[url]/Main#Profile?uid=2550191970516022724[/url]:
2011
.
"A
primavera árabe foi um desastre para os serviços de inteligência dos EUA, da Grã-Bretanha e para outros serviços europeus"
.
[Michael Scheuer, chefe da unidade da CIA que perseguiu Bin Laden, entre 1996 a 1999]
.
http://www.guardian.co.uk/world/2011/aug/28/arab-spr…ster-scheuer
Ayrton, como você falou em outro tópico e pediu para continuar aqui, vou juntar os dois:
O problema não é a traição de "direitistas" europeus (até porque, questões internacionais deste tamanho estão além da questão política), mas sim de cometer um erro que já foi cometido várias vezes.
Certa vez, conversando com um judeu que serviu no exército de Israel, ele mencionou uma palestra que assistiu de um agente do Amal sobre como Israel mudou seu posicionamento quando às relações com o mundo árabe. Essa mudança foi feita depois de muitos estudos psicológicos sobre o caráter e o modus operandi dos árabes: em primeiro lugar, é preciso compreender que o árabe gosta de tirar uma casquinha de pessoas mais fracas ou que demonstram fraquezas. É uma necessidade mórbida que todo árabe tem (e isso é mais comum entre "árabes" fajutos como eu, como sírio e libaneses, que são mais siríacos do que árabes, do que entre árabes "legítimos", de Najeed e da Península), de ver uma pessoa com uma fraqueza e colocar o dedo naquilo até a pessoa explodir, surtar, sair de si. Este traço psicológico do árabe é fundamental para entender o que está acontecendo e o que vai acontecer: é como eles manipulam os ocidentais hoje. Outra coisa, que pode até ser feio falar, mas não deixa de ser verdade, é o que o árabe tem uma grande tendência à traição. Veja que líderes árabes como Gamal Abdul El Nasser foram traídos, durante a Guerra do Líbano, todos os lados se traíram e assim vai.
E é assim que os líderes da tal primavera estão agindo, tanto com seus adversários locais, membros de minorias religiosas que se fundamentavam exclusivamente no poderio militar e econômico. O erro do ocidental está em pensar que o pau que bate em Francisco não baterá em Chico. Já aconteceu no Líbano, já aconteceu no Afeganistão, está acontecendo no Iraque, vai acontecer na Argélia e na Líbia e, se Bashar Al Assad cair (que Deus não permita), vai acontecer na Síria também. E esses líderes que você citou ficaram todos com a mesma cara de bunda que os líderes do passado que não analisaram com essa profundidade que hoje analisa Israel.