Amigos, eu queria tocar neste assunto porque ele francamente ME INCOMODA.
Eu nasci, cresci, vivi e graças a Deus envelheço no meio de crianças - eu particularmente gosto de estar cercada delas; qualquer assunto que envolva crianças me interessa; qualquer um que ameace de alguma forma uma criança desperta uma ira tão intensa em mim que foge inteiramente ao meu controle.
Em suma, crianças são, para mim, um tema absolutamente primordial.
E é por viver tão próxima a tantas crianças que eu vou propor um tema para debate: e o tema, o INCÔMODO TEMA, é que eu - que me declaro EXPERT em crianças - percebo uma nítida ALTERAÇÃO no comportamento das crianças atuais.
Uma alteração qualitativa.
O que me causou um certo, digamos, desconforto, foi notar que as melhores pessoas que eu conheço talvez não tenham notado, quando se referem ao tal do fenomeno do bullying, que elas estão se referindo às crianças que elas FORAM, e às que eventualmente conhecem hoje, mas que se PARECEM com as crianças que elas foram, etc. Mas o fenômeno do qual eu estou falando, e que talvez alguém mais perceba, é DIFERENTE do que aconteceu com cada um aqui, ou com seus filhos.
Acontece que eu tenho netos. Muitos. E percebo que, entre a geração dos meus filhos - que têm hoje entre 30 e 40 anos - e a dos meus netos - que têm entre 0 e 18 anos -aconteceu alguma coisa que eu não identifico direito O QUE É, mas sei que está lá.
A palavra mais próxima que eu encontro para explicar a sensação é "malícia"- algo que estava AUSENTE mesmo das piores implicâncias e brigas das crianças do tempo dos meus filhos e que eu, um tanto assustada, comecei a perceber como PRESENTE nas crianças do tempo dos meus netos.
SE eu estivesse falando da minha geração ou das crianças do tempo dos meus filhos, ou até se eu estivesse falando só dos MEUS PRÓPRIOS netos, eu concordaria com TUDO o que se disse a respeito desse negócio de bullying: uma frescurite inominável que cria "vitimizados" onde não tinha que haver nenhum.
Mas acontece que eu vejo outras crianças, também: e muitas são, em certa medida, diferentes.
Vou relatar um fato: imaginem uma menina que, aos nove anos, chega para morar em outra cidade. Colégio novo: para esta menina, nenhum problema: ela é boa aluna, faz amigos com facilidade, e não tem nenhum problema quanto a fazer novos. Está, na verdade, ansiosa para isto.
No entanto, por alguma razão obscura, ela não é, no jargão dos "picicólogos"com os quais eu instintivamente antipatizo, "aceita pelo grupo". O "picicólogo"acha isso "normal"- é possível que seja. A màe, pai, avô e avó aconselham a menina a ir em frente, ora bolas, e a reagir à altura: a menina, que é bem corajosinha, empina o nariz e vai mesmo.
Diariamente a sua merenda é roubada e pisoteada; diariamente ela é jogada na lata de lixo grandona que fica no pátio; diariamente ela enfrenta o grupo, reclama com a "picicóloga"- cujo papel parece ser botar panos quentes e declarar que aquilo é uma brincadeira e que ela está fazendo tudo certo, e que "o grupo"é "assim"porque está junto há bastante tempo, e "aquilo" vai acabar passando. A mãe da menina, para aproximar as crianças e acabar com o besteirol, convida reiteradamente os coleguinhas para irem à sua casa; aluga filmes, faz pipoca, compra coca-cola: a mãe acha que toda criança, de perto, é uma criança como os seus filhos. E que ela vai mudar "aquilo".
A mãe acha as crianças todas muito educadinhas - e pensa, aliviada, que tudo vai mesmo mudar: mas NÃO MUDA.
A merenda continua a ser pisoteada; a menina é diariamente jogada num latão de lixo, do qual tem dificuldades para sair; ao ir pela enésima vez falar com a "picicóloga", ela recebe como resposta que "o caminho é aquele que ela está seguindo: reclamar, ser corajosa, e tentar achar graça no acontecido"; a 'picicóloga" vai à sala de aula e faz um discurso sobre "respeito"; as crianças escutam num silêncio compungido.
A menina começa a ter febre diariamente pela manhã, numa óbvia demonstração de que o stress de manter a valentia e do senso de humor estão começando a cobrar o preço; a mãe resolve ir conversar com alguma autoridade escolar e marca uma reunião; fala com três pessoas diferentes, porque o "aquilo"lhe parece estar passando dos limites; as três autoridades lhe garantem que é "normal".
No segundo semestre do ano entram mais duas crianças na mesma sala: um menino e uma menina. O menino apresenta um pequeno defeito num dos pés, o que faz com que seu andar seja um pouco diferente; a menina é obviamente uma criança intelectualmente mais dotada do que a média. O "grupo"imediatamente rejeita ambos. A menina da qual estou falando percebe que não é mais a única, mas a perseguição sobre ela não diminui, ao contrário - se exacerba. O menino com o pequeno defeito no pé é o que mais sofre, uma vez que é fisicamente agredido e não reage; a menina intelectualmente super-dotada tem seus livros destruídos; os pais do "grupo"se cotizam para indenizá-la, pois não se consegue descobrir "o culpado".
A menina da qual estou falando pede à mãe que pare de convidar qualquer um de seus colegas para ir à casa dela, e declara o bom comportamento e a boa educação deles uma forma particularmente perversa de hipocrisia. naturalmente, passa a ser a melhor ami=ga dos outros dois perseguidos.
Banal, não?
Bom: continuando: há uma festa de aniversário, para o qual todos os alunos são convidados; a menina declara à mãe que não irá; a mãe insiste para que ela vá, pois isto pode äjudar"; a menina se recusa peremptoriamente, e combina ir, no mesmo dia da festa, ao cinema com a sua agora melhor amiga. A mãe apanha a melhor amiga de carro e deixa ambas no cinema, num shopping tranquilo. O combinado é que a mãe da melhor amiga apanhe ambas no final da sessão e as leve para um lanche em algum lugar.
Uma hora depois, recebe um telefonema: uma criança, com a voz da "melhor amiga", se identifica como SENDO esta melhor amiga e lhe pergunta, com voz preocupada, se "a Fulana chegou bem"- a mãe, sem entender , pois havia deixado ambas no cinema há uma hora atrás, indaga do que ela está falando.
A suposta "melhor amiga" declara que, mal começara o filme, a menina lhe dissera que não se sentia bem e que ambas haviam saído do cinema, sendo que a menina tomara um taxi para voltar para casa - que ficava, de carro, a menos de dez minutos de distância do cinema.
A mãe, aflita, desliga e telefona para a filha - mas o celular está desligado (é claro, a filha desligara o celular no cinema). Não conseguindo entrar em contacto com a filha e nem refazer o contacto com a suposta "melhor amiga" (que igualmente desligara o celular durante o filme), a mãe tenta a mãe da melhor amiga, que lhe relata estar justamente ligando para ela, já que havia recebido o mesmo telefonema, mas "invertido"- ou seja, contando a mesma história a respeito de SUA filha.
Ambas as mães vão até o cinema e encontram ambas as meninas calmamente assistindo ao filme. Vão apenas para confirmar - mas ambas SABEM que os telefonemas eram uma farsa montada para assustar a ELAS: ou seja - crianças de NOVE e DEZ anos de idade montaram deliberadamente uma farsa no intuito de assustar as MÃES de outras crianças, que elas "odiavam". Qual é a DOSE DE MALÍCIA necessária para isso? E se, por casualidade, uma dessas mães não tivesse conseguido falar com a outra?
EM QUÊ este relato SE PARECE com as implicâncias que meus filhos faziam e recebiam nos seus tempos de colégio?
Meus caros, eu tenho CINCO filhos: três homens e duas mulheres.
De vez em quando me aparecia um dos meninos todo arrebentado - muitas vezes sorridente - "mãe, mas eu queria é que você tivesse visto como é que ficou a cara do Fulaninho!"; outras vezes meio emputecido. Um irmão implicava com o outro: "eu vi, ele bateu mais em você do que você nele"- ETC! Com ISSO, meus caros, qualquer mãe normal sabe lidar. Ou melhor, NÃO lidar. Não tomei o menor conhecimento. Nunca me meti nas brigas dos meus filhos. No máximo, eu dizia aquelas coisas que mãe diz, como "não sei qual é a necessidade disso", mas era PERFUNCTÓRIO. Eles PODIAM se defender; era ESPERADO que batessem e apanhassem.
Era da INFÂNCIA, era parte do processo de crescimento. O amigo que batia e o amigo que apanhava amanhã estavam perfeitamente esquecidos do assunto. A amiga com a qual uma filha brigava "pra sempre" amanhã estava às gargalhadas no telefone com ela.
Não havia, repito, MALÍCIA naquilo.
Mas HOJE, HÁ: o relato que acabo de fazer aconteceu com a minha neta.
Mas não aconteceu SÓ com ela: eu fico sabendo de INÚMEROS outros casos - e o que eu vejo é que, por MAIS que eu queira pensar que as crianças não mudaram, e que as implicâncias e perseguições que existem HOJE são iguaizinhas às que aconteciam há vinte ou trinta anos atrás, eu SEI, intimamente, que há algo DIFERENTE.
Eu já comentei isso com meus filhos: e a reação inicial deles foi que "mãe, você esqueceu! Era assim no nosso tempo, também!"- até que, à medida que os filhos DELES cresciam, eu percebi que TAMBÉM ELES estavam percebendo a mesma coisa que eu. Entenderam que eu estava falando de OUTRA coisa.
Eles custaram a ver porque o incidente que eu relatei aconteceu com a minha neta mais velha, que tem 18 anos hoje - e eles acharam aquilo um incidente ISOLADO. Mas depois vieram outros netos: e OUTROS "incidentes isolados" - já não tão "isolados"assim.
REALMENTE, há algo diferente sucedendo. Como uma espécie de "infiltração". Uma alteração de modelo. Um MAL.
Mas criança olha pornografia se achar uma pela proa; meninos e meninas têm esse tipo de curiosidade, e eu imagino que isso tenha contecido sempre (meus irmãos tinham uma bela quantidade de "revistas de mulher pelada", como se dizia naqueles old times, escondidas no fundo de um "socavão" de guardados que ficava embaixo da escada, na minha casa de infância; era um espaço pouco usado, e ninguém sabia disso - mas um dia se descobriu porque a pilha ficou muito grande e apareceu) - eu não acho que isso CAUSE uma mudança de modelo.
Eu tenho 23 anos, e na minha época de escola ou colegial não ocorriam coisas assim, eu não me lembro desse tipo de isolamento de algum aluno, a não ser que ele tivesse realmente pisado na bola com muita genteou feito algo muito ruim. É claro, brigas sempre foram normais, no dia seguinte já estavamos jogando bola junto com que tihamos brigado. Mas devo levar em consideraçao que eu moro no interior de SP, em uma cidade de 120.000 habitantes. Porém eu noto uma diferença enorme de conduta entre eu, meus amigos e pessoas com a mesma idade minha, para com quem tem oito ou nove anos a menos. Apesar de pouca diferença de idade, as diferenças são grandes. Por causa do meu serviço as vezes eu entro em escolas de quinta a oitava série e me espanto com as coisas que vejo.
Enquanto eu lia o seu texto, eu pensava em dizer para essa tal menina procurar outras pessoas que também são excluídas pelo "grupo", que eles ficariam amigos na hora, e foi o que realmente aconteçeu. Esse "grupo" era tão grande assim? Ou era uma meia duzia que apronta e os outros alunos apenas não fazem nada? Seria interessante ver isso, muitas vezes a criança que não faz nada discorda do que aconteçe, mas tem medo de se intrometer. Esses podem ser possíveis novos amigos, aumentar o grupo desses três, e coibir a ação dos outros.
Definitivamente isso não é normal. Eu não aceito isso como normal. O normal é uma reijeção inicial quando não se conheçe pessoas novas, mas essas ações não são normais. Definitivamente o sistema escolar perdeu o respeito para crianças até de 10 anos. Eu considero que também é educação que essas crianças receberam e os pais que elas tem. Meu pai sempre dizia que se alguém mexe-se comigo era para eu brigar, mas se eu provoca-se uma briga com quem não exeu comigo, ai a coisa ia ficar feia pro meu lado.
Sem sombras de dúvida não é um fator ou outro é a reunião de várias coisas que ocasionam esses aconteçimentos.
E hoje, como sua neta está? ela sente dificuldade em arranjar amigos?
Em duas palavras: televisão e escolas. Elimine do universo infantil elementos como Xuxas, Disney Channels, pedagogia construtivista e currículos ditados pelo poder central e será grande a chance de, com o suporte duma família bem-estruturada, terem uma infância verdadeira - a despeito de quaisquer hormônios na carne e na água.
Com aqueles dois monstruosos veículos de reprogramação e controle social, porém, nem a mais cristã das famílias pode se imaginar com alguma influência sobre seus filhos. Podem, claro, crescer pessoas virtuosas, mas por não outra razão que heróicas fibra moral e resistência intelectual ao meio.
Frequentemente comento com minha esposa a influência negativa que vários programas infantis ou voltados para o público teen, muito divulgados pela tv a cabo principalmente, exercem sobre nossos pimpolhos.
Tenho 4.0 de idade e dois filhos pequenos. E isso me irrita profundamente.
É fato corrente a presença de um embate envolvendo um irmão mais velho e sua "irmãnzinha" (ou irmãozinho) com quem vive as turras, porém tal caçula é precoce até demais não apenas em inteligência, mas principalmente em sadismo e técnicas de chantagem para usá-las contra o mais velho.
São programas que, ao invés de reforçarem os laços familiares entre os irmãos, acirra suas divergências. E isso irá se refletir também na relação dessas crianças com seus colegas da escola.
Concordo com você, Priscila. O mundo mudou. E, para pior.
Em colégio militar não tem Bullying!!! Tem disciplina!!!
.
e em colégios católicos, do meu tempo, também imperava a disciplina!! No horário do "recreio" sempre haviam umas duas freiras ou professoras no pátio com os alunos. Os alunos nunca ficavam sozinhos!!! Deixar crianças sozinhas, sem acompanhamento do adulto, é pedir pra acontecer MERDA!!! Jovens são jovens! A principal razão de ser de um jovem, é ser um cretino fundamental - fazer MERDA!!!
.
Conclusão!! Vá até a escola do seu filho, e exija que mantenham sempre professores e adultos acompanhando as crianças em TODAS as atividades!!! Até na hora do intervalo!!!
.
OBS: o adulto (professor ou não) encarregado de acompanhar as crianças na hora do intervalo dever um sujeito de reputação ilibada!! Cristão, Católico, Conservador!!!
.
Pronto resolvido!!
.
Todo mundo tem um quê de malícia e a meu ver as crianças mais ainda, tendo em vista o parco desenvolvimento de seus filtros morais. Isto não é uma questão de juízo, é pura apreensão. A coisa é assim! Elas mentem, dissimulam, agridem etc.
O problema é: mentir, dissimular, agredir etc. não é comportamento civilizado. TEM QUE PUNIR! Olha... menosprezar um coleguinha novato, meio bobão era (deve ser ainda hoje) uma delícia! Só que tinha o limte do tolerável! Que nós crianças não sabíamos ao certo qual era. Apenas fazíamos e nos sentíamos bem, nos sentíamos do grupo, nos sentiamos protegidos pela turma etc. No entando, um adulto responsável observava aquilo e mandava parar no ato. Depois nos PUNIA! Ele comunicava aos nossos pais, mandava uma advertência, uma suspensão, os mais delinqüentes terminavam com uma expulsão e uma ameaça de nunca mais poder estudar na vida etc.
Não preciso dizer que nos cagávamos de medo de tais punições! Ser expulso de um colégio, na minha época (tenho 28 anos), era o mesmo que ter ficha corrida na polícia! Minha mãe quebrava-me os dentes!
Falta disciplina! Isso é FUNDAMENTAL! Sem isso fabricaremos cada vez mais crianças narcísicas e delinqüentes!
concordo com tudo o que disse.
resumindo, do meu ponto de vista, as principais causas:
1- maus exemplos na televisão;
2 - pedagogias modernas: perda da hierarquia e da autoridade dos pais e professores resultando em crianças e adolescentes sem limites;
Este tópico está excepcionalmente interessante, pena que nada tenho de edificante a acrescentar, já que não tenho filhos, e nunca sofri de bullyng. Sempre me dei bem com todos, exceto algumas piadinhas previsíveis, o que é notável, uma vez que eu sempre fui 3 anos adiantado na escola (tenho 16 anos agora, e estou no 2º ano da faculdade).
O Nicolau do título aparentemente não tem com que se preocupar. É filho único de um pai que conta vantagens e uma mãe que o mima. Cheios de problemas são os amigos de Nicolau na escola - tem o que estuda pouco, o que estuda até demais, o que come muito, o que briga muito. Nicolau, não. Vive uma infância plena. Tanto que, perguntado o que gostaria de ser quando crescer, o menino nem sabe o que responder.
(...)
A inocência de Nicolau e a natureza circular do filme ainda têm apelo com a audiência do cinema de hoje? No caso do público francês, existe entre eles um sentimento de tempo perdido que evidentemente ainda bate fundo, mas o que dizer dos frequentadores de cinema no Brasil, onde os adultos parecem aceitar melhor as produções latino-americanas com crianças e seus arcos melancólicos de amadurecimento via ruptura?[http://www.omelete.com.br/cinema/critica-o-pequeno-nicolau/]
.
Tenho 24 anos minha geração já estava exposta ao Brave New World, mas no meu tempo os mais velhos “ainda” eram pessoas as quais “mereciam” respeito. Você tinha que os respeitar e se não o fizesse era como quebrar uma regra sagrada. Poderia ser a criança que fosse, do mais sapeca ao mais quieto, do interior ou da cidade, filhos de pais religiosos ou não... Sempre se via um grande respeito pelos avós. Às vezes até se quebrava um vaso da avó ou durante uma brincadeira se estragava um canteiro de verduras do avô, mas sabia-se sempre que isso não passaria em branco: a punição viria. Qualquer demonstração de falta de respeito era mal vista até mesmo por outras crianças. Era “tão feio quanto brigar com o avó por causa de mistura”.
Hoje o que tenho visto e que me incomoda muito é que isso mudou. Perdeu-se o respeito pelos idosos. É só estar perto de uma criança para vê-la gritando com a avó, tacando objetos ou tentando dar um tapa na perna do avô. Em conseqüência vejo que os pais tentam negociar com os filhos para que eles não ajam dessa maneira: “Filho não faz assim, a vovó fica triste”. Isso quando não se acha a atitude linda: “Olha! Como é bravinho esse menino”. Não vejo mais aquela imposição do respeito ou repudio a falta desse. Parece que as crianças de seis anos estão em pé de igualdade com seus avós! Não acho que isso seja culpa de hormônios, ociosidade ou de desenhos da Disney.
Minha geração só pensa em dinheiro e sexo, imagina o que vai ser dessa que está vindo.