Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Steve Jobs - Morre um dos criadores da informática

Iniciado por milton em 05/10/2011 · 108 mensagens · página 2 de 3

cr_orkut#51
"Endeusando" Steve Jobs???? Gênio?
Peraí. Deixa eu entender. Estão "endeusando" o Steve Jobs e comparando-a a Newton ou a Edison?
O cara era basicamente um criador de eletrônicos "fashion" (ou sexy como os estadunidenses costumam chamar os produtos da Apple).

O Ipod era e ainda é apenas um player de mp3, que chegou bem depois do primeiro, só que "fashion".
O Imac + Tiger OS são apenas um microcomputador pessoal e um sistema operacional, que chegaram bem depois do primeiro, só que "fashion".
O Iphone é apenas um smartphone como outro qualquer, que chegou bem depois do primeiro, só que "fashion".
O Ipad é apenas um tablet, que chegou bem depois do primeiro, só que "fashion"

Cloud é conceito antigo que os Gps já usavam.
O Itunes é um sucesso comercial mas não revolucionou nada. Era e é o paraíso dos que não manjam de informática a ponto de não saberem procuram sequer um hit no 4shared, por exemplo.
Ele comprou a Pixar e vendeu depois. Bom negociador. Não desenhou o Nemo e nem o Buzz Lightyear.

Era um homem muito criativo que sabia vender bem suas ideias a preços altos. Ou melhor, sabia fazer as pessoas comprarem seus produtos à qualquer preço.

Masssssssssssssssssssssssssss.....

- Alguém se lembra de que ele, do pessoal do Vale do Silício foi o único a nunca doar um dollar sequer a qualquer instituição de caridade?
- Ou que ele sempre estacionava em vagas para deficientes e ocupando mais de uma vaga?
- Não usava placas traseiras em sua Mercedez pra evitar multas por direção agressiva?
- Que era arrogante e de um mal humor peculiar. Não aceitava críticas e altamente egoísta ao ponto de ao saber que tinha câncer se dedicou a criar coisas com o dobro da velocidade ao invés de se dedicar à família ou a viver.

E que impacto na humanidade teve Ipods, Imacs, Iphones, Ipads?

Pobre sociedade hipócrita de consumo que chora a morte de seus "designers".

Cuidado ao "endeusar" os gênios errados.

E com todo o respeito à figura humana , descanse em paz Steve Jobs.
leonardo_2#52
Acredite ou não, mas Gracy Kelly, a Mulher Maçã - uma das “famosas” mulheres frutas -, também lamentou a morte do fundador da Apple, a quem ela chama de “Esteve” Jobs num release enviado à imprensa nesta quinta-feira (06).

Além de errar, ou melhor, abrasileirar o nome de Steve Jobs (morto na quarta-feira em decorrência de um câncer no pâncreas), a moça ainda agradece ao fato de o empresário ter a brilhante ideia de colocar uma maçã como símbolo de seu império, pois este é “o apelido dela desde a infância”.

Para Mulher Maçã, esta é uma incrível coincidência e ela se sente muito grata a “Esteve”, já que ela “surgiu na mídia” no ano da ascensão da empresa (?). Detalhe, a Apple foi criada no final da década de 1970, quando a moça, provavelmente, nem era nascida ainda. 

Agora ela, que já tem uma tatuagem com a frutinha, pretende fazer uma nova com o símbolo da empresa. Bela homenagem, ainda mais vindo de uma "pessoa pioneira", que, inclusive, vem difundindo a novíssima técnica de aumento dos seios por meio de tapas na cara...

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/…-esteve-jobs
cr_orkut#53
Tiago-Aleksander
Aqui um outro contraponto interessante:

http://translate.google.com.br/translate?sl=en&tl=pt…y%2F&act=url
hllio#54
Pensei que eu não fosse postar neste tópico, mas não resisti:

Lula: “Fiz mais que Bill Gates, Steve Jobs, esses aí”

Lula sem travas

Importantes convidados do Bank of America/Merrill Lynch, para assistir à palestra de Lula anteontem, na Casa Fasano, até se divertiram. Mas os que jamais tinham ouvido o ex-presidente falar em outros recintos sofisticados esperavam algo além do que presenciaram.

O banco americano pagou R$ 250 mil para escutar declarações como "Wall Street não gosta de mim, mas o chefe deles gosta" ou "tem que falar português em aeroporto americano, eles têm que entender o que a gente fala". Bem como a crítica, com alguma razão, sobre a farta comemoração dos americanos pela morte de Bin Laden, "coisa de mau gosto".

O conhecido jeitão do petista surpreendeu parte da plateia, onde se encontrava Thomas Montag, presidente do global banking do Bank of America. Que veio ao Brasil comemorar a autorização do BC à Merrill Lynch para se tornar banco múltiplo.

A merda inteira aqui:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,direto-d…715559,0.htm
cr_orkut#55
Tiago-Aleksander
Ele criou o computador pessoal, esse computador que você está mexendo aí. Agradeça a ele...
Ah, ele criou o mouse também, o que ajudou muito ao cidadão comum a utilizar os serviços do PC.
Não seja simplista. O fato de estarmos hoje teclando em PCS se deve muito à questões comerciais e estratégias de marketing posteriores à criação dos computadores pessoais e a internet se deve basicamente à psicose militar.
cr_orkut#56
era genio nao...
- quando se usava apenas sistemas operacionais com linha de comando (DOS, CP/M e unix) lançou um computador com interface gráfica e mouse, o macintosh.
Adaptou um conceito pre existente que nao deu em grande coisa até a IBM resolver entrar no mercado e popularizar os pcs. Não fosse isso, talvez o Mcinstosh seria ainda apenas um micro com mouse.

- quando saiu da apple foi criar a pixar, a das animações feitas em computador
Nao criou. Viu o mercado que se aproximava. Teve visao de negócios e deu moldes comerciais à esta. Foi visionário.

- ipod é só um mp3. e mesmo assim criou um sucesso, convencendo as pessoas a pagarem pela comodidade de baixarem musicas direto pela loja do itunes.
- convenceu que valia a pena ter um imac por essas conveniencias como itunes e uma interface simples e atraente e pagar bem mais caro por isso.

Quantos vendedores de seguro no dia a dia fazem o mesmo e nao sao geniais?
Ele tornou a coisa "sexy" como eles dizem. Genial isso? É possível mas nao o torna um gênio.

- o iphone é só um smartphone, só que foi lançado numa época em que smartphones visavam o mercado corporativo e mal e porcamente tinham como atrativo sincronizar conta de email.
Isso era mais por questão es estrutura externa (redes, conexões,...) do que do próprio aparelho.

o cara dobrou o mercado a sua vontade por 3 décadas e convenceu as pessoas a pagarem pelo que podiam obter de graça. isso é ser gênio.
Estamos falando do mesmo tipo de gênio? A Microsoft faz isso a mais tempo e ninguém chamo o Tio Bill de gênio. Ou é preciso que ele morra pra isso?
Aliás, no meio informático, é assumido, mesmo entre os linuxistas, que foi a M$ e sua politica "pirata" que deu o impulso da informática pessoal de hoje.

Atribui-se muita genialidade baseada em materialismo.
Impacto mesmo causaram M$ e Google.
peter#57
Concordo com a Priscila e o com o Pedro quando disseram lá em cima que o homem "criou necessidades" onde não estavam. Em boa parte foi isso.

Mas eu convivi com uma linha dos Mac, numa época em que ele se diferenciava muito dos PCs. Foi meados dos anos 90, numa empresa americana com representantes no Brasil.

O Mac era um computador mais "intuitivo", o sistema de ícones, até onde me lembro, só ele tinha.

Como o tempo, ele passou a se tornar um computador superior para trabalhar com gráficos, imagens e sons. Eu sempre tive a impressao que o Mac era mais rápido e nao travava (diferentemente do Windows).

Os Ipods, Ipad, Iphone, etc. não considero genial. A tela sensível ao toque já existia há muito tempo até em caixas de banco.

Ele foi um gênio, sim, do marketing. Fez uma geração inteira entrar em filas para adquirir produtos que duram 6 meses(por que depois vem o Iphone 5, o 6, o 7 ), criou uma grife (por que adolescente de classe média adora mostrar seu Ipod original) e fez as pessoas pensarem que "um dia ainda tem de ter um" produto destes, como eu já pensei em ter um (Macbook) uma vez.
Ao status de grife ele incluiu detalhes de design muito interessantes: fones de ouvido, teclado, caixinhas de som, e todo tipo de bugiganga.
O Macbook Air (o que eu quase comprei) atrai por isso... não é genial, mas é super fino e leve.

Enfim, a morte dele não foi uma perda pra humanidade (como alguns querem fazer pensar). A empresa perdeu um grande executivo, o mundo um ser humano execrável,
e eu não sinto a menor falta ou pesar.

E talvez compre o Macbook Air ;D
peter#58
Eu me lembro que todos meus colegas americanos naquele tempo gostavam apenas do Mac.
Era uma fixação. Todos usavam MAc no trabalho, em casa, louvavam o Mac às alturas.

Hoje nenhum deles usa o Mac, mas Notebooks comuns.
Esses fans hardcore do final dos anos 90 foi se perdendo....naquela época o Mac era muito mais caro (mais do que é hoje), mas era extremamente prezado.
Hoje, tenho a impressão que virou grife.
Nunca mais ninguém veio me dier das vantagens do Mac sobre outros computadores. Hoje é muito mais uma coisa agregada (loja de música, produtos exclusivos) do que a utilidade do produto per se.

Sinais dos tempos.
leonardo_15#59
.
O mundo hoje chora o fruto de uma gravidez indesejada – Steve Jobs, R.I.P.

Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem e não era casada; estava fazendo o doutorado, e decidiu que me ofereceria para adoção.
(Steve Jobs aos formandos de Stanford)

Faleceu ontem. No entanto, poderia ter morrido 57 anos atrás, assassinado no ventre da sua mãe que não o queria. Poderia não ter sequer nascido. E então como seria o mundo agora…?

Será que Steve Jobs nasceria no “mundo dos sonhos” dos abortistas modernos? No mundo onde as mulheres têm o “direito” de “interromper” uma gravidez indesejada? Será que, neste mundo, os “direitos sexuais e reprodutivos” delas não privariam o mundo da inteligência do fundador da Apple? Aliás, quantos “Steves” o mundo já não perdeu por conta do egoísmo assassino de algumas mães? Se os “direitos” hoje reivindicados como “humanos” estivessem em vigor em 1955, é possível que Steve Jobs não viesse ao mundo.

Hoje o mundo chora a morte daquele que nasceu de uma gravidez indesejada. Quantas lágrimas seriam derramadas se ele tivesse sido abortado? Aliás, quantos choram os que são assassinados diariamente, às escondidas, sem que ninguém saiba ou se importe? Como seria o mundo de hoje, em um Universo Paralelo onde o aborto era legal na década de 1950?

Todos deveriam poder deixar saudades. Todos deveriam ter o direito de tentar fazer do mundo um lugar melhor. Todos deveriam ter a chance de fazer os outros chorarem. Todos têm direito a luto – e não podem ser descartados como lixo hospitalar, sem que façam nada, sem que ninguém os conheça. Hoje o mundo está mais triste porque houve um gênio que partiu. Mas este gênio um dia foi uma criança indesejada que poderia não ter nascido. Que, segundo a lógica de alguns, poderia ser “interrompido”.

Não ao aborto. Quando menos, porque nunca se sabe de quem se estará privando o mundo.

Steve Jobs, R. I. P.
leonardo_15#60
eric_2#61
Julio Severo postou um negocio mto louco falando sobre Steve Jobs
milton#62
O socialista pela-saco do governo, Gilberto Dimenstein, explica porque a inovação cresce e aparece em um país que possui liberdade criativa e espírito de empreendedorismo:

Jobs: o melhor de viver nos Estados Unidos

" Steve Jobs sintetiza o que existe de melhor e mais encantador nos Estados Unidos --é algo que gostaria (e muito) de ver no Brasil. É um dos símbolos da reverência de uma nação ao espírito empreendedor e à inovação. Arriscar para inovar faz parte da alma profunda dos americanos, estimulando talentos.

Essa é uma das razões que explica por que, na lista de qualidade de ensino superior que acaba de ser divulgada, os Estados Unidos têm tantas universidades entre as melhores do mundo. O que se elogia nas universidades é menos como se ensina ou até o que se ensina, mas as inovações relevantes que produzem, mudando o mundo. Daí a importância de ir além do campus e estabelecer parcerias com governos e empresas.

Isso é o que permite que, do campus, do dormitório, comecem desenhos de empresas como Microsoft, Google ou Facebook. Ou que, em torno delas, montem-se parques tecnológicos.

Jobs nem tem ensino superior. Mas se beneficiou desse ambiente inovador, já que está localizado no Vale do Silício, impulsionado em grande parte por Stanford. "
milton#63
" Ele é o típico inovador, que fez de sua garagem (literalmente) um misto de laboratório com centro de inovações.

Tipos como ele transmitem mensagens diárias para outros jovens serem ousados, pensarem grande, arriscarem, serem empreendedores.

O melhor de viver aqui, ainda mais morando dentro do campus de Harvard, é ver de perto essa agitação permanente que, mesmo com a crise, está longe de ser abatida. "

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenst…unidos.shtml
solange#64
"" Ele é o típico inovador, que fez de sua garagem (literalmente) um misto de laboratório com centro de inovações."

Steve Jobs começou a fazer fortuna trabalhando numa garagem, mas tem ministro da dilmala recebendo uma fortuna na garagem sem trabalhar.
gabriel_2#65
/\
||
kkkkkkkkkkkk
priscila#66
Eu continuo achando de uma espantosa INGENUIDADE alguém pensar que Steve Jobs "revolucionou o mundo" - SEM que o sujeito tenha inventado NADA além de multifuncionais bonitinhos que disponibilizam invenções que não foram feitas por ele - e que, se viraram "exemplos de massificação" isto se deveu UNICA e EXCLUSIVAMENTE ao fato de serem fabricados em países que usam mão-de-obra extremamente barata, devido a um regime político opressivo e a uma economia altamente agressiva e francamente predatória.

ONDE É que o capitalismo entra NISSO, para transformar o sujeito no seu " herói", eu honestamente NÃO SEI.

Sei é que se amanhã começarem a fabricar Ferraris na CHINA e elas começarem a ser vendidas pelo mundo afora por mil pratas, vão começar a dizer que o velho Enzo "inventou a indústria automobilística".

QUALQUER coisa inventada por Jobs só despertou o interesse comercial de alguém pelo fato ÓBVIO de ser possível fabricá-las na CHINA: porque, se só fosse possível fabricá-las em um país NÃO comunista, ninguém teria a MENOR idéia de quem foi Steve Jobs, já que um MacIntosh, um iPad, um iqualquer coisa não teriam nem sido fabricados: ou só quem os teria seriam os membros de uma elite minúscula - possivelmente a mesma que possui Ferraris...

Sim, marrelógico que o mesmo comentário se aplica a praticamente TUDO o que passa por "ação de capitalistas empreendedores" - quando na verdade representa o CRESCIMENTO desmesurado de um país COMUNISTA. Ou seja, esse capitalismo que DEPENDE, para seu sucesso, da existência do comunismo - porque senão "não interessa" comercialmente - é muito debatível.

Porque DE QUEM É O SUCESSO, afinal de contas?
milton#67
Não é assim, não, Priscila.

Como você não é da área de tecnologia da informação, você provavelmente não possui perspectiva para visualizar a fundo as invenções, as mudanças, as transformações promovidas pelo Steve Jobs e o tamanho do impacto que elas provocaram.

Jobs não criou brinquedinhos multifuncionais. Jobs foi um dos responsáveis por colocar um computador na casa de cada família do mundo - tirando as ressalvas - e fazer as pessoas precisarem disso.

Ele não inventou o computador, mas ele desmistificou, simplificou, aproximou um equipamento esquisito, uma máquina bruta, para bilhões de pessoas no mundo. Ele acreditava que as pessoas precisavam daquela máquina, embora elas não soubessem, e tratou de criar um modelo genérico, fácil, acessível, bonito, para que as pessoas tomassem gosto e entusiasmo pela coisa.

Isso mudou, sim, o mundo inteiro. Mudou comportamentos, mudou estratégias empresariais, mudou gerenciamentos corporativos, mudou a forma das pessoas se relacionarem, mudou o entretenimento, o lazer, e muito mais. Mas, sobretudo, mudou para sempre as comunicações. Sem este equipamento não haveria possibilidade, nem sentido, da internet sair de dentro do Pentágono e invadir a vida de todos nós.

Mas Steve Jobs não provocou apenas estas mudanças. Aconteceram outras muito maiores. Seu "invento" deu acesso à muitas possibilidades e idéias, para milhões de pessoas, o que fez com que fossem criadas muitas novas carreiras profissionais, e portanto, universitárias. Análise de Sistemas, Desenvolvimento e Programação, Redes, Bancos de Dados, Análise de Segurança, Web Designer. O escopo de capacidades que foram geradas por estas áreas de conhecimento é gigantesco. E isso mudou TUDO. Tranportes, educação, saúde e hospitais, segurança, indústria, comércio, militarismo, informações e imprensa, robótica, sistema financeiro. Tudo em que antes havia uma pessoa, e houve a possibilidade de substituí-la por uma Máquina, operada por um Sistema, mudou. E tudo continua se modificando.
milton#68
É claro que tudo isso não é obra exclusiva do Steve Jobs. Houveram muitos outros, Bill Gates, etc. Muitos participaram. Se formos voltando vamos chegar até Blaise Pascal e John Napier. Mas Jobs foi sim um dos que deu o "start" inicial, foi um dos que "apertaram o botão", e ele é, sim, um dos "pais" da coisa.

Assim como ele "roubou" algumas idéias de outros, muitos de seus concorrentes também "roubaram" muitas de suas idéias, as aperfeiçoaram, e passaram a ganhar dinheiro com isso. O mundo capitalista é assim.

Mas Steve Jobs ainda não fez só isso. Ele fez muito mais. Ele criou "multifuncionais bonitinhos", como iPods, IMacs, iPads, iPhones, entre muitos outros brinquedinhos, os quais eu não possuo nenhum, pois ainda não vi necessidade, mas eu vejo um monte de pessoas usando, e elas gostam disso. No mundo capitalista você não precisa comprar apenas o que você precisa, você pode comprar também o que você "gosta". O mundo capitalista é assim.

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Agora, com relação ao negócio da China, é o seguinte.

Jobs sempre quis manter a fabricação de todos os componentes da Apple nos Estados Unidos. Menos por patriotismo e mais porque ele gostava de manter o controle e a qualidade de toda a linha de produção. No entanto, o produto final ficava mais caro, e isso fez os produtos da Apple perderem competitividade. Os executivos da Apple começaram a pressionar para que alguns dos componentes fossem fabricados em países asiáticos, onde eram comumente fabricados os componentes de todos os concorrentes, em que o preço de um componente às vezes chegava a um terço do valor em relação aos Estados Unidos.

Oras bolas, se a China maltrata, escraviza, humilha seus próprios cidadãos trabalhadores, isso lá é culpa do Steve Jobs, pô? Essa culpa pode ser do Karl Marx, do Valdimir Lênin, ou então do próprio povo chinês, que "aceita", resignada, essa condição sem se revoltar.
milton#69
Isso é um problema da política internacional. Esse é o problema do mercado internacional em um mundo que não é totalmente livre. Não foram o Steve Jobs ou a Apple que implantaram o comunismo na China. Então só sobram duas alternativas para as empresas: ou você segue as regras do mercado, ou você cai fora dele. Se é o próprio capitalismo que está alimentando um país comunista, o que o dono de uma empresa vai fazer? Vai falir por causa de questões ideológicas?

O mais correto seria uma política governamental global, corajosa: "Ninguém compra da China enquanto lá não ocorrerem eleições livres." Mas quem é que tem peito pra fazer isso? Talvez uma meia dúzia de Reagans e uma meia dúzia de Thatchers comandando o mundo tivessem vontade e coragem política para fazer. Não sei se este crescimento Chinês uma hora vai levar, senão à democracia, pelo menos à revoltas contra o governo, mas eu sei que o mundo vai ter que aprender a conviver com esses comunas escravizados por um tempo.

Entrentanto, estranha-me muito você vir com esse tipo de discurso de "elite minúscula que possui Ferraris"(?!?!)... Sei lá... Sei não... Deixa pra lá...

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Voltando ao assunto, com essa briga por menores preços, os executivos da Apple pressionaram tanto que Steve Jobs acabou saindo da Apple. Ele praticamente foi demitido da empresa que ele mesmo fundou.

E o que ele fez? Ficou em casa, relaxando e ostentando sua fortuna? Foi passar uma temporada na Bahia, cochilando na rede e bebendo água de côco?
leonardo_2#70
Só uma correção : quando ele saiu da Apple em 1985 ele fundou a NeXT e não a PIXAR... A PIXAR ele comprou de George Lucas em 1986..
milton#71
Não. Ele partiu para um outro projeto. Fundou a Pixar, a mais importante indústria de animação do mundo, que, de novo, revolucionou a computação gráfica, a animação, e os efeitos especiais em filmes e Tvs. A indústria que também encantou muitos adultos e crianças com filmes como Toy Story e Finding Nemo.

Jobs depois regressou à Apple, que estava combalida, mal da pernas. Nela ele criou seus brinquedinhos, e transformou a Apple hoje na empresa mais valiosa do mundo. Mas, antes, ele vendeu a Pixar para a Disney, o que o transformou no maior acionista individual da história da Disney.

No mundo atual, em que todas as invenções são propriedades de "empresas", de "conjuntos de profissionais", de "trabalhos de equipe", em que quase não há espaço para a criatividade e a inventividade pessoal, para a capacidade individual, como aquelas pessoas que conseguiram mudar o mundo sozinhas, este homem, Steve Jobs, foi sim, GENIAL.

No futuro, ninguém se lembrará de quem criou o celular, o walk-man, a internet, a fibra ótica, o Google, o Facebook, o Skype. Mas muitos se lembrarão de Steve Jobs.
leonardo_2#72
After leaving Apple, Jobs founded NeXT Computer in 1985, with $7 millionIn 1986, Jobs bought The Graphics Group (later renamed Pixar) from Lucasfilm's computer graphics division for the price of $10 million, $5 million of which was given to the company as capitalhttp://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs
milton#73
É, eu sei Leonardo, eu quis simplificar. Quando Jobs pegou a Pixar esta era uma empresa falida, abandonada, sua sede parecia um porão, segundo a história. Mas foi bom você ter mencionado.
leonardo_2#74
Blz...
priscila#75
Jobs NÃO FOI o "responsável por colocar um computador na casa de cada família", etc - por NENHUM critério!

Quem FOI responsável por isso foi a indústria que produziu os referidos, e SÓ conseguiu isso porque os componentes são feitos na China.

Como assim, "que culpa em ele, etc"? NENHUMA, quanto ao fato da China ser um país comunista, que usa o modelo que você tão acuradamente descreve: TODA, por saber perfeitamente que, se fabricado nos EUA, o produto final custaria o décuplo, no mínimo, o que INVIABILIZARIA a tal da "colocação de um em todas as casas, etc" (e obviamente inviabilizaria o monumental LUCRO) - e, DEVIDO A ISTO, ter escolhido fabricá-lo na China.

Não existe "almoço grátis" em vários sentidos, meu caro, como sabemos todos: há ESCOLHAS a ser feitas - escolhas políticas, escolhas MORAIS.

Não me venha com essa de "que culpa tem alguém da China ser o que é" - se o referido "alguém" está entupindo a China de dólares porque considera a viabilização de seu LUCRO hierarquicamente superior - e o seu objetivo de "massificar os computadores", é obtido às custas de, em última análise, enriquecer barbaramente um regime opressor que cada vez se torna mais poderoso exatamente por causa disto! Encolher os ombros e virar a cara para o outro lado dizendo que "não tem nada com isso" não é resposta, meu caro: foi assim que a China se tornou a ameaça que é.

Um camarada que eu admiro muito pelo seu grande poder de análise disse que "os atuais governantes da China provaram por a + b a compatibilidade de uma sangrenta ditadura comunista com os interesses dos grandes investidores ocidentais e vice-versa" - o nome desse camarada, meu caro, é Olavo de Carvalho. 🙂.
priscila#76
Outra coisa: a possibilidade de substituir pessoas por máquinas não é, ao contrário do que se pensa, obrigatoriamente e em todas as instâncias uma "brilhante idéia" - embora seja em alguns casos, não o é na maioria dos casos: e devido a isto não pode (ou não DEVERIA) ser considerado um paradigma, um modelo a ser seguido ou um objetivo a ser alcançado. Como facilmente perceberão os que AINDA não perceberam.

E eu não digo isto por razões de ordem social, apenas, como "criar desemprego": digo porque REALMENTE o modelo é PIOR do que o controle humano usado anteriormente - e uma máquina computadorizada é essencialmente MENOS confiável do que uma controlada por humanos: como ficou aliás patente no caso da hiper-automação dos aviões, fator que pode DERRUBÁ-LOS por impedir uma série de decisões e correspondentes ações humanas em uma série de circunstâncias imprevisíveis.

Ou seja: eu DIVIRJO e divirjo BRABO deste pensamento - porque um computador é, ao contrário do que pensa a esmagadora maioria, um device INFERIOR a um sistema cognitivo humano. Por todos os critérios válidos. Fornecerá "mais coisas" - mas NÃO "coisas melhores". E esta "diferença quantitativa" não é, evidentemente, a mesma coisa que uma "diferença qualitativa".

Ou seja, achar que um computador "melhora a vida", ou que um sistema qualquer computadorizado é obrigatoriamente melhor do que um que dependa de controle humano é, em última análise, um MONUMENTAL erro de avaliação. Talvez seja o MAIOR erro de avaliação jamais cometido na História, se alguém quer saber...

E o que REALMENTE acabará por ser o último peteleco que falta para jogar a humanidade no buracão. 😄!
milton#77
Minha cara amiga virtual Priscila, eu acho que você está confundindo algumas coisas.

Você está querendo inferir que a "massificação" dos computadores "SÓ" aconteceu porque foi utilizada mão-de-obra barata de países que exploram seus cidadãos; pelo que entendi, os comunistas.

Isso para mim é uma análise bem circunstancial, para não dizer superficial.

O fato é que a popularização do computador e da informática ACONTECERIA, certamente, com China comunista ou com China livre. O sistema político da China não importa neste ponto. Se a China fosse diferente, talvez pudesse atrasar, ou talvez adiantar estas transformações. O fato é que ainda que o sr. Karl Marx não tivesse pisado neste planeta e escrito sua teoria nefasta, e ainda que esta teoria por cargas d´água não houvesse chegado aos olhinhos puxados do oriente, e ainda que não houvesse ocorrido o que chamam de "globalização" do mundo, ainda sim um computador estaria na casa de cada família.

Quando o automóvel foi inventado, ele custava mais caro que um bom cavalo, e andava menos depressa. Seus custos com combustível, pneus, peças, engrenagens, tornavam os custos com manutenção ainda mais desanimadores. As pessoas se perguntavam: "Quem diabos vai gastar dinheiro com um troço desses?"

Quando Henry Ford criou a linha de montagem, o primeiro Model-T, em 1908, saía por 850 dólares, hoje cerca de 20 mil reais. Um montante substancial, já que a época não muitos tinham 20 mil reais no bolso para comprar o novo "advento" e ainda arcar com os custos de manutenção. Mas as pessoas gostaram da idéia de se locomover com mais facilidade, com mais privacidade, podendo carregar mais bagagem, independendo de trens, bondes, sapatos, e seguindo direto e confortavelmente para seu destino. Então elas começaram a apostar na idéia.
milton#78
Quando o último Model-T foi fabricado, em 1927, seu preço tinha caído para 290 dólares, hoje cerca de 6.800 reais. E muita gente já possuia um automóvel. Ruas e Avenidas eram construídas em todas as cidades, estradas e rodovias se multiplicaram, leis de trânsito foram criadas e, a medida que os automóveis ficavam mais rápidos, precisou-se pensar também na segurança do equipamento, e em leis para punição dos infratores.

Muitas pessoas, receosas, diziam a época: "Essa história de linha de montagem na produção da indústria vai acabar com o emprego de todo mundo". O Chaplin, que era comunista, fez até um filme em que criticava isso. Mas foi isto o que aconteceu?

Não. A oferta de empregos se manteve, em alguns picos aumentou. Precisavam de produtores de minério de ferro, aço, borracha, vidro, fabricantes de auto-peças, designers, engenheiros, mecânicos. Ford chegou até a fundar uma cidade no interior da amazônia, completamente americana, para lhe prover em borracha, a esquecida Fordlândia.
(ver aqui: http://www.google.com.br/search?q=fordl%C3%A2ndia&oe…1280&bih=617, e aqui:
http://www.travessa.com.br/FORDLANDIA_ASCENSAO_E_QUE…91dc73e68a84)
E esta invenção que, malgrado foi desacreditada no começo, se tornou um dos propulsores da elevação da economia americana.
milton#79
O automóvel se espallhou pelo mundo inteiro. Hoje é difícil alguém que não dependa, pelo menos às vezes, de um carro. E qualquer trabalhador, um tanto parcimonioso, consegue comprar para si um automóvel popular.

Tudo isto aconteceu sem um fiapo sequer de comunismo, sem escravos sinos trabalhando 16 horas por dia, sem globalização.
milton#80
Eu acompanho o Olavo. Eu sei que o Olavo disse isso sobre a China, - pelo que eu vi, no seu artigo na Zero Hora em 2001. E ele explica tudo isto bem melhor naquela palestra que ele deu na OAB de São Paulo em 2004. Toda a questão chinesa, os metacapitalistas, a NWO, etc e tal. Eu acompanho e acredito, visualizo tudo isto.

Mas como eu escrevi em um dos posts anteriores, eu penso que isso é muito mais uma questão de política global, de embates de governanças globais, de responsabilidades de países, e eleitores e cidadãos, muito mais do que uma escolha "política", "moral", pessoal.

Como eu disse, como todas as empresas estão aproveitando os recursos baratos dos comunas chineses, qualquer empresa que queira se manter no mercado SÓ tem DUAS alternativas: ou ela segue o caminho das outras, ou ela fecha as portas.

Quando você gerencia uma indústria com quinze, trinta, duzentos mil funcionários, você tem uma responsabilidade enorme nas mãos. Como é que você vai explicar para todos os integrantes da empresa que o proprietário decidiu, por questões "morais", não mais comprar dos chineses, para não encaminhar dólares para o comunismo, que financia a escravização de seres humanos do outro lado do mundo?; "por isto nossos preços, nossos custos, nossos produtos ficarão mais caros, não teremos condições de enfrentrar a concorrência, e metade de vocês vão perder o emprego. No futuro próximo a empresa vai fechar as portas e todos vocês irão para o olho da rua". ??

A única maneira de um governo combater isso, internamente, dentro de uma economia global, seria subsidiando todas as empresas que necessitem, ou colocando mais protecionismo na economia; ou seja, na prática tornando o país mais comunista.

Não são as idéias, as iniciativas, as "revoluções" tecnológicas, na indústria, no comércio, nas comunicações que devem ser combatidas. O que deve ser combatido e destruido é o comunismo.
priscila#81
😄 - Sim, possivelmente vai-se conseguir esta façanha mandando-se bilhões de dólares pra lá.😄!

Meu caro, eu repito o que você JÁ SABE: não existe almoço grátis.

Foi a GANA de conseguir maximizar o lucro tornando os produtos mais baratos, e portanto massificando a sua venda que deu ao modelo chinês a força que ele tem hoje. Foi a grana dos empresários ocidentais que alimentou, engordou e fez crescer o dragão chinês.

Eu não estou dizendo NENHUMA "novidade"- tenho até um certo constrangimento em estar aqui chovendo no molhado e dizendo o ARQUI-ÓBVIO. Eu temo parecer INSULTANTE, dizendo uma tamanha banalidade - mas me vejo OBRIGADA a isso, honestamente.

Você não "luta contra" o comunismo ao mesmo tempo entupindo um governo comunista de dólares, meu caro. Que raio de "luta"é essa? Você acha que esses metaempresários QUEREM que a China "vire os EUA", meu caro? DEIXE de ser comunista? Mas aí a SOPA acabaria, amigo: e os Steve Jobs com seus iPads, iPods, iPids, iPuds e o icacete seriam meros desconhecidos fabricando, no máximo, "ítens de luxo" para uma elite, e "o mundo" teria que continuar a viver como vivia antes, sem entregar sua graninha ao metaempresariado e sem adquirir as supramencionadas "maravilhas indispensáveis"! E evidentemente nem o metaempresariado e nem os dirigentes chineses associados têm interesse nisto, né mesmo? 😄!
priscila#82
Eu não sou nem hipócrita e muito menos "salvadora do mundo", caro amigo: não pretendo propor um boicote a produtos feitos na China, uma vez que tal coisa é, HOJE, infantil e INVIÁVEL: o MODELO, o INESCAPÁVEL modelo contra o qual NINGUÉM lutou, a não ser uma heróica meia-dúzia que o denunciou, e na qual ninguém acreditou - FOI ESTABELECIDO!

E AGORA ninguém escapa dele nem com reza braba, amigo - se me permite a expressão chula, mas enfática...

Nem eu, nem você, e nem O MUNDO vamos conseguir ESCAPAR da NWO globalista, o grande sonho marxista original, que consiste em ASSOCIAR um regime político tirânico a uma estrutura de dirigentes transnacionalistas - criando assim uma ELITE com poder astronômico, em cujo benefício as "massas" serão exploradas até o osso, e ainda AGRADECERÃO, uma vez que estarão convencidas de que tudo foi feito "para seu bem", e que elas teriam "melhorado muito" de vida... 😄.

Eu ASSISTO, meu caro: eu MERAMENTE assisto. E, evidentemente, CONFIRMO. Cada vez que vejo uma pessoa cuja vida transcorre em um completo e total atoleiro destituído das mais elementares condições toda contentinha porque "conseguiu comprar um celular de última geração" ou uma "TV de plasma", ou um "i" qualquer, meu caro, eu nem digo NADA: não há o que dizer, mesmo...

Eu me pergunto é COMO os dirigentes associados conseguiram isso, se você quer saber. Eu acho AMAZING, ÉPATANT, INACREDITÁVEL... Mas não deve ser, com certeza. Deve ser até FÁCIL, uma vez que é tão unanimemente considerado um modelo "ótimo".

Bom, enfim. É isso. Infelizmente, É MESMO ISSO. 🙂.
priscila#83
PS: Sim, como você muito bem explica, não há saída, meu caro. O mundo já VIVE segundo a Nova Ordem. O patrão não tem mesmo como "não comprar" dos chins, os funcionários estariam todos na rua, o Estado não tem que subsidiar porque se subsidiar é uma catástrofe que não interessa a ninguém, etc, etc. Sua exposição é irretocável, meu caro: eu não alteraria uma vírgula dela.

Eu só não sei é COMO você não identifica nisto que descreve tão bem a INESCAPÁVEL ARAPUCA na qual a humanidade caiu. 😄!
milton#84
Sim, eu identifico, eu percebo. Eu sei disso. Você sabe que eu sei. E você sabe que eu sei que você sabe.

Você não está parecendo insultante. Você está sendo, ou parecendo, relativamente irônica. E eu não entendi o porquê da ironia. Talvez o meu texto então esteja parecendo irônico. Ou insultante, do seu ponto de vista. De qualquer maneira você sabe que não é esta a minha intenção. E eu sei que não é a sua. Estamos debatendo.

Eu acho que, por eu ter criado o tópico, e por eu ter contestado alguns dos seus argumentos, ficou parecendo que eu sou um puta fã do Steve Jobs.

Nem. Não é nada disso. Eu não possuo nenhum um brinquedo da Apple sequer, nenhum iProduto. Nem produtos semelhantes da concorrência. Nem quero ter. No momento não preciso.

O que acontece é que, pela minha história pessoal, eu acabei por conhecer razoavelmente bem a história da informática. Eu criei o tópico para valorizar um dos seus inventores, o maior popularizador da idéia de um equipamento acessível a todos, o qual ante agora ambos estamos sentados em frente trocando informações.

Eu não sei se foi realmente visível a todos, mas eu quis verdadeiramente fazer um texto imparcial. E eu me procupei com isso. Em nenhum momento eu disse que "um computador ´melhora a vida´ das pessoas"; em qualquer momento eu disse que "um sistema qualquer computadorizado é obrigatoriamente melhor do que um que dependa de controle humano". Eu coloquei fatos. Está sendo assim e ponto. Eu nem dei a minha opinião sobre isto. Você depreendeu o que quis.

E eu acho que Steve Jobs fez o mundo mudar sim, eu acho que ele foi genial, sim. Mas com genial eu não quis dizer "bom", de bondade mesmo, de boas intenções. Genial é, simplesmente, genial. O que eu quis de verdade valorizar foi a capacidade e a força individual, a inventividade humana, a capacidade de transformação, de mudar o mundo, que uma criatura de Deus possui. O morte do Steve Jobs, sua história e suas conquistas, cai de luva para ilustrar o exemplo.
milton#85
Bom, eu criei o tópico para falar do Steve Jobs, da inventividade humana e da capacidade de transformação mundial que o ser humano possui.

Você quis, desde ali no começo do tópico, redirecionar a discussão para este tipo de assunto. O qual é até mais pertinente à comunidade, e eu, como eu fui o primeiro a debater seus argumentos, aceitei a tarefa, e provoquei seu necessário desabafo.

Olha, eu concordo contigo em tudo, Priscila. Em tudo, sem tirar também uma vírgula. Eu TAMBÉM assisto, eu também meramente observo tudo isto. Como você não vê que eu também vejo que esse tipo de consumo também faz parte da "arapuca"?

Mas, contudo, todavia... compra quem quer. O mundo capitalista sempre foi assim. Mas hoje, como bem explica o Olavo, entre outros analistas que ainda estão"acordados", o mundo capitalista, aliado ao mundo comunista, FICOU assim.

Eu vejo a "COISA". Eu vejo seu desenrolar nefasto.

Eu vejo pessoas sentindo um certo "estranhamento", uma luta interna, um certo desconforto na boca do estômago, uma certa catarse, frente a acontecimentos esquisitos, num mundo nebuloso, que lhe parece cada vez menos familiar, cada vez menos seu, e que sua ignorância não lhe consegue explicar. O horror, o horror...

Não sei se você tem esse mesmo sentimento, se você também vê essa catarse generalizada em outras pessoas.
milton#86
Eu queria ver proposições, eu queria ver soluções. Eu as procuro, mas eu não as enxergo, não as encontro. Soluções práticas, rápidas, de curto prazo, de bate-pronto. Aproveitando que todos ainda estão "em trânsito", na catarse coletiva, antes que todos se tornem robôs humanos.

Olha, uma colocação: O pior de tudo, o que f#deu tudo mesmo, foi essa porcaria desse comunismo ter permanecido na China. Justo a China. Um país com zilhões de habitantes, com zilhões de analfabetos e escravos voluntários. 1/5 da população mundial financiada com o dinheiro de todo o resto do mundo livre. Isso ainda vai dar muito pano pra manga. Se essa porcaria ficasse só em Cuba, ou país semelhante, seria muito mais fácil acabar com essa teoria, esse sentimento canceroso.

No entanto, eu ainda não consigo ser completamente pessimista. Semana retrasada eu li, no próprio site do Tea Party, um artigo tentando entender, e explicar, as manifestações em Wall Street. No artigo o Tea Party também se mostrava contrário ao atual sistema financeiro global, aos "metas", mas obviamente não apoiava as manifestações. Um ponto do artigo dizia mais o menos assim: "Não é assim, não é invadindo bairros, não é acampando em praças públicas, não é fazendo fogueiras e churrascos no meio da rua, incomodando o trânsito, o sono das outras pessoas, que vamos mudar alguma coisa. Nós (o Tea Party) vamos mudar o país. Mas nós vamos começar atraves da eleições.

O que dá conforto é que alguém, em algum lugar do mundo, tem ao menos uma idéia concreta. Tem ao menos uma proposta, uma iniciativa, um movimento organizado. E um ser humano com uma idéia, assim como mostra a história do Steve Jobs, pode fazer toda a diferença.

No mais, se tudo der errado, ainda bem que eu, verdadeiramente, acredito e confio em Deus.
rafael_18#87
"Outra coisa: a possibilidade de substituir pessoas por máquinas não é, ao contrário do que se pensa, obrigatoriamente e em todas as instâncias uma "brilhante idéia" - embora seja em alguns casos, não o é na maioria dos casos: e devido a isto não pode (ou não DEVERIA) ser considerado um paradigma, um modelo a ser seguido ou um objetivo a ser alcançado. Como facilmente perceberão os que AINDA não perceberam.

E eu não digo isto por razões de ordem social, apenas, como "criar desemprego": digo porque REALMENTE o modelo é PIOR do que o controle humano usado anteriormente - e uma máquina computadorizada é essencialmente MENOS confiável do que uma controlada por humanos: como ficou aliás patente no caso da hiper-automação dos aviões, fator que pode DERRUBÁ-LOS por impedir uma série de decisões e correspondentes ações humanas em uma série de circunstâncias imprevisíveis.

Ou seja: eu DIVIRJO e divirjo BRABO deste pensamento - porque um computador é, ao contrário do que pensa a esmagadora maioria, um device INFERIOR a um sistema cognitivo humano. Por todos os critérios válidos. Fornecerá "mais coisas" - mas NÃO "coisas melhores". E esta "diferença quantitativa" não é, evidentemente, a mesma coisa que uma "diferença qualitativa".

Ou seja, achar que um computador "melhora a vida", ou que um sistema qualquer computadorizado é obrigatoriamente melhor do que um que dependa de controle humano é, em última análise, um MONUMENTAL erro de avaliação. Talvez seja o MAIOR erro de avaliação jamais cometido na História, se alguém quer saber...

E o que REALMENTE acabará por ser o último peteleco que falta para jogar a humanidade no buracão. !"

Peço licença para criar uma nota com essa citação no meu FB, Priscila, com a devida autoria.

Você simplesmente tirou as palavras da minha boca.
luciano#88
Ele atribuía ao LSD boa pare de sua criatividade.

O artigo na Wikipedia sobre ele diz:

Jobs then traveled to India to visit Neem Karoli Baba[29] at his Kainchi Ashram with a Reed College friend (and, later, an early Apple employee), Daniel Kottke, in search of spiritual enlightenment. He came back a Buddhist with his head shaved and wearing traditional Indian clothing.[30][31] During this time, Jobs experimented with psychedelics, calling his LSD experiences "one of the two or three most important things [he had] done in [his] life".[32] He later said that people around him who did not share his countercultural roots could not fully relate to his thinking.[32]
luciano#89
Saiu no Estadão, mas não foi muito comentado:

Antes da Apple, quando trabalhava na Atari, Jobs fez uma viagem à Índia, para conhecer o guru Neem Karoli Baba. Lá, adotou o budismo como filosofia de vida. De volta à Califórnia, participou de sessões de terapia do grito no Centro Zen de Los Altos. Certa vez, disse ao jornalista John Markoff que tomar LSD foi “uma das duas ou três coisas mais importantes que fez na vida”.

O telefilme Piratas do Vale do Silício, de 1999, conta a história da criação da Apple e da Microsoft. Numa cena do início do longa-metragem, o ator Noah Wyle interpreta um jovem Steve Jobs, de cabelos compridos e barba, que, numa viagem de ácido, se imagina um maestro que rege o universo.

Jobs se considerava um artista. E exigia que a equipe de desenvolvimento da Apple produzisse arte. No documentário O triunfo dos nerds, criticou a Microsoft com argumentos que não tinham nada a ver com tecnologia: “O único problema com a Microsoft é que eles não têm gosto. Quero dizer de uma maneira ampla, no sentido de que eles não têm ideias originais e não colocam muita cultura em seus produtos.”

Depois do lançamento do documentário, meio que se desculpou: “Só acho que ele (Bill Gates) e a Microsoft são um pouco limitados. Ele seria um cara mais amplo se tivesse tomado ácido uma vez ou ido a um ashram (eremitério hindu) quando mais jovem.”

http://blogs.estadao.com.br/renato-cruz/steve-jobs-do-lsd-ao-lcd/
jacques#90
Até onde sei, Bill Gates abandonou o Curso de Direito.

E Steve Jobs?

Qual Curso? Alguém saberia dizer?

O abandono dos cânones acadêmicos em busca do arriscado sucesso comercial, na prática do desenvolvimento de sua criatividade, parece ter sido uma marca comum dos dois.

Qual seria, afinal, o Curso que Jobs abandonou, segundo o próprio, para se dedicar ao estudo de Caligrafia?

OBS: Sempre achei curiosos os sobrenomes dos dois, mesmo sendo o sobrenome Jobs adotivo:

Jobs (= 'tarefas') buscou a usabilidade (facilidade e desenvoltura no uso) e a qualidade estética de seus produtos, a começar pela interface gráfica do MacIntosh, (logo copiada pelo windows) ainda que produzindo produtos geralmente com arquitetura e portas de conectividade fechadas, abertas somente a produtos Apple, motivo pelo qual nunca os comprei, para não ficar cativo (escravo) dos produtos de uma única empresa, ainda que reconhecendo que eles são intuitivamente fáceis de usar na realização de 'tarefas';

Gates (= 'portões', muito parecido com windows = 'janelas') buscou universalizar seus produtos (softwares) de modo tal que eles pudessem funcionar não não só em IBM-PCs (Computadores Pessoais IBM, que inicialmente tinham uma arquitetura fechada, que depois foi aberta), mas também em clones dos IBM-PCs, assim viabilizando a popularização da informática pelo ganho de escala, dominando o mercado mundial de softwares.

Jobs (Criatividade, Inovação) está para Thomas Edison, assim como

Gates (Escala, Massificação) está para Henry Ford.
eduardo_24#91
'
STEVE JOBS E O EMBELEZAMENTO DO CAPITALSIMO, por Jeffrey Tucker
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1104
priscila#92
TUDO o que eu escrevo - no orkut, no facebook, no blog da Rainha Caolha - é de domínio público. Pode citar quanto quiser. Fico muito honrada. 🙂.
milton#93
O que é "Rainha Caolha"?
priscila#94
Um blogue absolutamente desatualizado, amigo. Don't even bother. 🙂.
priscila#95
Mas, a rigor, sou ... errr... EU. 😄.
milton#96
Eu gostei do nome, Mas por que Rainha Caolha?
eric_6#97
Combinado com morar em um país que incentiva as pessoas a seguir os seus sonhos e inovar.

Já aqui na terrinha...
itzak#98
aqui se motiva a fica caladinho no politicamente correto ..
priscila#99
Oh, amigo - mas por razões ÓBVIAS... 😄!

"Em terra de cego..."
priscila#100
Amigo, me dá uma certa AFLIÇÃO, digamos, ver que todo mundo "acha"que Steve Jobs representou uma monumental inovação, colocando em cima da criatura uma "carga" que não pertence a ele - ou pertence numa proporção minúscula.

Eu já confessei diversas vezes que sou meticulosa, e me aflige - REALMENTE me aflige - ver as coisas fora de uma ordem mínima.

Sem ser obcecada por organizações excessivas (eu não sou histericamente "arrumadinha", e histericamente "arrumadinhos" me parecem vagamente imbecis, Deus me perdoe), eu penso que dar crédito a quem merece o crédito é obrigatório - e MESMO quando não se consegue fazer tal coisa de forma rigorosamente CERTA, deve-se pelo menos TENTAR fazer o melhor possível.

Vejo que Steve Jobs é "creditado"como:

- Ter sido o responsável pela existência de computadores pessoais;
- Ter sido o responsável pela existência da Internet;
- Ter sido o responsável pela "massificação"ou "democratização" desses específicos implementos ou de outros associados.

E, meu caro, acontece que Steve Jobs NÃO FOI nada disso, e portanto não merece NENHUM dos três créditos que essencialmente lhe estão sendo dados!

Eu não pretendo "TIRAR" da criatura os créditos que MERECE TER: só tenho o DEVER de avisar aos incautos que nenhum dos supracitados pertence, nem de longe, a ELE!

E, a propósito, NEM a Bill Gates! 😄!

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