Olá a todos, tenho interesse sincero pelo assunto, como pesquisei tópicos com títulos relacionados e não encontrei nenhuma discussão em andamento, creio oportuno o ponta-pé inicial.
Para dar um norte a todos indico a leitura do seguinte artigo (cujo título é o mesmo que o do tópico):
Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"
ESCRITO POR LUDWIG VON MISES | 12 OUTUBRO 2011
O fato marcante da Revolução Industrial foi o de ela ter iniciado uma era de produção em massa para atender às necessidades das massas.[...] A própria essência da atividade empresarial capitalista é a de prover para o homem comum. Na qualidade de consumidor, o homem comum é o soberano que, ao comprar ou ao se abster de comprar, decide os rumos da atividade empresarial. Na economia de mercado não há outro meio de adquirir e preservar a riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem, da maneira melhor e mais barata possível.
O brilhante artigo de Mises (o mesmo cara que quebra de forma cabal a espinha dorsal da teoria marxista de interpretar o mundo ainda na década de 20) nos revela o outro lado da moeda, bem diverso de tudo aquilo que a filhadaputada doutrinam na escola para os alunos indefesos sobre o assunto.
Dediquei muito tempo da minha vida estudando esse assunto, quando estava nos primeiros anos da faculdade. (Sozinho, claro, se fosse depender da faculdade ficaria burro).
Todo o processo evolutivo do capitalismo inglês e, sobretudo, a chamada revolução industrial.
Inclusive estou a escrever uma tese sobre isso, já tem umas 300 páginas.
Quem quiser alguma indicação de livro fique a vontade.
O brilhante artigo de Mises (o mesmo cara que quebra de forma cabal a espinha dorsal da teoria marxista de interpretar o mundo ainda na década de 20) nos revela o outro lado da moeda, bem diverso de tudo aquilo que a filhadaputada doutrinam na escola para os alunos indefesos sobre o assunto.
o Eugen Böhm Bawerk fez isso primeiro, ainda no século XIX
... mas Mises também é essencial para desbaratar, humilhar e jogar na privada o lixo marxista
O desenvolvimento do capital na Inglaterra trousse um custo social enorme, sim.
Alguns irão interpretar mal, mas, Mises é que existe de mais a direita no que diz respeito à economia. Não esperes dele falas sobre os defeitos do sistema.
É uma incongruência tremenda pensar que um processo de transformação social PROFUNDA, como foi à evolução de Inglaterra, que aconteceu – mais ou menos – em um período de 100 anos (Isso a parte bruta, pois desde os Tudor os ingleses ensaiavam um levante desenvolvimentista monstruoso) não tenha trazido consigo mazelas.
Robert C. Allen ; The British Industrial Revolution in Global Perspective
Alguns mais técnicos:
Paul Bairoch; “Mitos e paradoxos da história econômica”.
Rondo Cameron; ”História econômica do mundo”.
Wrigley; Cambio, Continuidad y Azar
Douglas North; Instituciones, Cambio Cambio Institucional y desempeño Economico.
Phyllis Deane; A Revolução Indústria
Para entender desde antes da revolução industrial:
O clássico de Eli Heckscher: La época mercantilista
- Ler a história inglesa desde Eduardo VII, o primeiro Tudor
Tem mais, com certeza, mas, não devo ter anotado ou sei lá. Bons artigos de universidades inglesas etc. Se quiser é só falar que eu procuro depois e lhe falo.
Se quiser aprofundar mais os estudos em história econômica, comece lendo os clássicos, por incrível que pareça, os livros bem acessíveis, graças a Abril que publicou tudo na coleção os economistas. Ler eles, sobretudo Smith, é perceber minuto a minuto as transformações que aconteciam na Inglaterra.
Eu li um livro que refutava bonito uma das teses econômicas de Hobsbawn. A tese em que ele defendia que os europeus se desenvolveram por conta da exploração das colônias etc. (ISSO SIM É BLÁ, BLÁ, BLÁ marxista).
O problema é que não consigo me lembrar da merda do livro. Vou ver se acho e posto aqui.
An Eighteenth-Century Industrialist: Peter Stubs of Warrington
E
An Economic History of the Eighteenth Century
Li esses dois livros desse autor, não me arrependo.
Porém, esse em especial eu não conhecia, nem em inglês muito menos português. É obvio que ninguém indica o que nunca leu, mas, se eu fosse você eu comprava. Como já disse os dois livros que li dele eram muito bons.
E outra, se ele for acessível vale a pena, pois estes que eu lhe indiquei – suponho – que sejam um pouco difíceis de encontrar. Mas é assim mesmo, livros sobre a Inglaterra no Brasil já é uma coisa rara, sobre um assunto em especifico então, piorou.
Ademais, como você frisou, os livros que você indicou eu estou pesquisando e ou são caros ou não encontro.
Por hora, esse título do T. S. Ashton encontrei no Estante Virtual a preços acessíveis e, além disso, está recomendo no site do Vide Editorial, o mesmo grupo que publicou o último livro do Olavo: Maquiavel ou a Confusão Demoníaca.