Depois das grandes concentrações de 15 de Outubro - a primeira manifestação global da história da humanidade - a luta colectiva pode e deve passar à guerrilha: às acções localizadas, à revolta e desobediência civil em cada sítio onde ela faz falta, à tomada de posição de colectivos em todo o lado, desde os serviços públicos às ruas, passando pelos bancos e pelos locais de trabalho. A nossa indignação é geral e é de todos os dias.
Para dia 11.11.11 (e seguintes:) propõe-se a disseminação de acções, por exemplo:
- ocupar os serviços públicos (ver fundamentação legal abaixo)
- Lojas do Cidadão - (grupo de meia dúzia de pessoas) distribuir panfletos, apelo megafone (texto), megafone aberto, apelo aos funcionários
- Ministério das Finanças, Lisboa: exigir contas, auditoria, etc., entrar um a um e lá dentro esticar faixa (50 pessoas) (vide Congresso do Chile)
- Banco de Portugal (Anjos) - no passeio: manifestação pela nacionalização: faixas a toda a volta
- EPAL - entrar (grupo meia dúzia): contra a privatização da água; megafone (texto)
- EDP - entrar (meia dúzia). contra a privatização e os aumentos de iva; megafone (texto)
- Segurança Social - grupo meia dúzia, megafone (texto)
- IEFP - centros de emprego: grupo pequeno, megafone (texto sobre desemprego)
- transportes públicos (comboios, metro, barcos, autocarros) - intervenções breves: contra a privatização, distribuição de panfletos, megafone aberto
- Palácio da Ajuda (Cultura): cá fora: manifestação; palavras de ordem; contra o secretário de estado que acha que há excesso de oferta cultural; megafone (texto contra a privatização da RTP1, da Cinemateca, etc.)
- escolas: manifestações à porta (só alunos e funcionários podem entrar): contra os cortes nos apoios escolares, contra o aumento do número de alunos por turma, contra a precariedade dos professores, etc.
- universidades (qualquer pessoa pode entrar): grupo pequeno: megafone aberto, panfletos
- ocupar edifícios devolutos ou abandonados (do Estado, há muitos) (50 pessoas)
Preparação:
- texto de apelo geral e sugestão de acções onde quer que se esteja (é dia de semana, portanto pode ocupar-se os serviços públicos)
- palavras de ordem
- criar eventos de facebook
- preparar faixas e cartazes
- panfletos
- atitudes individuais: autocolante na lapela
- filmar com tm ou fotografar
Para quem achava que a lavagem cerebral marxistóide era a regra tão somente no Brasil, eis aí a oportunidade de rever seus conceitos. A barbárie dos señoritos é generalizada. A diferença específica é não termos o mais mísero foco de resistência audível nos meios culturais - situação que lentamente vai mudando graças ao esforço do Professor.
Interessante que eles acham que estão lutando pela liberdade hahaha, quando o mundo todo estiver vermelho e a net sendo vigiada pelo governo talvez eles acordem o que eu duvido muito. Quem esta querendo mudar o mundo são outros esse povo é só um dos intrumentos de ação deles.
Não falem por falar por falar por favor.
O custo de vida em Portugal está altíssimo para os padrões em que vivemos
O IVA tem subido e está em 23%. Há quem pense em aumentar para 30%.
23% sobre um produto é muito dinheiro.
Mal dá para vivermos e as privatizações darão lugar a um aumento dos preços dos produtos. (Passes nos transportes, saúde, etc.)
A culpa é toda nossa, fomos nós que vivemos acima das nossas possibilidades.
Não há como apoiar tal manifestação, pois não se manifestaram quando se endividavam e agora querem manifestar-se pelo que fizeram?
Não há forma.
Estas medidas são necessárias. Mas tem de haver compreensão e não apenas falar que querem todos ser marxistas e etc. sem terem um insight do que se está realmente a passar.
"Temos que pensar na luta mundial como uma longa corrida, na qual os
corredores precisam usar toda a sua energia com sabedoria, a fim de não
se esgotarem, ao mesmo tempo em que mantêm o foco no objetivo: um tipo
diferente de sistema-mundo, muito mais democrático, muito mais
igualitário que qualquer coisa que temos agora."
😄 - Eu não sei se é necessário exatamente "insight", amigo: na minha opinião, basta um cérebro, e nem precisa ser muito excepcional, não. Mediano já tá bom.
A Europa caiu na arapuca e dela não sai: caput, finito, fim-de-papo. Agora virá a unificação fiscal: e sabe quando alguém ali vai "recuperar autonomia", seja lá qual autonomia for? NEVER EVER, JAMAIS. 🙂.
Eu já bolei até um slogan para a tralha toda:
" EUROPA: FOI BOM ENQUANTO DUROU."
Conformem-se em "dançar um tango argentino", amigo: um sábio poeta, Manuel Bandeira, dava este conselho aos moribundos irremediáveis... É o que vos resta fazer.