"O termo 'direita' foi estigmatizado e associado a posturas retrógradas. A direita não tem compromisso com a quebra da ordem constitucional. Ao contrário, ser de direita é justamente defender os valores institucionais" - Sen. Demóstenes Torres (DEM-GO)
Entrevista completa de Demóstenes Torres à revista VEJA da semana que se inicia. Dadas as atuais condições, creio que o parlamentar goiano e provável presidenciável do moribundo Democratas seria, de qualquer modo, um nome notável ao Planalto e merecedor de todo nosso apoio:
Lembrando que Demóstenes é um dos raríssimos políticos brasileiros de expressão nacional a já ter levantado o tema do Foro de São Paulo. Quisera eu ser goiano para votar nele. Quem sabe em 2014...
Demóstenes não precisa ser eleito. Não precisa sequer sem candidato. A simples presença e combatividade dele no Congresso serve melhor à formulação da militância direitista do que qualquer outra coisa.
Às vezes reclamamos demais, mas os cristãos colocaram 30 mil pessoas em Brasília, sem muito alarde, para protestar. E não tinha nenhum político no palanque.
Precisamos de um líder que una todos os movimentos conservadores e inaugure, enfim, nosso pensamento na vida política nacional.
Se Demóstenes não for candidato à prefeitura de Goiânia ano que vem, a movimentação interna no DEM por uma candidatura nacional própria encabeçada por ele em 2014 é, sim, reiterada.
"Vivemos em um estado de viés autoritário. Além de o Congresso já não funcionar mais. Instituições de controle, como o Tribunal de Contas da União, são constantemente bombardeadas, e o Ministério Público aparenta ter se cansado. Só nos resta o Supremo Tribunal Federal"
O problema de vcs é que vcs estão esperando a vinda de um novo messias. não conseguem apoiar alguém que concorda apenas parcialmente com suas ideias. Na situação em q a direita está hj, qq um que tente reavivá-la, em qq aspecto que seja, merece ser bem consideradO.
Porque paguei cinco dólares pela edição digital da revista, tirei seis print screens e fiz upload de todos eles com o específico fim de destacar a atitude ímpar do senador nesta comunidade, Antônio Luiz. Como evento político marcante de uma provável candidatura presidencial, a declaração é indubitavelmente merecedora de um tópico próprio, não?
Tampouco há qualquer tópico fixo a respeito de Demóstenes - e seria, com efeito, ridículo que houvesse um até o momento. São todos já antigos, a respeito de notícias datadas. Como sou sempre dos primeiros a zelar pela "organização da comunidade!", mesmo quando desnecessário fazê-lo face à atividade dos moderadores, esteja certo de que o verifiquei antes deste pecadilho.
Verdade é que lhes forneci não apenas a matéria completa, mas a informação mesma em primeiríssima mão, antes de sequer ser apontada em qualquer portal ou blog, senão numa citação do Twitter de Nivaldo Cordeiro.
A direita no Brasil é fraca, pouco operante, desunida e sem uma liderança clara. A entrevista de Demóstenes mostra que o DEM pretende suprir parte desses hiatos assumindo-se finalmente como partido de direita. É pouco.
Ocorre que a recente debandada de integrantes do DEMOCRATAS para o partido do Kassab, o PSD, dividiu ainda mais a direita brasileira; foi uma divisão causada por um racha interno no DEM.
Se a esquerda brasileira teve algum mérito, nos últimos anos, foi o de conseguir unir-se a nível internacional no Foro de São Paulo. É bom lembrar que enquanto o Leonel Brizola era vivo, o PDT dividia com o PT os votos dos marxistas e neocomunas e, por isso, nunca chegavam ao poder.
Com a morte de Carlos Lacerda a direita democrática - a verdadeira direita - também foi sepultada ou no mínimo entrou em coma. Sendo assim, concordo apenas parcilamente com o comentário do Leonardo; os direitistas precisam se unir sim, porém é INEGÁVEL que a falta de um líder carismático e com poder de liderança para contrapor a onipresença de Lula dificulta ou até impossibilita que a liberdade (essa é a essênssia da direita democrática) consiga abrir suas asas e alçar vôos mais altos.
Silas Malafaia (que vem chamando a "responsabilidade" para sí) tem carisma, Olavo tem visão estratégica, Reinaldo Azevedo e Ali Kamel têm espaço midiático (mas juntando os dois não dá um Lacerda), Kátia Abreu simboliza os ruralistas (porém não assume a responsabilidade que o momento exige; recusou-se a ser vice na chapa PSDB/DEM) e Bolsonaro lutou muito tempo quase sozinho (porém é intelectualmente limitado, além de estatista).
Também não existe no Brasil uma liderança católica, e a CNBB, por vezes, parece que está mais perdida do que cego em tiroteio ao não perceber que é IMPOSSÍVEL apoiar a Teologa da Libertação e o Catolicismo ao mesmo tempo. A CNBB joga mais contra do que a favor da nossa causa.
Acrescente-se a tudo isso a omissão e a covardia dos militares em defenderem à nossa Constituição; os casos foram inúmeros e não vale a pena citá-los, porque aqui todo mundo está mais careca do que um skinhead de saber quais foram.
Mais ainda: quando o Gal Heleno foi transferido para um posto burocrático por denunciar a entrega de território brasileiro para as ONGs internacionais e a liberalização de nossas fronteiras para o tráfico de drogas e armas, o que fizeram esses milicos? E quando Lula acertou a compra dos Rafales sem consultar a Aeronáutica? E a revisão da Lei de Anistia? E a condecoração e indenização de terroristas? E o apoio do PT às FARC e a terroristas interncionais como Battisti?
As coisas no Brasil acontecem sempre num rítimo macunaímico e preguiçoso, por isso, não sei dá mais tempo de reverter esse quadro, mas urge que tentemos.
Não tenho nenhuma dúvida de que o surgimento de um líder carismático (o carisma de Demóstenes e de Bolsonaro, por exemplo, é ZERO), com visão estratégica de longo prazo e bem preparado, poderia amalgamar a direita nacional. Não precisa ser nenhum "messias".
Eu também acho que é uma sacanagem não PRESTIGIAR o Sr. Demóstenes.
E, quer saber? DETESTO esse negócio de "carisma". Dispenso. Você não concorda?
"Carisma" é pra cantor pop, apresentador de TV e aqueles homenzinhos que vendem mate na praia.
Uma pessoa honesta, de bons princípios, educada e empenhada já tem bagagem amplamente suficiente para um cargo político.
Eu só acho que o Demóstenes tem que arranjar mais alguns como ele, coitado. Senão fica muita coisa para uma pessoa só. Mas é um bom candidato, sem dúvida.
Dou meu voto, com certeza, e ainda arranjo mais alguns. 🙂.
Infelizmente essa não é a opinião da maioria esmagadora do eleitorado, por isso a necessidade de uma liderança carismática é especialmente estratégica para quem pretende o poder num país que tem 75% de seus eleitores semi-alfabetizados e quase totalmente aculturados.
Grande Demóstenes! Se tivessemos mais 3 dele representando o pensamento conservador, a direita aqui neste país teria voz e atitude.
Ayrton"Também não existe no Brasil uma liderança católica, e a CNBB, por vezes, parece que está mais perdida do que cego em tiroteio ao não perceber que é IMPOSSÍVEL apoiar a Teologa da Libertação e o Catolicismo ao mesmo tempo. A CNBB joga mais contra do que a favor da nossa causa.
Concordo com tudo que tu escreveste, menos é claro está parte. O CNBB ela não está que nem cego em tiroteio, pois ela é a teologia da libertação institucionalizada neste país, então como os fiéis da Igreja de Roma não se mexem p/formar um grupo conservador dentro da Igreja e ficam nesta neutralidade, os protestantes/evangélicos preencheram este vácuo deixado pelos fiéis de Roma, é diga-se de passagem, estão indo muito bem, já que os protestentes/evangélicos são um contigente de quase 50 milhões de fiéis e que crecem acada dia a passos largos.
1 - Os números mostram que presidente que mais fez pelo Brasil, nas últimas décadas, foi o Médici, no entanto, dos milicos, o mais prestigiado é o o populista J. B. Figueiredo, que anistiou Brizola, Zé Dirceu, Prestes etc.
2 - Apesar de feito coisas boas, o carismático Getúlio Vargas protagonizou episódios de corrupção e até uma tentativa de assassinato. Hoje, no Rio de Janeiro, existem a Fundação Getúilo Vargas, o busto de Vargas etc, além de muitos paparicos para o ídolo de Brizola e Lula, nos livros de História de todo o Brasil.
3 - O melhor presidente civil do Brasil, nas últimas décadas, foi o Itamar Franco, que, por não possuir carisma, está condenado ao Limbo da memória nacional.
4 - Geraldo Alkimin perdeu (feio) a eleição contra Lula e o que mais pesou na escolha do eleitorado foi exatamente o carisma (ou a falta de carisma).
5 - Durante a campanha presidencial em 1993, Collor deu uma surra em Lula, evidenciando que o petismo significava a defesa da "foice e do martelo" ao invés das cores nacionais. Ele aliou carisma à uma excelente oratória.
6 - Dilma (que não tem nenhum carisma) quase se ferrou nas últimas eleições. Sua candidatura foi salva pela interferência pessoal (imoral e ilegal) do carismático Lula, derrotando o pouco carismático Serra (que até surpeendeu).
7 - Nos EUA, os fracos Barak Obama e Sarah Palin são exemplos de como o carisma pode ser importante.
Ele é mto preparado p ser um bom parlamentar, mas infelizmente joga conforme o jogo da política...É a Lei da Sobrevivência q se joga p se ter carreira política perpetuada
Que direita acabou o quê! Nem começou p/ ter acabado.
O problema é que nós, carentes de representatividade, colocamos as esperanças em qualquer um que aparece, sem termos prévios conhecimentos de sua biografia, caráter e cabeça. E ficamos só nessa torcida à distância, deixando o sujeito à mercê das circunstâncias do ambiente de brasília, que levam qualquer um para o buraco.