Vejam a incrível patrulha esquerdista como age. O cineasta, e membro de carteirinha da esquerda festiva, Fernando Meirelles escreveu hoje no jornal um elogio ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Mas para poder continuar chic na esquerda festiva, deixa claro "não o elegemos", e que "nunca votou no PFL (atual DEM), para depois elogiar.
O cineasta Fernando Meirelles escreve neste domingo um texto na Folha que chama “Beijando Kassab”. Trata da lei municipal que está tirando das fachadas dos prédios aqueles horrores de alumínio, plástico e neon que contribuíam para fazer da cidade uma das mais feias do mundo. Leia trechos. Depois retomo:
“(...) Quando passei diante do prédio da Receita Federal, tive uma visão que me surpreendeu e me inundou de alegria: a cidade de São Paulo estava linda.Como nós, paulistanos, amamos odiar nossa cidade, estranhei e pensei que a sensação poderia ter sido uma ilusão causada pela luz do sol de final de tarde ou pelo céu especialmente limpo naquele dia, mas não era nada disso.É que, depois de anos, eu finalmente estava vendo São Paulo ao invés de lê-la. Todas aquelas palavras retiradas das empenas dos prédios e das ruas parecem ter liberado meu cérebro para que ele pudesse ver o que estava por http://xn--trs-fla.me/ encantei com dezenas de lindas fachadas decô, outras tantas fachadas ecléticas, tão paulistanas, construções do início do século passado ainda intactas, mas antes escondidas por lambris metálicos que sustentavam letreiros.(...)
E como é bonita São Paulo. E está cada vez mais limpa, mais verde (as paineiras rosa estão prometendo um novo show este ano) e agora também desobstruída das palavras escritas.Nós não o elegemos, mas sejamos justos, o prefeito Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL), como um oftalmologista competente, nos devolveu a visão ou ao menos a paisagem urbana (para que eu não pareça exagerado.) Se eu o visse cruzando alguma daquelas ruas naquele momento, certamente desceria do carro para beijá-lo e agradecer:- Valeu, doutor. "
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Comento
Há um pé biográfico de Meirelles. Não deixa de ser engraçado. É assim: “Fernando Meirelles, 51, que nunca votou em nenhum candidato do PFL, mas está dando o braço a torcer, é cineasta, diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel.
Vejam que curioso. Se Kassab fosse petista — vá lá, de esquerda —, talvez essa ironia fosse desnecessária. Para elogiar a iniciativa de um prefeito do ex-PFL, atual DEM, é quase preciso pedir licença à patrulha dos que se consideram bem-pensantes. Kassab é vítima de uma patrulha da esquerda como raramente houve em São Paulo. O padrão administrativo da cidade é, na prática, o mesmo que fez de José Serra o prefeito mais bem avaliado desde que a pesquisa é feita. E, no entanto, os “descolados” decidiram quase decretar a sua ilegitimidade.
Não se consegue entregar uma praça reformada à população — a exemplo do que viu com a Praça da República — sem que apareçam o padre Julio Lancelotti e seus arqueiros na mídia para decretar que os bancos são antimendigo. Sim, segundo a visão desses iluministas, lugar de sem-teto não é albergue, mas dormindo no banco ou morando debaixo de viadutos.
Há dias, chegou-se a noticiar que Kassab havia proibido o feirante de anunciar os seus produtos aos brados. É mentira. O decreto proibe o uso de aparelhos de som para anunciar mercadorias e procura regular o horário e o nível de ruído da montagem das feiras livres — que, a meu juízo, deveriam ser extintas. E a razão é simples: elas são feitas em ruas habitadas por pessoas que acordam cedo para trabalhar e, vejam só!, também têm direito ao descanso. Mais: estabelece normas de higiene, como manipular alimentos apenas com luvas.
Trata-se de um exemplo até banal, mas fica evidente como medidas corretas, que são do interesse do cidadão, são tratadas com galhofa e pilhéria porque, afinal, Kassab não é um dos progressistas de plantão dos bacanas da mídia. Meirelles tem razão em fazer aquele pé biográfico. Sabe que a patrulha chique, se preciso, defende até o horror se não reconhece no governante um de seus “progressistas”.
Não entendo onde fica o anti-progressismo de kassab ao proibir as manifestações publicitárias. Está tentando limpar a cidade de quê? Da cultura comercial?
quem não gosta muito são alguns arquitetos (os q conheço pelo menos)... dizem q esconde os prédios... as linhas da cidade .. eu acho uma grande Bullsh...
Os prédios do minhocão com certeza ficam melhores escondidos atrás de belas fotos publicitárias não tenho dúvidas. E os esqueletos de outdoor espalhados pela cidade só a enfeiam mais...o que acham?
Eu não compartilho da visão da esquerda festiva. Acho que todo "artista" e chato gostam de tirar publicidade ou mesmo qualquer coisa que tampe a visão. Seja lá tampar o quê...
Eu acho que por mais desagradável que possa ser em alguns lugares você realmente ter uma quantidade absurda de outdoors, isso deve ser regido pelo bom senso e leis municipais claras. É a mania do brasileiro por "revoluções" que fazem essas coisas. Se algo não está bom, ou há exageros, não se acaba o exagero, se acaba com tudo.
Como falou o Caio, foi uma ato autoritário, para não falar tirano, tirando o emprego de muitos, "Kassab não é um dos progressistas de plantão"...isso é progressismo para mim...
eu gosto muitos do bons anuncios em locais legais, eletrônicos tb...
mas aqui em Brasília tb tem uma patrulha anti-outdoor... num governo do democratas alias...
Não foi o Reinaldo Azevedo que disse. Foi o Fernando Meirelles. O Reinaldo Azevedo só comentou o fato do sujeito ter que, para elogiar o prefeito, deixar claro para os "cumpanheiros" que não votou nele e nem o apoia em geral.
Desculpa Mateus, mas a frase que destaquei "Kassab não é um dos progressistas de plantão" é do Reinaldo sim...Me pergunto se ele prefere as obras de arte progressistas que estas sim enfeiam partes de SP...estou em dúvida quanto a posição do Reinaldo...
Eu não concordo com a decisão de tirar publicidade. Eu só acho que há exageros em alguns locais. E acho que é o que o Reinaldo Azevedo pensa. Mas não me importa se ele concorda inteiramente ou não. O ponto é a defensiva que a esquerda festiva tem pra elogiar uma medida que concordam.
Sim, Mateus, estou concordando com você, e questionando o Reinaldo. Se ele é contra a falta de senso na distribuição dos outdoors, como todos somos, porque não ressaltou que bom senso não se determina por lei. É claro para mim que a esquerda festejará a lei porque seu objetivo é retirar os símbolos da iniciativa privada do espaço urbano. Dirão "Concordamos porém não votamos neles"...sei não, Kassab e o cineasta comunista me parecem duas faces de uma mesma moeda. Kassab é politicamente um conservador? E o DEM?
E por que os pensadores conservadores não se pronunciaram contra a Lei do Kassab? Porque ele é da oposição ao PT? Não seria um aspecto de defesa da matilha as avessas?
Desculpa se eu sou burro e não estou entendendo, mas QUEM está enchendo o saco de kassab se toda a elite acadêmica, política e artística é a favor da retirada dos outdoors? Ou você quis dizer que ele só promulgou a lei por estar sendo pressioando por eles??
Eu acho que o Kassab é um bundão, que está "jogando pra torcida" com essa medida, que agrada a opinião pública por causa da midia esquerdista.
Acho que qualquer não-esquerdista vai, naturalmente, ser contra essa medida. O que só prova que o DEM (antigo PFL) nada tem de direita real. Direita essa que, em forma de partido político com eleitos, não existe no Brasil.
Obrigado Mateus, no que me diz respeito, você encerrou o tópico por aqui. Até hoje não havia entendido a posição de diversos pensadores e políticos sobre a Cidade Limpa, você resumiu bem. Estão jogando para a torcida...adversária.
Diego. Acho que ninguém nega que enfeie. Mas não se pode tirar todos. Se há exageros, que se trate dos exageros. Tirar tudo é só para os que acham que "as empresas malvadas e sua propaganda acabam com tudo, até a vista".
quem pratica a noção de que as empresas são más são as esquerdas.
vcs viram que havia um mensalão na infraero para poderem fazer publicidade? isso sim é que é crime.
lei para publicidade é algo normal e saudável. empresário só vÊ lucros, não adianta dizer que não. não é mentira qnd se diz que eles não estão nem aí para as pessoas: ´é preciso cortar custos!' 'demitam 100, e façam o restante trabalhar em dobro, recebdno em troca o 'funcionário do mês'".
para mim: sociedade de mercado e livre. mas achar que empresário, pelo menos o brasileiro, é bonzinho... aí tá difícil.
Diego, não sei bem se você está só comentando seu pensamento, ou algo daqui. Porque ninguém aqui chamou "todo empresário de bonzinho". Pelo contrário, eu falei que há exageros, e que devem ser tolidos pela lei, e fiscalizados. O que não pode é deixar chegar num ponto absurdo e então se cortar tudo.
Gente... Pelo amor de Deus.
Arranca tudo.
É horrível, aquilo.
Fui a Sampa a última vez no fim do ano passado, a coitada da cidade é feia de qualquer jeito, mas arranca que melhora um pouco.
Depois padroniza, determina onde pode, organiza o muquifo, e cobra caro pelo espaço publicitário, desta vez organizado, padronizado e determinado.
Eu tenho meio que mania de arrumação e faxina: tem vezes em que sem uma "geral" antes, bem arrasadora, não se endireita nada.
Hahahahahahaha pois é. Mas o que tem que fazer é isso: organização. Não destruição. Alguém acredita que a prefeitura tem um bom plano de ação para depois de simplesmente proibir? Esse que é o ponto.
Bem, cabe aos empresários lutar por isso - se desejam usar o espaço público para anunciar, acho que devem se reunir e propor sugestões de padrão e ordem adequados.
A cidade pode ficar mais arrumada, os anúncios mais adequadamente expostos, todos ganharão com isso. E, se eu fosse empresária, capricharia bastante, ajudaria bastante e divulgaria por onde e como pudesse que minha empresa quis colaborar e de fato colaborou para o "embelezamento"(bom, no caso de São Paulo, coitadinha, eu diria "melhora", mas tudo bem)da cidade de todos!
Por que no Brasil os próprios interessados não fazem as coisas direito?! Não é pra ficar esperando que o governo ofereça tal ou qual solução - estamos falando de aluguel de espaço publicitário, mas podia ser outra coisa qualquer!
Ao governo cabe isso mesmo: defender a cidade dos pavores indiscriminados da falta de gosto e de educação de muitos. E ficar firme, e arrancar mesmo. Aos empresários cabe a decência de vir com uma proposta direita e viável: "propomos fazer assim ou assado, não ultrapassar isto ou aquilo, e respeitar tais alhos e tais bugalhos. Tá bom assim?"
E aí, com educação e critério, se veria uma boa maneira de resolver a coisa, dentro das normas da ordem e de (um mínimo!) de respeito à estética alheia, e à civilidade!!!!!
Qualquer um que já tenha cuidado de uma casa - ou, a propósito, de uma empresa - sabe que é assim que TEM que ser, senão vira zona.
É claro, Caio. Mas o problema do Outdoor, por exemplo, não é uma coisa que possa ser resolvida unilateralmente, por mais que qualquer um dos lados queira. O Estado não deve proibir a propaganda, mas tem que controlar a ocupação do espaço público. Pelas leis, claras e feitas em conjunto com diferentes setores. Ou corremos o risco de ter outdoors na porta de casa, ou em locais que compliquem a visibilidade, mesmo estando em prédios particulares. Por menor que seja, o Estado tem que ter alguma mão nessas decisões sobre outdoor e propaganda pela cidade. Não tem que ser empresário, mas tem que estar presente.
E é melhor que os interessados encontrem lá o jeito de se organizar pra decidir o assunto - se os interessados não se mexem, também não podem reclamar por não conseguir!
Agora, sem algum tipo de controle, a vida civil de um país estupidificado e desmoralizado do naipe do nosso seria impossível.
Mais vale tentar que esse controle esteja em mãos o menos imundas possível - e tentar participar ao máximo de toda e qualquer ação estatal - o que é uma luta infernal, mas tem que ser travada.
No caso que estamos comentando, os empresários que defendam seus interesses, e - pelo amor de Deus - demonstrem um mínimo de espírito cívico!!!!! Seria, inclusive, uma atitude exemplar!
Realmente a cidade tem que está limpa,visual http://bonito.as/ empresas os munícipes tem que respeitar as posturas municipais etc...,não pode atribuir decisões disciplinadoras do Poder Publico Municipal a questões ideológicas,até pq quem estimulou esta desobediência municipal foi a esquerda festiva! .E ,mais ,já que ninguém estava ou está respeitando as posturas municipais,motivo de subornos de toda ordem...,não há alternativa que não seja radical...No futuro sim ,regulamentar e exigir com rigor o cumprimento !.
O mesmo poderia ser aplicado aos vendedores ambulantes,camelôs....Vejam ,há locais na cidade de São Paulo onde os logradouros públicos (Ruas ,praças) pertencem ,já se vai muito tempo, a outra entidade e não a Municipalidade e são elas (entidades) que regulamentam,cobram taxas(impostos),disciplinam etc...(Um absurdo!!!)...,vejam o que ocorre com centro de Santo Amaro,Brás....(Qual o poder efetivo que tem o Município de São Paulo com relação ao centro do quatrocentenario Santo Amarº). E tudo isso foi ,se não criado mais tolerado e estimulado por esta esquerda festiva,a pretexto de atender ao "trabalho"dos deficientes físicos....Por conta exatamente desta cartilhema esquerdista São Paulo virou uma Calcutá em todos os sentidos!!!.Portanto, só há uma solução ...,ainda que radical ,um choque de 600Volts.....Depois ,reformula a legislação e aplica-se!.Esta bagunça generalizada na Cidade de São Paulo foi obra e graça da esquerda !!!!
Espero que esta decisão do Kassab seja uma de tantas outras que deverá ser tomada com o mesmo radicalismo!
Esta “limpeza” não tem nada a ver com Empresas,capitalismo ou questão ideológica....(ñ considero que a esquerda festiva tenha alguma ideologia,são uns atrasados,exploradores da miseria humana!!)
A questão é de higiene mesmo,limpar o que a esquerda festiva sujou!
Vou escrever a respeito, pq estou muito a par do que ocorre aqui.
Em primeiro lugar a cidade está horrorosa. No lugar dos anúncios hoje estão as pixações dos marginais que deixam a entender que a prefeitura comunga com o crime e não com quem gera empregos e traz divisas para a cidade. Hoje são 20.000 postos de trabalho a menos na cidade. 20.000 pessoas que ao invés de trabalhar e gerar economia estarão fazendo sabe-se lá Deus o quê.
Entidades ditas defensoras de "classe" como o Sebrae, a ABIGRAF (Associação Brasileira de Artes Gráficas) só sabem discutir dentro dos limites de discurso impostos pelo adversário. Os empresários do setor sentem-se parcialmente culpados, pq a idéia é a de que o "empresário é o grande vilão da sociedade". Ninguém, absolutamente ninguém nesses meios é ( ou foi durante anos) capaz de questionar a esquerda. Aliás esse termo sequer é mencionado. Esquerda e direito, isso não existe mais. Aliás a ABIGRAF que está entrando com um processo contra a prefeitura durante anos foi a principal divulgadora de que o empresário deve ter responsabilidade eco-sócio-ambiental. A ABIGRAF defende da verdade o discurso politicamente correto da esquerda e é mantida pelos empresários.
Essa atitude de Kassab ( que já tinha sido um dos responsáveis por enterrar a CPI do Serasa) não me surpreende. E nem o fato de ele estar do Partido "Democrata", antigo PFL. Na verdade um partido que se diz "defensor do liberalismo" e do "livre mercado" é um real defensor do "neo-liberalismo", um capitalismo sufocado pelo setor público e controlado com rédea curta como na China.
As placas de publicidade voltarão. Mas não mais serão exploradas pelo livre mercado como antes. Apenas uma ou duas empresas (devidamente licenciadas pela prefeitura) poderão explorar esses locais em nome da "limpeza estética". Assim, ao invés daqueles 20.000 empregos, teremos no máximo 200 e uma economia centralizada nas mãos do setor público. O resto que se dane.
Antes, com um investimento módico ( da ordem de R$ 50.000) uma pessoa qualquer podia entrar com um financiamento e comprar uma impressora de grande formato para começar a trabalhar. Eu sou testemunha disso pq trabalho na empresa que vende essas impressoras. Agora isso já não é mais possível. Uma pessoa que antes podia virar um pequeno empresário e pagar o seu investimento em no máximo 6 meses de trabalho, hoje já não tem mais essa possibilidade em São Paulo.
O objetivo da prefeitura com todas essas perseguições aos pequenos negócios (camelôs, faixas, perueiros) é acabar com a chance de prosperidade das pessoas. Acabar com o livre mercado.
Bom, Toth - se o espaço publicitário for virar privilégio de apadrinhados, essa é uma OUTRA LUTA! Que deve, igualmente, ser travada!
Só existe UM jeito de fazer as coisas do modo certo - e, em 99,99% dos casos, dá trabalho, mesmo. A tendência brasileira de querer fazer tudo de qualquer jeito me irrita monumentalmente.
A rigor, pichação de marginal é um problema que tem que ser resolvido - e não tem absolutamenbte NADA a ver com publicidade indiscriminadamente espalhada por uma cidade.
Distribuição de privilégios é outro problema que igualmente, etc.
Me desculpem, mas vamos nos habituar a não embolar tudo como se fosse uma mesma coisa. Sobretudo, é claro, porque NÃO É.
E, a propósito: eu TENHO uma impressora de grande formato, e imprimir outdoors É uma das ofertas de serviços do meu escritório.
Nem por isso eu acho que espalhar outdoors em tudo quanto é canto deva ser permitido. Nem que isso me traga mais dinheiro. Esse livre mercado predatório que bota o dinheiro acima de qualquer valor é assustador, sinceramente.
Essa, aliás, é uma prova bem palpável do que disse o Olavo em seus recentes artigos, nos quais faz uma crítica ao liberalismo.
E os 20.000 empregos? Nada a dizer?
E os perueiros? E os ambulantes, os camelôs? Essa gente com certeza vai partir para coisa muito pior.
Pode ser que muitos empresários estejam dando risada depois dessa atitude autoritária e esquerdista do prefeito Kassab pois tem seus "contatos" na prefeitura e podem muito bem arranjar um jeitinho de colocar um ou outro outdoor monopolizando o mercado. É assim que normalmente a direita brasileira vê vantagens no setor público. Empresário gosta mesmo é de um monopólio.
Moro nesta cidade há 40 anos,posso assegurar que esta cidade foi esculhambada ... etc.
Foi no Governo da Erundina que esta cidade ficou sem poder de policia ,ela ,a pretexto de problemas sociais,permitiu a ocupações indevidas -o favelamento da periferia .Ruas e praças foram tomadas pelos “marreteiros” cuja entidades são verdadeiras Máfias ,agindo em substituição ao poder publico(em todos os níveis)são elas que escolhe as ruas a serem ocupadas, determinam pontos comerciais,julgam e aplica a pena,quase sempre a pena de morte!,quem ousam desafiá-las....O mesmo se aplica ,em grau maior ou menor depende do caso, há outros “nichos” na cidade.Qual o taxista que se atreve a pegar passageiros a 400 mts do Aeroporto de Congonhas ou Guarulhos,vocês acham que é o temor ao policiamento ...não,não é o temor ,é o medo da Máfia!.(sabem quem criou a licença de ponto de Táxis na Cidade ?).E o transporte publico ,sem fiscalização,sem nenhuma controle sobre as condições de segurança etc.....Mexer nisso é desafiar outra Máfia ,a Máfia do transporte clandestino,quem se atreve?
Também, com relação a esta balburdia que é a fixação sem limites e sem controle de publicidades ,peças estas de mau gosto, verdadeira pichações,quem poderia fiscalizar ?
Como por em ordem uma cidade que durante mais de 20 anos (com um pequeno interregno no Gov . Jânio Quadros) foi tolerante com todo tipo de desobediência à legislação municipal em todos os níveis?, como reconstruir a cidade ?.
È evidente que na primeira fase ,espero que o Kassab continue a transformar esta balburdia em uma Cidade descente,muitos sofrerão até indevidamente.Ate admito algumas injustiças.Mas como resolver a questão de publicidade na cidade,o nível acústico,construções que não respeitam minimamente a população/comunidade,transportes clandestinos sem nenhum controle de segurança, ocupações indevidas de espaços e logradouros públicos nos bairros e nas periferias?.Senhores,tudo isso deve-se debitar na conta de Governos Esquerdistas Municipal,Estadual/Federal.
Eu nem ia voltar ao tópico. Mas estou tentando entender e discutir a questão, acho que a Priscila, o Mateus e o Toth expuseram pontos diferentes e importantes a se pensar. Me ajudaram a refletir sobre, ao menos, obrigado. Mas acabei voltando para ler a prometida explicação do Murilo e do Adermir e nada. Então rapazes? Abraços a todos.
Desculpe a demora, mas o trampo consome muito tempo.
Mas de qualquer forma, muito obrigado pelo "sua opinião é muito importante para nós..." rs.
Acho que a lei aprovada tem alguns méritos que merecem ser considerados: 1) pela simplicidade das normas, fica difícil disseminar irregularidades, já que ela é perceptível por qualquer um; portanto, dificulta filigranas jurídico-normativas e portanto a corrupção: não adianta comprar o fiscal, porque se exceder a medida todo mundo vai ver, e é fácil ao cidadão aferir. 2) ela é a primeira iniciativa que disciplina de modo claro o uso do espaço público, e a prefeitura está mostrando determinação para fazer cumprir a lei; 3) do ponto de vista estético, tiram-se os letreiros da frente das fachadas e permite-se à cidade recuperar seu valor arquitetônico: marquises, detalhes, fachadas, vão emergindo, e o centro da cidade se valoriza; 4) é preciso ter em mente que a anarquia NÃO É sinônimo de liberdade, antes o contrário; sem normas de convivência, e sem um poder coator, instala-se a lei do mais forte, e ganha quem polui mais, quem coloca o letreiro maior, enfim, quem mais infringe as regras. Se há um campo em que o Estado tem legitimidade para agir, e deve, é justamente na garantia do cumprimento das leis, que são um mínimo ético de convivência. Lamentável que isso custe para os empresários a mudança de suas fachadas, mas a lei também previu um prazo de adaptação, teve um vacatio legis grande e ainda não está havendo imposição de multas, tendo sido veiculada com grande publicidade. A segurança jurídica e a previsibilidade, na minha opinião, foram respeitadas.
Me desculpe, Toth, mas perueiros, ambulantes e camelôs não representam o que eu entendo por liberdade de mercado. A ilegalidade dos seus "negócios" os coloca muito próximos da criminalidade. Aliás, o que mais se vêm em barraca de camelô é muamba e receptação. E há notícias de vínculos estreitos de perueiros com organizações criminosas. Máfia não é capitalismo.
O Meirelles está batendo os pezinhos, "furiosa" porque a porcaria do filme "Xingu", que ele produziu, fracassou na bilheteria. Tomou, heim, filho da puta?