Copiado de http://veja.abril.com.br/180407/p_118.shtmlAprender a viver
O francês Luc Ferry pôs a filosofia nas listas de
livros mais vendidos – e sem baratear suas idéias
Filósofo fundamental do pensamento moderno, o alemão Immanuel Kant é complexo nas idéias e árido no estilo. O francês Luc Ferry, no entanto, leu a Crítica da Razão Pura quando tinha 15 anos. "Não entendi rigorosamente nada, mas tive a impressão de que aquele era um pensador importante, de que havia ali uma espécie de tesouro escondido", disse a VEJA o filósofo e ex-ministro da Educação da França, hoje com 56 anos. Ferry é autor de Aprender a Viver (tradução de Véra Lucia dos Reis; Objetiva; 304 páginas; 37,90 reais), um livro de divulgação filosófica que discute, de forma acessível mas séria, autores como Nietzsche, Husserl e Heidegger. A obra vendeu impressionantes 230.000 exemplares na França e respeitáveis 14.000 no Brasil. Já aparece há seis semanas na lista de mais vendidos de VEJA. Feito talvez mais extraordinário do que a precocidade de sua formação filosófica, Ferry transformou a filosofia em best-seller.
O desejo de ampliar a audiência da filosofia vem desde os anos 70, quando Ferry dava conferências públicas sobre o tema. Seu renome intelectual deve-se sobretudo à polêmica lançada por um livro escrito em conjunto com o colega Alain Renaut: O Pensamento de 1968 – Ensaio sobre o Anti-Humanismo Contemporâneo, de 1985, atacava as doutrinas da "crise do sujeito" defendidas pelas vacas sagradas da academia francesa de então – Foucault, Derrida, Lacan, Bourdieu – e propunha uma "refundação" do humanismo. Embora os dois autores tenham sido tachados de "jovens reacionários", Ferry também tem um bom trânsito entre os socialistas franceses.
O francês Luc Ferry pôs a filosofia nas listas de
livros mais vendidos – e sem baratear suas idéias
Filósofo fundamental do pensamento moderno, o alemão Immanuel Kant é complexo nas idéias e árido no estilo. O francês Luc Ferry, no entanto, leu a Crítica da Razão Pura quando tinha 15 anos. "Não entendi rigorosamente nada, mas tive a impressão de que aquele era um pensador importante, de que havia ali uma espécie de tesouro escondido", disse a VEJA o filósofo e ex-ministro da Educação da França, hoje com 56 anos. Ferry é autor de Aprender a Viver (tradução de Véra Lucia dos Reis; Objetiva; 304 páginas; 37,90 reais), um livro de divulgação filosófica que discute, de forma acessível mas séria, autores como Nietzsche, Husserl e Heidegger. A obra vendeu impressionantes 230.000 exemplares na França e respeitáveis 14.000 no Brasil. Já aparece há seis semanas na lista de mais vendidos de VEJA. Feito talvez mais extraordinário do que a precocidade de sua formação filosófica, Ferry transformou a filosofia em best-seller.
O desejo de ampliar a audiência da filosofia vem desde os anos 70, quando Ferry dava conferências públicas sobre o tema. Seu renome intelectual deve-se sobretudo à polêmica lançada por um livro escrito em conjunto com o colega Alain Renaut: O Pensamento de 1968 – Ensaio sobre o Anti-Humanismo Contemporâneo, de 1985, atacava as doutrinas da "crise do sujeito" defendidas pelas vacas sagradas da academia francesa de então – Foucault, Derrida, Lacan, Bourdieu – e propunha uma "refundação" do humanismo. Embora os dois autores tenham sido tachados de "jovens reacionários", Ferry também tem um bom trânsito entre os socialistas franceses.