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Reação Européia

Iniciado por ciro em 01/05/2011 · 9 mensagens

ciro#1
Fatos recentes mostram que uma saudável reação vai, pouco a pouco, açaimando o humanismo igualitário e revolucionário que desfigurou a Europa desde a revolução francesa.

A beatificação do Papa João Paulo II e o casamento do princípe ingles, que contam com grande repercussão e maciço apoio popular; políticas restritivas de emigração, crescimento dos partidos de direita nos governos etc.

A grande civilização ocidental, forjada sob a sombra da Igreja Católica, felizmente não está morta e ressurge dos escombros da revolução igualitária.

Edmund Burke, em Reflexões sobre a Revolução Francesa, advertiu sobre os estragos que a revolução de 1789 provocou nas mentalidades:

"Mas a idade do cavalheirismo passou. Sucedeu-a aquela dos sofistas, dos economistas, dos calculadores; e a glória da Europa está extinta para sempre. Não veremos nunca mais as manifestações de generosa lealdade à classe dos indivíduos a ao sexo, de submissão orgulhosa, de obediência digna , de subordinação do coração, que, até na servidão conservava vivo o elevado espírito da liberdade. Foram-se a graça natural da existencia, a defesa desinteressada da nação, o berço dos sentimentos viris e de empreendimentos heróicos! Foram-se a delicadeza dos princípios e a castidade da honra, que faziam sentir como ferida a mácula, que inspiravam coragem ao mitigar a crueldade, que enobreciam tudo quanto tocavam, e sob cujo domínio o vício perdia toda a força do seu mal, ao destruir-se ao mesmo tempo, de toda a vulgaridade".
fbio_6#2
Em quê o casamento do príncipe William afeta esse estado de coisas?
marciushp#3
MEEEEEEEEEEEEEEEEEENNNNNNNNNNGGGGGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
ciro#4
"Em quê o casamento do príncipe William afeta esse estado de coisas?"

As revoluções igualitárias vieram para extirpar a "desigualdade" representada pelo poder real, entretanto, por mais que a propaganda republicana tenha tentado não conseguiu afetar a magia que a monarquia desperta no imaginário das pessoas.
guardio_3#5
A monarquia britânica não "recuperou" sua magia: ela nunca a perdeu. Notei isso ao visitar o UK e conversar com britânicos e brasileiros que já moraram por lá.

P mim, esse casamento foi só mais uma mostra disso.
guardio_3#6
A monarquia espanhola é que, sim, está bem combalida. Republicanizada.
andr_10#7
Sobre a monarquia britânica, vejamos o que Ortega y Gasset tinha a nos dizer em 1937, a respeito da coroação de George VI, pai da atual rainha:
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"Diante de mim está um jornal em que acabo de ler o relato das festas com que a Inglaterra celebrou a coroação do novo rei. Diz-se que há muito a Monarquia inglesa é uma instituição meramente simbólica. Isso é verdade, mas dizendo-o assim deixamos escapar o melhor. Porque, efetivamente, a Monarquia não exerce no Império britânico nenhuma função material e palpável. Seu papel não é governar, nem administrar a justiça, nem mandar o Exército. Mas nem por isso é uma instituição vazia, carente de serviço. A Monarquia da Inglaterra exerce uma função determinadíssima e de alta eficácia: a de simbolizar. Por isso o povo inglês, com deliberado propósito, deu agora inusitada solenidade ao rito da coroação. Ante a turbulência atual do continente quis afirmar as normas permanentes que regulam sua vida. Deu-nos mais uma lição."
andr_10#8
Agora, quanto ao crescimento dos partidos de direita, é bom ter certo cuidado.

Muito dessa direita se resumo apenas a laicismo liberal, a nacionalismo racista e xenófobo ou a simplesmente populismo demagógico.
ciro#9
"Muito dessa direita se resumo apenas a laicismo liberal, a nacionalismo racista e xenófobo ou a simplesmente populismo demagógico."

André, mesmo assim é um contraponto ao pensamento de esquerda que tinha sua hegemonia mais fortalecida e articulada até alguns anos atrás. A esquerda está perdendo as suas bandeiras uma a uma. O gigantismo estatal não funciona, a rede de proteção social se ve cerceada pelo principio da reserva do possível, a iniciativa privada sai fortalecida ante a derrocada dos regimes comunistas, cujos ultimos remanescentes, Cuba e Coréia do Norte, são retumbantes fracassos em rota de colisão.

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