Hoje o presidente Fernando Henrique Cardoso faz 80 anos. Não se pode deixar de parabenizá-lo não só por atingir a idade com tanto vigor, mas também por sua genialidade política, afinal, quem em nossa História conseguiu enganar os mercados, com lapsos de liberdade, e os políticos, com concessões de poder subjugado, por tanto tempo? Que conseguiu destruir a cultura nacional, ao criar um agente revolucionário, e ainda conseguir o perdão das classes reacionárias? Quem conseguiu desmantelar todo o sistema de defesa nacional para depois atribuir aos gabinetes de guerra o ônus do mau mal combatido? Quem inventou o processo legislativo instantâneo, ignorante à representatividade popular, mas, ao mesmo tempo, posou de combatente do autoritarismo? Quem conseguiu atribuir a si o mérito da salvação econômica através de métodos ortodoxos em detrimento de um histórico acadêmico circunscrito por visões heterodoxas?
Por mais que se retroceda no processo histórico, é impossível localizar uma figura tão caótica e, simultaneamente, sistemática. Tão combalida, apesar de vaidosa. FHC foi o mártir dos assuntos que contestava, foi o aliado com olhares de espionagem. Alugou virtudes e comercializou vícios.
Fernando Henrique Cardoso é o artista incompreensível do palco da História nacional. Sua obra será constantemente vista como um teatro da salvação e um coral da decadência. Poucos serão aqueles em que o conhecimento verdadeiro atribuirá à presidência do superestimado sociólogo a vigarice da ciência social, a manipulação da ciência econômica e a falsificação da ciência política. A nulidade sufocante do eminente octogenário é a única conclusão cabível.
Por mais que se retroceda no processo histórico, é impossível localizar uma figura tão caótica e, simultaneamente, sistemática. Tão combalida, apesar de vaidosa. FHC foi o mártir dos assuntos que contestava, foi o aliado com olhares de espionagem. Alugou virtudes e comercializou vícios.
Fernando Henrique Cardoso é o artista incompreensível do palco da História nacional. Sua obra será constantemente vista como um teatro da salvação e um coral da decadência. Poucos serão aqueles em que o conhecimento verdadeiro atribuirá à presidência do superestimado sociólogo a vigarice da ciência social, a manipulação da ciência econômica e a falsificação da ciência política. A nulidade sufocante do eminente octogenário é a única conclusão cabível.