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Futuro assustador

Iniciado por bruno_10 em 18/04/2011 · 2 mensagens

bruno_10#1
Imagine caixas inteligentes de cereais equipadas com câmeras baratas e telas que colocam você e seus amigos numa competição de fidelidade a uma marca. Ou então TVs com câmeras que monitoram seus olhos e dão prêmios a quem assistir aos anúncios. Ou, ainda, um governo que dá descontos nos impostos se seus filhos conseguem boas notas na escola. Schell classifica esse futuro potencial como "Gamepocalipse".

É clara a possibilidade de um estado assustador que monitore as pessoas usando os games. Se não há escapatória dos sensores e games que nos cercam, podemos acabar nos sentindo como ratos de laboratório num labirinto fazendo coisas para ganhar a recompensa.

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Num futuro próximo, pequenos sensores deverão ser incorporados aos mais variados objetos ao nosso redor, de prédios a latas de lixo. O sinal de cobertura da internet também vai ser onipresente. Tudo isso significa que, independentemente de onde estivermos, seremos capazes de entrar em um game local usando um gadget, smartphone ou computador portátil. Imagine um copo de papel para café que tenha uma etiqueta de RFID. Ao jogar o copo em uma lata para reciclagem com sensores, ela vai se comunicar com o smartphone e dar créditos que significam descontos na compra do seu próximo cappuccino, além de ajudar você a competir com os amigos em um game online de reciclagem. Schell imagina interfaces de games em todas as partes de nossa vida — um console de status, por exemplo, que mostra se você está dormindo o suficiente, passando bom tempo com sua família ou se alimentando de forma saudável. "Todos podemos fingir que estamos na entrada da nave estelar Enterprise, mas a nave é nossa vida real," diz Schell. No final de janeiro, planos específicos para um mundo "gameficado" foram divulgados por pesquisadores de jogos, pessoas de marketing e de negócios no primeiro Gamification Summit, em São Francisco, na Califórnia.
bruno_10#2
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Segundo Deterding, está enganado quem pensa que simples pontos vão encorajar as pessoas a jogar. "Gosto de videogame porque posso vencer o monstro, não porque vencê-lo me dá 10 000 pontos", diz. "A motivação principal é a intrínseca." Pessoas em marketing e publicidade, além dos próprios governos, podem ser seduzidas pela ideia de usar os games para modificar nosso comportamento. Ian Bogost, pesquisador do Instituto de Tecnologia da Geórgia, em Atlanta, diz que se os games esconderem do jogador quais são suas reais intenções, estarão cruzando uma linha ética. "Quando a pessoa não tem conhecimento completo, não se pode falar em persuasão: é manipulação", diz ele.
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http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/o-mundo-e-…042011-1.shl

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