Carta em resposta ao portal ÚLTIMO SEGUNDO (notícias da iG) sobre a matéria "Extrema direita universitária se alia a skinheads"
Por Celso Zenaro
27/09/2011
O jornalista Ricardo Galhardo nos abordou expressando a intenção de escrever uma matéria sobre a UCC que apresentasse ao público nossas atividades, objetivos e bases ideológicas. Tal interesse foi despertado após o primeiro contato realizado na Contra-Marcha da Maconha, promovida pela UCC em aliança com outras duas organizações. Ao contrário do que o caráter panfletário da reportagem evidencia – a começar pelo seu título eivado de um sensacionalismo característico de jornalismo policial de bairro – o jornalista transpareceu alguma seriedade, sobretudo ao afirmar que uma de suas expectativas era justamente a de desconstruir alguns mitos relacionados a tais organizações e de que o interesse específico pela União Conservadora Cristã era fundamentada no fato de se tratar de uma organização universitária, algo que nos distinguia solenemente.
A entrevista perdurou por quase três horas e se dividiu entre perguntas seguidas de respostas formais e digressões sobre assuntos diversos, com o repórter relatando algumas de suas experiências que inclusive endossavam algumas das declarações do entrevistado. Ao ler a matéria publicada, a conclusão mais óbvia que se anunciou é a de que o jornalista premeditou sorrateiramente o seu conteúdo antes mesmo de executar a entrevista. Tudo o que lá se escreve tenta legitimar o histriônico título “Extrema-Direita Universitária Se Alia a Skinheads”. A técnica difamatória utilizada pelo militante travestido de jornalista foi a de recortar frases soltas – que separadas do contexto em que foram proferidas e do raciocínio que as precedeu estão sujeitas as mais levianas interpretações –, projetar sobre o entrevistado algumas de suas crenças particulares acerca de sua organização e reproduzir alguns de seus comentários secundários e acessórios como se fossem argumentos capitais capazes de impugnar determinadas acusações.
Segue meus esclarecimentos a cada uma das questões distorcidas e manipuladas pelo jornalista:
“Estamos aqui para batalhar tanto intelectualmente quanto fisicamente”
Tal frase foi dita quando eu descrevia o panorama do movimento estudantil. É de conhecimento comum que as ações políticas na universidade são monopolizadas pela esquerda e que qualquer ameaça de oposição, por mais modesta que se apresente, é por ela prontamente rechaçada sem o menor escrúpulo de recorrer a expedientes de violência se assim julgarem necessário. Portanto, a citada disposição para a batalha física adquire um significação de que, diferentemente de outros grupos, não nos deixaremos intimidar por palavras de ordem ou investidas de agressão. O jornalista, mesmo sabendo perfeitamente do que eu estava falando, recortou essa frase e a enquadrou a seu bel prazer de modo a identificá-la com uma veneração pela violência, possivelmente confirmada por nossa fictícia “aliança com skinheads”.
“O que precisamos é de homens dispostos a morrer por seus valores”
Mais uma vez o jornalista promoveu um arranjo para encaixar uma frase em uma lógica imaginária e difamatória, sugerindo que expressaria novamente uma admiração pela violência de grupos extremistas. A referida foi dita quando explicava o que sobrepõe o conservador cristão a pseudo-direita brasileira, ou, como o jornalista gostava de classificá-la, “direita coxinha”. Neste caso, um autêntico cristão estaria disposto a morrer se fosse perseguido por suas posturas, eis a firmeza de convicções que faltaria à oposição política brasileira. O jornalista adora rotular os outros de intolerante, porém não tolera a hipótese de escrever a verdade.
“Essa postura de combate me inspira muito. Uma inteligência que não está disposta ao combate é uma inteligência vazia”
Outra frase recortada para nos associar a entidades existentes e hiperbolizadas no discurso da mídia esquerdista.Criticava nesse trecho a proliferação de movimentos conservadores que agem restritos à internet e elogiava aqueles que apresentam a hombridade de sair às ruas e não me referia a nenhuma gangue ou tribo urbana. Todas as organizações que ousam militar por valores conservadores têm pleno conhecimento de que serão boicotadas ou satirizadas pela imprensa – tomemos como exemplo a grande mobilização contra a PL 122 ocorrida em Brasília -, nessa conjuntura, a postura de combate é sim uma virtude louvável.
O Integralismo (atualmente representado pela FIB) e o IPCO jamais foram citados como referências teóricas e doutrinárias. O que foi afirmado é que são organizações com as quais estamos dispostos a dialogar e propor ações conjuntas contra problemas concretos. Ademais, o jornalista demonstra uma ignorância brutal e safadeza descomunal ao etiquetar o Integralismo como uma versão nacional do nazismo. A respeito do filósofo Olavo de Carvalho, o mesmo sequer ouviu falar da nossa organização (pelo menos não até a publicação da matéria). Nossa relação com ele se reduz à leitura de sua obra e admiração por sua coragem e vida consagrada aos estudos.
As duas formas de nos associar ao PSDB expressaram claramente a má-fé do jornalista.
Em primeiro lugar, quando mencionei de passagem nossa conversa com a juventude do PSDB discorria sobre a história em movimentos políticos dos membros fundadores e aludia a um episódio que ocorrera quando a UCC sequer existia, de modo a frisar como e porque percebemos que não poderíamos participar de grupos já existentes, uma vez que tínhamos posicionamentos inflexíveis quanto a determinadas questões. Ou seja, um comentário sem qualquer importância para o objetivo da matéria conforme o declarado pelo jornalista, mas que ele selecionou com o intento de explorar o estereótipo da “classe média tucana” tão familiar ao vocabulário petista.
Em segundo lugar, as razões que fomentaram nosso voto por exclusão em José Serra foram simplificadas ao cúmulo do ridículo. Nossa ojeriza ao PSDB não se reduz a considerações genéricas como a frase reproduzida “Serra manteve alguns ideais de esquerda” indica. Ao justificar nosso voto em José Serra, expliquei pausadamente as relações espúrias do PT e seu protagonismo no Foro de São Paulo, uma organização com projeto de poder continental em fase adiantada de aplicação e que tem como suporte financeiro o narcotráfico coordenado pelas FARC. Isso me recordo muito bem que o jornalista anotou, mas talvez achou inconveniente reproduzir na matéria, dando preferência a frases curtas que isoladas não dizem nada. Talvez para ele tudo aquilo que estiver à direita da cumplicidade tucana com o projeto totalitário petista seja mesmo “extremismo”.
“Para os jovens da UCC, a USP é um antro comunista, nenhum partido político é suficientemente conservador, a pedofilia na Igreja é fruto da infiltração de agentes da KGB, o sexo é uma forma de idiotização da juventude, Geraldo Alckmin colocou uma mordaça gay na sociedade paulista, Fernando Henrique Cardoso foi o criador de Lula e Lula é o próprio anticristo.”
Uma mentira grosseira e duas deturpações.
1 - Quando mencionei a relação entre os casos de pedofilia na Igreja com a ação da KGB, tive o cuidado de observar repetidas vezes de que não estava afirmando categoricamente que a pedofilia só existia exclusivamente em decorrência disso. Apenas ressalvei que eram estudos realizados – citei dois livros a respeito – e vastamente ignorados pelos jornalistas.
2 - Sobre sexualidade e juventude, fui perguntado acerca da moral sexual cristã e sua aplicabilidade na vida ordinária do jovem hoje. Disse que a defesa da moral sexual não pode ser baseada na ênfase em normas fechadas mas sim abordadas de acordo com a abrangência que o assunto reclama, na qual está incluída a erotização excessiva promovida pela indústria de publicidade e entretenimento como um método de escravização psicológica da juventude. O jornalista afirmou que igualmente percebia esse problema e que compartilhava dessa preocupação por motivos de ordem familiar. Entretando, na matéria buscou caricaturar ao evocar a impressão de que acreditamos que qualquer jovem que pratique sexo é automaticamente um idiota. Se o jornalista é idiota eu não sei, mas malicioso, certamente.
3 - Não afirmei ou sugeri que Lula seja o Anticristo. Como cristão, jamais banalizaria o termo dessa forma.
Minha explanação das razões pelas quais rejeitamos o nazismo e o nacional-socialismo como um todo foi talvez a mais longa de todas. Todavia Ricardo Galhardo pretende fazer o público se convencer disso porque temos um aliado vegetariano e somos a favor de Israel. Sobre vegetarianismo e nazismo, não opus um ao outro como é subentendido pelo texto. Comentei sobre o vegetarianismo do líder da Resistência Nacionalista brevemente em uma situação descontraída, de maneira a afrontar o estereótipo do “brutamontes que quer sair dando porrada em todo mundo” que o supracitado jornalista insistia em atribuí-lo.
“A aproximação tem base na argumentação ideológica dos neoconservadores, segundo a qual é necessária uma elite intelectual que sirva de referência para a massa. 'Uma massa conservadora sem uma elite é uma massa de manobra. Não existe educação para as massas. Precisamos de uma alta cultura que sirva de referência para estas massas', disse Zanaro.”
Temos aqui a manipulação mais repugnante de todas. Quando mencionei a "massa conservadora desprovida de uma elite" me referi aos mais de 60 milhões de cristãos (entre católicos praticantes e evangélicos) e não às organizações com as quais participamos na Contra-Marcha da Maconha, como o jornalista tentou sugerir, nos tentando colocar como oportunistas instrumentalizadores das mesmas.
Vocês podem enviar e-mails para nalves,volta e meia em,ig.com , politica,volta e meia em,ig.com e rgalhardo,volta e meia em,ig.com exigindo o direito de resposta.
Frente Integralista Brasileira: resposta ao portal iG (Último Segundo)
..."Em uma das reportagens, o Integralismo foi chamado de “fascismo tupiniquim” e noutra, de “versão brasileira do nazismo”. ..." http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2011/09/frente…tml?spref=fb
Felizmente as estatísticas do blog indicam que nas últimas horas mais de 400 pessoas já acessaram a carta de resposta, e tendo como origem o portal iG. Mas, por favor, se lerem em alguma comunidade do orkut ou grupo do facebook alguém comentando da matéria da iG, divulguém a carta de resposta.
E sobre a possibilidade de entrarmos na justiça contra a iG, isso ainda está sendo estudado. Algumas coisas não são tão fáceis de fazer quanto parecem.
De fato nesse caso ta bem complicado, pois teriam que provar a intenção do jornalista em manipular as repostas de forma negativa, isso é bem subjetivo e dependeria muito da cabeça de cada juiz.
Entrei com processo hoje contra o jornal agora, ali esta bem fácil pois ja na capa consta duas belas mentiras descabidas, que a RN é uma organização Skinhead e que treinamos com arma de fogo, sendo que na fogo o cara empunha uma balestra.
Para entra com o processo foi fácil tbm, fui no Juizado Especial Civil, nem vou precisar de advogado, eu mesmo vou reunir a documentação e conduzir o processo, em menos de meia hora me orientei e agendei o processo.
Caso vá entrar com processo, recomendo que seja contra a IG, e vá num Pequenas causas (juizado especial civil) lá não precisa de advogado para processos de até 20 salários mínimos, apesar das complicações, se vc pedir isso em cestas básicas a serem doadas a comunidades pobres aumentara muito suas chances de ganhar.
Esta semana, o portal de notícias iG noticiou uma
grande calúnia sobre o Instituto Plinio Corrêa de
Oliveira.
(veja aqui)
Em matéria intitulada Skinheads usam briga
política como pano de fundo para violência, os
autores do texto publicaram que tais grupos usam
como referência para seus atos de vandalismo as
conferências do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.
“Estes jovens recebem orientação teórica. As
bases são os seminários promovidos pelo Instituto
Plínio Correia de Oliveira (criador da extinta TFP,
que defendia a Tradição, a Família e a
Propriedade)”. [Sic]
Héllio, você que conhece o trabalho do
Instituto sabe que NUNCA incitamos a violência,
muito menos o desrespeito à vida humana.
Colocar na mesma frase o grupo pseudo-
direitista e o nome do Instituto é ferir a moral e os
princípios que alicerçam nosso trabalho.
As manifestações públicas do Instituto são
ordeiras e pacíficas.
A Caravana Terra de Santa Cruz é prova disso.
Jovens estudantes renunciam suas férias para
saírem pelo Brasil de forma calma, educada e
pacífica pedindo ao povo brasileiro que apoie o
abaixo-assinado contra o PNDH-3.
Alguns amigos do Instituto perceberam que não é
possível deixar um comentário na matéria (se você
clicar no botão “comentários”, ao final da página,
verá que ele simplesmente não funciona - seria
uma censura do Portal iG?).
Mas existe outro recurso onde podemos registrar
nosso descontentamento.
No final do texto existe outro botão, o de “Corrigir”,
com o ícone de uma folha e uma caneta. Basta
clicar nele para enviar seu protesto.
Assim você poderá deixar uma nota de repúdio
sobre a publicação e com isso pressionar o Portal
iG a se retratar perante a falta de averiguação e
profissionalismo dos jornalistas que escreveram
esta matéria.
Se quiser, pode usar o texto abaixo para deixar sua
mensagem:
Caros editores,
Venho demonstrar meu profundo
descontentamento com a matéria intitulada
Skinheads usam briga política como pano de
fundo para violência. Nela os jornalistas fizeram
uma ligação mentirosa entre a violência praticada
pelos Skinheads e o Instituto Plinio Corrêa de
Oliveira. Antes de publicarem tal calúnia, que fere
o nome do Instituto, os jornalistas do iG deveriam
conhecer o trabalho e as ideias do Instituto, que
NUNCA apoiou nem incentivou ações violentas.
Pela reputação e idoneidade deste Portal de
notícias, peço que façam uma nota de
esclarecimento sobre a infeliz matéria.
Portal IG pratica jornalismo preconceituoso, mentiroso e sem averiguação dos fatos?
Os jornalistas Nara Alves e Ricardo Galhardo, do portal iG São Paulo, publicaram no site Último Segundo (26/09/11) matéria afirmando que o movimento pseudo-direitista dos Skinheads recebe orientação teórica através dos seminários promovidos pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. (veja aqui a matéria mentirosa)
Eu bem que desconfiei da reportagem com aquelas citações impactantes num texto com tendência em associar o UCC aos neonazistas. Pior que o que no texto é um tendência virou literalidade na bosta do título.
O Olavo tem toda a razão quando disse, em um T.O., que os títulos das reportagens não tem nada a ver com o conteúdo. O sujeito lê o título e fica essa primeira impressão.
Quem lê aquela porcaria de reportagem (que até poderia ser pior, reconheço) já vê o UCC aliado aos neonazista, como um grupo de extrema-direita que apóia, pelo menos moralmente, o espancamento do adversário.
Me admiro um sujeito ir trabalhar numa redação e escrever esse monte de merda. Então que ponham eu lá para selecionar os pontos importantes de uma entrevista e colocar no papel o que é relevante. Faço isso no meu mestrado, mas confesso que não sou tão incompetente (ou tendencioso) quando essa classe que vem ajudando a detonar o país.