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Estrangeirismo proibido

Iniciado por sierra em 26/04/2011 · 8 mensagens

sierra#1
Lei que proíbe expressões estrangeiras é anacrônica

Causa arrepio, para não dizer frisson, a aprovação da lei do deputado Raul Carrion (PCdoB/RS), que proíbe o uso de expressões estrangeiras na comunicação social. A ideia do parlamentar é proteger o idioma de estrangeirismos que se incorporam à língua escrita.

Contraditória atitude de quem deveria ser “aberto” ao mundo; afinal o comunismo é fruto da internacionalização desde 1864 com a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) de Marx, com ápice em 1919 na III Internacional Comunista (Komintern) que espalhou as diretrizes ideológicas ao mundo. E nesse caso, a língua foi o mais ativo instrumento de divulgação.

Os tempos são outros e a pluralidade de ideias alcança espectro maior, inclusive para além da política. Mudaram comportamentos, grupos e formas de expressão.

Portanto, duvidosa, senão pífia, a medida legal. Com a palavra filólogos, linguistas e gramáticos que melhor demonstrarão que a vividez da língua é o que ela tem de mais importante, eis que se incorpora aos modos e usos do cotidiano. Os dizeres situam-nos no tempo e espaço. E tempo e espaço presentes são fluídos quase “líquidos”, no dizer de Zygmunt Bauman, em face à globalização e encurtamento de distâncias, do saber, da informação. Não há como ser local sem ser global.

O próprio deputado que acredita que “outro mundo é possível” sabe isso. Se assim não fosse, as ditaduras na África e Oriente não estariam ruindo graças a tweets, posts e blogs, com clicks em mouse ou send de celular.

As possibilidades de diversificação cultural e inclusão social, política, econômica estão ao alcance de todos aqueles que estejam abertos às experimentações sem o viés de xenofobia que contamina percepções.

Medida sã é educar o povo sobre a língua portuguesa, sem afastá-la do colorido de outros idiomas. Questões da língua são importantes demais para serem tratadas de forma prisioneira, pois como dizia Pessoa, no Livro do Desassossego “Não tenho sentimento nenhum político ou social.
sierra#2
b]CCJ da Câmara aprova projeto que restringe “estrangeirismo”

Comerciantes que costumam usar expressões como delivery ou 50% off devem se preparar para substituir os letreiros. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, na manhã desta quinta-feira (13/12), um Projeto de Lei que restringe o uso de palavras estrangeiras em mensagens dirigidas ao público.

As palavras estrangeiras devem vir acompanhadas pelos sinônimos em português, com igual destaque, diz o projeto. O PL ainda tem de passar pelo Plenário da Câmara e pelo presidente da República. Se aprovado, o prazo para se adequar à lei será de 90 dias.

O texto aprovado se refere ao substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 1.676/99, do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). O PL original havia sido aprovado pela CCJ em março de 2001, quando foi encaminhada ao Senado, que propôs o substitutivo em junho de 2003.

No caso de documentos da administração pública, o uso de expressões estrangeiras é proibido, diz o projeto. A punição para os infratores ainda não foi definida. No caso dos meios de comunicação impressos, ele estabelece a utilização da versão aportuguesada de expressões.
sierra#3
Projeto proíbe palavras estrangeiras em embalagens e publicidade

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que proíbe o uso de palavras ou expressões estrangeiras em embalagens, meios de comunicação e publicidade.

A proposta será encaminhada para a Comissão de Educação do Senado e em seguida para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Com a aprovação das duas comissões, o projeto ainda vai para a sanção do presidente Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com o projeto, todas as palavras em língua estrangeira terão que ser substituídas, a partir da publicação da lei, por palavras equivalentes em português em 90 dias. Se não houver expressão equivalente, será admitido o aportuguesamento da palavra ou o neologismo (significado novo que uma palavra ou expressão pode assumir).

Segundo o deputado Aldo Rebelo (PC do B), autor da proposta, é preciso coibir abusos.

Senado aprova normas para uso e proteção da língua portuguesa

O uso indiscriminado de expressões estrangeiras em espaços destinados a conhecimento público poderá ser restringido. O Senado aprovou ontem (22/3) substitutivo do senador Amir Lando (PMDB-RO) a projeto oriundo da Câmara dos Deputados que dispõe sobre a promoção, a proteção e o uso da língua portuguesa. A matéria, alterada no Senado, retorna à análise dos deputados.

Pelo projeto de lei da Câmara, toda palavra ou expressão escrita em língua estrangeira e destinada ao conhecimento público deverá ser acompanhada do termo correspondente em português - fast food (refeição rápida) e delivery (entrega em domicílio), por exemplo. A norma valeria também para contratos comerciais, mensagens publicitárias e meios de comunicação de massa.

De acordo com Amir Lando, a idéia é proteger a língua portuguesa, um patrimônio cultural brasileiro, concorrendo para a soberania do país. O projeto ainda relaciona uma série de ações que o poder público deve desenvolver para promover, difundir e valorizar o idioma.

O projeto torna obrigatório o uso da língua portuguesa nos do
sierra#4
Comissão aprova projeto que proíbe expressões estrangeiras

Ao passar em frente a uma pizzaria, os cidadãos poderão ter uma surpresa. Em vez do "delivery", muito utilizado também por restaurantes de comida de chinesa, o anúncio poderá ser algo como "entregamos em casa".

Isto irá ocorrer se o projeto que prevê punições para quem abusar do uso de expressões estrangeiras, aprovado nesta quarta-feira (9/8) pela Comissão de Educação da Câmara, se transformar em Lei.

O texto, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB), determina a proibição dos termos estrangeiros no comércio, nos meios de comunicação, na publicidade e em estabelecimentos de ensino.

Pela matéria, os usuários ficam obrigados a substituir a palavra estrangeira pelo termo equivalente em português dentro de 90 dias a partir da publicação da lei.

Conforme o texto, caso não exista um equivalente ao termo estrangeiro o "aportuguesamento" caberia à Academia Brasileira de Letras, que também auxiliaria o Ministério da Educação a especificar as sanções aos infratores.

O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e depois vai a Plenário.
sierra#5
leonardo_15#6
Esclarecendo que o primeiro projeto referido, encaminhado pelo deputado estadual Raul Carrion e já aprovado pela Assembleia Legislativa, diz respeito tão somente ao Rio Grande do Sul.

Carrion é 'carniça' em inglês. Cá entre nós, eu também teria uma séria birra com um idioma no qual meu nome tivesse esse significado. Sejamos compreensivos com o comunista carniceiro, pois.
leonardo_2#7
Seria mais prático ele mudar seu sobrenome para Carry On 😄
vtor#8
Inacreditável.

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