Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Revista sugere ligação do PT com as Farc

Iniciado por orkut_5 em 12/03/2005 · 42 mensagens

orkut_5#1
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) teria em seus arquivos uma pasta com informações referentes a um suposto envio de US$ 5 milhões das Farc, a guerrilha colombiana, para campanhas eleitorais do PT em 2002.

A informação é da revista "Veja" desta semana, na reportagem intitulada "Tentáculos das Farc no Brasil". No entanto, a matéria diz não ter conseguido provas documentais sobre o assunto durante as cinco semanas de apuração.

http://noticias.bol.com.br/destaques/2005/03/12/ult96u67778.jhtm
hiranclair#2
Faço aqui uma perguntinha: se a Veja tem coragem de colocar o PT sob suspeita dessa forma, suspeita de ter ligação com as FARC, por que cargas d'agua ela não fala nada sobre o Foro de São Paulo?
Precisava de uma revista como a Veja ter a coragem de fazer uma reportagem sobre o Foro, por que será que não faz?
Lembro uma coisa curiosa, uns 4 anos atrás Lula foi a uma reunião do Foro de São Paulo, na qual ele fez uma declaração mais ou menos assim:"Obrigado Fidel, por você existir, você não traiu o seu povo(e por aí vai)".
A revista criticou essa declaração e mencionou que Lula estava numa reunião de organizações de esquerda, só que eu li com muita atenção e não foi mencionado nenhuma vez o nome Foro de São Paulo, o que eu lamentei muito.
Tenho uma sugestão a fazer, vamos fazer uma campanha para que todos nós que sabemos da existência e importância do Foro escrever cartas para a Veja e perguntar e cobrar que ela informe aos seus leitores sobre essa organização chamada Foro de São Paulo.
Não sei qual vai ser a reação, se é que vai haver alguma mas não custa tentar. O que vocês acham?
orkut_5#3
Eles não tiveram coragem de dar nome aos bois. Vejam esse trecho: "Os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das FARC são antigos. Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do muro de Berlim" (pp. 46-47).
hiranclair#4
Eu acho incível isso, parece que o nome Foro de São Paulo é proibido, porque a Veja não escreve esse maldito nome e coloca no lugar expressões vagas como "reunião entre organizações de esquerda".
Vou escrever e perguntar sobre isso, pode não adiantar nada, mas vou tentar. Sugiro que outros também escrevam.
mrcia#5
Roberto,
Tenho a reportagem, embora não seja assinante. Posso postá-la aqui, se vocês não se incomodarem com o número de mensagens. A matéria é bem grandinha.
mrcia#6
VEJA Edição 1896 . 16 de março de 2005

Partidos
Laços explosivos

Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002

Policarpo Junior

Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas. O principal documento nos arquivos foi datado de 25 de abril de 2002, está catalogado com o número 0095/3100 e recebeu a classificação de "secreto". Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião, que teve a presença de cerca de trinta pessoas, durou mais de seis horas e acabou com um animado forró, o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção. A notícia foi recebida com aplausos pela platéia. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro.

Sob a condição de não reproduzi-los nas páginas da revista, VEJA teve acesso a seis documentos da pasta que trata das relações entre as Farc e petistas simpatizantes do movimento. Dos seis documentos, três fazem menção explícita à doação de 5 milhões de dólares. Num deles, está descrita a forma de pagamento:
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o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem. Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense – e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do "comandante Maurício", apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil. Ao contrário da doação financeira e do mecanismo do pagamento, que são descritos em detalhes nos documentos da Abin, a menção à reunião no Pantanal aparece seca e sem detalhes.

"Conheço ele, sim, mas e daí? Não articulei encontro nenhum", garante a funcionária Maria das Graças, que diz ignorar qualquer reunião no Pantanal. Nas últimas cinco semanas, VEJA investigou a veracidade das informações arquivadas na sede da Abin. Será que houve mesmo um encontro numa chácara em Brasília? O encontro teve a presença de representantes das Farc? Falou-se ali na doação de 5 milhões de dólares? Para responder a essas perguntas, VEJA localizou o agente da Abin que se infiltrou na reunião das Farc e ouviu outros dois funcionários da agência que tiveram contato com a investigação, além de procurar os esquerdistas que foram ao encontro. A apuração comprovou a reunião, o local, a data e os personagens. Só não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT. A doação financeira é dada como realizada pelos documentos da Abin, mas a investigação de VEJA não avançou um milímetro nesse particular. Pode ter sido apenas uma bravata do padre Olivério Medina, codinome de Francisco Antônio Cadenas Colazzos, para alegrar
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seus convivas esquerdistas? Pode. Além da convocação manifestada nos documentos da Abin, a revista não encontrou elementos consistentes para que se faça uma afirmação sobre esse aspecto.
Os contatos políticos entre petistas e guerrilheiros das Farc são antigos. Começaram em 1990, quando o PT realizou um debate com partidos políticos e organizações sociais da América Latina e do Caribe para discutir os efeitos da queda do Muro de Berlim. De lá para cá, as relações se intensificaram, principalmente por meio das correntes esquerdistas do PT, como a Democracia Socialista, cuja estrela mais conhecida é o ministro Miguel Rossetto, do Desenvolvimento Agrário. Mesmo os quadros mais moderados do PT demonstram uma certa simpatia pelas Farc. Como instituição, porém, o partido há muito tempo quer distância das Farc. "A guerrilha representa tudo o que nós abominamos em termos de política. Não se pode esquecer que o PT já nasceu em oposição à luta armada. O governo do presidente Lula tem as melhores relações com o governo constituído da Colômbia e apóia o presidente Álvaro Uribe", diz o senador Aloizio Mercadante. E completa: "Se essa doação existiu, o que não acredito, ela não foi feita ao PT, mas a indivíduos que se dizem ligados ao partido. Se eles forem identificados e forem do partido, serão expulsos".

Em virtude do passado de companheirismo com as Farc, a cúpula do PT, ainda antes das eleições presidenciais de 2002, sentiu que seria adequado tranqüilizar o governo da Colômbia em relação a uma possível eleição de Lula. O hoje ministro José Dirceu, da Casa Civil, procurou a embaixadora colombiana em Brasília para avisar que, se Lula fosse eleito, a política de seu governo em relação às Farc seria a do Estado brasileiro – e não a da ala esquerda do PT. A palavra tem sido cumprida, embora o governo brasileiro insista em considerar oficialmente as Farc como um grupo guerrilheiro – e legítimo, portanto –, recusando-se a reconhecer o que elas realmente são. Ou seja: um
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conluio oportunista de guerrilheiros, terroristas e narcotraficantes.
Considerando-se o currículo das Farc, a história também faz sentido lógico. Fundadas na década de 60, as Farc começaram a se envolver com o tráfico na década de 90, quando os maiores traficantes colombianos passaram a remunerar os guerrilheiros em troca de segurança armada para os plantadores de coca (veja reportagem). Com o envolvimento direto com o tráfico, a organização acabou tornando-se financeiramente poderosa. Sabe-se que os cartéis colombianos da cocaína usam as ilhas de Trinidad e Tobago como um entreposto, estocando ali a droga que embarcam para a Europa. Por coincidência, é de Trinidad e Tobago que o dinheiro das Farc sairia para entrar nos cofres dos candidatos esquerdistas, conforme mostram os documentos arquivados na Abin. Apesar da verossimilhança e da aparência lógica do esquema, é vital ressaltar que, fora os registos feitos pelos espiões da Abin, não foram encontradas evidências sólidas da ajuda financeira da guerrilha da Colômbia. O padre Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, nega. "Não houve essa ajuda financeira", disse ele a VEJA, falando de um telefone público em Brasília e encerrando o assunto sob a alegação de que, como estrangeiro, não poderia falar sobre política.

O secretário de Relações Internacionais do PT, Paulo Ferreira, encarregado dos contatos do partido com o exterior, garante que as relações petistas com a guerrilha colombiana não são amistosas. "Ao contrário. Hoje, nós temos conquistado o ódio das Farc", diz. Uma das razões é o fato de que o PT aprovou uma recomendação para que as Farc sejam barradas nos foros internacionais de discussão sobre assuntos da América Latina. "Não há interesse em manter relações com um grupo belicista que, entre outras coisas, usa métodos como o seqüestro de civis", afirma Ferreira. A posição do secretário de Relações Internacionais do PT, no entanto, não é a unanimidade do partido. Em Brasília, por exemplo, o comitê que apóia ações das Farc
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é integrado e dirigido por militantes do PT. "Essas ligações existem à revelia do partido. Posso dizer que são até criminosas", afirma Ferreira. Para ele, as ligações entre PT e Farc descritas nos relatórios da Abin, se existiram tal como informaram os agentes de inteligência, foram "clandestinas".
A reunião na chácara em Brasília foi uma mistura de encontro político com festa de amigos. A chácara chama-se Coração Vermelho, pertence ao sindicalista Antônio Francisco do Carmo e fica a 40 quilômetros de Brasília. O encontro começou às 11 da manhã e terminou no início da noite. Aconteceu em torno de uma mesa debaixo de árvores, para evitar que um grampo clandestino pudesse captar as conversas. No início, com todos de pé, abriu-se uma bandeira das Farc e cantou-se o hino da guerrilha. Para entrar na chácara, os participantes tinham uma senha: bater com a mão espalmada no peito. Ao meio-dia, serviu-se um churrasco, com arroz e vinagrete, cerveja e refrigerante. Um dos presentes era o vereador Leopoldo Paulino, secretário de Esportes do então prefeito de Ribeirão Preto, o hoje ministro Antonio Palocci. Pouco antes, Paulino fundara o primeiro comitê de apoio às Farc no Brasil, em Ribeirão Preto. Na chácara, exibiu-se um vídeo com a inauguração do comitê, e Paulino explicou seu funcionamento. "Não temos presidente ou diretor. Somos todos guerrilheiros ou não somos. Se somos, então todos fazem parte da luta", disse ele, conforme o relato transcrito pelo agente infiltrado da Abin. Foi aplaudido pelos presentes.

A VEJA, o vereador Leopoldo Paulino, que foi guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional (ALN) e hoje é filiado ao PSB, negou que tenha participado de qualquer reunião na chácara Coração Vermelho. Outro que esteve presente, porém, o bancário Antônio Carlos Viana, um aguerrido militante comunista, confirmou a VEJA que a reunião foi feita, que o assunto era o apoio às Farc, mas disse que ninguém falou em dólares. "Só defendemos que as Farc sejam reconhecidas como força beligerante", diz ele, que trabalha no
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departamento de tecnologia do Banco do Brasil. O dono da chácara, o sindicalista Antônio Francisco do Carmo, militante do velho PCB, também confirma que, em várias ocasiões, cedeu sua propriedade para encontros em que o padre Olivério Medina esteve presente. Ele ressalta, no entanto, que eram encontros festivos, e não reuniões de caráter político, nas quais nunca se mencionou financiamento da guerrilha colombiana para o PT. "Sou amigo do padre e ele já almoçou e jantou várias vezes na minha chácara", diz. É certo que a reunião na chácara, até pela baixa estatura hierárquica de seus participantes, não tomou nenhuma decisão sobre Farc, PT ou milhões de dólares.

Na chácara, a doação do dinheiro veio à tona, talvez acidentalmente, e acabou captada por um agente da Abin. O general Alberto Cardoso, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo tucano e da Abin, soube da reunião na Coração Vermelho com antecedência e até abortou uma operação policial que planejava invadir a chácara e prender todos os participantes. O general preferiu deixar a reunião acontecer e manter o monitoramento por meio do agente infiltrado. Com isso, conseguiu pescar uma informação valiosa: o espião da Abin gravou a reunião e, na fita cassete, que também se encontra nos arquivos da agência, o padre Olivério Medina pode ser ouvido fazendo o anúncio da doação financeira aos petistas. Depois do anúncio, numa conversa com um grupo reduzido, o padre relatou como o dinheiro entraria no Brasil. Contou que sairia de Trinidad e Tobago, passaria pelos 300 pequenos empresários e chegaria a comitês regionais petistas.
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Os documentos arquivados na Abin, sucessora do velho SNI do regime militar, são célebres por seus erros e equívocos, motivados em geral pela paranóia anticomunista de seus agentes na época da ditadura. Os papéis que relatam a transação em que as Farc prometem ajuda financeira a candidatos esquerdistas no Brasil também não são imunes a erros. A trajetória dos papéis na hierarquia do serviço de inteligência sugere, porém, que as informações partiram de um espião experiente que gozava da confiança de seus superiores. Os documentos mostram que as informações ali contidas foram checadas com afinco. Um relatório elaborado por um agente de base costuma ser examinado por um analista, que avalia, reúne, compara informações e sistematiza-as de acordo com o objetivo de cada missão – ou manda tudo para o lixo. O segundo filtro sobre a qualidade de uma informação é feito por um diretor de departamento, que recebe informações de outros setores e, em tese, está mais bem equipado para avaliar o conjunto das informações. Depois, tudo ainda vai ao diretor-geral da agência, que avalia se o assunto é ou não relevante e se deve ou não ser levado ao conhecimento do presidente da República. O documento 0095/3100, de 25 de abril de 2002, o principal entre todos os que narram as ligações entre militantes petistas e as Farc, passou por todas essas etapas e acabou com um carimbo de "secreto". Isso significa que suas informações eram críveis e seu conteúdo tinha consistência suficiente para ser levado ao conhecimento do presidente da República.

A primeira suspeita da generosidade financeira das Farc com esquerdistas brasileiros apareceu há dois anos, quando o deputado Alberto Fraga, hoje filiado ao PTB, contou que agentes da Abin lhe narraram a história. O deputado fez um discurso-denúncia sobre o assunto na tribuna da Câmara e tentou em vão abrir uma CPI. Não conseguiu recolher o número necessário de assinaturas de deputados. Sua denúncia não recebeu muito crédito,
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mas o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT paulista, procurou-o. Disse que estava incumbido pelo governo de processar Fraga e queria saber se o deputado tinha provas da denúncia que fizera. Fraga blefou. "Eu disse que podia até apresentar testemunhas em juízo." Diante disso, Greenhalgh nunca mais tocou no assunto, segundo Fraga. "Eu só falei para que ele tomasse cuidado com aquela história. Disse que ele poderia acabar sendo processado porque a história não era verdadeira", desmente Greenhalgh. "Eu não estava falando em nome do governo." Quando Fraga fez a denúncia, a Abin chegou a abrir uma investigação interna para descobrir quem era o responsável pelo vazamento. A apuração encontrou um responsável. O resultado está arquivado no Departamento de Inteligência.

As suspeitas em torno de ligações do PT com as Farc costumam servir para manipulações políticas, com o objetivo de envolver o partido com um grupo terrorista. Na campanha presidencial em 2002, por exemplo, o programa eleitoral do então candidato tucano, José Serra, chegou a perder preciosos minutos em direito de resposta por ter veiculado a acusação segundo a qual o PT teria ligações clandestinas com as Farc. O fato que agora vem a público, porém, está despido de motivações políticas – foi apurado por uma agência oficial, ficou nos arquivos e, hoje, tais arquivos estão sob o comando do investigado. Na quarta-feira passada, VEJA pediu esclarecimentos ao Gabinete de Segurança Institucional, abaixo do qual fica a Abin. Recebeu a resposta oficial na sexta-feira. Ei-la: "O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informa que não vai se pronunciar a respeito". Quatro horas depois, o GSI emitiu outra resposta. Dizia com um tortuoso malabarismo verbal que a Abin investigou as Farc – o que, no fundo, não quer dizer nada. Seria uma investigação histórica medir a dimensão dos tentáculos das Farc no Brasil e o nível hierárquico em que eles chegaram a penetrar no partido que detém o Poder Executivo.
mrcia#14
Uma mancha na América Latina

Recursos das Farc vêm do narcotráfico e dos seqüestros

A Abin descobriu que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) deram dinheiro para militantes petistas. Mas de onde vem o dinheiro das Farc? A maior parte dos recursos do maior grupo guerrilheiro colombiano é obtida por meio de três atividades criminosas – seqüestros, tráfico de drogas e roubo de gado. Entre 1997 e 2004, 4.734 pessoas passaram pelos cativeiros mantidos pelas Farc em seus acampamentos no interior do país. Só no ano passado foram 700 cativos. Os pagamentos de resgate somaram 37,5 milhões de dólares apenas em 2003, de acordo com as últimas estimativas oficiais disponíveis. No mesmo ano, a guerrilha lucrou 31,8 milhões de dólares com o roubo de mais de 100.000 cabeças de gado. Especialistas calculam que as Farc controlam 30% do mercado de distribuição e exportação de cocaína na Colômbia. Em termos monetários, significa um faturamento anual entre 600 milhões e 800 milhões de dólares.

O seqüestro é uma atividade antiga da guerrilha colombiana. O envolvimento com o narcotráfico é mais recente. Começou no início da década de 90, quando uma ofensiva para erradicar as plantações de folha de coca na Bolívia e no Peru levou os cartéis colombianos a se associar com a guerrilha para o plantio nas áreas rurais sob controle dos esquerdistas. O negócio fez uma tremenda diferença. De guerrilheiros pobres, que tinham perdido a mesada de Cuba, as Farc se tornaram milionárias. Para administrarem o ritmo acelerado de sua indústria de seqüestros, as Farc adotam um procedimento padronizado. O valor do resgate é tabelado de acordo com a região do país e varia entre 5.000 e 15.000 dólares, para prisioneiros de classe média. No caso de grandes fazendeiros e funcionários de empresas estrangeiras pagam-se valores bem maiores. A guerrilha pressiona os familiares para que o pagamento seja efetuado em, no máximo, uma semana. A partir desse prazo, são informados de que a vida do refém corre risco.
mrcia#15
Situação ainda mais dramática é a daqueles seqüestrados por motivos políticos. Nesses casos, a guerrilha não aceita o pagamento de resgate. Os cativos servem para ser trocados por guerrilheiros presos em negociações com o governo. Hoje, 64 reféns estão nessa situação. São 27 políticos, 34 militares e três civis americanos. O caso mais conhecido é o da escritora e senadora Ingrid Betancourt, de 43 anos, mãe de um casal de adolescentes. Candidata à Presidência nas eleições de 2002 por um pequeno partido ambientalista, Ingrid já era uma celebridade internacional antes de ser seqüestrada pelas Farc. Sua autobiografia, Coração Enfurecido, é best-seller na França e nos Estados Unidos. Seu marido, o publicitário Juan Carlos Lecompte, largou o trabalho para seguir obsessivamente qualquer pista sobre o paradeiro da mulher. Há um mês, quando o seqüestro completou três anos, ele lançou um livro relatando os 1.100 dias de seu sofrimento. "Minha vida virou do avesso, a ponto de eu não ter idéia se Ingrid vai me reconhecer quando for solta, de tão amargo e triste que me tornei", disse Lecompte a VEJA.

O desespero é compartilhado com os familiares de outros reféns políticos. Esses familiares mantêm um programa de rádio, As Vozes do Seqüestro, no qual enviam mensagens aos parentes no cativeiro. Também se reúnem todas as semanas na Praça Bolívar, em Bogotá, para pressionar as autoridades. Apesar da mobilização, as chances de rever os parentes são cada vez menores. A guerrilha chegou a estudar a troca dos reféns por 500 guerrilheiros presos. Mas recuou depois que o governo colombiano extraditou dois chefões das Farc para os Estados Unidos, onde respondem a processo por participação no tráfico de drogas. O drama dos mortos-vivos, como esses reféns são conhecidos, ainda está longe do fim.
mrcia#16
Estou me sentindo um spam.

É a reportagem completa, sem as fotos e legendas, claro.
wagner_7#17
Também quero registrar minha indignação com o Foro de Porto Alegre. Ar-condicionado insuficiente, sinalização precária e estacionamento caótico, um horror.
tiago_9#18
Mesmo diante de fatos os babacas esquerdistas vêm fazer troça. Reação típica de quem deu com a cara na porta. Doeu ver que não é alucinação o vínculo do partido do seu presidente com os narco-terroristas? Agora que saiu na Veja e não no site do Olavo o fato se tornou crível? Vocês são merecedores dessa ironia barata que constantemente fazem uso.
mrcia#19
Márcio, a reportagem não foi apenas abafada, ela mesma é parte da caramelização do escândalo que pretendeu denunciar: desconversou, negou por boca própria e forneceu de antemão todos os álibis para os envolvidos -- o PT, as Farc e, claro, o Foro de São Paulo, principalmente o Foro de São Paulo, não nomeado, mas descrito no texto como um 'debate'.
Os álibis não resistem à mais leve confrontação com os fatos, mas é a eles que a mídia vai se agarrar ao lidar com a 'meia-denúncia' da 'meia-reportagem', como diz um amigo meu. O que era silenciado será mencionado com a maior naturalidade do mundo a partir de agora.
mrcia#20
É o próprio texto e a falta de repercussão que me levam a pensar assim. Até a Radiobrás já está citando o FSP numa boa. Tudo tão cool. Aguardemos, pois.
Beijinhos
tiago_9#21
Em abril de 1992 uma capa da Veja deflagra um processo de impeachment que culminou com a renúncia de Fernando Collor. As suspeitas são de corrupção e de existência de caixa dois na campanha eleitoral. Uma entrevista do motorista da secretária do então presidente completa o estopim. Um irmão ressentido e um motorista de secretária levam à instauração da CPI que abre o processo de impeachment.

Em março de 2005 uma capa da Veja denuncia que a campanha do atual presidente teria recebido U$ 5 milhões de uma organização criminosa que possui 3 fontes principais de renda: seqüestro, tráfico de drogas e roubo de gados. Claro, uma boa dose de assassinatos para conseguir tocar um business tão honesto. O presidente foi eleito com dinheiro sujo de sangue, de pó e de pólvora. Nada, nada mesmo aconteceu, nem uma explicação, ainda que pueril. Pelo menos por enquanto.
mrcia#22
Tiago, tráfico de armas leves também.
hiranclair#23
Eu já escrevi para a Veja e espero que outros também escrevam. Não compartilho da opinião de que a Veja esteja dominada pelo PT, de que essa reportagem mais beneficia que prejudica o governo porque depois disso se enterra o assunto.
Na cabeça de muitos brasileiros que nem sonhavam com esses vínculos PT-FARC, no mínimo fica abalada a certeza da virtude ética do PT e diminui a possibilidade de a pessoa votar novamente no PT.
Acho que talvez a Veja tenha medo de falar sobre o Foro, talvez pense que seria demais, que já está se arriscando muito com as críticas que faz, ou que ainda não é o momento porque as pessoas ainda não estão preparadas pra isso, etc.
Fora isso, achei que o restante da Mídia está muito silencioso e deveria ter no seguimento da Veja mostrado reportagens como a do Organização Pró-FARC criada durante a prefeitura de Palloci, as visitas de representantes das FARC ao governo petista gaúcho e outras.
Apesar disso, acho que poderíamos tentar fazer alguma pressão escrevendo para grandes jornais e revistas e perguntando por que eles não falam sobre o Foro de São Paulo, o que vocês acham?
fabio_9#24
Eu concordo em parte com o Hiranclair... mas eu diria mais.... acho q ela não expõe tudo, pq seria dar razão completamente ao Olavo de Carvalho. Honestamente? É impossível que *ninguém* da grande imprensa não tenha tido a curiosidade de averiguar as fontes citadas pelo Olavo. E esse pessoal deve se roer de raiva por ter ignorado e feito chacota dele e tomado um belo dum furo. Agora, para poder denunciar estes mesmos fatos eles devem estar buscando "outras fontes" que um "mero colunista ultra-direitista hidrófobo" não poderia ter acesso pra mostrar que podem mais que ele sem dar o braço a torcer. A mesquinharia humana não conhece limites.
daniel_3#25
Acho que a revista não foi mais incisiva do porque não pôde. Eles têm de se preservar contra eventuais interpelações judiciais, e embora a doação das Farc ao PT seja possível e até provável, o que a revista possuía, em termos documentais, era pouco. Não duvidem: se a revista tivesse provas da transação, publicaria a matéria com estardalhaço. Muito do que se toma como viés político tem origem na própria lógica interna do jornalismo, como o fato de a revista não ter repercutido tanto: nenhum jornal gosta de ter de escrever "como noticiou a revista Veja no dia tal..."
hiranclair#26
Acho que as opiniões dos colegas Fábio e Daniel ajudam a explicar os fatos e são válidas também. De fato, acho bam plausível que de fato a mídia não queira dar o braço a torcer ao Olavo de Carvalho. Ele critica a Mídia de modo muito pesado e certamente muitos jornalistas tem raiva e até ódio dele.
Além disso, reconhecer que levaram um furo, que ignoraram durante muito tempo um fato tão importante e admitir que o Olavo foi o único a avisar seria uma humilhação insuportável para muitos. Infelizmente a vaidade é um defeito humano muito forte e poucos tem humildade para reconhecer seus erros e dar o braço a torcer.
Vai chegar o dia em que o Olavo vai ser reconhecido como uma pessoa corajosa que antecipou e deu um baita chapéu em toda a mídia nacional, mas a mídia vai resistir em aceitar isso.
Acho que ele exagera na maneira como descreve o domínio da esquerda na mídia, mas apesar disso os méritos dele são maiores que os defeitos, e ser o único a falar do Foro de São Paulo durante vários anos é um grande mérito.
mrcia#27
03/17/2005 08:32
Os documentos e provas citados pela revista ou são sigilosos (Abin), ou exigem quebra de sigilo bancário, e não estão, portanto, ao alcance da Veja.
O absurdo é que, mesmo desprovida dos documentos necessários para culpar ou inocentar por completo, a revista saiu em defesa descarada do PT e das Farc em quase todos os parágrafos, chegando à desfaçatez de confinar o narcotráfico a uma 'banda podre' que atuaria dentro desse grupo narcoterrorista, em oposição a uma 'banda guerrilheira'.
Por favor, isso é abusar da credulidade dos leitores, ou de uma parte deles.
mrcia#28
Márcio, xará,
Parafraseando o título, pior que as narcoterroristas Farc e a complacência da mídia é o que engendrou ambos: o comunismo, geralmente reduzido à camuflagem do 'stalinismo'.
Alguém aqui já leu Red Cocaine?
mrcia#29
Se os parlamentares realmente quiserem obter mais informações, podem começar pelas atas do FSP (ou o que resta delas), disponíveis em várias partes da net, inclusive no Mídia sem Máscara. Caso não compreendam o que nelas está escrito e firmado, existe bibliografia séria a respeito das Farc publicada em inglês e espanhol, sem contar os inúmeros sites de esquerda que comprovam a ligação Farc-PT.

Quanto à Abin, pode incinerar o documento sobre os cinco milhões de dólares. Ele não faz a menor falta.

As piadas e elogios estão na matéria da Folha Online "Parlamentares encerram polêmica sobre suposta doação das Farc ao PT".
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1803200517.htm
hiranclair#30
Fiquei decepcionado com o fato de a revista Veja não haver falado nada sobre o Foro de São Paulo e nem sequer ter publicado uma carta sobre isso. Ela está perdendo uma grande chance de esclarecer o povo brasileiro a esse respeito.
E como parece que nenhum grande órgão de mídia está disposto a tocar no assunto, o povo brasileiro vai continuar ignorante a esse respeito.
Essa denúncia sobre a doação de dinheiro pela FARC pelo jeito vai ser abafada.O resto da mídia não esta dando bola, infelizmente.
tiago_9#31
Reparem como não é preciso ir longe para provar a ligação do PT com as Farc. No site oficial do Lula consta a afirmação abaixo:

"Junto com uma centena de partidos e movimentos de esquerda da América Latina (entre os quais o PT, o PSB, o PPS e o PDT brasileiros), as FARC fazem parte do Foro de São Paulo. No Foro, convivem organizações de perfil político ideológico bastante distinto."

http://www.lula.org.br/noticias/not_int.asp?not_cod=…0&sis_cod=37
carla#32
Se alguem tiver interesse de ler mais sobre o Foro de São Paulo', é interessante que se faça UMA BUSCA sobre o assunto..... e leiam, o estranho é que quase não se vê sobre o assunto em português, mas em espanhol... são vários ,Jornal Rebelion, e é nos artigos em espanhol que se pode ver as ligações...

Fiz minha busca no Google
Boa Sorte e Boa Leitura!!!

(http://www.farcep.org/resistencia/internacional/23/html/foro.html)
hiranclair#33
Pasta investiga envio para as Farc de remédio

da Folha de S.Paulo

O ministro da Saúde, Humberto Costa, afirmou nesta terça-feira que sua pasta está conduzindo uma investigação interna para apurar o desvio de remédios para leishmaniose que supostamente estariam sendo utilizados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conforme indica um inquérito da Polícia Federal.

A medicação é distribuída pelo ministério diretamente para Estados e municípios. Humberto Costa determinou o rastreamento dos lotes. Ele disse também que parte dos lotes são distribuídos pela Fundação Osvaldo Cruz.

"Se houver qualquer tipo de implicação ou participação de funcionários do Ministério da Saúde, vamos apurar e aplicar as punições cabíveis", disse.

A descoberta do desvio está registrada em inquérito instaurado pela PF em 23 de novembro do ano passado. As ampolas de Glucantime, que desde 2003 são vendidas exclusivamente ao Ministério da Saúde, foram encontradas boiando em caixas de isopor em um rio próximo à cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM). A lancha em que eram transportadas sofreu um acidente. Conduzida por três colombianos, levava também 9.200 cartuchos para armas calibre 12, 16 e 22 milímetros.

Investigadores entendem que, pelas circunstâncias da apreensão, o destino seriam as Farc. Outra investigação da PF em curso em Tabatinga (AM) reuniu elementos de que o remédio é usado por guerrilheiros.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u68013.shtml
fabio_9#34
[url]/Community.aspx?cmm=1511426[/url]
mrcia#35
Quem disse que as denúncias não seriam investigadas?

http://www.videversus.com.br/Porto Alegre, Segunda-feira 28 de Março de 2005, Ed. Nº 175

POLÍCIA DO PT ENTRA EM AÇÃO
O jornal O Globo informa que O PT está fazendo uma devassa na vida do coronel Eduardo Adolfo Ferreira, que coordenou a investigação feita na Abin sobre o financiamento para a campanha do PT em 2002 pelas Farc, grupo narcoguerrinheiro que atua na Colômbia. Funcionários do partido estão fazendo varredura em cartórios, tribunais e bancos de dados de crédito. Qualquer um sabe que o PT tem um "departamento de informações", a sua Gestapo particular, para levantar informações sobre os inimigos e liquidá-los antes que possam se opor ao partido ou criar-lhe problemas.
ayrton#36
17/05/2010

Para mim, foi um claro recado muito claro à Lulla, parabéns presidente:

O Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe pediu que a luta contra o terrorismo seja um compromisso de toda a humanidade. Também afirmou que o terrorismo transforma alguns países em IDIOTAS ÚTEIS.
ayrton#37
"17/05/2010

Presidente Uribe pidió que lucha contra el terrorismo sea 'compromiso de toda la humanidad'

El mandatario colombiano aseguró en Madrid, en donde participa en la cumbre Unión Europea y Latinoamérica, que "el terrorismo sabe convertir algunos países en idiotas útiles".

"El terrorismo es un mal que si no se le enfrenta hace metástasis y además sabe convertir algunos países en idiotas útiles", dijo Uribe, tras recoger el premio al "Mejor dirigente político iberoamericano de la década" concedido por el grupo editorial español Intereconomía.

Preguntado por la prensa sobre las relaciones entre el grupo terrorista Eta y la guerrilla de las Farc, Uribe destacó que "en varias ocasiones se ha dicho que ha habido una especie de intercambio fatal de tecnologías criminales entre estos grupos terroristas internacionales".se ha dicho que ha habido una especie de intercambio fatal de tecnologías criminales entre estos grupos terroristas internacionales".

"Era yo candidato y ya oí decir que algunos artefactos explosivos tenían origen en estos grupos, como Eta o el Ira", dijo Uribe.

Según él, "los terroristas son audaces" y el terrorismo "sabe convertir algunos países en idiotas útiles" porque "primero los lisonjean, buscan albergue, y después terminan sacrificándolos".

Por eso, la lucha contra el terrorismo "debe ser un compromiso de toda la Humanidad", insistió, incidiendo en algo que ya había destacado durante su discurso de agradecimiento del galardón, cuando insistió en que "nadie está libre" de esa lacra.

"Colombia pide a todos los países de Latinoamérica una lucha denodada contra el terrorismo", añadió, al criticar la actitud de algunos dirigentes que actúan como "viejos comunistas" pero a los que, según dijo, les da vergüenza reconocerlo.
ayrton#38
Previamente, Uribe agradeció de "corazón" el premio y aseguró que "quien lo merece es el pueblo colombiano, con su abnegación, con su capacidad de soportar penalidades y al mismo tiempo con su entereza para buscar caminos de superación".

En su discurso, el presidente hizo un recorrido de los avances de seguridad, económicos y sociales su país e insistió en que su Gobierno había conseguido grandes mejoras gracias a tres columnas claves de su gestión: la seguridad, la promoción de la inversión extranjera y las políticas sociales.

Entre los numerosos asistentes al acto se encontraba el líder de la oposición española, el conservador Mariano Rajoy, quien calificó de "brillante" el discurso de Uribe y de "magnífica" su labor al frente de Colombia.

"Somos muchos en España los que valoramos mucho la gestión de Uribe y sólo puedo desear a los colombianos que elijan bien para que se pueda prolongar" y que "Colombia sea cada vez un país mejor", añadió.'

http://www.eltiempo.com/colombia/politica/presidente…ca_7713374-1
priscila#39
Èu também discordo de que se trate de "idiotas úteis". Estão empenhados num projeto absolutamente CLARO, que não pode prescindir do narcoterrorismo, e por isto são aliados dele. Não tem nada de "idiotice útil" nisso, não. Tem é muita premeditação e sentido.
Óbvio. Não sei por que essa babaquice de ficar rodeando e não dizer logo a verdade.
Tá frazendo cerimonia com quem, com o FSP? Pra que?

Que "idiota útil" tem nisso? Só se for a população imbecilizada, mas essa não conta, não é "aliada"de ninguém. Tão parva, coitada, que nem conta, a não ser na hora de se enfileirar e ir pro matadouro fazendo pouco barulho. E se fizer muito, não há de ser por isso que os caras vão se incomodar. Não depois de terem se empoleirado onde estão empoleirados.
ayrton#40
O computador de Raul Reyes já confirmou tudo que Uribe e a CIA precisavam saber sobre as FARC, "tim-tim por tim-tim". Entãp por que Uribe não denuncia logo? O problema, a meu ver, deve estar no campo diplomático; não interessa à Colômbia ser isolada continentalmente, por isso, não bate de frente com quem ajuda os seus arqui-inimigos, os narco-terroristras.

Em diplomacia a coisa é muito mais complicada; as relações comerciais entre os EUA e a Venezuela tem cifras verdadeiramente astronômicas. Também é verdade que todos os países sul-americanos (como a Colômbia) tem interesse comercial no Brasil ( e vice-versa). Também deve ser bastante elevado o número de empresas privadas americanas na Venezuela e de empresas brasileiras na Colômbia.

A diplomacia...
ayrton#41
Recentemente, o juiz Federal Odilon de Oliveira demonstrou que grupos narcotraficantes e grupos terroristas vêm se contactando e até mesmo se fundindo numa coisa só. Acontece que as FARC dominaram o movimento de cocaína, sobrepujando os outrso cartéis graças exclusivamente ao apoio de presidentes como Lulla, Fidel Castro e ao seu maquiavélico Foro de São Paulo.

Acredito que Álvaro Uribe esteja muito bem informado sobre tudo o que está havendo na América do Sul e no resto do mundo. Acessorado pela CIA (Central de Inteligência Americana), Uribe está dando uma surra nos terroristas comunistas. Também creio que já esteja a par da associação das FARC com outros grupos terroristas, como por exemplo: islâmicos, na Tríplice Fronteira; narcotraficantes (da Venezuela, do Brasil, de Honduras, entre outros); separatista Basco, ETA (da Espanha) e , possivelmente com a Máfia (Itália) - talvez até com a máfia Russa. O presidente colombiano também sabe do Foro de São Paulo, pode ter certeza (e quem já não sabe?).

Na minha humilde opinião, a CIA também sabe do apoio do governo iraniano a radicais islâmicos (Hamas e AL Qaeda), no Iraque e em outros possíveis "alvos" ocidentais. Para culminar, no dia em que o amigo das FARC, Lulla, se encontra com o Ahmadinejad nada poderia ter sido mais apropriado que o recado de Álvaro Uribe.

O recado para Lulla (e para o FSP): os narcotraficantes como Al Qaeda (heroína) e FARC (cocaína) estão se organizando numa multinacional do crime. Barra pesadíssima. Lulla é um bunda-mole, um cachaceiro. Note que em alguns países os traficas já tomaram o poder; para a maioria dos analistas americanos, o México, por exemplo, já é um NARCO-ESTADO.
ayrton#42

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