Esta semana, precisei ir ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Fui até lá para resolver um problema do meu irmão, que é excepcional. Ele tem síndrome de Down. Bem, você deve estar pensando o que o TRE tem a ver com isso? No Brasil, espere todo tipo de coisa bizarra.
Pois bem, fui até o tribunal para requerer um documento que dispensasse meu irmão do “direito” de votar. O plano de saúde exigiu que meu irmão tivesse um CPF, sob pena de não mais poder ser atendido pelo plano. Para conseguir um CPF você tem de ir à Receita Federal munido do título de eleitor ou de um documento que lhe dispense do “direito” de votar.
Ao chegar no tribunal, dirijo-me à sala do cartório da minha zona eleitoral. Lá, encontro um único funcionário numa sala com ar-condicionado. Explico para ele o caso e ele me informa que para conseguir esse documento eu tenho de entrar com uma ação na justiça comum para que um juiz me conceda um documento atestando que meu irmão é incapaz de exercer seu “direito” ao voto obrigatório. Não é incrível esse negócio de “direito”? Saí de lá convencido de que cada vez mais deixamos de ser um país e ficamos mais parecidos com um canil ou, talvez, um redil.
Antes mesmo de chegar ao tribunal eu já tinha visto a longa fila de pessoas que aguardavam para serem recadastradas “biometricamente”. Alagoas e Sergipe serão os dois únicos estados da federação em que será implantado uma novidade chamada “voto biométrico”. As pessoas que aguardavam não dispunham de acomodações mínimas. Estavam sob o sol, sem poder usar um banheiro, sem poder comprar uma água. Vi uma senhora passando mal, sendo amparada por pessoas que aguardavam na fila. De repente, a informação: o atendimento está encerrado. O povo se revolta e resolve... fechar a principal avenida da cidade.
Pois bem, fui até o tribunal para requerer um documento que dispensasse meu irmão do “direito” de votar. O plano de saúde exigiu que meu irmão tivesse um CPF, sob pena de não mais poder ser atendido pelo plano. Para conseguir um CPF você tem de ir à Receita Federal munido do título de eleitor ou de um documento que lhe dispense do “direito” de votar.
Ao chegar no tribunal, dirijo-me à sala do cartório da minha zona eleitoral. Lá, encontro um único funcionário numa sala com ar-condicionado. Explico para ele o caso e ele me informa que para conseguir esse documento eu tenho de entrar com uma ação na justiça comum para que um juiz me conceda um documento atestando que meu irmão é incapaz de exercer seu “direito” ao voto obrigatório. Não é incrível esse negócio de “direito”? Saí de lá convencido de que cada vez mais deixamos de ser um país e ficamos mais parecidos com um canil ou, talvez, um redil.
Antes mesmo de chegar ao tribunal eu já tinha visto a longa fila de pessoas que aguardavam para serem recadastradas “biometricamente”. Alagoas e Sergipe serão os dois únicos estados da federação em que será implantado uma novidade chamada “voto biométrico”. As pessoas que aguardavam não dispunham de acomodações mínimas. Estavam sob o sol, sem poder usar um banheiro, sem poder comprar uma água. Vi uma senhora passando mal, sendo amparada por pessoas que aguardavam na fila. De repente, a informação: o atendimento está encerrado. O povo se revolta e resolve... fechar a principal avenida da cidade.