A declaração escandalosa da ministra Matilde Ribeiro, incentivando abertamente a hostilidade dos negros aos brancos, não é um produto original da sua cabecinha oca. É o eco passivo de uma longa e ativíssima tradição cultural. Desde que Stalin ordenou que o movimento comunista explorasse todos os possíveis conflitos de raça e lhes desse o sentido de luta de classes, ninguém obedeceu talvez a essa instrução com mais presteza, fidelidade e constância do que os "cientistas sociais" brasileiros. Praticamente toda a nossa produção universitária nesse domínio consiste num longo e barulhento esforço para instigar nos negros e mulatos o ódio retroativo não só aos senhores de escravos e aos descendentes de senhores de escravos, mas aos brancos em geral, inclusive os que lutaram pela libertação dos escravos, os que se casaram com pessoas negras, os que nunca disseram uma palavra contra a raça negra nem lhe fizeram mal algum.
Todos esses, segundo a doutrina do nosso establishment acadêmico, são racistas inconscientes, virtualmente tão perigosos quanto Joseph Goebbels ou a Ku-Klux-Klan . Até os negros são um pouco racistas contra si próprios. Inocentes do crime de racismo, só mesmo os distintos autores desses estudos e os militantes das organizações inspiradas neles. Ou seja: ou você é um dos acusadores, ou é um dos culpados. Tertium non datur .
Um fluxo incessante de teses de mestrado e doutorado, fartamente subsidiadas pelo governo e por fundações internacionais bilionárias, jorra das nossas universidades para dar credibilidade a essa doutrina adorável. Os oito preceitos metodológicos que a fundamentam são os seguintes:
1. Atribuir à discriminação racial a diferença de padrão econômico entre negros e brancos, omitindo o fato de que entre a Abolição e o início da industrialização nacional transcorreram mais de quarenta anos durante os quais a população negra libertada se reproduziu incomparavelmente mais que o número de empregos disponíveis.
2. Mostrar os negros como vítimas predominantes de crimes violentos, sem perguntar se não são também predominantemente os autores desses crimes. Todo assassino, branco ou negro, é assim considerado a priori um instrumento da violência branca contra os negros.
3. Do mesmo modo, explicar toda violência policial contra negros como efeito do racismo branco, sem perguntar se os policiais que a cometeram eram negros ou brancos.
4. Mostrar os europeus sempre como escravizadores e os negros como escravizados, omitindo sistematicamente o fato de que as tropas muçulmanas, repletas de negros, invadiram a Europa e aí escravizaram milhões de brancos desde oito séculos antes da chegada dos europeus à África.
5. Explicar portanto a escravidão interna na África como mero efeito da escravidão européia, invertendo a ordem do tempo histórico.
6. Transformar cada raça em pessoa jurídica, titular de direitos, quando negra, e de responsabilidade penal, quando branca.
7. Dar por implícito que todo branco é culpado pelos atos dos senhores de escravos, mesmo quando não tenha um só deles entre os seus antepassados e mesmo que tenha chegado ao Brasil, como imigrante, décadas depois do fim da escravidão.
8. Lançar a culpa de tudo na "civilização judaico-cristã", justamente a única que, ao longo de toda a história humana, fez alguma coisa em favor das raças escravizadas.
A palavra "viés" é delicada e sutil demais para qualificar a atitude mental que gera esses estudos. A sociologia das raças que se produz nas nossas universidades é puro material de propaganda, mentiroso e calculado para legitimar a violência revolucionária contra aquilo que o ex-governador Cláudio Lembo chamou de "elite branca cruel e egoísta". Ciência social, no Brasil, é crime organizado.
(*)Olavo de Carvalho é jornalista, escritor e professor de Filosofia
Fonte:
http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/788084.htm
Vejam esta jurisprudência (
http://www.leliagonzalez.org.br/material/UF-PR_indef…sentenca.pdf ). Eis um trecho:
"
Por fim, sei exatamente o grau de frustração que a jovem impetrante está passando.Sei que lutou e perseverou para alcançar a disputadíssima vaga no curso de Medicina da UFPR. Não conseguiu concretizar, ainda, o seu sonho, em função das cotas reservadas aos negros, que podem, é verdade, ter alcançado, na segunda fase, média
inferior à sua.
No entanto, é chegada a hora de todos nós, brancos e aquinhoados pela vida em abundância, repartirmos o valor da dívida com o povo negro, que pela sua escravidão contribuiu significativamente para a construção das bases de nosso país. Nosso débito é alto. Você está pagando por ele agora. Meus filhos certamente pagarão. E é possível que meus netos também o paguem. Mas não é possível negar essa dívida ou retribuir-lhe com ingratidão ou o egoísmo.
É a vigarice jurídica em ação....
Hahahahahaha. Apartheid negro.
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Esse é o PT. Brasil, um país de todos !
Não é uma jurisprudência.
abraços.
.
a oposicao: [url]/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=2526072400824910435&start=1[/url]
Uriel: Li alguns dos comentários dessa comunidade e só posso afirmar que cada um é mais ridículo que o outro. Um deles ainda diz que a ministra deve processar o Olavo de Carvalho. Ridículo!
Não sei porque ainda colam link daquele jardim zoológico aqui. Li em algum lugar que o filho do Lula era o moderador daquela comunidade antes de virar o sósia do Ronaldinho.
Que sentença exdrúxula. Fiquei tao comovido que amanhã mesmo vou me penitenciar devido ao fato de meu avó (Portugues) branco ter desposado e assumido até o seu fim o casamento com uma negra.
Imbecilidade se encontra até onde não deveria existir.
Concordo com o Thomas. Acho que deveriam parar de colar links para o jardim zoológico. Lá só tem m..., um bando de imbecis.
Jesus Cristo... tem tanto comentário idiota naquele tópico, tanto, tanto, mas tanto, que fico angustiado em saber qual comentário mais emblemático eu devo colocar aqui. Perda de tempo.
E um sujeito ainda disse que o Olavo tem rancor do establishment acadêmico porque ele não tem diploma. Ainda estão nessa... Ahhh, mas vão chupar um melão azedo!!!!
Aquilo é inútil.
Como sempre, excelente artigo.
Aquilo é mais que um Jardim Zoológico: é um asilo de loucos, espumando de inveja, e chegados nuns ruídos estranhos, feito "huahuahua" e "kkkkk", "uáuáuá"... Nenhum é capaz de compor uma refutação, os comentários são asininos e desconexos, e se referem ao Olavo, só ao Olavo - jamais ao tema.
Só serve como prova e confirmação da verdade do artigo do Olavo.
Mas o Brasil tem mais deles do que de nós, na minha opinião.
É pra chorar.