Por que eles matam?
O assassinato em massa certamente não foi inventado em 1966, com o massacre na torre - quando Charles Whitman, um estudante do campus de Austin da Universidade do Texas, subiu em uma torre de 27 andares e matou 14 pessoas e feriu 31 antes de ser morto a tiros pela polícia. Mas o ano de 1966 marcou uma virada dramática.
Depois do massacre de Austin, o número de incidentes começou a aumentar. Os assassinatos em massa (especialmente a tiros) tornaram-se cada vez mais comuns e o saldo de mortos também começou a crescer. Sete dos oito maiores assassinatos em massa da história dos EUA ocorreram nos últimos 25 anos.
A chacina de segunda-feira pode ter sido a pior, mas foi apenas um dos cerca de 20 massacres a tiros que ocorrem a cada ano nos EUA ( um subgrupo das duas dúzias de assassinatos em massa). Um assassinato em massa é definido quando quatro ou mais pessoas são mortas no mesmo episódio. Os assassinatos em série, por sua vez, ocorrem num longo período de tempo.
Qual a causa do aumento? É possível que o homem tenha simplesmente se tornado mais perverso e sanguinário depois de 1966? É claro que não. Mas ocorreram várias mudanças que tornaram esses incidentes mais comuns. Uma delas é a mudança da potência dos armamentos. Antes de 1966, as melhores armas disponíveis eram pistolas, carabinas e talvez uma espingarda. Hoje, é bem fácil o acesso a armas semi-automáticas.
Mas também ocorreram mudanças sociais que aumentaram a incidência do assassinato em massa. Estudando o tema ao longo de 25 anos, meu colega Jack Levin e eu identificamos cinco fatores presentes em praticamente todos os casos.
Primeiro, os perpetradores têm um longo histórico de frustração e fracasso e uma capacidade reduzida de enfrentar as decepções da vida.
Segundo, eles culpam fatores externos, frequentemente reclamando que os outros não lhes deram uma chance. Às vezes eles argumentam que seu grupo étnico, racial ou gênero não está recebendo as mesmas oportunidades que outros.
O assassinato em massa certamente não foi inventado em 1966, com o massacre na torre - quando Charles Whitman, um estudante do campus de Austin da Universidade do Texas, subiu em uma torre de 27 andares e matou 14 pessoas e feriu 31 antes de ser morto a tiros pela polícia. Mas o ano de 1966 marcou uma virada dramática.
Depois do massacre de Austin, o número de incidentes começou a aumentar. Os assassinatos em massa (especialmente a tiros) tornaram-se cada vez mais comuns e o saldo de mortos também começou a crescer. Sete dos oito maiores assassinatos em massa da história dos EUA ocorreram nos últimos 25 anos.
A chacina de segunda-feira pode ter sido a pior, mas foi apenas um dos cerca de 20 massacres a tiros que ocorrem a cada ano nos EUA ( um subgrupo das duas dúzias de assassinatos em massa). Um assassinato em massa é definido quando quatro ou mais pessoas são mortas no mesmo episódio. Os assassinatos em série, por sua vez, ocorrem num longo período de tempo.
Qual a causa do aumento? É possível que o homem tenha simplesmente se tornado mais perverso e sanguinário depois de 1966? É claro que não. Mas ocorreram várias mudanças que tornaram esses incidentes mais comuns. Uma delas é a mudança da potência dos armamentos. Antes de 1966, as melhores armas disponíveis eram pistolas, carabinas e talvez uma espingarda. Hoje, é bem fácil o acesso a armas semi-automáticas.
Mas também ocorreram mudanças sociais que aumentaram a incidência do assassinato em massa. Estudando o tema ao longo de 25 anos, meu colega Jack Levin e eu identificamos cinco fatores presentes em praticamente todos os casos.
Primeiro, os perpetradores têm um longo histórico de frustração e fracasso e uma capacidade reduzida de enfrentar as decepções da vida.
Segundo, eles culpam fatores externos, frequentemente reclamando que os outros não lhes deram uma chance. Às vezes eles argumentam que seu grupo étnico, racial ou gênero não está recebendo as mesmas oportunidades que outros.