De acordo, por isso minha sugestão é que fique aqui, mas replique-se lá.
Como já dito aqui na comunidade, as campanhas, enquanto vivas, podem ter um tópico próprio.
No entanto, sem uma cópia lá, perde-se por pulverização.
Bom senso é tudo.
Quote (Tiago... ,volta e meia em, 17:03 (1 minuto atrás))
Segundo o economista Steven Levitt a queda no número de homicídios nos EUA a partir dos anos 90 tem como principal causa a legalização do aborto nos anos 70.
Se houvesse legalização do aborto, muitas jovens irresponsáveis deixariam de ter filhos e certamente teríamos muito menos pivetinhos roubando carteira na rua, cheirando cola ou na vida do crime.
Aborto é um direito individual, antes de tudo.
[url]/Community?cmm=90840394[/url]
Há VÁRIOS motivos para a queda de homícidios nos EUA. esse do aborto causa controvérsias.
Não apenas o aborto. Aliás tem um tópico discutindo sobre isso na comunidade de História.
É o direito individual de pelo menos aqui não ter que ler merda. Stalistisna é quem acha que tudo pertence a todas as pessoas, até uma comunidade do Orkut.
Quanto ao conteúdo do debate, os adversários do aborto alegam que o feto é um ser humano, que matá-lo é crime de homicídio. Os partidários alegam que o feto é apenas um pedaço de carne, uma parte do corpo da mãe, que deve ter o direito de extirpá-lo à vontade. No presente score da disputa, nenhum dos lados conseguiu ainda persuadir o outro. Nem é razoável esperar que o consiga, pois, não havendo na presente civilização o menor consenso quanto ao que é ou não é a natureza humana, não existem premissas comuns que possam fundamentar um desempate.
Mas o empate mesmo acaba por transfigurar toda a discussão: diante dele, passamos de uma disputa ético-metafísica, insolúvel nas presentes condições da cultura ocidental, a uma simples equação matemática cuja resolução deve, em princípio, ser idêntica e igualmente probante para todos os seres capazes de compreendê-la. Essa equação formula-se assim: se há 50% de probabilidades de que o feto seja humano e 50% de probabilidades de que não o seja, apostar nesta última hipótese é, literalmente, optar por um ato que tem 50% de probabilidades de ser um homicídio.
Claro que é eugenia, pois estão eliminando seres humanos indesejados. Nem toda criança, a princípio, indesejada vai se tornar rejeitada, isso é uma visão generalista e sem fundamento. Depois falam que esquerdismo não tem ligação com nazismo...
Engraçado que dizem que a decisão de abortar é única e exclusivamente da mulher, mas e o pai da criança? Vai ter que aceitar ver seu filho ser assassinado, mesmo não querendo?
Estou confirmando que ele é esquerdista, assim como outros membros já o fizeram.
Se ser esquerdista é um impedimento para entrar na comunidade, que se faça a retaliação necessária. Se não for, tudo bem que ele fique, mas ele é e isto é inegável.
E não o taxe de liberal, isto é ofensa para ele que é socialista e para mim que sou liberal.
Esquerdistas adoram um Estado babá, que se meta em todos os setores, mas quando é pro Estado proteger a vida, dizem que o Estado não deve se meter. Esquerdistas tem QI de ameba.
Esse argumento do Freakonomics é simplesmente ridículo! Mesmo desconsiderando todas as críticas do artigo citado pelo Cardini, a coisa não se sustenta.
O erro maior do argumento -- muito mais grave do que todos os outros citados no artigo mencionado -- é o seguinte: desconsiderar que o próprio aborto é assassinato.
Exemplificando: suponha que realmente tenha havido 45 milhões de abortos desde Roe vs. Wade. Suponha também que o número de homicídios tenha diminuído, em termos absolutos, em 10 mil por ano (um enorme exagero). Qual é o saldo?
O número de homicídios, desde a legalização dos abortos, aumentou em quase 45 milhões!
O que o Freakonomics faz? Joga os 45 milhões de abortos pra debaixo do tapete, como se não fossem nada, e, através de argumentos falaciosos, diz que a "diminuição" (manipulada) do total de crimes se deveu à legalização do aborto!
"os liberais e neo-liberais são os que mais defendem as teses desse livro, até já li o Rodrigo Constantino elogiando essa tese sobre o aborto do Freakonomics." Só os imbecis que não conhecem teoria dos contratos. Até o blog do Instituto Ludwig von Mises já publicou artigo anti-abortista e explicando detalhadamente que aborto NÃO É uma questão de liberdade, do mesmo modo que escravidão não é uma questão de liberdade econômica.
"- Eu sou sim um liberal de esquerda, qual problema nisso? É proibido ser liberal de esquerda? Estou fazendo alguma colocação em tom de trollagem?" Olavo de Carvalho é conservador, eu sou um liberal clássico. É de se esperar que uma comunidade dele tenha algum campo limitativo de ideologia a ser debatida aqui, e portanto, dificilmente um comunista ou anarco-sindicalista vai produzir qualquer coisa útil aqui. Se for uma restrição da comunidade a entrada de liberais de esquerda, você provavelmente não pode estar aqui.
Pro Inferno o que o Freakonomics diz sobre o aborto. Aborto não é questão de Economia, é questão de direitos humanos, de ética. Vcs consideram a opinião do The Economist sobre sexualidade ou da ICAR sobre ações na bolsa?
A vida não deve ser submetida ao utilitarismo e progressismo porco!
"- Meu querido, é liberdade individual." Liberdade é o segundo mandamento liberal, logo depois da VIDA.
"A principal bandeira do liberalismo é a liberdade individual antes de tudo." Só se for na bostinha do liberalismo esquerdista, que nada mais é do que anarquismo com propriedade privada: esquerda dinheirista, e só. Liberalismo clássico é bem claro neste ponto: VIDA, liberdade e propriedade. A ordem não é mera coincidência, é a ordem de importância.
"Escravismo fere a liberdade de terceiros. Aborto não fere a liberdade terceiros porque o feto depende exclusivamente de um ser para se desenvolver, que é mãe, e portanto deve ser um direito dela ter o filho ou não." Lógica escrota do caralho. Desde quando o fato de um ser depender de outro dá ao outro o direito de matá-lo? Hein? Desde a escravatura, só se for. E não é direito de "ter o filho", o filho já "tem", ele está lá na barriga: é uma decisão unilateral de acabar com a vida de um TERCEIRO que nem sequer tem a capacidade de opinar.
"- Filho deve ser um direito e não uma obrigação." E tu te diz liberal? Filho não é direito, fuder não é direito e ter carro não é direito. Direito é: vida, liberdade e propriedade. O filho tem direito à vida, ponto final, fim de papo, não tem o que discutir: a vida dele está acima da liberdade dos pais.
"Se o Estado proíbe o aborto, e vocês apoiam, logo vocês são a favor da tirania estatal." Inversão de ato por ator? Se quem proíbe o aborto é o papa, o Karl Marx ou o Bill Gates não faz diferença: aborto é interrupção de uma vida, é ASSASSINATO.
"- O único que obrigou pessoas a terem filhos foi um comunista chamado Nicolae Ceaușescu, presidente da Romênia." Ninguém é obrigado a ter filhos. Quem não quiser que use camisinha e NÃO ENGRAVIDE. Depois que o filho está feito, não há qualquer justificativa para matá-lo. Não existe Ctrl+z em reprodução, meu caro. Para evitar um filho feito, só matando-o.
"- Parabéns você é favor que o Estado intervenha na decisões individuais. Você é sim a favor da tirania estatal, e nem um pouco diferente do Nicolae." Se Nicolae impôs uma lei que proíbe o aborto, pelo menos tem uma luz no currículo dele. Sabe quem praticava aborto em larga escala? Adolf Hitler.
E sim, sou a favor do Estado intervir no que lhe compete: impedir CRIMES.
Malvadão por malvadão ainda fico com o Nicolae.
"- Ser obrigado a ter filho afeta a liberdade inclusive de quem vai nascer que é a criança, que vai viver num péssimo ambiente, sem planejamento familiar, indesejada, vai ter uma péssima educação, provavelmente vai entrar pra vida do crime, enfim, vai provocar muito mais danos do que simplesmente obrigar uma adolescente a ter filhos." Este argumento eu já conheço e chamo de "Minority Report", que é a incriminação prévia de alguém que não nasceu por crimes que ela não cometeu e desgraças da qual não fez parte... porque tudo isto foi apenas uma especulação sobre um FUTURO HIPOTÉTICO e caótico. Quem é que é o porta-voz do futuro mesmo? Ah, deixa eu ver... os revolucionários!
"- Quem é liberal deveria ser obrigado a respeitar a decisão de uma pessoa." Não se a decisão da pessoa for matar outra pessoa.
"O texto diz basicamente que quem não viver bem é melhor não nascer." A vida não começa no nascimento.
Adotar a liberdade como fim supremo tem consequências. O feto, que tem vida mas não tem liberdade, e que reduz a liberdade da mãe, é descartado como lixo sem valor.
O mesmo tende a acontecer com dementes, aleijados e moribundos. Há histórias horríveis sobre os hospitais e asilos do "primeiro" mundo.
"- Se o Estado permitir o aborto ele pode ainda salvar muitas pessoas. Quem supostamente quer fazer o aborto é a mãe e não o Estado. É ela quem vai gerar uma criança, sofrer com 9 meses de gestação e ainda depois terá que criar e educar." Claro, é matando que se salva vidas, Mao Zedong já dizia.
"- O próprio Bolsonaro disse que o aborto deve ser uma escolha do casal. Alguém aqui concorda com o Bolsonaro?" De boa, Tiago, a escrotice dos teus argumentos beira o ridículo. Desde quando o Bolsonaro é alguma autoridade em ideologias conservadoras? Ahpaputaquepariu...
Meu querido, é liberdade individual. A principal bandeira do liberalismo é a liberdade individual antes de tudo.
Liberdade individual é a liberdade que um indivíduo tem para tomar decisões que não ultrapassem a esfera de sua vida. Por isto se chama individual. A palavra "indivíduo" refere-se a algo que não pode ser dividido, que é indiviso. Pode-se dizer que a decisão do aborto é unilateral, não "individual", porque a decisão de abortar parte de uma pessoa para recair em outra, absolutamente distinta.
Se uma escolha transcende em suas consequências a esfera do indivíduo que a tomou, para atingir outro, a escolha é tudo menos "individual". O aborto é uma decisão que a mãe toma, mas quem sofre as consequências é um terceiro que não pôde ter qualquer ingerência na decisão materna. Portanto, a "liberdade individual" não pode ser em hipótese nenhuma um argumento pró-aborto, porque de "individual" ela não tem nada.
Sou contra. É uma fatalidade? É. Mas isso não justifica matar alguém que não tem nada a ver com o crime em si, é apenas consequência dele. O bebê é na história tão inocente quanto a mãe foi com relação ao estupro. Logo, abortar é uma decisão unilateral de atender a um desejo próprio passando por cima do direito à vida do outro... exatamente como o estupro!
Eu acho que em caso de gravidez resultante de estupro, já que a vítima não pode abortar, o Estado deve dar todo aparato psicológico e toda assistência pré-natal para ela não abortar porque, além de trauma do estupro, ela vai ter que carregar por 9 meses o filho do estuprador na barriga, passar por todos aqueles transtornos da gravidez, ver seu corpo mudar, passar pelas dores do parto e isso não é fácil. Além disso, imaginem pessoas próximas perguntando a ela: "quantos meses ta teu "filhinho"?", "e o pai?"
"Eu acho que em caso de gravidez resultante de estupro, já que a vítima não pode abortar, o Estado deve dar todo aparato psicológico e toda assistência pré-natal para ela não abortar[..]" Entendo sua posição, e concordo que esta mãe precisa de um apoio psicológico especial.
"porque, além de trauma do estupro, ela vai ter que carregar por 9 meses o filho do estuprador na barriga," Filho do estuprador? O bebê tem metade da carga genética do pai e metade da mãe, por assim dizer... ele é "50% estuprador" e "50% vítima"? Não. Um filho não herda uma mácula moral ou um crime que o pai ou a mãe cometeram: é um indivíduo novo, inocente e que não pode ser punido.
"passar por todos aqueles transtornos da gravidez, ver seu corpo mudar, passar pelas dores do parto e isso não é fácil. Além disso, imaginem pessoas próximas perguntando a ela: "quantos meses ta teu "filhinho"?", "e o pai?"" Traumas existem na vida humana desde que ela surgiu e vão continuar existindo. Todos tem traumas. Seja por ser pobre, por ser órfão, por ser aleijado, por ser feio, por ser gordo, etc... é uma tragédia, obviamente, mas punir um inocente pelo ato de um criminoso não é nem um pouquinho sensato e nem sequer racional.