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Aids e o alto índice de estupros na África do Sul

Iniciado por souza em 12/12/2011 · 8 mensagens

souza#1
Violência sexual na África do Sul

Como já vimos na matéria anterior divulgada neste Portal, o nível de estupros na África do Sul é alto e, além do problema da violência em si, temos também a questão da disseminação do HIV.

Quando a epidemia de Aids explodiu na África do Sul, chegou-se a sugerir uma explicação "mágica": o surto de estupros de adolescentes seria ligado à crença de que o sexo com "virgens puras" poderia "limpar" o sangue de quem com elas se relacionasse. Rachel Jewkes e Naeema Abrahams têm uma explicação mais pragmática: "O mais provável é que os estupradores acreditem que, atacando uma virgem, tenham menos chances de contrair o vírus HIV".

Além disso, uma juíza sul-africana disse à reportagem do jornal Folha de São Paulo: "Ninguém quer falar sobre isso, mas é terrível o envolvimento de curandeiros e curandeiras nesse tipo de crime. Ou praticam diretamente, ou pedem que outros o façam, a fim de aumentar seus supostos poderes". Segundo ela, o assunto virou tabu porque essas práticas religiosas pertencem à reclusa esfera da vida levada segundo os ditames tradicionais.

Até 2004, o então presidente sul-africano, Thabo Mbeki, da etnia xhosa, acusava de "racista" a estridência mundial a respeito da violência sexual no país. Em artigo publicado no site do Congresso Nacional Africano, ele escreveu: "Dizem que nossa herança africana na cultura, tradições e religiões faz de cada homem africano um potencial estuprador. É um ponto de vista que define todo o povo africano como selvagens bárbaros".

Mbeki investia contra a jornalista branca Charlene Smith - ex-militante antiapartheid, ela mesma estuprada em 1999 durante assalto a sua casa -, que escreveu no jornal "Sunday Independent" o artigo "O estupro tornou-se uma forma repugnante de vida em nossa terra".

O então presidente Mbeki não negou apenas o problema do estupro. Sua mais famosa negação foi em relação à proliferação da Aids no país, que não passaria de invenção da indústria farmacêutica.
souza#2
Em novembro de 2008, sem políticas de prevenção ou tratamento, a África do Sul atingiu os 365 mil mortos por Aids, 60% dos quais mulheres. Hoje, o vírus está no sangue de mais de 5 milhões de sul-africanos (a população é de 48 milhões).

O hospital Baragwanath, no bairro de Soweto, em Johannesburgo, é um gigante com mais de 4 mil leitos, considerado o maior da África. Lá, ainda não se atendem casos de estupro que não sejam acompanhados por lesões físicas graves: "O estupro é um problema menor para ser tratado aqui", disse o relações-públicas à reportagem da Folha. Muitos profissionais de saúde no país não vêem a violência sexual como uma questão de saúde pública, embora ela acompanhe os índices de infecção por HIV.

As políticas negacionistas em relação à Aids e ao estupro sofreram o seu maior revés numa trapalhada do zulu Jacob Zuma, presidente do país e polígamo (com três esposas, 20 filhos e algumas namoradas). Em 2005, quando era o vice-presidente de Mbeki, Zuma foi acusado de estuprar uma mulher de 31 anos, soropositiva e amiga de longa data de sua família. Levado aos tribunais, Zuma disse que, sim, tivera relações sexuais com a mulher, mas por iniciativa dela. Acabou absolvido em 2006.

No tribunal, o promotor quis saber se Zuma havia usado preservativo. "Não." Perguntou-se então se o acusado não tivera medo de contrair o vírus da Aids. "Não, não havia risco, porque tomei uma ducha logo depois", disse.

Depois do caso, viu-se que a necessidade do uso de preservativos jamais tinha sido tão discutida na África do Sul como naquela época. Na disputa pelo controle do Congresso Nacional Africano, um fragilizado Zuma, às voltas com denúncias de corrupção, concordou em fazer uma composição política original: entregou 43% dos ministérios a mulheres, para conseguir o apoio de mais da metade do eleitorado sul-africano. O resultado imediato da manobra foram mulheres em situação de muito mais poder do que jamais na história sul-africana.
souza#3
Portanto, o problema da Aids está diretamente relacionado ao alto índice de estupros na África do Sul. Assim, devem ser combatidos em conjunto, por meio de uma atuação mais firme da sociedade, combatendo suas causas.
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Fonte: Folha de São Paulo
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http://www.ipebj.com.br/noticia/1075/violaencia-sexu…frica-do-sul
solideogloria#4
[url]/Main#Profile?uid=9730586694478014434[/url]:
Os países africanos parece que nunca vão chegar ao status de civilização. Até hoje vemos essas loucuras de que fazer sexo com virgens pode ser curado ou se comer o coração de um guerreiro forte pode tornar-se mais forte ainda.

Em tempos de "tudo é relativo", "tudo é justificável", mesmo as culturas de morte e dor são protegidas. Criou-se o "direito" de continuar cometendo sandices inumanas, sobrepujando os direitos humanos mais primários.
souza#5
Segundo uma pesquisa para o período 1998-2000 elaborada pela Organização das Nações Unidas, a África do Sul foi classificada em segundo lugar em assassinatos e em primeiro para assaltos e estupros per capita.[48] As estatísticas oficiais mostram que 52 pessoas são assassinadas todos os dias na África do Sul.[49] O número relatado de estupros por ano é de 55.000[50] e estima-se que 500 mil estupros são cometidos anualmente no país.[51] O total de crimes per capita é o 10º entre os 60 países no conjunto de dados.
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O estupro é um problema comum na África do Sul, em uma pesquisa de 2009 um em cada quatro homens sul-africanos admitiram ter estuprado alguém.[52] Um em cada três das 4.000 mulheres inquiridas pela Comunidade da Informação, Capacitação e Transparência disse que tinha sido violada no ano passado.[53] A África do Sul tem uma das maiores incidências de estupros de crianças e bebês no mundo.[54] Em um levantamento realizado entre 1.500 crianças escolares no township de Soweto, um quarto de todos os meninos entrevistados disseram que "jackrolling", um termo para estupro em grupo, era algo divertido.[53]
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A classe média do país busca segurança em condomínios fechados. Muitos emigrantes da África do Sul também afirmam que o crime foi um grande motivador para eles saírem do país. O crime contra a comunidade agrícola continua a ser um grande problema.
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http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica_do_Sul#Economia
antnio_3#6
não é?

Um monte de homens jovens, sem mulheres...não sei não.
souza#7
E diga-se de passagem, barbárie de todo tipo não é exclusividade dos africanos.

Pois é. Sei de histórias chocantes de criminalidade de não africanos também, especialmente em períodos de guerra. Alguns exemplos desse tipo são: os crimes dos soviéticos contra os alemães após a dominação no fim da segunda guerra, na guerra do kosovo e do japão imperial. Em guerras na prática não existe leis e todo tipo de crimes são cometidos, hediondos e não hediondos. A diferença me parece é que ocidentais tem mais freios morais e praticam menos crimes, mas também praticam muitos.
souza#8
É claro que o problema não está relacionado a fatores raciais, tanto que os bárbaros, que são os ancestrais dos alemães, eram igual ou mais cruéis que os mais violentos africanos da atualidade, daí a conotação que assumiu a palavra bárbaro.

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