A ira dos reis é muito temível, especialmente dos monarcas absolutistas, que têm as possessões e as vidas de seus súditos inteiramente em seu poder, à disposição de suas mera vontade. Provérbios 20:2 "Como o rugido do leão é o terror do rei; o que o provoca à ira peca contra a sua própria alma". O súdito que muito enfurece um arbitrário príncipe, está sujeito a sofrer os mais extremos tormentos que a arte humana é capaz de inventar, ou que o poder humano é capaz de infligir. Mas, os grandes potentados terrenos em suas grandiosas majestades e força, e quando equipados de seus maiores terrores, não são mais que fracos e desprezíveis vermes na areia, em comparação com o grande e Todo-Poderoso Criador e Rei do céu e da terra. É muito pouco o que podem fazer, quando muito enfurecidos, e quando têm mostrado o máximo de sua fúria. Todos os reis da terra, diante de Deus, são como gafanhotos; não são nada, e menos que nada: seu amor e seu ódio são para ser desprezados. A ira do grande Rei dos reis, é muito mais terrível que a deles, do mesmo modo que sua majestade é maior. Lucas 12:4-5 "E digo-vos, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois, não têm mais que fazer. Mas eu vos mostrarei a quem deveis temer; temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno; sim, vos digo, a esse temei".
(Jonathan Edwards, "Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado", 1741).
(Jonathan Edwards, "Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado", 1741).