Aí o Olavo respondeu brevemente em seu site :http://www.olavodecarvalho.org/textos/091120tanquerey.html Outro, ainda, sem medir o grotesco do que fazia, macaqueava a estrutura dialética das quaestiones disputatae medievais para discutir, com ares de Sto. Tomás na sua cátedra de Paris, esta questão transcendente: "É lícito ao filósofo usar palavras de baixo calão?" – concluindo, evidentemente, pela negativa, e deixando inculcada nos seus devotos discípulos imaginários a impressão enganosa de que o filósofo referido usara aquelas palavras em demonstrações filosóficas, como substitutivos da argumentação racional, e não apenas num programa informal de rádio destinado a responder e-mails e comentar, por alto, as notícias da semana..
E depois no http://contraimpugnantes.blogspot.com/2010/01/o-dile…ernardo.html o Sidney enfim soltou a sua tréplica velada, quase como uma longa nota de rodapé
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. (...) Por tudo isso, quando vejo católicos unidos ou (o que é pior!) teleguiados por pseudopensadores liberais que lhes querem convencer de que a resolução da caótica situação do mundo atual se dará pela ação política ou pela cultura — desvinculada da sombra benévola e beatificante do Evangelho, com os seus preceitos e conselhos —, sinto um misto de pena e raiva. Pena dos que aderem a tais encantadores de serpente, verdadeiros proxenetas filosóficos, por ignorância quase invencível; raiva dos que o fazem conhecendo o suficiente da doutrina e da história esplendorosa da Igreja para saber que tais associações com esses liberais, em mil atividades, implicam grave pecado contra o Espírito Santo, pecado crescentemente difundido a jovens que são cooptados para grupos leigos cuja catolicidade é orientada, primordialmente, para o seu próprio crescimento no mundo.
(...)Platão, por exemplo, nos ensinara com o seu método alegórico e dialético que a sabedoria não anda pari passu com as turbulências mundanas, pois o filósofo, o amigo da sabedoria, é um contemplador dos espetáculos olímpicos. Alguém que dá um passo atrás para não se envolver de todo na azáfama, no burburinho, no açodamento tão típicos das pessoas mundanas, e tão contaminador das almas.
. (...) A deformação intelectual e moral que impede formalmente a humana adesão às verdades de fé é hoje alimentada por filósofos liberais (muito piores, em certo sentido, do que Kant, Voltaire, Nietzsche, etc.), que, opinando sobre as coisas da Igreja, mesclam algumas verdades colaterais com erros e mentiras tão grosseiros, que os pobres que acreditam em sua ladainha com ares de alta filosofia acabam com as almas mutiladas, incapacitados para dizer “sim” à Verdade revelada. Religião, Política e Moral , na visão desses liberais, são compartimentos estanques da vida humana, na exata medida em que são para eles uma “conquista” das consciências individuais autônomas, expressão para lá de equívoca com a qual incutem o non serviam na alma dos seus míseros seguidores e alunos.
Há um vínculo da causalidade psicológica que une dois fenômenos: orgulho e irreligião. Tal vínculo é mais facilmente perceptível nos homens dedicados ao estudo da filosofia, mesmo quando posam de cristãos. Por trás de sua heterodoxia — com aparência de ortodoxia — há uma gota da baba de Caim.
Enfim, houve outras cutucadas entre ambos que já não lembro.
Recentemente o Olavo até chegou a citar num artigo o "aristotélico-tomismo sem Aristóteles nem Tomás" como uma das correntes de "filosofias prontas" das redes sociais atuais. Creio que tenha sido uma alusão a essa richa em particular.
Repetindo o que eu comentei no facebook, achei a resposta do Olavo proporcional à presepada do Sidney Silveira, que se prendeu num comentário completamente passageiro para fazer uma dissecação absolutamente gratuita de um espantalho.
Como podemos ver, esse é mais um capítulo da sua birra com o terrivelmente herético Olavo de Carvalho.
Esses tomistas de manual são muito xaropes quando querem.
Esses caras adoram criticar. Um professor de Filosofia católico consegue reunir 3.000 alunos num curso de alto nível, e aí vem esses zés-ruelas encherem o saco. Querendo dar pitaco onde não foram chamados.