Inteligência artificial é, há muito tempo, um assunto pelo qual eu me interesso. Desde que o primeiro idiota apareceu pra propor a idéia de que tal coisa seria possível, eu não desgrudei do assunto. Minha bisavó já havia me ensinado, há mais de meio século, que a inteligência era um fenômeno que consistia na ação conjunta de uma coisa chamada razão e outra coisa chamada consciência – e que as duas coisas eram diferentes e necessárias – uma relativa, e a outra absoluta (ela não explicou exatamente com essas palavras, mas eu preciso traduzir pra todo mundo poder entender).
Por isso, quando surgiu o assunto da AI, eu percebi que seria absurdo pensar que o computador poderia ter a metade absoluta do processo: só poderia ter, no máximo, a tal metade relativa. Até porque a metade absoluta, sendo absoluta, era incomensurável, indefinível, indivisível e não-localizável, pela própria natureza do absoluto.
Foi quando descobri o trabalho do físico quântico Penrose, que propunha, em seu Emperor’s New Mind uma tese parecida: a de que o processo de inteligência humano não poderia ser conseguido artificialmente, porque parte dele era não-algorítmico, ou seja, transcorria segundo um outro modelo, não analisável e portanto não-reprodutível.
Eu me interessava, desde muito mocinha, pela Física Quântica, que sempre estudei com afinco: e fiquei feliz vendo a ciência, através de um de seus respeitáveis representantes, endossar o modelo, e reconhecer o paradigma que o pensamento religioso, ou metafísico, dos filósofos gregos a Tomás de Aquino, do conselho de Nicéia aos Mu’tazilis da bisavó, já conhecia há tanto tempo! Continuo acompanhando o progresso da divulgação dessa idéia.
Por isso, quando surgiu o assunto da AI, eu percebi que seria absurdo pensar que o computador poderia ter a metade absoluta do processo: só poderia ter, no máximo, a tal metade relativa. Até porque a metade absoluta, sendo absoluta, era incomensurável, indefinível, indivisível e não-localizável, pela própria natureza do absoluto.
Foi quando descobri o trabalho do físico quântico Penrose, que propunha, em seu Emperor’s New Mind uma tese parecida: a de que o processo de inteligência humano não poderia ser conseguido artificialmente, porque parte dele era não-algorítmico, ou seja, transcorria segundo um outro modelo, não analisável e portanto não-reprodutível.
Eu me interessava, desde muito mocinha, pela Física Quântica, que sempre estudei com afinco: e fiquei feliz vendo a ciência, através de um de seus respeitáveis representantes, endossar o modelo, e reconhecer o paradigma que o pensamento religioso, ou metafísico, dos filósofos gregos a Tomás de Aquino, do conselho de Nicéia aos Mu’tazilis da bisavó, já conhecia há tanto tempo! Continuo acompanhando o progresso da divulgação dessa idéia.