Um tal de Marcelo Salles pergunta retoricamente na Carta Maior, embaixo de um banner da Petrobras (ou seja, em cima do seu dinheiro): por que não chamar o terrorista norueguês de “ultracapitalista”? Sua resposta também retórica é justificada com a afirmação de que a revista Veja o chama de “ultranacionalista”. Minha resposta nada retórica o lembra que, afinal, sendo ultranacionalista, não pode ser ultracapitalista, que é um modelo inapelavelmente globalizado.
O tal Salles também reclama das “variantes usadas no restante das corporações de mídia (atirador, terrorista, extremista e outros tantos, que confundem muito mais do que explicam)”. Estranho que uma palavra como “atirador” confunda mais do que explique: ele não atirou? Ou foi na pedrada? Na estilingada? E não é “terrorista”? Aliás, não estava a esquerda reclamando ontem mesmo que “a mídia” supostamente não o teria chamado de terrorista?
Quem nos lembra disso é o próprio tal Salles: “São confiáveis esses veículos de comunicação que imediatamente após o tiroteio apontavam o dedo para um providencial ‘extremista islâmico’? — versão que, aliás, não resistiu a 24 horas.” – quer dizer que, ao constatar que o rapaz não é muçulmano (e foi a polícia que o constatou, não a “mídia”), ele imediatamente também deixa de ser terrorista – rótulo “que confunde”? E eu achava que a Carta Maior seria o último lugar onde veríamos preconceito com muçulmanos…
Há uma explicação aqui: a esquerda reclamou, durante essas supracitadas 24 horas, que “a mídia” não o chamou de terrorista, mas se fosse islâmico, com certeza o teriam chamado desta forma. O problema é que… bem, a imprensa o chamou sim de terrorista, e bem rapidamente. Com a palavra se alastrando, foi melhor fingir então que denominá-lo assim é que é problemático. E que “confunde”. O que se “esquece” é que, se ele fosse de esquerda, ganharia o risco de estampar camisetas de universitários por aí.
O tal Salles também reclama das “variantes usadas no restante das corporações de mídia (atirador, terrorista, extremista e outros tantos, que confundem muito mais do que explicam)”. Estranho que uma palavra como “atirador” confunda mais do que explique: ele não atirou? Ou foi na pedrada? Na estilingada? E não é “terrorista”? Aliás, não estava a esquerda reclamando ontem mesmo que “a mídia” supostamente não o teria chamado de terrorista?
Quem nos lembra disso é o próprio tal Salles: “São confiáveis esses veículos de comunicação que imediatamente após o tiroteio apontavam o dedo para um providencial ‘extremista islâmico’? — versão que, aliás, não resistiu a 24 horas.” – quer dizer que, ao constatar que o rapaz não é muçulmano (e foi a polícia que o constatou, não a “mídia”), ele imediatamente também deixa de ser terrorista – rótulo “que confunde”? E eu achava que a Carta Maior seria o último lugar onde veríamos preconceito com muçulmanos…
Há uma explicação aqui: a esquerda reclamou, durante essas supracitadas 24 horas, que “a mídia” não o chamou de terrorista, mas se fosse islâmico, com certeza o teriam chamado desta forma. O problema é que… bem, a imprensa o chamou sim de terrorista, e bem rapidamente. Com a palavra se alastrando, foi melhor fingir então que denominá-lo assim é que é problemático. E que “confunde”. O que se “esquece” é que, se ele fosse de esquerda, ganharia o risco de estampar camisetas de universitários por aí.