrigatório IDENTIFICAR o mal: exatamente para, ao contrário do que prega o autor do texto idiota, não ter que conviver com ele - nem o doente mental deveria conviver com ele, é claro.

Livrai-nos do mal, Senhor: mas sobretudo livrai do mal os que não sabem o que fazem.

Lamento: quem quiser, que culpe o Hipócrates.
leonardo_2#12
priscila#13
Sim, é uma boa reflexão.

Não CABE transformar o doente mental em MAIS UM ESTÍMULO deslanchador de surtos em psicopatas.

Aprovo o uso da palavra "derrotado"- pode não ser um termo PRECISO, no caso, mas é pelo menos neutro, além de conter uma verdade.
louis#14
Pessoal ta com serios problemas de intepretaçao de texto.
priscila#15
Eu estou aqui lendo sobre um novo subproduto da cocaína - uma reportagem que se intitula "Uma ameaça devastadora que se espalha pelo país". Chama-se "oxi", o negócio: entra pela fronteira entre Bolívia e Acre. Uma quantidade minúscula é suficiente para criar uma forte dependência: uma dependência TAMANHA que a pessoa não fica CINCO MINUTOS afastada da droga. É uma mistura de refugo de cocaína com solventes e cinza - não há necessidade de laboratórios, refinarias, nada. A droga é tão brutal que tira a capacidade de se expressar da pessoa. O usuário de oxi é MUDO. Mesmo grandes viciados em cocaína afirmam que "oxi é a droga do capeta"- e a temem, porque "quem usa oxi mata sem pensar". O repórter diz, é claro, que o lugar que ele viu é de máxima degradação.

Num cenário DESSES, o que há para se dizer?

NADA, meu caro: a população humana mundial será reduzida a um quinto, mesmo. Se não acabar inteiramente. Os camaradas da NWO estão conseguindo tudo o que querem. Qualquer um desses usuários se tornou um psicopata que mata sem pensar. Amanhã isto está em SP, no Rio, no Brasil inteiro, no mundo inteiro.

O psicopata nato não será nem mais identificado como tal, num mundo desses: porque haverá MILHÕES de psicopatas que adquiriram esta condição por uso de drogas. Então não será mais nem possível e nem lógico querer "separar" os dois tipos. Muito menos querer "tratar" uma coisa dessas, com essa intensidade. Este é o mundo da besta-fera, do orango predador. Eu DIGO ISSO HÁ ANOS, que viveríamos NELE.
priscila#16
PS: e ainda querem me DESARMAR!!!!! NUNCA uma arma terá sido TÃO NECESSÁRIA na história humana quanto na história futura PRÓXIMA do Brasil.
priscila#17
O meu querido Ubaldo (de quem sou admiradora confessa) escreveu hoje um artigo com este título, que eu sei que é também a opinião de outras pessoas, algumas também muito queridas minhas e das quais também sou fã ardorosa.

E aí, lendo o Ubaldo, eu pensei em traçar (mal) essas linhas. 🙂.

Muitos dos comentários ubaldianos são corretos, claro: ele afirma, por exemplo, que "a impressão que às vezes se tem é que ninguém é mais responsável por nada."Também diz, com toda a razão, que "tem gente que é ruim irrecuperavelmente e quem quiser pode chamar isso de doença". Eu sei disso tudo. Também sei que "pesquisadores que buscaram exemplos dessa "boa"selvageria - ele se refere ao imbecilíssimo Rousseau e seus seguidores, e à bagaça do "bom selvagem"- reuniram estatísticas interessantes sobre povos desse tipo e constataram que, entre muitos deles, as mortes violentas são muito mais frequentes que entre os malvados civilizados".

Tudo isso está certíssimo.

Mas a doença mental EXISTE.

Extraordinariamente (para mim), o amigo Ubaldo faz ainda uma pergunta tão ESSENCIAL que a mim parece que ele OLHA para a cara da verdade e, espantosamente, NÃO A VÊ:

"Quando o criminoso apresenta problemas de saúde mental, não pode ser responsabilizado por seus atos. Então quem pode? O camarada que é sujeito a surtos psicóticos é na verdade dois - um fora do surto e outro em surto - e como tais deveria ser reconhecido pela lei?"

Amigo Ubaldo, botaste o teu inteligente dedo precisamente na ferida: o doente mental, que NÃO É o bagaça cruel que usa como pretexto o "ter sido maltratado na infância", nem o "ter sido chutado, com execelentes motivos, pela namorada", NÃO É, rigorosamente falando, RECONHECÍVEL: e inúmeras vezes o tal "ser dois" é inteiramente REAL.
priscila#18
Um médico decente que TRATE desses doentes mentais lhe dirá EXATAMENTE ISTO: que não existe MAIOR idiotice do que achar que o doente mental está, no fundo, sabendo direitinho o que está acontecendo, e que alguém pode, se tiver "jeito"ou treinamento adequado, ACESSÁ-LO. O doente mental está DO LADO DE LÁ DE UM MURO, amigo: e você, eu, bons ou maus, estamos do LADO DE CÁ. E EM CIMA deste muro não tem literalmente NINGUÉM.

O sujeito em questão pode não ser um doente mental: mas, como ele era filho de uma esquizofrênica, e apresentou um típico comportamento esquizóide a vida inteira, segundo diversos testemunhos, é mais do que cabível pensar que ele FOSSE, MESMO, um REAL doente mental. O TIPO EXATO da patologia mental que o afligia é impossível determinar porque o cara está morto, mas cabe dizer o seguinte: os esquizofrênicos em geral não cometem tais atos porque o seu processo mental é tão comprometido que o planejamento de qualquer coisa é complicadíssimo, em geral impossível. O torturante delírio do esquizofrênico é TAMANHO que IMPEDE, de modo geral, que ele até se aproxime das pessoas - seja para o que for. Uma ação complexa dessas é altamente IMPROVÁVEL, para um esquizofrênico - a não ser, evidentemente, que alguém o maneje o esquizofrênico, o manipule de MUITO PERTO. Como cabe também dizer que existem psicopatias nas quais, diferentemente da esquizofrenia, aesta capacidade de planejamento está preservada: e pode estar, inclusive, extremamente aguçada.

É como se a DISFUNÇÃO em um determinado âmbito do cérebro ACENTUASSE a atuação de outros setores - como se vê nos casos da chamada "síndrome do idiot-savant", doentes que conseguem fazer coisas inimagináveis em determinado âmbito embora sejam incapazes de aprendizados elementares.
priscila#19
Para PIORAR AS COISAS, existe o SURTO PSICÓTICO: no qual o doente passa de um estado NORMAL a um estado ALTERADO em questão de horas, ou dias - dependendo do caso. E depois pode SAIR deste surto, espontaneamente ou via medicação: e REPETIR o processo vezes sem conta.

Eu pessoalmente convivi com um grande amigo (já falecido), diagnosticado como portador de psicose bipolar grave - a antiga "psicose maníaco-depressiva" - que passava de um estado de inteira normalidade para um estado de inteiro delírio. Sendo ele um "ciclador lento" - as opposed a "cicladores rápidos", que também existem - cada surto durava meses, sendo um surto maníaco seguido de um depressivo, como característico deste tipo de patologia. Mas havia, como eu disse, os "INTERVALOS DE SANIDADE" - nos quais este meu grande amigo nem sequer se LEMBRAVA, de modo algum, daquilo que havia feito durante a fase maníaca: ele não tinha absolutamente nenhuma noção do que havia acontecido: que eram coisas bastante assustadoras.

Eu devo dizer que a mulher deste meu grande amigo, igualmente já falecida - muito possivelmente em decorrência indireta da psicose do seu companheiro, que causava a ela e aos filhos do casal um terrível estresse - foi SEMPRE aconselhada POR MIM a interná-lo: e fez isto por diversas vezes, sempre a contragosto. Naquele tempo ERA possível: hoje, meu caro Ubaldo, os politicamente corretos acabaram com isso, convencendo a todo mundo de que a internação psiquiátrica é "uma maldade".

No entanto, QUEM ERA o meu amigo, na verdade? O homem gentil, o bom amigo, o inteligente e excelente marido e pai dos seus momentos de sanidade - ou o potencial assassino que certa vez encostou a lâmina de uma faca afiada no pescoço de sua mulher e minha amiga, que escapou por um triz de uma pavorosa degola? Ao ter conhecimento deste fato quando fora do surto, meu caro, o meu amigo chorou - e preferiu o suicídio ao risco de matar a sua companheira por causa de uma doença sobre a qual ele não tinha controle algum. Não foi possível EVITAR ISSO.
priscila#20
Ele era DOIS, meu caro Ubaldo: como eu disse, seu dedo TOCOU a face da verdade.

Isso EXISTE.

Eu mencionei um caso próximo e poderia mencionar mais milhares.

O meu grande amigo era CULTO, tinha condições de tratamento, pesquisava duramente sobre a sua própria doença quando estava fora do surto. Há outros que NÃO TÊM esta mesma condição, e ali vivem esmagados por uma dilacerante patologia. Não ANULE a doença mental, João Ubaldo Ribeiro: assim como é criminoso e imoral usar falsamente uma doença para justificar o injustificável, é igualmente absurdo querer anulá-la e dizer que ela não existe.

Eu NÃO SEI se o assassino de Realengo ERA um doente mental: mas esta possibilidade, principalmente devido à patologia de sua mãe, é REAL. E eu também por consequência disto igualmente NÃO SEI onde ele agora está.

Como LIDAR com isso é que é o problema: então, em vez da gente se embarafustar numa questão que que NINGUÉM neste mundo tem mais condições de SABER de fato, e inclusive uma vez que o assassino está entregue a Deus, o que todo mundo DEVERIA estar fazendo é mostrar que, se alguém CONTRIBUI para PIORAR a situação do doente mental grave é essa CORJA que acabou, com um pretexto "politicamente correto"e CRIMINOSO, com a possibilidade de internação deste tipo de doente.

E em vez disso veio com uma EMPULHAÇÃO de "tratamento ambulatorial"- algo que NÃO SEGURA um surto desse nível, mesmo no IMPROBABILÍSSIMO CASO do paciente procurar este tratamento e ser atendido por alguém durante os cinco minutos DE PRAXE do pavoroso SUS.

Nem diagnóstico, NEM tratamento: os doentes mentais no Brasil são abandonados à própria sorte. Não vai adiantar NADA tentar dizer que "eles não existem", que "o que existe é unicamente uma bagaça imoral de uns filhasdaputa que nasceram RUINS, mesmo."

Como eu SEI que os doentes mentais EXISTEM, eu digo: estamos andando com tochas acesas num paiol de pólvora.

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