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A identidade espiritual

Iniciado por renan_6 em 04/12/2011 · 66 mensagens · página 2 de 2

renan_6#51
"Existem qualidades humanas fora das religiões? Sim, claro. Há ateus perfeitamente honestos, justos etc., mas as qualidades humanas são características ou hábitos do psiquismo humano, e elas dependem desse quadro de referências. Todas as qualidades humanas -- justiça, honestidade, generosidade etc. -- dependem desse quadro de referências que é a corporalidade."
.
E aqui, parece que o Luiz Gonzaga entra em contradição com o que afirmou no início, já que a inteligência é uma atividade incorpórea, capaz de nos dar uma identidade que dure após a morte. Mas, a inteligência é inata ao homem, e existe muito bem fora de qualquer tradição religiosa.


Sim, amigo, mas você está confundindo inteligência como potência inata d’alma com a inteligência em sua natureza mais íntima. Não dá pra simplesmente identificar as duas. Uma é a inteligência confusa, outra a inteligência em sua mais pura atividade. Você e o ateu têm ambos igual acesso à mesma luz, mas quando você tenta convencer um ateu a respeito de Deus, você está participando muito mais dessa luz do que ele.

Como bem afirma o texto, a inteligência é capaz de nos dar uma identidade que dure após a morte somente se despojada da vida que se limita ao Mundo. Senão não é inteligência em sentido estrito, mas um algo confuso. É como dizia Platão no Fedro: enquanto os cavalos continuarem cada um arrastando o cocheiro ao seu modo próprio, não haverá ascensão até o além-céu – embora a própria força que impulsione os cavalos seja partícipe dessa nobilíssima realidade.
renan_6#52
Os Carvalhos e seus ecumenismos.

Discorra mais a respeito. Não entendi a alusão.
ulysses#53
"Se o indivíduo está numa religião porque ele gosta dela, porque se sente bem nela, então essa religião não é boa para ele.'

Putz, eu me sinto bem sendo católico, devo então abandonar a igreja porque ela não é boa para mim?
renan_6#54
Com essa frase, o prof. Luiz quer dizer um "sentir-se bem" unicamente simpatético, como o é majoritariamente empregado pelas pessoas hoje em dia.

E é verdade; se você está na Igreja unicamente porque fica "alegre" e "contente" ao entrar numa missa ou ao participar de eventos católicos, etc, então essa Igreja tem a mesma (veja bem, a mesma função) de qualquer tipo de droga utilizada no mundo moderno.

A religião não tem a função de te deixar alegre, mas a função de te tornar perfeito.

Se quer ficar "alegre", você tem muitos outros meios para isso, inclusive meios mais eficazes quanto a esse objetivo.

Religião não é brincadeira. Buscar a Deus acima de todas as coisas é um tormento, uma luta, uma guerra. Qualquer leitura da Bíblia evidencia isso.
ludwig#55
Prof. Luiz formulou essa frase exatamente no contexto e sentido que Renan demonstrou.
Alias C. S. Lewis concorda com Gonzaga.

"Se voê está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo".

(C. S. Lewis)
miguel_5#56
"Se o indivíduo está numa religião porque ele gosta dela, porque se sente bem nela, então essa religião não é boa para ele.'

Isto é uma tremenda bobagem, um mau conselho. Se o indivíduo lida de maneira equivocada com sua religião, de que adianta mudar de religião, se o problema está em sua postura diante dela? O sujeito muda de religião, mas sua postura continua errada. Seria muito mais saudável ajudar o indivíduo a encarar com mais seriedade sua religião do que simplesmente mandá-lo procurar por outra, isto sim, é que é muito fácil e cômodo.
miguel_5#57
"Falta estudo"

Creio que falta estudo para você, meu caro, que além de não entender patavina sobre reencarnação desconhece também completamente sobre a visão reencarnacionistas dos filósofos que citei. De outro modo, você mesmo provaria que eles não são reencarnacionistas, mostrando o porque, ao invés de ficar pedindo provas do contrário.
miguel_5#58
"Está evidente na letra do texto que ele não disse que estas qualidades dependem da corporalidade, e sim do quadro de referências que é a corporalidade. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa."

Aqui você está se contradizendo, meu caro. Sendo que o quadro de referências é a corporalidade, dá no mesmo dizer que aquelas qualidades dependem da corporalidade. Pense um pouco e verá que estou certo.
miguel_5#59
"O espírito é o que estrutura o quadro, não o próprio quadro em si. A luz do espírito é o que ilumina, não o que obscurece. Do contrário não haveria absolutamente nenhuma distinção entre o mundo “ilusório” e o mundo “real”, e o próprio esforço d’alma em se livrar desse estado seria desprovido de sentido, inútil."

Mas quem disse que é o quadro em si que estrutura o quadro? É claro que é nosso espírito que estrutura o quadro e, como eu disse, é o próprio quadro. Vê-se portanto que você mesmo concorda que o quadro que referencia nossa relação com a realidade não é a corporalidade, como dizia o texto, mas nosso próprio espírito.

Vêse o quanto você é contraditório e inseguro, uma hora defende o texto para me criticar, e em seguida defende uma posição contrária ao texto e igual à minha. Mas não se preocupe, ser contraditório faz parte da essência humana.
miguel_5#60
" Não se disse em momento algum que o psiquismo seja pura empeiria, muito pelo contrário."

Mas eu não disse isso, meu caro, não diga que eu disse o que eu não disse, que feio...o que eu disse foi que para o autor do texto o psiquismo está muito atrelado à corporalidade, ao universo empírico, para quem leu o texto isto é óbvio. Ele coloca apenas a inteligência como incorpórea, e foi isto que critiquei.....entendeu?

Agora, antes que continue distorcendo o que eu disse para fazer parecer que não entendi o texto do tópico, leia mais atentamente, e pense, antes de responder, ok?
miguel_5#61
"Vejo também que você se confunde nos conceitos, especialmente entre identidade pessoal empírica e identidade Pessoal com P maiúsculo, efetivamente considerada – distinção que é justamente o centro mesmo do texto."

Não confundo nada, meu caro, o texto que é confuso em si ao fazer esta distinção, que simplesmente não existe, já que "identidade pessoal empírica" é algo que simplesmente não existe de fato, mas apenas como fruto da imaginação e abstração teórica do autor.....
ulysses#62
O Miguel humilhou.
ludwig#63
Sobe.
ulysses#64
"Se voê está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo".

Acho que cabe aqui perguntar, que religião digna de ser chamada de religião seria aconselhável para deixar o indivíduo confortável?

Se quer uma religião que o deixe confortável, procure uma cristã, do mesmo jeito, quem sabe assim mude seu ponto de vista sobre religião.
Acho que a crítica do miguel a este tipo de conselho é bem pertinente.
clodoveualves#65
O pessoal as vezes fala meio que sem saber. A Presença de Deus em todas as religiões é algo que até a Igreja Católica ensina, pois o destino do homem é sempre Deus. Isso NÃO QUER DIZER que todas as religiões estão corretas, mas que todas as religiões contemplam um Ser Transcendental. O erro de tais religiões é terem uma noção errônea de Deus e, por isso, terem uma relação pervertida com Ele. A Igreja ensina que Deus, fazendo-Se Filho, foi quem ensinou ao homem sobre Deus e como deveria ser a relação do homem com Ele, conhecimento que as outras religiões não tinham e não têm. Assim, neste sentido, catequizar alguém é aprimorar seu conceito de Deus e corrigir a relação do sujeito com Ele. Converter seria precisamente a consequência imediata desta educação, pois uma vez que se sabe a Verdade, abandona-se o erro.

Até mesmo nas linhas mais literalistas de interpretações bíblicas, as outras religiões são explicadas como a deturpação de Deus pelos descendentes de Adão e Eva caídos e espalhados pelo mundo, formando povos: cada um deles SABE que Deus existe, mas suas concepções são parciais e os levam a desdobramentos muitas vezes absurdos (como os politeísmos).

Assim, a religião tratada como fenômeno universal só pode ser explicada como derivada de Deus. O Diabo entraria na história para se aproveitar da natureza caída do homem e promover, aumentar e se aproveitar dos enganos gerados.

Não se trata, então, de ecumenismo, mas de um estudo elaborado sobre a religião de modo geral (ou, como bem se diz, estudo de religiões comparadas) e sua origem remota, que só poderia ser o Próprio Ser absoluto ao Se apresentar ao homem e este ter, então, conhecimento d'Aquele.


clodoveualves#66
Sobre a bobajada do Ulysses e do Miguel, creio não merecerem sequer atenção, pois quando muito, tratam-se apenas de desvios superficiais do assunto central do tópico.

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