O Brasil e a “democracia”
democracia, onde o povo, através do voto, escolhe seus representantes.
Isto é um fato. Quando bem exercida, a separação dos 3 Poderes funciona
como um antídoto contra tiranias, com um Poder vigiando o outro. A
liberdade de expressão também é um incrediente indispensável para a
normalidade democrática de um país, mas cabe a cada povo aperfeiçoar os
mecanismos da democracia como a transparência das instituições, o
combate à impunidade, o respeito às leis e a alternância de governantes
no poder.
Fernando Henrique e a democracia
Entretanto, em entrevista ao programa Manhattan Connection, no final
de 2011, o ex-presidente Fernando Henrique Cadoso afirmou que nós,
ocidentais, deveríamos ser mais flexivos e respeitar outros modelos
políticos, mais exatamente, os orientais. Ora, os dois mais famosos
modelos políticos do Oriente são a ditadura chinesa e a sharia muçulmana
- lei religiosa islâmica que pune severamente através de sanções
criminais quem desrespeitar preceitos religiosos, com uso de chicotadas,
apedrejamentos e pena de morte (em caso de conversão religiosa),
inclusive. É realmente preocupante quando um defensor histórico da
democracia como o ex-presidente brasileiro começa a relativizar desta
forma.
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"17/02/2012
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Só o povo garante a Ficha Limpa, por Augusto Nunes (vídeo)
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http://veja.abril.com.br/multimidia/video/so-o-povo-…-ficha-limpa
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"O argumento
mais decisivo contra a “democracia” resume-se em poucas palavras: o
superior não pode emanar do inferior, porque o “mais” não pode sair do
“menos”; isto é de um rigor matemático absoluto, contra o qual nada
poderia prevalecer. Importa notar que é precisamente o mesmo argumento
que, aplicado numa outra ordem, vale também contra o “materialismo”;
nada há de fortuito nesta concordância e as duas coisas são muito mais
estreitamente solidárias do que poderia parecer à primeira vista. É
demasiado evidente que o povo não pode conferir um poder
que ele próprio não possui; o verdadeiro poder só pode vir do alto, e é
por isso, diga-se de passagem, que só pode ser legitimado pela sanção
de alguma coisa superior à ordem social, ou
seja, uma autoridade espiritual. Se for de outra maneira, será apenas
uma contrafação de poder, um estado de fato que é injustificável por
defeito de princípio, e em que não pode haver senão desordem e confusão.
Esta
inversão de toda hierarquia começa no momento em que o poder temporal
se quer tornar independente da autoridade espiritual e, a seguir,
subordiná-la, pretendendo que sirva fins políticos. Há uma primeira
usurpação que abre caminho a todas as outras, e pode-se mostrar que, por
exemplo, a realeza francesa, desde o século 14, trabalhou
inconscientemente ela mesma na preparação da Revolução que a devia
derrubar. Talvez eu tenha algum dia ocasião de desenvolver como merecido
este ponto de vista, que, de momento, só posso indicar de modo
secundário.
Se
se define a “democracia” como o governo do povo por si mesmo, trata-se
de uma verdadeira impossibilidade, uma coisa que nem mesmo pode ter
simples existência de fato, e não mais na
nossa época do que em qualquer outra. Não devemos nos deixar enganar
pelas palavras, e é contraditório admitir que os mesmos homens possam
ser simultaneamente governantes e governados, visto que, para utilizar a
linguagem aristotélica, um mesmo ser não pode ser “em ato” e “em
potência” ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Há uma relação que supõe
necessariamente dois termos em presença; não poderia haver governados
se não houvesse também governantes, ainda que ilegítimos e sem outro
direito ao poder que aquele que atribuíram a si mesmos; mas a grande
habilidade dos dirigentes, no Mundo Moderno, é
a de fazer crer ao povo que ele se governa a si próprio. E o povo
deixa-se persuadir de boa vontade, tanto mais porque se sente lisonjeado
com isso e é incapaz de refletir bastante para ver o que há aí de
impossível.
Foi
para criar essa ilusão que se inventou o “sufrágio universal”: é a
opinião da maioria que supostamente faz a lei, mas falta perceber que a
opinião é algo que se pode facilmente dirigir e modificar. Pode-se
sempre, com o auxílio de sugestões apropriadas, provocar nela correntes
dirigidas neste ou naquele sentido determinado; já não me lembro quem
falou em “fabricar a opinião” e esta expressão é completamente justa,
embora se deva dizer que não são sempre os dirigentes visíveis que têm
realmente à sua disposição os meios necessários para obter esse
resultado.
Esta
última observação dá-nos certamente a razão pela qual a incompetência
dos políticos mais destacados parece ter apenas uma importância muito
relativa; mas como não se trata aqui de desmontar
as engrenagens do que se poderia chamar de “máquina governativa”.
Limito-me a assinalar que essa mesma incompetência oferece a vantagem de
manter a ilusão que acabo de
mencionar: é somente nessas condições, efetivamente, que os políticos
em questão podem aparecer como a emanação da maioria, sendo assim feitos
à sua imagem, porque a maioria, seja qual for o assunto acerca do qual
for chamada a dar a sua opinião, é sempre constituída pelos
incompetentes, cujo número é incomparavelmente maior do que o dos homens
que são capazes de se pronunciar com perfeito conhecimento de causa."
extraido de "A Crise do Mundo Moderno".
Escrito por Heitor De Paola
| 11 Junho 2012
Artigos -
Governo do PT
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(...)
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O
Brasil se encontra numa encruzilhada que costuma ser fatal às
liberdades individuais: a total confusão entre as respectivas funções
dos três poderes. Além disto, existe a anarquia gerada pelo poder da
chamada ‘sociedade civil’, as minorias organizadas, em influenciar os
poderes da República, inclusive o Judiciário, que deveria ser isento de
influência popular para julgar conforme as Leis, e não sob o clamor e
aplauso de parte mínima do povo.
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(...)
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Já
Aristóteles apontava que a democracia tende a degenerar em oclocracia,
termo proposto por Políbio, que significa ditadura das massas
controladas por demagogos. O termo indica o jugo imposto pelas multidões
ao poder legítimo e à lei, fazendo valer os seus intentos acima de
quaisquer determinações de Direito Positivo. Não creio que o Brasil
corra este risco, Aristóteles não conseguiria prever a invenção
gramsciana da ‘sociedade civil organizada’ e é esta que manda e desmanda
no País, não as massas que sequer sabem o que está acontecendo. Um
exemplo: o Brasil prepara-se para a pantomima chamada Rio+20. Só 22% têm
uma vaga idéia do que seja esta palhaçada e só 16% já ouviram falar em
‘sustentabilidade’ ou ‘desenvolvimento sustentável’ e não sabem o que
seja.
Alexander Tyler, já antes da Independência Americana, advertia, se referindo à queda da democracia ateniense mil anos antes: Uma
democracia não pode existir como uma forma permanente de governo. Só
pode existir até que os eleitores descubram que podem votar por mais
dinheiro do tesouro público para si mesmos. Deste momento em diante a
maioria sempre votará nos candidatos que prometem a distribuição de mais
dinheiro do tesouro público, tendo como resultado que uma democracia
sempre acaba em razão de políticas fiscais frouxas, liberais e
irresponsáveis e são seguidas por uma ditadura. O tempo médio de duração
das grandes civilizações da história tem sido de duzentos anos. Estas
nações evoluíram através da seqüência seguinte: da escravidão à fé
espiritual, da fé espiritual para uma grande coragem, da coragem para a
liberdade, da liberdade para a abundância, da abundância para o egoísmo,
do egoísmo para a satisfação pessoal, desta para a apatia, da apatia
para a dependência e desta de volta à escravidão.
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eleição indireta do Presidente, o Federalismo, concedendo aos Estados e
ao povo, todas as prerrogativas que não fossem definidas na
Constituição como sendo do Congresso, a necessidade das Emendas à
Constituição serem aprovadas por no mínimo 35 legislativos Estaduais
antes de adquirirem poder legal, etc
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(...)"
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http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt…te-pais.html