alguem vê o café tvcom?
que merda é esta? estou vendo há uns 15 min tatata pimentel falando do queridinho dele karl marx e TODOS os participantes do programa quietinhos deixando ele dizer aquelas sandices sem interrupção
eis o link
Outro dia o Tata estava falando contra a homofobia e reclamando da direita truculenta.
Os outros não interrompem porque devem concordar.
É um programa da esquerda festiva, celebridades posando de intelectuais.
O único programa da televisão gaúcha que eventualmente merece audiência é o Conversas Cruzadas, quando prestigiado por Puggina, Wambert di Lorenzo e um par de outros convidados. Todo o mais sofre dos mesmos males da programação global, mas acentuados. Não é à toa que se escolheu o Rio Grande para concentrar os esforços da difamatória Começão da Verdade.
A título exemplificativo, repito aqui um comentário rápido que fiz, dia desses, no Facebook, após assistir ao que seria nosso telejornal do meio-dia:
"Cada vez mais difícil distinguir entre os programas de jornalismo e variedades da Globo e uma imensa, incessante propaganda político-partidária. Só hoje, no Jornal do Almoço da RBSTV para o RS, tivemos:
a) ridicularização implícita de um "casal de pais" indignado com a distribuição de camisinhas a crianças de dez anos pela rede escolar de Uruguaiana;
b) defesa do governo Tarso contra suas próprias promessas sobre o piso nacional do magistério;
c) bizarra manifestação de "estudantes" primários e secundaristas A FAVOR da greve (dou um doce para quem entrevistar um dos pimpolhos e sondar o quanto sabe a respeito e quem os jogou para fora das salas de aula);
d) "profissional da educação" defendendo um "novo paradigma" de cultura da morte, numa matéria inacreditável a respeito da tal saga Crepúsculo;
e) entrevista com ongueiro sobre "a situação do negro no RS", a favor das cotas racistas.
É pouco ou quer mais, para ajudar na digestão?"
Ah, sim: quando o saudoso Flávio Alcaraz Gomes comandava Os Guerrilheiros da Notícia, ainda nos tempos de independência da TV Guaíba, tínhamos o melhor programa de debates do país. Manhattan Connection ficava no chinelo.
Interessante são os modos utilizados pela midia para contornar certas restrições.
Restrição não no sentido de proibição legal, mas de restrição auto-imposta, provavelmente por se considerar que determinadas cenas iriam causar demasiada polêmica, podendo acarretar certos prejuizos.
Por exemplo, debate-se muito sobre a veiculção de cenas com beijos gays na programação da Globo.
Até agora a globo ainda não teve peito para colocar no ar um beijo desses, embora não falte vontade.
Ocorre que fazem reportagens sobre a conquista da união estavel, mostrando algumas imagens de tais unioes, entre as quais o beijo de lingua que marca o fim do ritual.
E mesmo em reportagens sobre a parada gay já mostraram homens se beijando.
A RBS mostrou uma união estavel em São Borja (uma das cidade histórica e também um dos simbolos maiores do gauchismo) na qual um homem e um travesti se beijam de lingua para celebrar a união. Isso no jornal do Almoço. E a globo tem feito reportagens do mesmo genero.
Ou seja, não colocam beijos gays no ambito da teledramaturgia, mas os inserem na programação do jornalismo.