Europa: a face desumana da crise
De um lado, temos os números da crise que afeta Europa e Portugal - e a discussão técnica sobre causas, efeitos e caminhos para contorná-la; de outro, temos as reações das pessoas comuns, compondo um cenário que se pode traduzir numa palavra: perplexidade.
Economistas não atentam muito aos efeitos sociais e individuais de uma política recessiva levada ao extremo, como ocorre em Portugal. Por exemplo, não há nenhum estudo econométrico sobre o aumento da taxa de suicídios em relação a cada ponto percentual de retração do PIB, pelo menos neste país. Na Grécia falida já se sabe que os suicídios aumentaram 17% de 2007 para 2009, e dados ainda não oficiais acrescentam um aumento de 25% em 2010.
Em Portugal, há apenas uma informação da base de dados Pordata, registrando que 1.098 pessoas suicidaram-se em 2010, ou 84 a mais do que no ano anterior, mas sem avaliação de quantas dessas mortes podem ser relacionadas aos problemas econômicos agravados. Mesmo assim, o secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, admite podem aumentar os casos de morte auto-provocada, diante de circunstâncias como "aumento do desemprego, aumento de situações de maior dificuldade social, individual e familiar".
O governo apela à solidariedade entre as pessoas, como meio de aliviar as pressões e traumas psicológicos devidos às dificuldades materiais. Antes de ser criticada por jogar nas costas da sociedade um problema que sucessivos governos criaram, a Secretaria anuncia que tem um plano de prevenção de suicídio "que está sendo ultimado e isso, para nós, é prioritário", na palavra
na palavra de Leal da Costa.
Até a Igreja, tradicionalmente conservadora, começa a falar na crise e exigir uma posição mais ativa das autoridades e dos católicos, no alívio de suas consequências no plano pessoal. Na missa de Páscoa, há poucos dias, o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, disse que há "demasiadas mãos sujas com a iniquidade, com a exploração dos fracos ou com as conjunturas de interesses. E isto acontece porque há mãos limpas mas atadas pelo "deixar correr", não querer comprometer-se, ter medo do que poderá acontecer".
Diante da indiferença da maioria com os que mais sofrem com a crise, o arcebispo advertiu que Portugal vive em "tempo de risco de um grande colapso social".
O curioso é que as medidas recessivas, cortes de gastos sociais e reengenharia no serviço público e nas empresas privadas (o que se traduz no aumento do desemprego) começam a preocupar o governo e a troika (como são chamados o Banco Central Europeu, Comissão Européia e FMI, responsáveis pelo "socorro" a Portugal há um ano).
Motivo: elas começam a dar os resultados previsíveis… Impôs-se a recessão, e agora revela-se surpresa porque a recessão dói socialmente, paralisa a economia, reduz a arrecadação, e traz efeitos contrários aos apregoados pelos defensores deste remédio amargo.
Chefe-adjunto da missão da troika em Portugal, o austríaco Peter Weiss, sugeriu que a culpa pelos altos índices de desemprego é… dos desempregados! Ele afirmou que as taxas de desocupação estão acima do previsto porque muitos trabalhadores, que esperavam ser demitidos em maio ou junho, estão pedindo dispensa agora. Na verdade, eles querem proteger-se contra a redução do salário-desemprego - mais uma medida draconiana exigida pelos organismos assumiram o controle sobre a economia portuguesa.
Weiss fez uma comparação típica da burocracia bancária empenhada em demolir o estado de bem-estar que fez a Europa rica e poderosa durante décadas: "Isso acontece sempre. Quando se aumentam os impostos sobre o tabaco, as pessoas começam a comprar mais cigarros. É um comportamento normal".
Tais declarações, feitas no início de abril, causaram muita irritação nas ruas, onde as pessoas perguntam quem é Peter Weiss para dizer que o trabalhador português está antecipando o próprio desemprego: "Esse homem não foi eleito por nós, nem pela União Europeia, não tem autoridade para analisar os problemas que vivemos por causa da troika e dos governos submissos", desabafa Francisco Soares, pequeno comerciante em Óbidos.
Tem a ver com a crise o fato de as cadeias portuguesas ficarem muito mais cheias de três anos para cá? Desde o ano 2000, o número de presidiários vinha caindo gradativamente; mas em 2008, a curva de condenações voltou a subir rapidamente. Neste abril, pela primeira vez, Portugal superou a marca dos 13 mil detentos. As cadeias têm capacidade para 1,2 mil presos a menos que este número, e não há recursos para ampliações.
A falta de recursos preocupa também a polícia especializada em controle de manifestações sociais, que devem aumentar em resposta ao agravamento da crise. No seu plano de atividades para 2012 a PSP (Polícia de Segurança Pública) já previa uma fase de desafio "quer ao nível da criminalidade, quer ao nível da determinação, competência técnica e bom senso na atuação em situações decorrentes do direito de reunião e manifestação, quer ainda na assertividade e rigor de gestão e empenho dos seus próprios recursos".
A PSP, assim como a Guarda Nacional Republicana e a Polícia Judiciária, estão mobilizadas para controlar e, se for o caso, reprimir manifestações populares previsíveis. A pretexto de combater a criminalidade, os órgãos de segurança demandam mais recursos, aumentam a vigilância sobre a população e os movimentos sociais e preparam-se para possíveis confrontos.
Assim como na Grécia, o povo não aceita passivamente o ônus da crise - sempre imputado ao trabalhador, ao jovem, à dona-de-casa. Os mais desesperados recorrem ao suicídio, como tem ocorrido crescentemente, sob fingida ignorância da mídia; outros vão à greve e quando desempregados, às ruas.
Antonio Barbosa Filho
Correspondente na Europa do Blog Outras Palavras
Publicado originalmente no site Opera Mundi (http://www.operamundi.uol.com.br/)
o bicho pegou mesmo para nosso co irmão portuga...povo la ta desesperado mesmo..Como todos sabemos a esquerda socialista que levou a Europa pro buraco,inflando o estado e aumentando os tributos,e agora levando o povo ao suicídio em massa..até a nova direita endireitar e botar o povo pra trabalhar novamente.. o desespero da esquerdalha européia vc ve no comentário desse correspondente esquerdinha ai.. eles não sabem mais em quem botar a culpa do fracasso deles
O fracasso é tao profundo , tao profundo , que nao sei quando veremos uma luz.
O governo espanhol, esta realizando recortes massivos , tanto na saúde como na educaçao. No caso da saúde, já nao será mais possível o tal turismo sanitário e se implantou o copago nos medicamentos . Fiquei surpresa, com o governo , por nao ter suspendido a gratuidade das operaçoes de mudança de sexo , que sao gratuitas. Em relaçao ao corte na educaçao, me parece perfeito acabar com a festa dos "estudantes", que até entao se dedicavam a receber uma bolsa de estudos e utilizando o dinheiro para fazer turismo pela europa. Matrículas mais caras e reduçao de bolsas de estudo nas Universidades . Neguinho vai ter que ESTUDAR !!!
O governo de direita do PP, nao é perfeito , porém deixou claro que colocar o tren para funcionar nao será fácil , já que 8 anos de gorveno socialista AFUNDARAM o país .
Vale lembrar , que muitos dos socialistas , que estavam vivendo uma vida de "conto de fadas", após perderem seus empregos, voltaram para à casa dos pais (conservadores) e somente nao estao passando fome , devido a ajuda da familia e da Igreja , através de Caritas . Mesmoo , assim os filhas da puta, seguem apoiando o socialismo. Dá prá entender ??
Em relaçao ao suícidio, nao tenho dados que possam confirmar um aumento ao nao deste ato de desespero. Agora o aumento do uso de medicamentos antidepressivo , aumentou consideravelmente, assim como pequenos roubos, fraudes e moradores de rua . Agora , se a situaçao seguir , creio que os indíces de suícidio podem aumentar.
É, meu caro: soltam as "liberdades", as mordomias, a bagaça inteira do "
eu quero mais é 'ser feliz', e dane-se o resto", e depois mandam pau no controle social. Dá nisso aí: começa todo mundo a se estropiar, a cometer todo tipo de iniquidade, a se matar, sei lá... É SEMPRE a mesma coisa.
AQUILO dá NISSO.
La guardia pretoriana que acompaña a Nikos Mijaloliakos, líder del neonazi Aurora Dorada, metió anoche el primer susto en el cuerpo a un grupo de periodistas que aguardaba en la sede del partido al jefe. "Todos de pie", ordenaron los esbirros a la entrada de este; los informadores que no lo hicieron, fueron ‘invitados’ a salir del local. El pasado militar de Mijaloliakos imprime carácter.
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La sede de Aurora Dorada era el sábado un torbellino de entusiasmos. Mocetones vestidos de negro, con botas militares y cascos relucientes; tatuajes que casi no abarcan los correspondientes bíceps; caras de malas pulgas, testosterona, anabolizantes: el retrato robot del perfecto militante. Nada de paridades, y eso que los muchachos se cuadran ante Urania Mijaloliakos, hija del líder y responsable de las nuevas generaciones "y de la sección femenina" del partido. "Sí, claro que hay mujeres en el movimiento, el 30% más o menos. En Aurora Dorada hay de todo: tenemos militantes de 16 a 86 años; madres, hijas, familias enteras", explica.
No pudo presentarse a los comicios por tener 24 años (los candidatos deben haber cumplido los 25), pero se sabe la cartilla de Aurora Dorada como si la hubiera mamado: "No somos neonazis en absoluto, porque no somos alemanes. Ni fascistas, porque no somos italianos ni creemos en el Estado. Somos griegos nacionalistas", dispara. "En 1994 nos presentamos a las elecciones por primera vez, pero mañana [por el domingo] vamos a sacar entre el 6% y el 7% de los votos". Clavado: el movimiento, con casi el 7%, ha logrado colocar a 21 de los suyos en el Parlamento.
Entre sentidas referencias a Primo de Rivera, Alcatraz –el Alcázar de Toledo- y el neonazi Pedro Varela (encarcelado por difundir ideas genocidas desde su librería en Barcelona), Urania Mijaloliakos despliega el (escaso) programa electoral del partido: “Grecia para los griegos; fuera extranjeros”. ¿Todos? “No tenemos problemas con los legales, pero son un porcentaje muy pequeño. Pero a los indocumentados hay que echarlos a todos. Algunos barrios en el centro de Atenas están llenos de extranjeros, y debemos ayudar a nuestros compatriotas.
"Nos temen porque tenemos una ideología. Por esa misma razón no vamos a traicionar nuestras ideas pactando con cualquiera"
Urania Mijaloliakos, hija del líder de Aurora Dorada
Desde que empezó 2012, 14 griegos han muerto a manos de inmigrantes” (datos no confirmados). Aurora Dorada ha cosechado parte de su éxito con repartos de víveres y ropa -solo a griegos- en los barrios más degradados de Atenas, Patras y Salónica.
El partido tiene claro cómo solucionar el problema de la inmigración ilegal: "Hay que proteger las fronteras, y proponemos poner minas a todo lo largo de las mismas. No para matarlos, sino para impedir que entren en el país. Eso, más la vigilancia del Ejército, blindará Grecia. Mientras haya un solo griego en paro, no nos dan ninguna pena los extranjeros".
"Nos temen porque tenemos una ideología. Por esa misma razón no vamos a traicionar nuestras ideas pactando con cualquiera, y menos con los que han saqueado el país", anticipaba Urania Mijaloliakos un día antes de las elecciones. "… Solo si nos ofrecen las carteras de Defensa, Exteriores, Economía y Educación en el Gobierno, nos lo pensaríamos", bromea la hija del líder, a medio camino entre el farol y la bobada.
En la antesala, decenas de jóvenes black dress code -el uniforme de las marchas, dice Urania Mijaloliakos-, zascandilean entre expositores de libros (títulos sobre el White Power, el Mein Kampf, etcétera) y un pequeño puesto de mercadotecnia en el que se mezclan mecheros y banderitas con las siglas y el anagrama, runas celtas, cedés de música metal y punk, el Así habló Zaratrusta de Strauss y colgantes sospechosamente nazis. Aunque para nacionalsocialista, la enseña del partido: una casi esvástica negra sobre fondo rojo.
Todos sabemos o fim deste filme de terror !!!!! O mundo cada dia pior !!
O cineasta Martin Durkin explica em detalhes a bagunça que o Reino Unido
se encontra: uma dívida pública estimada em 4,8 trilhões de libras e
que continua crescendo. Ela é tão grande que mesmo se cada casa no Reino
Unido fosse vendida, não seria o suficiente para pagá-la.
Durkin
argumenta que para colocar a Inglaterra de volta nos trilhões, é
necessário repensar radicalmente o papel do estado, impedir que os
políticos gastem dinheiro em nome da população e introduzir, entre
outras medidas, um imposto único para fazer a economia crescer
novamente.
O polêmico documentário apresentado por Martin Durkin,
traz a teoria econômica a vida criando uma forte argumentação. O filme
inclui entrevistas com acadêmicos, investidores, empreendedores, não
menos que 4 antigos ministros das finanças e o maior monte de notas de
50 libras que você já viu.
Transcrição, revisão e sincronização de Juliano Torres.
Transcrição e tradução de Robson da Silva.
Portal Libertarianismo: "Evoluindo Ideias e Indivíduos."
http://www.libertarianismo.org/
Nao quero nem imaginar a divida do Brasil.
[url]/Main#Profile?uid=2328779812260672567[/url]:
Nao quero nem imaginar a divida do Brasil.
Uma coisa eu nao entendo, se todo mundo estah com dividas gigantescas, grandes nacoes como UK, USA, Japao, France, Grecia... E tb os emergentes com enorme divida como Brasil e Russia.... Pergunta-se: afinal, quem sao os grandes credores do mundo? onde o dinheiro estah sobrando? Falar simplesmente China nao me convence... pois sao inumeras as economias que soh sabem dizer vamos explodir qq mome to pela divida!