Argentina quer mais Marx e menos neoliberalismo em escolas de economia
O ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, e seu vice, Roberto Feletti, defendem que as faculdades federais de economia do país modifiquem a atual grade escolar para dar "mais espaço" para as teorias do alemão Karl Marx, do inglês John Keynes e do argentino Raul Prebisch (fundador da Cepal), segundo confirmou à BBC Brasil o subsecretário de Coordenação Econômica do Ministério da Economia, Alejandro Robba.
"As faculdades argentinas hoje apresentam grades mais ortodoxas e nós apoiamos que elas sejam mais heterodoxas", disse.
"Além de Karl Marx, de Keynes e de Prebisch, o ministro apoia a maior presença de textos do professor (brasileiro) Franklin Serrano e do (polaco Michal) Kalecki, entre outros", disse.
NEOLIBERALISMO
O Ministério da Economia quer reduzir a presença de textos de economistas identificados com a década de 90 e associados, como afirmam, ao "neoliberalismo".
O ministro tem dito que "os planos de estudos de Ciências Econômicas fazem parte de um domínio neoliberal e é preciso modificá-los".
De acordo com o jornal de economia "El Cronista", de Buenos Aires, com uma grade "heterodoxa", as autoridades esperam que as faculdades estejam em sintonia com o "modelo de acumulação com inclusão social", lançado pelo ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007), antecessor de sua viúva, a atual presidente.
O jornal afirma que economistas identificados com os anos 90, como os americanos Milton Friedman e Paul Samuelson, ou afinados com as receitas do FMI (Fundo Monetário Internacional) seriam "eliminados" da grade escolar, como teria indicado o ministro numa recente palestra na Universidade de La Plata, na província de Buenos Aires.
Alejandro Robba disse que hoje Marx e Keynes são "autores marginais" na grade escolar "e isso não está certo".
Para ele, é preciso "dar maior espaço" para estes economistas que, na sua opinião, estão associados a "economia de desenvolvimento, consumo interno e maior papel do estado na condução da economia do país".
Na sua visão, menos teóricos ligados ao mercado financeiro, por exemplo, e mais vinculados a "economia interna".
Segundo Robba, a ideia de modificar a grade escolar foi apresentada inicialmente por um grupo autodenominado La Gran Makro, que reúne economistas e estudantes de economia que apoiam o perfil econômico do governo da presidente Cristina Kirchner.
"Eles defendem o maior espaço para as ideias heterodoxas nas faculdades de economia e o ministro Boudou e o vice Feletti apoiam a iniciativa", disse.
Boudou é o candidato a vice na chapa eleitoral da presidente Cristina, que disputa a reeleição no pleito do dia 23 de outubro próximo.
argentino tem quase tanta merda na cabeça quanto brasileiro...
no início do século XX a argentina era um país de primeiro mundo, com nível de renda semelhante aos países mais ricos da Europa
... e os CARAS FUDERAM ISSO TUDO, começando com com aquele FILHO DA PUTA do perón estatizando a economia toda... o resultado está aí... desde daquela época até hoje, a argentina é um país POBRE
a argentina é um perfeito exemplo de como o esquerdismo e excesso de merda na cabeça destroem um país...
Eu acredito que a tendência é todo mundo é se tornar de esquerda, por mais horrível que possa ser é isso que todos os governantes do mundo desejam indiretamente, um governo mundial sem nações e fronteiras, e o comunismo possui mais esse caráter internacional. O mundo infelizmente esta esquerdopático. A America latina infelizmente já era kkk.
Engraçado é a pobreza do imaginário brasileiro. Sempre que há uma situação onde é denunciado algum abuso por parte da classe política, seja uma acusação de corrupção, seja a criação de mais um imposto, só a título de exemplo, ouço aquela bobagem de "se fosse na argentina eles já estariam fazendo um 'panelaço' e quebrando tudo na rua, só aqui que não se protesta".
Tem que ser brasileiro mesmo pra achar que argentino é "consciente" e politicamente instruído.
Como disseram ai, um país que já foi a grande nação da América do sul e que hoje está de joelhos perante a revolução gramsciana não pode ser um país de gente "consciente".
Policiais ocupam sede de TV a cabo do grupo Clarín na Argentina
BUENOS AIRES - Agentes da Gendarmeria Nacional argentina ocuparam nesta terça-feira a sede da empresa Cablevisión, parte do grupo Clarín, em Buenos Aires. Segundo o site do "Clarín", a ocupação é resultado de uma ordem da Justiça da província Mendoza, onde a companhia não tem operações.
Ainda de acordo com o diário, a medida foi determinada em resposta a uma denúncia apresentada pelo grupo midiático Vila-Manzano, "alinhado ao kirchnerismo", com atuação nacional. O "Clarín", que faz dura oposição ao governo de Cristina Kirchner, afirma que a ação da força policial "praticamente não tem antecedentes".
O site não esclarece quais seriam as denúncias apresentadas contra a Cablevisión, mas um processo em Mendoza, iniciado por uma denúncia da empresa Supercanal, do grupo Vila-Manzano, opõe as duas organizações rivais. A ação tem como objetivo anular a fusão da Cablevisión com a companhia Multicanal. A Secretaria de Comunicação do governo emitiu uma resolução anulando a fusão.
De acordo com o "La Nacion", o grupo Clarín já havia pedido o afastamento da juíza Olga Pura de Arrabal por supostos vínculos com o Supercanal. Os filhos da magistrada trabalhariam para a empresa do grupo Vila-Manzano, e o mais velho deles é afilhado de um de seus diretores. O afastamento foi recusado pela Câmara Federal de Mendoza.
O governo de Cristina Kirchner disse ao “La Nacion” que a Gendarmeria Nacional atuou “como apoio auxiliar da Justiça”.
Revista de bolsas e 50 agentes em ação
Cerca de 50 policiais da Gendarmeria entraram na empresa acompanhados por funcionários do judiciário e por jornalistas de veículos do grupo Vila-Manzano. Um dos andares da empresa foi ocupado enquanto as autoridades exigem documentos da empresa. O jornal afirma que as bolsas das pessoas que entram no prédio estão sendo revistadas.
Em um comunicado, a Cablevisión acusou a empresa responsável pela denúncia de promover uma "manobra com o auxílio de um juiz de Mendoza para tentar intervir" na TV, em um ato "sem precedentes que se inscreve na sistemática campanha de perseguição que o governo nacional realiza contra as empresas do grupo Calrín".
A Gendarmeria Nacional é uma força é uma força vinculada ao Ministério da Segurança, com atuação nas áreas de segurança interna, defesa nacional e apoio à política externa, segundo seu site oficial.
Comunista mente tanto que acaba perdendo a noção das coisas. Grade heterodoxa? Se o imbecil quer ELIMINAR um corrente doutrinária e favorecer EXCLUSIVAMENTE a outra; impedindo, assim, que ambas coexistam e sejam estudadas e comparadas na academia, como pode haver grade curricular "heterodoxa", então?
Vai ser apenas a troca de um doutrina por outra! A mentira compulsiva, patológica desses esquerdistas faz até com que eles nem percebam a contradição explícita.
Senado argentino dá a Cristina controle sobre o papel-jornal
BUENOS AIRES - A maioria governista que domina o Senado argentino garantiu a aprovação do polêmico projeto que dá ao Estado o controle sobre o papel-jornal, declarado objeto de "interesse nacional" pela nova legislação. Após horas de discussão, a iniciativa obteve 41 votos a favor e 26 contra. Houve uma abstenção.
Na contramão de críticas de associações de jornais e empresas e das forças da oposição, o governo de Cristina Kirchner manteve o projeto - de iniciativa da Casa Rosada - que, uma vez sancionado, subordinará ao governo a única empresa produtora de papel-jornal no país. A Papel Prensa terá que operar com sua capacidade máxima e fornecer papel a todos os jornais argentinos que solicitem, a um preço fixo, estabelecido pelo Ministério da Economia.
Se descumprir as regras, a empresa enfrentará sanções que incluem até seu confisco. Hoje, a Papel Prensa — controlada por "Clarín", "La Nación" e pelo Estado — produz 170 mil toneladas de papel por ano, abaixo das 230 mil consumidas pelas empresas do setor. O "Clarín" importa 16 mil toneladas, e o "La Nación", outras 11 mil. Os jornais "El Cronista" e "Perfil", que também sã considerados adversários pelo governo, dependem quase totalmente do papel importado.
Uma lei semelhante já havia sido proposta por Cristina Kirchner similar entre 2009 e 2010. Agora, com maioria em ambas as casas do Congresso, o governo apresentou novo projeto aos deputados, considerado ainda mais negativo por representantes de meios de comunicação. A medida foi aprovada pela Câmara argentina no último dia 15, com 134 votos a favor, 92 contra e 13 abstenções.
Depois da ocupação de uma TV a cabo Clarín na terça-feira, a já desgastada relação do governo argentino com a mídia já havia ganhado um novo foco de tensão na noite de quarta, com a aprovação de novas leis contra terrorismo e crimes financeiros. O pacote despertou a atenção da oposição argentina e de veículos de comunicação, que temem o uso político da legislação.
O chefe da Unidade de Informação Financeira argentina, José Sbattella, admitiu nesta quinta-feira que o projeto aprovado no Senado de maioria governista, na noite de quarta, pode afetar a mídia. Sbatella, que já havia declarado que a medida tinha como objetivo evitar a manipulação dos mercados, afirmou que os jornais argentinos podem ser acusados de "aterrorizar a população" caso veiculem notícias que possam provocar a retirada de depósitos. O funcionário do governo evocou o passado recente argentino para justificar o endurecimento da lei.
- A lei antiterrorista não é para perseguir, é para que não volte a acontecer um golpe de mercado - disse ele à rádio La Red, segundo o jornal "La Nación". - O que está se prevenindo é que um grupo de pessoas com um grande poder econômico possa concertar uma política que esvazie as reservas ou aterrorize a população de tal maneira que a induza a retirar os depósitos, que é o que aconteceu historicamente nos golpes de mercado.
A legislação, aprovada após três horas de debate, impõe penas mais duras para qualquer crime cometido com objetivo de aterrorizar os cidadãos ou forçar autoridades a tomar determinadas medidas. Grupos de defesa dos direitos humanos temem que as expressões vagas usadas na lei deem ao governo poderes mais amplos para reprimir manifestações sociais.
Para o senador Ernesto Sanz, da oposição, a lei não ajudará a resolver crimes financeiros, mas "abre caminho para a criminalização de protestos sociais".
- Ser ambíguo e usar generalidades nos leva à perigosa estrada do uso arbitrário da autoridade - disse o senador.
Líder do governo alega que país está sob pressão dos EUA
O senador Miguel Angel Pichetto, líder do governo, reagiu às críticas alegando que o endurecimento da lei está sendo promovido sob pressão dos Estados Unidos. Segundo ele, seria o preço a ser pago pela Argentina para continuar tendo voz nas questões econômicas internacionais.
A legislação teria como objetivo alinhar o país às recomendações da Força Tarefa de Ação Financeira, estabelecida pelo G-7 para combater o terrorismo financeiro e a lavagem de dinheiro em todo o mundo. Há indícios, porém, de que leis semelhantes foram usadas por outros Estados para reprimir opositores. Segundo investigação da agência de notícias AP, 120 mil pessoas foram presas e 35 mil condenadas como terroristas nos dez anos que se seguiram ao 11 de Setembro.
Segundo Marco Antônio Villa, os petistas "enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade."
Porque as novas ditaduras psicopatosocialistas da américa-latrina querem o poder de censurar a imprensa, entre outros:
Governo argentino decreta que é crime divulgar inflação real do país
Nas ruas do comércio, um termômetro: já não se vê tanta gente com sacola de compras, o que revela um freio no consumo. Os argentinos sabem que 2012 não vai ser um ano fácil. Não só pela crise mundial, mas porque o país vem acumulando problemas que agora começam a aparecer.
O desequilíbrio fiscal – governo gastou demais – e a inflação, que o governo ainda tenta esconder, mas diminui a confiança no peso, aumenta a procura por dólar e provoca um círculo vicioso, que não se sustenta.
Como sempre, a corda arrebenta do lado mais fraco. O maior impacto de tudo isso, claro, recai sobre o consumidor. Ele tem de pagar água, luz, gás e tarifas públicas, agora sem os generosos subsídios do governo. Ainda tem de encarar a realidade dos preços nos supermercados.
O governo da Argentina diz que o litro de leite custa $ 2,5. No mercado, não se compra por menos de $ 4. O quilo do pão do governo é $ 3,70, mas não se compra por menos $ 12. Ainda sim, o governo decretou que divulgar a inflação real é crime. Por isso, a oposição se encarrega do serviço e publica os números das consultoras privadas. Oficialmente, em 2011, a inflação foi menos de 10%. No particular, ficou em quase 23%.