Quando a inteligentisia busca transformar os intelectuais de fato em risíveis quixotescos:
Voz solitária no meio intelectual, Olavo é um dos poucos - senão o único - a defender os valores não-marxistas de respeito à religião, sobretudo ao cristianismo, e denunciar a formação de uma nova ordem mundial que a cada dia se apresenta com maior notoriedade, passando do campo das "teorias da conspiração" para o debate aberto nos meios oficiais já seduzidos pela ideologia de esquerda. O papel do seminário de filosofia é o de educar para a atuação política contra esse estado de coisas, empreendimento mais que importante, necessário.
Não obstante, esbarra na ditadura da burrocracia politicamente correta que chega mesmo a sugerir uma "carteira de filósofo", e a impor o diploma universitário como elemento imprescindível para o debate filosófico. Assim, alienados à comuna de pensadores que operam dentro dos moldes pré-determinados pelo Estado, os "pensadores" só farão alimentar o monstro contra o qual, ironicamente, creem lutar: o diabo é a religião, Deus é o Estado, numa inversão de valores que celebra como realidade os mais temíveis pesadelos apocalípticos.
Nesse contexto, os estudantes do seminário talvez acabarão como Dom Quixote: discursando para moinhos de vento, sendo esses aqueles cegados pela mentalidade esquerdista, e mesmo aprisionados pela lógica burrocrática e politicamente correta imposta como regra de conduta, sem poder mesmo semear suas ideias pela rede, dado estar essa sob constante ameaça.
Faz-se necessário, mais do que nunca, refletir e agir contra os ventos. Caso contrário, é bem possível que os atuais estudantes de filosofia do seminário acabem por reduzir-se à notas de rodapé à título de piada. Essa tendência é ainda mais notável dado que a educação em crise faz da figura mesma do filósofo algo funcional, como aquele que só faz repetir a cartilha decorada, outorgada, taxada, celebrada, rotulada e engolida sob o efeito de um anestésico que está para além da sociedade do espetáculo.