Sociólogo polonês reconhece que trabalhou para o serviço secreto
Londres, 28 abr (EFE).- O sociólogo polonês Zygmunt Bauman reconheceu ter trabalhado durante três anos para o serviço secreto de seu país, mas denunciou ao mesmo tempo a caça às bruxas que acontece na nova Polônia.
Em declarações ao jornal britânico "The Guardian", o autor de "Modernidade Líquida" negou as acusações do historiador polonês Bogdan Musial, de participação na eliminação política dos opositores do regime comunista.
"Não quero dignificar Musial respondendo a suas acusações", disse Bauman. Ele acrescentou que todos sabem que ele foi comunista entre 1946 e 1967, e que serviu durante vários anos "ao chamado Exército interior".
A única revelação é que entrou para o serviço secreto aos 19 anos, trabalhando para o órgão durante três anos. Ele fez parte da força encarregada de "reprimir o terrorismo no interior do país", explicou.
"Era um trabalho de contra-espionagem. Todos os cidadãos de bem deviam participar de tarefas de contra-espionagem. Isso é algo que mantive em segredo porque foi um compromisso assinado", afirmou.
"A Polônia era antes da guerra um país muito atrasado, exacerbado além disso pela ocupação alemã. Num país empobrecido, é natural esperar privações, humilhações, indignidade humana e todo um complexo de problemas culturais e sociais", lembrou o sociólogo.
"De todo o espectro político da época, o Partido Comunista prometia a melhor solução. Seu programa político era o que oferecia melhor resposta aos problemas da Polônia. E eu estava plenamente dedicado a ele. As idéias comunistas eram uma continuação do Iluminismo", argumentou.
Embora a contra-espionagem significasse informar sobre as pessoas que combatiam o projeto comunista, Bauman disse que não lembra de ter feito nada disso. "Eu passava o tempo em meu escritório, escrevendo", recordou.
Londres, 28 abr (EFE).- O sociólogo polonês Zygmunt Bauman reconheceu ter trabalhado durante três anos para o serviço secreto de seu país, mas denunciou ao mesmo tempo a caça às bruxas que acontece na nova Polônia.
Em declarações ao jornal britânico "The Guardian", o autor de "Modernidade Líquida" negou as acusações do historiador polonês Bogdan Musial, de participação na eliminação política dos opositores do regime comunista.
"Não quero dignificar Musial respondendo a suas acusações", disse Bauman. Ele acrescentou que todos sabem que ele foi comunista entre 1946 e 1967, e que serviu durante vários anos "ao chamado Exército interior".
A única revelação é que entrou para o serviço secreto aos 19 anos, trabalhando para o órgão durante três anos. Ele fez parte da força encarregada de "reprimir o terrorismo no interior do país", explicou.
"Era um trabalho de contra-espionagem. Todos os cidadãos de bem deviam participar de tarefas de contra-espionagem. Isso é algo que mantive em segredo porque foi um compromisso assinado", afirmou.
"A Polônia era antes da guerra um país muito atrasado, exacerbado além disso pela ocupação alemã. Num país empobrecido, é natural esperar privações, humilhações, indignidade humana e todo um complexo de problemas culturais e sociais", lembrou o sociólogo.
"De todo o espectro político da época, o Partido Comunista prometia a melhor solução. Seu programa político era o que oferecia melhor resposta aos problemas da Polônia. E eu estava plenamente dedicado a ele. As idéias comunistas eram uma continuação do Iluminismo", argumentou.
Embora a contra-espionagem significasse informar sobre as pessoas que combatiam o projeto comunista, Bauman disse que não lembra de ter feito nada disso. "Eu passava o tempo em meu escritório, escrevendo", recordou.