CIDADE DO MÉXICO — Malcolm Shabazz, neto do ícone dos direitos civis Malcolm X, foi assassinado no México, na quinta-feira, aos 28 anos. O ativista político, que morava nos Estados Unidos, teria sido jogado de um prédio após ter sido roubado em Tijuana. Um amigo da família, Terrie Williams, confirmou a morte em sua página no Facebook:
“Estou confirmando, por meio da Embaixada dos EUA e em nome da família, a trágica morte de Malcolm Shabazz, neto de Malcolm X. A família irá dar uma declaração em breve”, escreveu Williams.
Um ativista membro da organização que havia convidado o jovem ao México diz que ele foi morto.
- Ele foi assassinado. Eu acredito que tentaram roubá-lo e ele não permitiu, então o espancaram e (ele) morreu a caminho do hospital - disse Ruiz ao jornal “Amsterdam News”, primeiro a dar a notícia. - Isso é tudo o que posso confirmar, todo o resto está sob investigação por enquanto.
O Departamento de Estado dos EUA afirmou que um cidadão americano havia morrido na Cidade do México na última quinta-feira, mas não deu mais detalhes. Rumores na internet questionam o assassinato do jovem que havia visitado recentemente a Síria e teria sido preso pelo FBI ao tentar visitar o Irã para fazer uma palestra, fato não confirmado.
Malcolm Shabazz cursava o John Jay College de Justiça Criminal, em Nova York. Ele era o único descendente masculino do avô Malcolm X e, assim como o líder negro, descobriu o Islã na prisão. Nos últimos anos, ele vinha participando de vários movimentos por justiça racial nos EUA.
O jovem foi preso pela primeira vez quando tinha 12 anos por causa de um incêndio que causou a morte de sua avó. E continuou a ter problemas com a lei por toda a sua vida. Segundo o jornal “The New York Times”, ele se declarou culpado também de tentativa de assalto em 2002 e foi condenado a três anos e meio de prisão. Apenas alguns meses após a sua libertação em 2006, ele foi preso novamente.
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