http://padrepauloricardo.org/category/cursos/
O curso é aberto para não assinantes no site do Pe. Paulo Ricardo.
Aproveitem!
Luca Volontè é parlamentar do Conselho da Europa
ROMA, sexta-feira, 25 de novembro de 2011 (http://www.zenit.org/) - A análise crítica do papa Bento XVI sobre a Europa é oportuna. Há sinais de grande preocupação com o abandono da fé e da consciência de Deus nas nossas vidas. Apesar disso, eu vejo uma grande vivacidade e uma recuperação interessante em muitos dos países que sofreram as piores consequências da mentalidade relativista.
Vamos pensar na vitalidade dos grupos cristãos e das associações espanholas, na criatividade e na convincente capacidade que eles têm de mobilizar pessoas; pensemos também nas novas iniciativas dos países escandinavos ou no gênio surgido na Inglaterra na viagem do papa.
Na minha experiência europeia, eu vejo como os países do Leste do continente vão tendo cada vez mais coragem de se pronunciar em defesa dos valores que eles possuem. A Europa precisa de homens políticos corajosos, capazes de lutar boas batalhas.
E a este respeito, eu gostaria de fazer um apelo. É necessário que os bispos dediquem mais tempo a incentivar os leigos comprometidos na política. A solidão é uma doença terrível, e as muitas exigências da política devem ser acompanhadas de apoio, de formação e de diálogo pessoal e comunitário, a fim de reforçar a ligação entre os políticos cristãos e povo cristão. Os leigos comprometidos na política muitas vezes são deixados ao deus-dará, e vistos como estranhos pelo próprio povo cristão.
Esse reforço nas relações entre políticos e o povo cristão nos beneficiará, graças aos novos procedimentos de consulta previstos nos Tratados Europeus (artigo 17 do Tratado de Lisboa). É interessante notar, num espírito construtivo, que os diferentes grupos anticristãos são muito ativos, enquanto as associações católicas não conseguem fazer render todo o seu potencial.
É preciso refletir e levar a sério as palavras de Jesus sobre a astúcia que é necessária aos filhos da luz. Os filhos das trevas são hábeis e astutos, e isto é coisa que não deve nos preocupar, porque já sabemos disso há dois mil anos! Precisamos, do meu ponto de vista, melhorar a organização, coordenação e eficácia das ações conjuntas entre as centenas de organizações locais, nacionais e europeias católicas. Temos a necessidade de alianças operacionais com outras igrejas e religiões que queiram afirmar o papel central da dignidade da vida, da família e da liberdade de educação para o futuro europeu.
Não temos que considerar garantida a vitória dos poderosos lobbies anti-cristãos nos parlamentos nacionais e nos organismos internacionais. Os primeiros a estar cientes disto são os próprios atores principais das organizações contrárias à família, à vida e à liberdade de educação. Algumas das nossas vitórias parlamentares no Conselho da Europa em Estrasburgo, inclusive, mostraram melhor os limites dos nossos adversários.
Vamos citar como exemplo a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em Estrasburgo sobre a exposição do crucifixo nas escolas da Itália. Em 18 de março de 2011, por grande maioria (quinze votos a dois), a corte determinou que os crucifixos nas escolas públicas da Itália não violam a Convenção Europeia de Direitos Humanos, derrubando a decisão de 3 de novembro de 2009 em que, por unanimidade, os 7 juízes tinham se pronunciado contra a exposição do crucifixo.
Outro evento animador: no dia 7 de outubro de 2010, a Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa derrubou uma proposta de resolução que restringiria o direito de médicos e profissionais de saúde à objeção de consciência, para facilitar o acesso ao aborto. O texto ideológico de uma deputada britânica, graças à aprovação de 89 emendas que nós tínhamos preparado, foi literalmente substituído por um novo texto, que afirma, defende e promove o direito do pessoal médico à objeção de consciência. Quanto a combater a perseguição contra os cristãos, também conseguimos vitórias significativas.
ue a CCEE pode dar para apoiar esta rede criativa. É muito significativo que a CCEE, uma organização nascida na década de setenta, tenha representado uma Europa eclesial que já estava profeticamente além do muro que dividia o continente entre leste e oeste, enquanto o mundo político não podia sequer sonhar com essa Europa além da Cortina de Ferro.
A Igreja deve poder pesar as decisões tomadas pela política e, assim, poder julgar. Uma sinergia maior entre a dimensão política e eclesial, não só responde a uma necessidade, mas também à dimensão unitária da pessoa humana.
Temos que acompanhar estas questões e fazer com que a nossa voz seja ouvida através de contatos com parlamentares e membros do governo, através da presença na mídia, de cartas para as instituições, da organização de seminários, de artigos de pessoas competentes ... As instituições são muito sensíveis à opinião pública. O que é decidido em Bruxelas ou em Estrasburgo quase sempre depende da posição que as pessoas têm nos vários países. Temos experimentado, algumas vezes, que o contato com um único parlamentar nacional já pode influenciar uma decisão.
É preciso, então, um grande chamamento à sábia mobilização em prol do crescimento do "neo-humanismo", que é tão urgente para a Europa. Os valores não negociáveis, magistralmente claros na Nota Doutrinal de 2002, devem ser a base fundamental da construção e da convocação do político cristão; um mapa rumo aos frutos da doutrina social da Igreja. É preciso educar uma nova geração de católicos na vida pública e na responsabilidade democrática da política, uma nova geração de pessoas dispostas a se comprometer com ousadia, sem medo nenhum e com uma certa dose de alegria.
por Lucas Marcolivio
TERNI, quinta-feira, 24 de novembro, 2011 (http://www.zenit.org/) - Quem é o diabo? Qual é seu nome real? Quão poderoso é? Como se manifesta a sua obra destruidora nas vidas dos homens?
Estas e outras perguntas semelhantes foram respondidas pelo Padre Gabriel Amorth, célebre exorcista italiano, em uma vídeo-intrevista projetada ontem à tarde durante o Umbria International Film Fest, pouco antes da projeção do filme O rito de Mikael Hafstrom, cujo objeto é precisamente o exorcismo.
O diabo, disse o padre Amorth, é essencialmente "um espírito puro criado por Deus como um anjo". Como os homens, também os anjos foram submetidos à uma prova de obediência, que Satanás – que era o mais brilhante dos espíritos celestes - se rebelou.
Satanás é, portanto, o primeiro diabo da história sagrada, e o mais poderoso de todos. Assim como no céu, com os santos e anjos, nas suas várias categorias, também no inferno há uma hierarquia. Enquanto o Reino de Deus é governado pelo amor, o reino de Satanás é dominado pelo ódio. "Os demônios se odeiam entre si e a sua hierarquia é baseada no terror", disse o padre Amorth.
"Um dia - disse o exorcista - eu estava quase liberando uma pessoa possuída por um demônio que não era nem mesmo um dos mais fortes. Por que você não vai embora?, perguntei-lhe. Porque – me respondeu - se eu sair Satanás me punirá ". A finalidade da existência dos demônios é "arrastar o homem ao pecado e trazê-lo para o inferno", disse Amorth.
O que é, então, que impulsiona o homem a esta louca obra de auto-destruição e condenação? Segundo o padre Amorth, o homem é sempre impulsionado pela "curiosidade", uma inclinação que pode ser "positiva ou negativa dependendo das circunstâncias”.
O verdadeiro 'triunfo' do demônio, porém, é que ele está "sempre escondido" e a coisa que mais deseja é que não se "acredite na sua existência". Ele "estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações", aproveitando-se das nossas fraquezas.
A época contemporânea, afinal de contas, é representada precisamente pelo total esquecimento da figura do diabo que, assim, consegue os seus mais importantes sucessos. Se a humanidade perde o sentido do pecado, é quase automático que entrem ideias de que "o aborto e o divórcio sejam uma conquista da civilização e não um pecado mortal", disse Amorth.
É óbvio que o diabo está por trás de práticas como o ocultismo e a magia, e até aqui, “aproveitando a nossa curiosidade". Quem quiser "conhecer o próprio futuro ou falar com os mortos", por exemplo, vai, ainda sem querer, encontrar-se com o demônio.
O padre Amorth não descarta nem sequer o filme Harry Potter: o ídolo literário e cinematográfico de tantas crianças ao redor do mundo é, de fato, de acordo com o exorcista, uma mensagem publicitária da “magia” apesar de ser vendido “até mesmo em livrarias católicas".
Perigosas e desonestas, para Amorth, são também as práticas orientais aparentemente inócuas como o Yoga: "Você acha que está fazendo para relaxar, mas leva ao Hinduísmo - explicou o exorcista - Todas as religiões orientais são baseadas na falsa crença da reencarnação ".
Perguntado se Satanás atormenta mais as almas dos ateus ou aquelas dos crentes, o padre Amorth disse que o mundo pagão é mais vulnerável ao diabo do que o mundo cristão ou crente, no entanto, "um ateu é mais difícil que venha visitar um sacerdote".
Amorth, que disse ter exorcizado também "muçulmanos e hindus", salientou: "Se viesse comigo um ateu eu diria para mim mesmo que, de todos modos, estou agindo em nome de Jesus Cristo e lhe recomendaria que se informasse sobre quem fosse Cristo ".
Um aspecto curioso e nem por isso secundário do trabalho de um exorcista está ligado aos nomes dos demônios. "A primeira coisa que eu pergunto ao possuído é qual seja o seu nome - disse o padre Amorth -. Se ele me responde com o nome verdadeiro para o diabo já é uma derrota: foi forçado a dizer a verdade, a sair do esconderijo".
Caso contrário, o diabo vai responder cada vez com um nome diferente. "Os demônios na realidade, como os anjos, não têm nomes - disse Amorth - mas se atribuem apelidos até mesmo bobos, como Isbò: este era um diabo com um nome estúpido, mas poderosíssimo, ao ponto de ter conseguido matar um exorcista e um bispo ".
O padre Amorth também afirmou que a pessoa possuída não está necessariamente em pecado mortal, porque "Satanás pode tomar o corpo, mas não a alma", e advertiu que o demônio não só atua com a possessão, mas também com o assédio, a obsessão e a infestação (esta última referida principalmente a locais físicos).
O malefícios associados à práticas ocultas (feitiços, vudú, macumba, faturas, etc.), são "muito raros", disse o exorcista.
Aqueles que rezam e que confiam constantemente em Deus "não devem ter medo" do demônio. Além disso, o padre Amorth disse que nunca teve medo do diabo durante os exorcismos. "Às vezes - deixou claro - eu estive com medo de machucar fisicamente alguém porque, por exemplo, é arriscado exorcizar uma pessoa doente do coração".
Amorth concluiu a entrevista confirmando que muitas pessoas, de fato, vendem sua alma ao diabo, mas, ironicamente, ele acrescentou, "Eu tenho queimado muitos contratos ...."
[Tradução TS]
Alguém sabe explicar que diabos é isso?
Héllio, a coisa sempre é pior do que a gente imagina.
(...)
Por Nieves San Martín
MADRI, quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 (http://www.zenit.org/) - Se os símbolos falam, o juramento de posse do novo presidente do Conselho de Ministros da Espanha, Mariano Rajoy, é uma declaração de intenções: o crucifixo volta a presidir a vida pública espanhola.
Mariano Rajoy fez o seu juramento de posse nesta quarta-feira (21) no palácio da Zarzuela, residência dos reis da Espanha, com a mão direita sobre a bíblia e um exemplar da Constituição de 1978. Na mesa, bem visível diante das câmeras, uma testemunha muda, mas eloquente: um crucifixo.
“Juro fielmente cumprir as minhas obrigações como presidente do governo com lealdade ao rei e à Constituição”. Com a mão sobre a bíblia e perante o crucifixo, Rajoy pronunciou estas palavras na presença do rei Juan Carlos I, às 11h, numa breve cerimônia, segundo fontes da Casa Real. Ele passa a ser o sexto presidente da democracia do século XX na Espanha, depois do debate parlamentar de investidura desta terça-feira, em que apresentou o seu programa de governo para obter a confiança do Congresso dos Deputados. Contando com maioria absoluta, 185 votos, o candidato garantiu a confiança do seu próprio partido e o apoio de outros dois.
O juramento foi acompanhado ainda pela rainha Sofia, pelo ex-presidente do governo, José Luis Zapatero, e pelos representantes principais das instituições espanholas.
O rei Juan Carlos I e o presidente do Congresso assinaram nesta terça-feira o real decreto de nomeação do novo chefe do Executivo espanhol, já publicado ontem (quarta-feira) no Boletim Oficial do Estado (BOE), equivalente ao Diário Oficial.
O nomeado para chefiar o governo da Espanha escolhe entre as modalidades juramento ou promessa. Rajoy escolheu fazer seu juramento de posse diante de um crucifixo, de um exemplar da Constituição aberto no título IV, sobre o Governo e a Administração, e de uma bíblia de 1791, dedicada ao rei Carlos IV, aberta no livro dos Números, capítulo XXX, sobre voto e juramento.
A mesma modalidade foi utilizada pelos ex-presidentes do governo espanhol Adolfo Suárez, Leopoldo Calvo-Sotelo e José María Aznar. Felipe González e José Luis Rodríguez Zapatero optaram pela promessa.