A Espanha é "irresgatável" e seus crescimento nos últimos anos foi "baseado numa ficção". O alerta é de uma das principais referências hoje na Espanha, o economista Santiago Nino Becerra, autor de dois livros sobre a crise econômica que afeta o país. Em entrevista ao Estado, o economista diz que um resgate para a Espanha custaria 800 bilhões à UE e ao FMI, dinheiro que "simplesmente não existe". Becerra também alerta que há sinais claros de que o Brasil está seguindo o mesmo caminho de endividamento e de crescimento pelo crédito adotado pela Espanha há dez anos. "O Brasil hoje é a Espanha de 2003, em versão 2.0."
A seguir, os principais trechos da entrevista.
Claro que o depoimento de um nome da área é importantíssimo, mas esse já era um sentimento de longa data deste blogueiro, vários fatores corroboram a fala do economista:
- Estado endividado (dívida pública interna que supera 1/3 do PIB);
- Políticas assistencialistas muito semelhantes às adotadas pelos PIGS;
- Aumento astronômico do endividamento e da inadimplência, devido à facilitação descontrolada do crédito;
- Para não falarmos em: inflação voltando, taxa de juros, carga tributária, previdência etc. etc.
procura lá no site da Veja as edições antigas da revista, para ver com os seus próprios olhos: o governo celebrava um crescimento do PIB da ordem dos 11% ao ano.
O tal "espetáculo do crescimento" prometido por Lula é 3% ou 4%, só ficando a frente do Haiti dentro da América Latina.
Porém, discordo do economista espanhol. O Brasil possui abundância de recursos naturais, grande população jovem, taxa de natalidade ainda dentro da necessária à reposição, coisas que inexistem em Espanha. Ainda, o Brasil é um país ainda pobre, que ainda tem muito onde aumentar sua taxa de produtividade, ou seja, tem muito para onde crescer, coisa difícil de encontrar nos países já ricos.
outro problema espanhol é que o país pára, literalmente, depois do almoço para fazer la siesta. Não se pode esperar grande prosperidade econômica de um país de dorminhocos.
Conforme o Olavo mesmo falou num programa recente, uma coisa que não se pode dizer do brasieleiro é que seja vagabundo. Somos burros, violentos, e sem qualquer espírito cívico. Mas vagabundo não somos. O brasileiro ao menos trabalha pra caramba, isso não se pode negar.
A minha dúvida é se as tradicionais críticas da esquerda ao "Milagre Brasileiro" promovido pelos militares também podem ser aplicadas ao crescimento econômico atualmente celebrado pela mesma esquerda no Brasil. Podem?
O Brasil já cresceu bem mais que agora e se afundou novamente.
Recursos naturais nós sempre tivemos, eles por si só não garantem muita coisa.
Mas você tem razão.
Ah, sim e a questão da sesta também é interessante, por isso eu disse no post, se os PIGS quiserem sair da crise, seus habitantes terão de trabalhar como NUNCA!
Estava dando uma olhada no site da FAES, que parece ser o principal think tank da direita espanhola:
. http://nuevo.fundacionfaes.org/es/home
.
Pelo que pude ver, estão bem distantes de qualquer conservadorismo, e o nível intelectual é baixo, muito aquém do que eu esperava. Por isto que a esquerda, desde a redemocratização domina a política espanhola, precisando o PP de uma crise econômica para chegar ao poder.
Não é só na Espanha. Nos países colonizados por ela(Argentina, Chile...) também se para depois do almoço. E parece que na Itália também é assim. E só abrem as portas novamente às 16 horas.
Mas, sinceramente, não sei dizer se é "coisa de vagabundo". É uma questão cultural,enfim...
Não sejamos tão estúpidos. Os povos mediterrâneos historicamente gozam de uma notável qualidade de vida, e saber (ou poder) desfrutá-la é um notável privilégio seu. A sobrevivência de uma cultura na qual nem tudo submete-se a ditames estritamente economicista é digna de louvores, isso sim. Antes pudéssemos aproveitar a vida, com todos seus sabores, sua arte e sua fé, como se faz ainda hoje por aquelas bandas.
Não é pela sesta que a Espanha encontrou sua crise, mas por seu Estado perdulário.
-Sobre el aborto dijo que quiere volver a la ley anterior
con las correcciones que fueran necesarias ante el coladero que suponía.
Sin embargo, en el programa sólo se dice que se cambiará la actual
norma defendiendo el derecho a la vida. ¿La derogará o no?
-Nuestra posición es clara: cambiaremos el modelo de la actual
regulación para reforzar la protección del derecho a la vida, así como
de las menores. Pero mi compromiso va más allá, y quiero subrayarlo,
porque creo que no se ha hablado mucho en los medios de comunicación del
compromiso, manifestado por mi partido, con la protección y el apoyo a
la maternidad. En este sentido, queremos hacer una ley de protección de
la maternidad, con medidas de apoyo a las mujeres embarazadas,
especialmente a las que se encuentran en situaciones de dificultad, y
también queremos impulsar redes de apoyo a la maternidad.
-Con la nueva norma, el aborto es un derecho. Con la anterior, un delito despenalizado. ¿Seguirá siendo un derecho?
-Mire usted, nosotros, tal y como recoge el recurso de
inconstitucionalidad que presentamos con motivo de la nueva regulación
del aborto, defendemos el derecho a la vida lo mismo que lo defiende la
resolución de nuestro Tribunal Constitucional de 1985 sobre esta
materia.
-¿Mantendrá Educación para la Ciudadanía?
-Mi compromiso es sustituir esa asignatura por otra donde se estudie la Constitución y las instituciones españolas y de la UE.
-¿Y sobre el ‘matrimonio’ entre personas del mismo sexo?
-Respecto a la Ley de Matrimonios Homosexuales, tal y como he
manifestado en diversas ocasiones, escucharé al Constitucional y a la
gente. Mi discrepancia está en el asunto del nombre.
se tiver crise no Brasil, o governo aumenta bastante os impostos ao mesmo tempo que cria o bolsa-crise para geral desempregado, e os brasileiros acharão ruim, mas vão se acomodar e conviver com isso.
O endividamento do Brasil é hecatômbico - mas, ao contrário da Espanha, que está no osso, o Brasil tem muita riqueza para EMPENHAR: ou seja, são essas riquezas que responderão pela nossa dívida, a dívida criada pelo Foro de SP com esta exata finalidade.
A idéia é essa, obviamente: os capos novordistas batem palmas para os macaquinhos treinados que se endividam loucamente, por ordem de seus desgovernantes que os incitam a "manter a economia em alta" via o CRÉDITO - a arma letal que derrubou o ocidente...
Um dia virão cobrar: em minério, em água, e em comida.
Os europeus podem votar em quem quiserem: NINGUÉM dá mais jeito naquilo.
A idéia, deixem-me explicar, é esta mesmo aí: as populações, mais perdidas do que cego em tiroteio, correm atrás do "milagre"- que NÃO VIRÁ, nem de liberais, nem de conservadores, nem de socialistas e nem de ninguém. Aí, quando ficar claro para todos os idiotas que não houve milagre nenhum, chegam os bilds e SUBSTITUEM o sujeito que está no governo por um OUTRO: um tecnocrata , um economista ligado aos bilderbergs. Já fizeram isso na Itália e na Grécia - os POLÍTICOS SAEM, e entram os "técnicos em economia".
Eu nem acompanho mais as notícias todos os dias: checo tudo uma vez por mês só pra confirmar o que já sei. As chances da Europa tendem a zero. Acabou-se a Europa; e eu detesto ficar assistindo à agonia do berço da minha civilização.
Olho pouco, falo pouco a respeito e honestamente tento pensar em outra coisa: TUDO o que está acontecendo foi EXAUSTIVAMENTE avisado por todos os homens de bem DO MUNDO. Os lesos fizeram questão de se atolar na estupidez e agora é isso: não há mais NADA a se fazer.
Lembro , que o Banco ofereceu ao meu marido uma casa de 240 mil euros . Passei uma noite pedindo à Deus orientaçao, já que a TENTAÇAO era grande. Finalmente desistimos da compra e hoje podemos dormir tranquilos !!! A situaçao é muito triste no país , porém a Orquestra do Titanic segue tocando !!
Lamento galera, DUVIDO MUITO que isso aconteça ao Brasil:
Esse endividamento da população não ocorre da mesma forma por aqui. Temos um sistema de pagamento dos melhores do mundo, que tira MUITO de nossa liberdade individual (Dos bancos e financeiras) e devolve na quantidade de segurança do sistema. Banco aqui, tem que ter reserva para operar. Além disso, bancos brasileiros não emprestam para qualquer um - pede-se uma carrada de coisa.
Nao sei de quem é a culpa, falo como uma dona de casa , que está assistindo um país afundando dia após dia . Vejam o que afirma o socialista Zapatero !!!
Creio que por aqui a crise é permanente e institucionalizada, legislada mesmo, fora o imposto não legislado que é o da inflação e os juros. Os Estados Unidos em crise o povo pode consumir e viver melhor que aqui, por exemplo lá se acha bmw por 6000 dolares. Enquanto q a nossa estabilidade "controlada" mal dá pra comprar um carro da década passada.
Enfim, essa prosperidade maquiada no br é só pra ferrar mais ainda o povo, como propagandeia que o br tá na boa vida como os lobistas protecionistas que impedem concorrência estrangeira pra não tirar o califado deles sobre a economia nacional, ferra ainda mais fazendo o povo pagar mais impostos e taxas para o custeio do welfare..
Diz aí, se não é melhor viver em crise sendo pobre nos eua, ou trabalhar muito para ser rico no brasil pagando uma fortuna para viver como pobre americano?
[url]/Main#Profile?uid=7740346787641327343[/url]:
A culpa não é do neoliberalismo...
Concordo.
O problema é o que eles chamam de Neoliberalismo, chamamos de Metacapitalismo. O Liberalismo econômico moderado pela moral cristã proporciona solida prosperidade.
Mas o vídeo demonstra bem o buraco em que se meteu a Espanha.
El Nobel de Economía Paul Krugman, convertido en azote de quienes pretenden salir de la crisis a base únicamente de austeridad y recortes, advierte en un post publicado este pasado fin de semana que “es muy posible” que Grecia abandone el euro el próximo mes. En caso de que se cumpla esta posibilidad, que en su opinión y la de otros como el Der Spiegel o incluso el Financial Times (enlace con suscripción), medio que está en las antípodas de Krugman, ya no es tan extrema, cundiría el pánico entre el resto de la periferia.
Este es el panorama que se avecina según afirma Krugman en su post, cuyo texto íntegro se reproduce a continuación:
"Algunos de nosotros hemos estado hablando del tema, y creemos que el final del juego será algo como esto:
1. Salida griega del euro, muy posiblemente el próximo mes. 2. Cuantiosas retiradas de fondos de los bancos españoles e italianos, a medida que los depositantes tratan de llevar su dinero a Alemania. 3a. Tal vez, solo posiblemente, se impondrán controles de facto, con los bancos prohibiendo transferir depósitos fuera del país y limitando la retirada de dinero en efectivo. 3b. Alternativamente, o tal vez a la vez, el BCE realizará fuertes inyecciones de crédito para evitar el derrumbe de los bancos. 4a. Alemania tiene una elección. Aceptar indirectamente las reclamaciones que se hacen sobre Italia y España —además de realizar una drástica revisión de su estrategia— básicamente, para darle a España alguna esperanza y poner en marcha garantías a la deuda para mantener bajos los costes de endeudamiento y permitir una mayor inflación en la eurozona para posibilitar el ajuste de precios relativos, o: 4b. Fin del euro. Y estamos hablando de meses, no de años, para que esto ocurra”.
mas e o cartão de crédito que é liberado e que praticamente te empurram? Eu acho que mesmo se não houvesse governo, nem impostos.. o brasileiro ainda assim daria um jeito de se lascar ahaha
meu professor socialista dava o exemplo de que o brasileiro via o preço baixo e comprava o máximo que podia pq previa que ia subir, daí, claro, como consequência dele comprar subia, daí ele se gabava "não falei que ia subir?".
Brasileiro não sabe consumir, não sabe poupar e quer gastar mais do que tem e o resultado é o fim do brasil... se as pessoas comuns seguissem o senso comum o capitalismo funcionava aqui, mas estão abaixo disso... por incrível que soe...